Tenho tanto, mas tanto sono, que hoje estou bem capaz de usar esta desculpa no trabalho:
quinta-feira, 31 de julho de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
Seja agora
Nós havemos de nos ver os dois
ver no que isto dá
ficar um pouco mais a conversar
Ter a eternidade para nós
Quem sabe, jantar,
Se tu quiseres pode ser hoje
Tem de acontecer, porque tem de ser
e o que tem de ser tem muita força
E sei que vai ser, porque tem de ser
Se é p'ra acontecer, pois que seja agora!
Que seja agora
Se é pra acontecer
Pois que seja agora!
segunda-feira, 28 de julho de 2014
domingo, 27 de julho de 2014
Ao domingo, publicidade! #21
Este é um novo mundo. E um novo mundo exige novas formas de publicidade, novas formas de chegar ao público. Num mundo em que todos os bancos oferecem os mesmos produtos, o Millenium quer oferecer mais: uma relação de confiança, de apoio, de acompanhamento deste novo mundo.
Um bocadinho a fazer lembrar os anúncios da Caixa, mas muito bem conseguido, aqui vos apresento o novo Millenium:
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Sometimes all you need is...
Life
doesn't always go along as planned and things don't always happen when they
should; sometimes even miracles take a little time or come unexpectedly. In the
meanwhile, we better make lemonade out of the lemons life throws at us. And we
may even find out that not all the lemons are bitter and that, sometimes, the unpredictable
things in life are the best and just what we needed to be happy. That if we
believe really hard and think happy thoughts, things will eventually fall into
place. Sometimes it takes a little push, a little effort, a little hard work,
sometimes it takes a lot. And it’s not always going to work out, because life
may have other plans in store for you. Despite everything, never forget: sometimes all
you need is faith and trust… and a little fairy dust!
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Opinião: A Virgem das Amêndoas, de Marina Fiorato
A Virgem das Amêndoas
Marina Fiorato (Porto Editora)
Sinopse: Na Itália do século XVI, o pintor Bernardino Luini é encarregado de pintar um fresco religioso na igreja de Saronno, encontrando a sua musa na jovem Simonetta. Viúva, sozinha e a ver a sua fortuna desaparecer até não restar nada mais a não ser as amendoeiras da sua villa, Simonetta acede a posar como modelo para o artista.
À genialidade do pincel de Luini, Simonetta retribui com a criação da sua própria obra de arte: um licor especial fabricado com o fruto das suas amendoeiras. O licor ficará conhecido, até aos dias de hoje, como o famoso Amaretto di Saronno.
À medida que o trabalho progride, artista e modelo apaixonam-se, contudo, antes de ambos completarem as suas obras, a relação é fortemente abalada por um acontecimento que porá em perigo aquele amor. E as suas vidas.
Opinião
Gosto muito de romances históricos, principalmente quando os mesmos se desenrolam em cenários pelos quais tenho um especial fraquinho, como é o caso deste livro, passado na Itália Renascentista. Melhor ainda quando vai buscar personagens que existiram mesmo, como é o caso de Bernardino Luini e Simonetta di Saronno. Bem sei que a realidade não é igual à ficção e que a história destes dois foi romanceada para encher as páginas deste livro, mas ainda assim, a sensação é a de que estou a ficar a conhecer mais um pedacinho de História e isso agrada-me. Tal como este livro me agradou. Com uma narrativa suave e delicada, personagens humanas e com uma boa evolução ao longo da trama, alguns imprevistos e um caminho que nos leva tranquilamente a um final não totalmente inesperado.
Não foi um livro que me tivesse arrebatado loucamente, mas foi uma leitura saborosa e leve. Por vezes, senti que existiam muitas histórias dentro da história - nomeadamente porque as personagens perdem muito tempo a contar umas às outras as vidas e os episódios dos santos (será um livro com uma forte ligação religiosa, também devido ao tempo em que se passa), o que quebra claramente o ritmo da narrativa e afasta o leitor do caminho principal. A evolução das personagens também me pareceu ser, por vezes, demasiado rápida para ser verosímil, bem como a relação entre Luini e Simonetta parece, de início, um pouco forçada. Mas as personagens secundárias, como Manodorata e a sua família, são um contributo inegável à história e a ação paralela entre Selvaggio, Amaria e a Nona faz um contrapeso necessário à saga principal.
No geral, um leitura ótima para as férias, para levar connosco para a praia ou para o campo e descontrair enquanto nos perdemos nos amores e desamores deste livro.
Não foi um livro que me tivesse arrebatado loucamente, mas foi uma leitura saborosa e leve. Por vezes, senti que existiam muitas histórias dentro da história - nomeadamente porque as personagens perdem muito tempo a contar umas às outras as vidas e os episódios dos santos (será um livro com uma forte ligação religiosa, também devido ao tempo em que se passa), o que quebra claramente o ritmo da narrativa e afasta o leitor do caminho principal. A evolução das personagens também me pareceu ser, por vezes, demasiado rápida para ser verosímil, bem como a relação entre Luini e Simonetta parece, de início, um pouco forçada. Mas as personagens secundárias, como Manodorata e a sua família, são um contributo inegável à história e a ação paralela entre Selvaggio, Amaria e a Nona faz um contrapeso necessário à saga principal.
No geral, um leitura ótima para as férias, para levar connosco para a praia ou para o campo e descontrair enquanto nos perdemos nos amores e desamores deste livro.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Quando a argumentação não chega
Ainda sobre as pessoas que se acham donas da verdade absoluta e se recusam a ouvir a voz dos outros, tenho de admitir que chega a um ponto em que a argumentação não é suficiente. Porque para essas pessoas não existem outras realidades, os outros estão sempre errados. E pessoas assim, mesmo que tenham alguma razão no que defendem, irritam-me tanto, mas tanto, que só me dá vontade disto:
segunda-feira, 21 de julho de 2014
A minha primeira maratona literária...
...não é de perto nem de longe uma maratona.
A convite da Ana Luísa, do blogue Leituras do Instante, durante as próximas duas semanas vou participar na Maratona Viagens (In)Esperadas - Especial Verão, cujo objetivo, além de ler, ler, ler e de nos divertirmos, será completar o Bingo Literário de Verão, ou seja, ler livros que se enquadrem nas categorias acima, de forma a preencher todas as categorias e terminar o nosso cartão Bingo.
Com um prazo de duas semanas, escolhi apenas três livrinhos, dois dos quais bem pequenos. Isto porque eu tenho noção de que não sou uma leitora muito veloz, gosto de apreciar as palavras, de sentir a história desenrolar-se... Embora às vezes fique tão obcecada com a vontade de saber mais e mais e mais que, quando dou conta, já o livro foi à vida (e as horas também).
Assim sendo, as minhas leituras serão as seguintes:
O Guarda da Praia, de Teresa Maria Maia Gonzalez
Coração de Corda, de Carina Portugal
A Voz, de Juliet Marillier
Se quiserem saber mais sobre estas Maratonas Viagens (In)Esperadas, que decorrem mensalmente, é uma questão de aderirem ao Grupo de Facebook Maratonas Literárias Viagens (In)Esperadas. Para quem gosta destas coisas, vale mesmo a pena :)
domingo, 20 de julho de 2014
Ao domingo, publicidade! #20
Porque a temática da semana foi a natalidade, aqui fica uma campanha dinamarquesa de incentivo à natalidade com muito humor e criatividade. Porque afinal, a diversão não está em ganhar mas sim em participar ;)
sexta-feira, 18 de julho de 2014
A minha verdade é melhor que a tua, toma toma!
Aqui há dias li que as melhores pessoas para nos apaixonarmos são aquelas que leem. O artigo dá uma série de razões, mas eu fixei-me essencialmente nesta:
Those who read fiction are capable of the most empathy and “theory of mind,” which is the ability to hold opinions, beliefs and interests apart from their own. They can entertain other ideas, without rejecting them and still retain their own. While this is supposed to be an innate trait in all humans, it requires varying levels of social experiences to bring into fruition (...).
O artigo continua, dizendo que os leitores absorvem as experiências das personagens dos livros que leem, tornando-as suas e tornando-se mais sábios com elas. Não me considero sábia nem sei se é por ser uma leitora assídua desde que me lembro, mas a verdade é que, na minha vida, tento adotar sempre esta postura. Tenho os meus preconceitos como todos nós, como é óbvio, mas também tenho perfeita consciência de que não sou dona da verdade absoluta e tento sempre não impor a minha realidade sobre os outros. Infelizmente, sinto-me cada vez mais uma ave rara nesta sociedade que aproveita cada coisinha para massacrar os outros como se eles próprios não tivessem telhados de vidro.
As redes sociais vieram incrementar este fenómeno, com as pessoas a esconderem-se atrás de monitores para dizerem todas as barbaridades que lhes vêm à cabeça, seguras da sua impunidade virtual. Afinal, quando éramos crianças e nos desentendíamos uns com os outros para além das palavras, passávamos aos atos físicos - agressões, choro, fuga -, mas quem vai atrás dos agressores da Internet? Quem lhes mostra que feriram os sentimentos dos outros, que o que eles fizeram não se faz, que as suas palavras têm consequências tão gravosas como as suas ações? E a agressividade, deuses! A agressividade com que essas palavras são cuspidas através do teclado! A vida não anda fácil para ninguém, mas parece-me que, de há uns tempos para cá, sempre que surge uma polémica, as pessoas enraivecem-se nas contradições, lutam por fazer valer as suas posições mais do que as dos outros, não ouvem, não respeitam espaços e opiniões divergentes, são donos da verdade e atacam ferozmente quem quer que discorde de si. Os temas deixam de ser polémicos para serem verdadeiras batalhas campais entre os comentadores dos mesmos.
Ainda hoje li esta pequena barbaridade: "As mães que não querem amamentar os seus filhos não deviam poder ter filhos". WOW, a sério? Houve mesmo alguém que disse tal coisa? A vida não é preto no branco, gente, nunca!! Não concordar com esta opção, que só diz respeito a cada pessoa, é uma coisa, mas há mesmo necessidade de se partir imediatamente para este tipo de acusações brutais e impensadas? E isto é só um exemplo do que tenho visto por aí. E que me choca. Muito!
Gente, há mais realidades para além da vossa! Se em vez de passarem o tempo a criticar e a mandar abaixo empenhassem toda essa energia a fazer algo produtivo, seríamos todos muito mais felizes!
Do meu lado, partilho o meu pequeno preconceito: Gente que acha que a sua verdade é melhor que a dos outros, não devia ter direito a opinião! Mas isto sou só eu que acho...
It's just my humble opinion, but it's one that I believe in
You don't deserve a point of view if the only thing you see is you
Foi há um ano...
Há um ano, no dia 18 de julho, não fui trabalhar. Levantei-me cedo, fui ao ginásio, tomei o pequeno-almoço fora. Vesti um vestido novo, arranjei o cabelo e calcei uns sapatinhos elegantes. Tudo para me sentir gira, confiante e bem; tudo para que o dia decorresse com calma. Estive com o marido de manhã, com a mana e os pais ao almoço. Pessoas que me fazem bem, que me rodeiam de boas energias e de felicidade.
Estava tudo programado e não havia necessidade de pensar muito no assunto - arma de defesa para não entrar em ansiedades desnecessárias, afinal já era a segunda vez que ia passar pelo mesmo. De tarde, fiz check-in como nos hotéis e lá fui para o quarto: despe roupa, veste bata, faz medições de tensão e afins ("A sério que a menina vai ser operada hoje? E não está nervosa?", perguntou a enfermeira ao olhar para os meus normalíssimos 12/8 de tensão arterial), calça meia ultra-apertada para evitar coágulos e deixa a outra perna ao léu, que é para os médicos abrirem. A minha mãe sempre ali por perto para ajudar no que fosse preciso e dar apoio moral e eu sempre bem disposta e animada.
Brinquei até ser levada para a sala de operações, brinquei com o anestesista quando ele me pôs o soro e sujou tudo de sangue ("Ó Doutor, eu vou ser operada ao joelho, não é à mão!"), brinquei quando me deram a epidural, pelo menos até adormecer profundamente, e brinquei quando acordei e ainda estavam de volta de mim ("Acho que preciso de mais uma caipirinha no soro!"). Já não brinquei tanto durante a primeira noite, sozinha, nem no dia seguinte, cheia de dores e muito mal disposta. Mas, à parte isso, estava tudo bem e pude ir para casa, onde começou uma nova aventura. Foram uns primeiros meses difíceis, com muito esforço, muitas lágrimas, muito empenho. Recuperei bem, ainda estou a recuperar e ainda me falta um bom bocado até estar a 100% (que tristeza ainda não poder usar uns saltos altos sem dores). Volvido um ano, ainda não me sinto "melhor" do que antes da cirurgia, mas sei que lá hei-de chegar! Afinal, este joelho é para manter por muitos e bons anos!
A acompanhar-me nesta viagem, para além do incansável marido, da família e amigos sempre presentes (um obrigada a todos!), tenho uma bela cicatriz no joelho, em forma de crescente ou de sorriso. A primeira vez que a olhei, vieram-me as lágrimas aos olhos de tristeza (com o joelho todo negro, com o triplo do tamanho e os pontos ainda a fechar...), mas já gosto dela e não me coíbo de a exibir agora com o bom tempo e as saias curtas. Sempre achei que as cicatrizes davam personalidade e a minha é cheia de estilo!
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| Novembro de 2013 |
| Junho de 2014 |
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Opinião: O Passado que Seremos, de Inês Botelho
O passado que seremos
Inês Botelho (Porto Editora)Romance de iniciação à idade adulta, O Passado Que Seremos dá-nos o(s) retrato(s) de uma geração e dos caminhos onde procura encontrar a "sua" verdade.
Opinião
Sobre a sua obra, a autora diz o seguinte: "Estava pouco interessada num livro amoroso ou delico-doce; queria-os a eles. (...) É o que vos ofereço: a experiência de serem Elisa e Alexandre." E é efetivamente isso que nos é oferecido: uma narrativa a duas vozes, entrar na cabeça de duas pessoas tão diferentes que são quase opostas, mas cujos mundos orbitam em torno um do outro, conhecer-lhes os sonhos, os desejos, as vontades, os erros...
Mas mergulhar dentro da mente e do coração de Elisa e Alexandre implica também entrar num mundo confuso, em que o passado se mistura com o presente, o real com o sonho, os narradores com as restantes personagens. E aqui reside a primeira crítica a este livro: não é uma narrativa clara. O leitor tem de estar atento à mudança de narrador e, principalmente, à mudança de tempos (ora estamos no presente, ora a seguir já estamos no passado, ora depois estamos a fazer conjeturas de um futuro que ainda não existe, sem que nos seja dada qualquer indicação).
Outra coisa que torna a trama de mais difícil compreensão é o registo de diário: Alexandre escreve para Elisa e Elisa escreve para Alexandre, mas depois escreve para a sua mãe e depois para a Lua, noutra ocasião escreve como se fosse o seu pai... Tudo isto baralha o leitor, transforma a história num conjunto de colagens que por vezes não ligam bem. Procurando uma narrativa mais poética, a autora acaba por falhar até na tentativa de se comunicar claramente com o leitor e, apesar de eu gostar bastante do registo diário, quando bem feito, aqui senti que perdeu um pouco o seu propósito.
Gostei da dicotomia entre as duas personagens principais, de ver os mesmos episódios contados de pontos de vista tão diferentes. Por outro lado, na ânsia de nos transmitir sensações e pensamentos, Inês Botelho relega a ação para segundo plano e muitas vezes esses episódios são momentos estranhos, como que imagens soltas em vez de uma história fluida. O mesmo acontece com as personagens secundárias, que ficam presas nessas imagens e não se conseguem construir e evoluir: ainda hoje não sei nada do Vasco, da Mila, do próprio Zé, que supostamente é o melhor amigo do Alexandre, até dos pais dos protagonistas, que surgem pouco, em contexto de diálogos rápidos e que são imediatamente postos de lado pelo turbilhão de pensamentos que vai dentro das cabeças daquelas alminhas.
De um modo geral, não me encantou de todo, mas a Inês Botelho ainda é uma autora jovem e terá muitas oportunidades de amadurecer o seu talento. Talvez o próximo seja melhor.
Mas mergulhar dentro da mente e do coração de Elisa e Alexandre implica também entrar num mundo confuso, em que o passado se mistura com o presente, o real com o sonho, os narradores com as restantes personagens. E aqui reside a primeira crítica a este livro: não é uma narrativa clara. O leitor tem de estar atento à mudança de narrador e, principalmente, à mudança de tempos (ora estamos no presente, ora a seguir já estamos no passado, ora depois estamos a fazer conjeturas de um futuro que ainda não existe, sem que nos seja dada qualquer indicação).
Outra coisa que torna a trama de mais difícil compreensão é o registo de diário: Alexandre escreve para Elisa e Elisa escreve para Alexandre, mas depois escreve para a sua mãe e depois para a Lua, noutra ocasião escreve como se fosse o seu pai... Tudo isto baralha o leitor, transforma a história num conjunto de colagens que por vezes não ligam bem. Procurando uma narrativa mais poética, a autora acaba por falhar até na tentativa de se comunicar claramente com o leitor e, apesar de eu gostar bastante do registo diário, quando bem feito, aqui senti que perdeu um pouco o seu propósito.
Gostei da dicotomia entre as duas personagens principais, de ver os mesmos episódios contados de pontos de vista tão diferentes. Por outro lado, na ânsia de nos transmitir sensações e pensamentos, Inês Botelho relega a ação para segundo plano e muitas vezes esses episódios são momentos estranhos, como que imagens soltas em vez de uma história fluida. O mesmo acontece com as personagens secundárias, que ficam presas nessas imagens e não se conseguem construir e evoluir: ainda hoje não sei nada do Vasco, da Mila, do próprio Zé, que supostamente é o melhor amigo do Alexandre, até dos pais dos protagonistas, que surgem pouco, em contexto de diálogos rápidos e que são imediatamente postos de lado pelo turbilhão de pensamentos que vai dentro das cabeças daquelas alminhas.
De um modo geral, não me encantou de todo, mas a Inês Botelho ainda é uma autora jovem e terá muitas oportunidades de amadurecer o seu talento. Talvez o próximo seja melhor.
terça-feira, 15 de julho de 2014
30 anos de vocês
Diz-se que ontem foi o Dia da França. Diz-se que ontem nasceram pessoas e outras celebraram o seu dia de anos. Diz-se que ontem aconteceram muitas coisas. Nenhuma delas tão importante como vocês.
Ontem foi o vosso dia. Ontem celebraram 30 anos do vosso amor, 30 anos de compromisso, 30 anos desde o dia em que decidiram unir as vossas vidas numa só. Nenhuma relação é perfeita e nenhum casal vive sempre nas nuvens, mas vocês superaram (e superam) todos os obstáculos que têm aparecido no caminho, sem nunca perderem o bom humor, a cumplicidade e a ternura que vos caracterizam. É ver a mãe a arranjar o pequeno-almoço do pai com carinho, ver o pai levantar-se mais cedo todos os dias para ir levar a mãe ao trabalho, darem um beijo sempre que se despedem e sempre que se reencontram, caminharem de mãos dadas, fazerem programas de família sem nunca abdicarem dos programas a dois. É o pai oferecer à mãe uma prenda surpresa, é a mãe vestir aquele vestido que o pai adora para irem jantar, é a forma única como falam um com o outro, os miminhos que trocam, as brincadeiras e as histórias só deles, o ombro de apoio nos momentos menos bons.
E é também a forma como a mãe ralha por o pai nunca atender o telefone lá de casa, o olhar exasperado do pai quando a mãe complica qualquer coisa, os amuos, as zangas e as discussões porque, afinal, nenhuma relação (sobre)vive sem elas.
É, acima de tudo, o quanto continuam a gostar um do outro mesmo volvidos 30 anos. Um amor que não se esgota e que continua forte e duradouro, quiçá por outros tantos ou mais anos. E que continua a influenciar quem vos vive de perto, quem cresceu a ver-vos e que, por vossa causa, não acredita em contos de fadas, mas acredita em finais felizes.
Obrigada, pais, por serem como são e por serem exemplo de vida para mim e para a mana. E parabéns pelos vossos 30 anos de casados :)
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Parte o copo
«Então, soltei uma das mãos, peguei num copo e coloquei-o na
borda da mesa.
— Vai cair. — disse ele.
— Exacto. Quero que tu o derrubes. — Partir um copo? Sim,
partir um copo. Um gesto aparentemente simples, mas que envolvia pavores que
nunca chegaremos a perceber. O que há de errado em partir um copo barato –
quando todos nós já o fizemos, sem querer, pelo menos uma vez na vida?
— Partir um copo? — repetiu ele. — Porquê?
— Posso dar algumas explicações. — respondi. — Mas, na
verdade, é apenas por partir.
— Por ti?
— Claro que não.
Ele olhava para o copo de vidro na borda da mesa –
preocupado que ele caísse.
“É um ritual de passagem, como tu dizes”, tive vontade de
dizer. “É o proibido. Copos não se partem de propósito. Quando entramos em
restaurantes, ou em nossas casas, temos cuidado para que os copos não fiquem na
borda das coisas. O nosso universo exige que tomemos cuidado para que os copos
não caiam ao chão.”
No entanto, continuei a pensar, quando os partimos sem
querer, vemos que não foi tão grave assim. O empregado diz “Não tem
importância” e nunca na minha vida vi os copos partidos serem incluídos na
conta de um restaurante. Partir copos faz parte da vida e não causamos nenhum
dano a nós próprios, ao restaurante ou ao próximo.
Eu dei um empurrão à mesa. O copo balançou mas não caiu.
— Cuidado! — disse ele, instintivamente.
— Parte o copo — insisti eu.
Parte o copo, pensava comigo mesma, porque é um gesto
simbólico. Procura entender que eu parti dentro de mim coisas e estou feliz por
isso. Olha para a tua própria luta interior e parte esse copo.
Porque, os nossos pais ensinaram-nos a ter cuidado com os
copos e com os corpos. Ensinaram-nos que as paixões de infância são
impossíveis, que não devemos afastar homens do sacerdócio, que as pessoas não
fazem milagres e que ninguém vai em viagem sem saber para onde vai.
Parte esse copo, por favor – e liberta-nos de todos esses
malditos conceitos, essa mania que se tem de explicar tudo e só fazer aquilo
que os outros aprovam.
— Parte esse copo — pedi mais uma vez.
Ele fixou os seus olhos nos meus. Depois, devagar, deslizou
a sua mão pelo tampo da mesa, até tocá-lo. Num movimento rápido, empurrou-o
para o chão.»
in Na
margem do Rio Piedra eu sentei e chorei, de Paulo Coelho
domingo, 13 de julho de 2014
Ao domingo, publicidade! #19
Sorry, not sorry! :)
As mulheres pedem desculpa, em média, 5,2 vezes por dia, enquanto os homens só o fazem 3,6 vezes por dia. Não me parece que o problema esteja nos genes, logo restam-me apenas as causas sociais como origem deste comportamento. Porque vivemos numa sociedade que carrega o peso de séculos de submissão feminina e que ainda tem um longo caminho a percorrer na luta pela igualdade efetiva entre sexos. E esse caminho passa, sobretudo, pela mudança de mentalidades e não me refiro só às masculinas. É preciso as mulheres mudarem a forma como se encaram e como encaram as outras mulheres e os homens. Na ótica da delicadeza e da educação que os nossos pais nos ensinaram, e bem, às vezes tendemos a ser menos assertivas, menos agressivas, a ceder algum espaço pelo bem do entendimento e da harmonia (como ceder o braço de uma cadeira no consultório, ou permitir que alguém fale primeiro que nós, por exemplo). O que acontece é que esse espaço que nós cedemos há de ser usurpado por alguém e fomos nós que lhes demos esse poder.
Sou mulher, peço desculpas a sério e peço desculpas por educação. E às vezes peço desculpa por nada. E irrito-me comigo mesma. Porque não errei, não falhei e não magoei ninguém. Então por que raio me estou a desculpar por algo que não é culpa minha? Pois, é isso mesmo: Sorry, but not sorry. Not anymore!
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Can my day get better now, please?
Depois de ter trocado de roupa três vezes esta manhã, por motivos diversos e nenhum dos quais relacionados com a moda ou o estilo, de ter saído de casa mais tarde por causa dessas trocas, de me ter esquecido do almoço, o que me obrigou a voltar a casa e a atrasar-me mais um pouco, e de quase ter atropelado um gato que se atirou a correr para o meio da estrada*, tudo isto antes das oito da manhã, espero sinceramente que esta sexta-feira seja digna do seu nome e que me presenteie com um resto de dia sem sobressaltos, imprevistos e afins!
* Calma, amiguinhos dos animais, consegui travar a tempo e o gato lá foi à sua vidinha sem perder nenhuma das sete! ;)
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Cinema: A Culpa é das Estrelas
Um filme muito esperado, que finalmente tive a oportunidade de ver. Baseado no romance homónimo de John Green, as expectativas eram muito altas, alimentadas por meses de espera e por um burburinho cada vez maior entre os fãs desta obra. E o filme cumpriu na íntegra.
Foram 256 páginas transformadas em 126 minutos de filme. Mas "alguns infinitos são maiores que outros" e, nestas duas horas e pouco, coube tudo. Couberam gargalhadas e lágrimas, sorrisos e suspiros. Couberam as frases do livro e os sentimentos que transcendem as palavras. Coube a vida e coube a morte.
Mantendo-se muito fiel à narrativa de John Green, o realizador Josh Boone conseguiu manter um equilíbrio delicado ao longo de toda a história, permitindo que os momentos mais tristes e intensos fossem genialmente contrabalançados com o poder terapêutico do riso. Para isso contribuíram as prestações muito bem conseguidas de Shailene Woodley e Ansel Elgort, na pele de dois adolescentes vítimas de cancro que se apaixonam e vivem, do alto dos seus verdes anos, um amor intemporal, ameaçado pela presença constante da doença. A química entre os dois é notória e cria uma dinâmica muito interessante, muito real. Aliás, toda a história é imbuída de um realismo que nos cativa e envolve: podia ser um amigo nosso, um vizinho, um familiar... podíamos ser nós.
E é ao criar esta proximidade com o público que, quer o livro, quer o filme, ganham a sua maior vantagem. Já não somos meros espetadores, antes vivemos a tragédia das personagens com elas, rindo e sofrendo com e por elas (é nesta altura que aconselho a que se veja o filme acompanhado de um pacote de lenços - na sala de cinema, ontem, várias pessoas fungavam e soluçavam audivelmente).
Mas se o filme retrata uma realidade tão dura como o cancro, com todas as suas facetas mais negras, a verdade é que, acima de tudo, retrata a esperança, a fé e a vontade de viver. E de amar. E de aproveitar esta que é a única vida que temos.
Assim, ao contrário de Augustus Waters, cujo maior receio era o oblívio, não me parece que este filme vá ter esse problema. Eu, pelo menos, não o irei esquecer.
“I fell in love like you would fall asleep: slowly and then all at once.”
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Leituras para as férias
Há já muito tempo que não compro livros (entre leituras em atraso, leituras no Kindle e livros emprestados não tenho tido necessidade), mas acho que este mês vou quebrar o jejum. É que quero mesmo mesmo levar estes dois comigo nas férias :)
Por onde andas, inspiração?
Apesar de ainda faltarem umas semanas para as férias, a minha inspiração antecipou-se e abandonou-me à minha sorte. Não a posso censurar muito, visto que também eu não me importava nada de fazer já as malas e partir com rumo incerto, mas a verdade é que não dava jeitinho nenhum ficar agora despida de palavras e de ideias... Bem, de ideias não, que elas bem adejam aqui dentro da cabeça. O problema começa quando olho para a folha em branco e tudo se esvai. E eu ando às voltas com as letras, escrevo, reescrevo e volto a escrever, sem gostar de nada, sem que nada me saia naturalmente. E acabo por pousar a caneta, repousar as ideias e esperar mais um pouco. Pode ser que entretanto a inspiração volte de férias renovada e cheia de vontade de me pôr a escrever que nem uma louca :)
terça-feira, 8 de julho de 2014
Opinião: Julieta, de Anne Fortier
Julieta
Anne Fortier (Planeta)À medida que Julie se cruza com os descendentes das famílias envolvidas no inesquecível conflito familiar de Shakespeare, começa a perceber que a conhecida maldição – «Malditas sejam as vossas casas!» – continua actual e que ela é o alvo seguinte. Parece que a única pessoa capaz de salvar Julie é Romeu – mas onde está ele?
Opinião
Julieta é uma leitura leve, dinâmica, divertida. A história começa quando Julie Roberts descobre chamar-se na verdade Julieta Tolomei, homónima e descendente da verdadeira Julieta, a de Shakespeare, que viveu em Siena no século XIV. Julie parte então em busca da história da sua família, seguindo as pistas que a sua mãe lhe deixou. Pelo caminho, deparam-se-lhe os Salimbeni, inimigos mortais dos Tolomei (quais Capuleto e Montecchio), e muitos mais perigos, num jogo de mistérios, tesouros escondidos, maldições centenárias e bandidos dos dias de hoje.
Paralelamente à narrativa moderna, em capítulos alternados, ficamos a conhecer a Siena medieval onde se cruzaram Julieta e Romeu, os infelizes amantes destinados a viverem uma trágica história de amor que perduraria através dos tempos e se tornaria mundialmente conhecida pela pena de Shakespeare. E à medida que Julie vai ficando cada vez mais embrenhada nesta história, também nós, leitores, queremos saber mais, conhecer o que aconteceu, descobrir as pistas e torcer pelo final feliz. Será que esse final feliz poderá ser encontrado na pessoa de Alessandro Santini, aliado dos Salimbeni e, desde o primeiro dia, um obstáculo no caminho de Julie? Mas se Alessandro não é Romeu, como pode a maldição ser quebrada, como pode Julieta ser feliz?
Diálogos interessantes, uma história que entretém e diverte, personagens que nos cativam. Um ponto negativo para este livro: a tradução. Quando vi o nome de Irene e Nuno Daun e Lorena até tremi. Já tive anteriormente más experiências com estes tradutores e agora não foi diferente. Uma tradução muito fraquinha, com gralhas, erros gramaticais e inconstância ao longo de todo o livro (primeiro tratam-se por você, depois é por tu, depois é por você outra vez... enfim). Claro que o problema não é só da tradução, uma vez que com uma boa revisão parte das falhas teria sido corrigida. No final, fica um ponto negativo para a editora Planeta pela sua falta de preocupação com o produto final.
Paralelamente à narrativa moderna, em capítulos alternados, ficamos a conhecer a Siena medieval onde se cruzaram Julieta e Romeu, os infelizes amantes destinados a viverem uma trágica história de amor que perduraria através dos tempos e se tornaria mundialmente conhecida pela pena de Shakespeare. E à medida que Julie vai ficando cada vez mais embrenhada nesta história, também nós, leitores, queremos saber mais, conhecer o que aconteceu, descobrir as pistas e torcer pelo final feliz. Será que esse final feliz poderá ser encontrado na pessoa de Alessandro Santini, aliado dos Salimbeni e, desde o primeiro dia, um obstáculo no caminho de Julie? Mas se Alessandro não é Romeu, como pode a maldição ser quebrada, como pode Julieta ser feliz?
Diálogos interessantes, uma história que entretém e diverte, personagens que nos cativam. Um ponto negativo para este livro: a tradução. Quando vi o nome de Irene e Nuno Daun e Lorena até tremi. Já tive anteriormente más experiências com estes tradutores e agora não foi diferente. Uma tradução muito fraquinha, com gralhas, erros gramaticais e inconstância ao longo de todo o livro (primeiro tratam-se por você, depois é por tu, depois é por você outra vez... enfim). Claro que o problema não é só da tradução, uma vez que com uma boa revisão parte das falhas teria sido corrigida. No final, fica um ponto negativo para a editora Planeta pela sua falta de preocupação com o produto final.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
domingo, 6 de julho de 2014
Ao domingo, publicidade! #18
Uma mulher fotografou-se diariamente durante um ano. No final, envia um apelo numa folha de papel: "Ajuda-me, eu não sei se posso esperar até amanhã." E nós ficamos sem reação!
Trata-se, na verdade de um anúncio, uma curta-metragem criada pelo Governo da Croácia para alertar para a violência doméstica e mostrando, através de uma fotografia por dia, o evoluir de uma jovem que parecia confiante, segura, feliz e que vai perdendo essas características à medida que vai ganhando nódoas negras um pouco por todo o lado.
Um vídeo forte e marcante. Um apelo ao quebrar do silêncio de terceiros. Como li aqui, "é tempo de dizer BASTA! A violência doméstica, quer física, quer psicológica, quer incida sobres mulheres, homens, crianças ou idosos, tem de ter um fim."
sábado, 5 de julho de 2014
Home alone
Estou sozinha em casa, a ressacar de uma maldita amigdalite que me encheu de febre e de dores durante os últimos dias. E se hoje já me sinto em forma, apenas com uma bela nódoa negra a provar que levei uma injeção de penicilina, a verdade é que a memória dos últimos dias e o receio de ter uma recaída fizeram com que não quisesse arriscar e, por isso, não fui à Marginal do Rio Azul, a corrida de 10 km na qual me tinha inscrito e de que vos falei aqui.
E estou cheia de pena. Porque tinha criado expectativas, porque tinha combinado ir com a A., porque já tinha gasto o dinheiro, porque sabia que ia ser muito divertido caminhar por Setúbal à noite.
Mas corridas há muitas, enquanto saúde há só uma. E não tenho nenhuma vontade de voltar ao hospital nos próximos tempos, por isso fica para a próxima. Até lá, vou tendo mais tempo para treinar ;)
sexta-feira, 4 de julho de 2014
All aboard!
Este ano pude finalmente concretizar um sonho muito antigo: embarquei num cruzeiro pelo Mediterrâneo, ao lado do meu eterno companheiro de aventuras, o marido.
Partimos os dois, numa espécie de segunda lua de mel. Passámos por Milão e Veneza, entrámos em templos e subimos a torres, comemos pasta e pizza e gelattos, passeámos muito e apaixonámo-nos ainda mais pela nossa bella Italia.
Depois embarcámos. A escolha recaiu sobre a rota Viagem ao Coração da Atlântida, a bordo do MSC Fantasia, um cruzeiro a fervilhar de vida, de animação, de gente jovem (crianças e adolescentes, jovens adultos e jovens de espírito). Uma coisa é certa, com tantas atividades, diversões e coisas para fazer, uma pessoa nunca pode dizer que está aborrecida num cruzeiro. Por outro lado, para além do plano das festas diárias, há também e sempre tempo para descansar, para relaxar, para dar um mergulho na piscina, repousar no jacuzzi ou terminar uma leitura enquanto se bebe um cocktail. Os dias no cruzeiro são longos, repletos de tudo o que é bom e que desejamos para as férias. Durante o dia, aulas de ginástica e jogos de grupo, excursões a terra e demonstrações de habilidades. À noite, espetáculos incríveis e jantares temáticos seguidos de festas pela noite fora - pelo meio, um ou outro jantar de gala, para os senhores se poderem engalanar e as senhoras se poderem abonecar. É como ter tudo no mesmo sítio. Nunca nos cansamos, porque todos os dias são diferentes e, quando chega ao fim, damos por nós a perguntar: "Já passaram oito dias? Parece que ainda ontem embarquei..."
E o encanto prevalece. Tanto que, volvido um mês, continuo com muitas saudades.
Dos destinos:
Do navio em si e da vida a bordo:
Mas, principalmente, das experiências inesquecíveis que vivi durante aquela semana e das pessoas fantásticas que conheci e com quem tive a oportunidade de partilhar essas experiências. Porque sem eles a viagem teria sido boa na mesma, mas não era a mesma coisa.
Assim, foi das melhores viagens da minha vida, uma que sem dúvida nunca esquecerei!!
Partimos os dois, numa espécie de segunda lua de mel. Passámos por Milão e Veneza, entrámos em templos e subimos a torres, comemos pasta e pizza e gelattos, passeámos muito e apaixonámo-nos ainda mais pela nossa bella Italia.
Depois embarcámos. A escolha recaiu sobre a rota Viagem ao Coração da Atlântida, a bordo do MSC Fantasia, um cruzeiro a fervilhar de vida, de animação, de gente jovem (crianças e adolescentes, jovens adultos e jovens de espírito). Uma coisa é certa, com tantas atividades, diversões e coisas para fazer, uma pessoa nunca pode dizer que está aborrecida num cruzeiro. Por outro lado, para além do plano das festas diárias, há também e sempre tempo para descansar, para relaxar, para dar um mergulho na piscina, repousar no jacuzzi ou terminar uma leitura enquanto se bebe um cocktail. Os dias no cruzeiro são longos, repletos de tudo o que é bom e que desejamos para as férias. Durante o dia, aulas de ginástica e jogos de grupo, excursões a terra e demonstrações de habilidades. À noite, espetáculos incríveis e jantares temáticos seguidos de festas pela noite fora - pelo meio, um ou outro jantar de gala, para os senhores se poderem engalanar e as senhoras se poderem abonecar. É como ter tudo no mesmo sítio. Nunca nos cansamos, porque todos os dias são diferentes e, quando chega ao fim, damos por nós a perguntar: "Já passaram oito dias? Parece que ainda ontem embarquei..."
E o encanto prevalece. Tanto que, volvido um mês, continuo com muitas saudades.
Dos destinos:
| Veneza, cidade dos canais (Itália) |
| Oia, Santorini (Grécia) |
| Parthénon, Atenas (Grécia) |
| Baía de Palaiokastritsa, Corfu (Grécia) |
| A molhar os pés no Mar Jónico (Baía de Palaiokastritsa, Corfu) |
| Cidade de Dubrovnik (Croácia) |
| A molhar os pés no Mar Adriático (Dubrovnik) |
Do navio em si e da vida a bordo:
| MSC Fantasia |
| A famosa escadaria de pedras Swarosvki |
| Momentos de lazer |
| Momentos de lazer (parte II) |
Assim, foi das melhores viagens da minha vida, uma que sem dúvida nunca esquecerei!!
quinta-feira, 3 de julho de 2014
O que já me ri com isto!
O genérico da série Guerra dos Tronos se a mesma tivesse sido feita nos anos 90 em VHS.
Opinião: Trilogia Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare
City of Bones, City of Ashes, City of Glass
Cassandra Clare (leitura no Kindle)
Devia ter lido estes livros quando tinha 17 ou 18 anos. Não digo isto como sendo uma coisa má, antes no sentido em que o público desta saga está muito bem definido: trata-se de um público jovem adolescente, que se identifica com a rebeldia da protagonista e fica solidário com as suas aventuras e desventuras amorosas, tudo isto enquanto a sua vida se vira de pernas para o ar ao descobrir que afinal descende de uma longa linhagem de Caçadores de Sombras, sere que defendem os humanos de criaturas demoníacas. Atenção, eu também gosto de uma boa história de amor, mas não consigo evitar rolar os olhos quando o protagonista masculino é tão, mas tão perfeito que até enjoa: "e os olhos dele", "e os cabelos dele", "e a elegância dele". Ok, ok, já percebi, já estou a nadar em baba (que não é minha!) e já chega!
Faz-me lembrar um pouco a saga Twilight, com a adoração da Bela pelo Edward. No entanto, aqui a história é mais interessante, a Clary tem mais desenvoltura e um humor mais apurado, o Jace é um badboy em desenvolvimento, com uma língua muito afiada e as restantes personagens são bastante interativas - impossível não gostar de Magnus Bane, de Isabelle, de Luke.
A narrativa melhora com o desenvolvimento dos livros (já ouvi dizer que a seguir ao terceiro, volta a piorar, mas, precisamente por essa razão, fiquei-me apenas pela trilogia original). À medida que as personagens vão sendo aprofundadas a história torna-se mais fluida e começamos a entrar no espírito: há diálogos que nos fazem rir, momentos que nos deixam em suspenso, personagens que adoramos odiar... De uma leitura mais lenta no primeiro livro, levei apenas alguns dias a ler o terceiro, pois a vontade de saber o que vinha a seguir era muita.
Continua, contudo, a ser uma história de adolescentes e para adolescentes, com tudo de bom e de mau que isso tem. Uma leitura leve, animada e boa para passar o tempo, mas sem esperar muito mais do que uns momentos de descontração.
Faz-me lembrar um pouco a saga Twilight, com a adoração da Bela pelo Edward. No entanto, aqui a história é mais interessante, a Clary tem mais desenvoltura e um humor mais apurado, o Jace é um badboy em desenvolvimento, com uma língua muito afiada e as restantes personagens são bastante interativas - impossível não gostar de Magnus Bane, de Isabelle, de Luke.
A narrativa melhora com o desenvolvimento dos livros (já ouvi dizer que a seguir ao terceiro, volta a piorar, mas, precisamente por essa razão, fiquei-me apenas pela trilogia original). À medida que as personagens vão sendo aprofundadas a história torna-se mais fluida e começamos a entrar no espírito: há diálogos que nos fazem rir, momentos que nos deixam em suspenso, personagens que adoramos odiar... De uma leitura mais lenta no primeiro livro, levei apenas alguns dias a ler o terceiro, pois a vontade de saber o que vinha a seguir era muita.
Continua, contudo, a ser uma história de adolescentes e para adolescentes, com tudo de bom e de mau que isso tem. Uma leitura leve, animada e boa para passar o tempo, mas sem esperar muito mais do que uns momentos de descontração.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Desafios literários 2014: Atualização
Agora que já passou meio ano, penso que está na hora de fazer um resumo das minhas andanças literárias em 2014, principalmente para me manter a par dos desafios a que me propus (e que vou tentando cumprir com a melhor das boas vontades).Assim sendo, aqui fica o resumo destes primeiros seis meses.
2014 Reading Challenge (Goodreads)
O objetivo está em 45 livros durante o ano. Com 19 obras lidas até ao momento, o Goodreads diz-me que vou com um atraso de três livros. Como ainda vêm aí as férias, estou em crer que consigo acompanhar e cumprir este desafio :)
Podem acompanhar o meu progresso aqui:
https://www.goodreads.com/challenges/1914-2014-reading-challenge
Desafio Novos Autores
Ler 10 novos autores ao longo do ano. Neste momento vou com sete:
Jennifer Armentrout - Espero por ti (opinião aqui)
Kimberly McCreight - Reconstructing Amelia (opinião aqui)
Carlos Ruiz Zafón - A sombra do vento (opinião aqui)
Afonso Cruz - O pintor debaixo do lava-loiças (opinião aqui)
Cassandra Clare - City of Bones, City of Ashes, City of Glass (opinião em breve)
Anne Fortier - Julieta (opinião em breve)
Marina Fiorato - A Virgem das Amêndoas (opinião em breve)
Desafio Autores Portugueses
Desafio com um único objetivo: ler um livro de autoria nacional por mês. Aqui é que as coisas se complicam, porque os livros lidos e por ler são, na sua grande maioria, de autores estrangeiros. De qualquer forma, tenho tentado, conseguindo até ao momento:
Fábio Ventura - A Morte quer-me tão bem (janeiro)
Sophia de Mello Breyner Andresen - O cavaleiro da Dinamarca (março)
Sophia de Mello Breyner Andresen - A menina do mar (como em fevereiro não li nenhum autor português, compensei em março com dois)
Afonso Cruz - O pintor debaixo do lava-loiças (abril)
Inês Botelho - O passado que seremos (junho)
Ou seja, até ao momento, fora o desafio de autores portugueses em que já falhei dois meses, a coisa até está a correr bem :)
Daqui a uns meses, nova atualização!
terça-feira, 1 de julho de 2014
Lábios lindos e saborosos!
Apesar de gostar muito de usar batons de cores fortes (um vermelho vivo, um rosa profundo, um laranja arrojado), a verdade é que há momentos em que nada bate o velhinho baton hidratante, daqueles que se aplicam mesmo sem espelho, em qualquer lugar, com uma volta aos lábios e fica perfeito!
E, desde que descobri este Fruity Shine de Cereja da Labello, que nos tornámos inseparáveis. Hidrata, dá brilho e um toque de cor, além de ser super saboroso. Anda sempre comigo na mala e uso-o frequentemente com outros batons, para dar um brilho final (para quem não gosta de gloss, esta é uma ótima opção). A partir do momento em que comecei a usar o Fruity Shine de Cereja, não fiquei fã de nenhum outro.
Mas agora a Labello lançou dois novos batons da coleção Fruity Shine, com dois sabores que sabem a verão e dois tons que pedem dias de sol e de calor. E eu, que ainda não conheço, estou completamente rendida e quero muito experimentar a Melancia e o Pêssego. E, se forem tão bons como a Cereja, é certo e sabido que vão passar a fazer parte do leque de maquilhagem indispensável na minha carteira :)
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