Mostrar mensagens com a etiqueta saudades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta saudades. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 15 de março de 2018

Três longas semanas

Três semanas. Há três longas semanas que não publicava nada por aqui. Numa espécie de hibernação voluntária, um abandono consciente não por falta de ter o que escrever mas porque precisava de dar tempo ao tempo da escrita. Têm sido tempos estranhos, mudanças que ainda não assentaram, arestas que é preciso limar, rotinas que é preciso encontrar. Ainda estou a tentar estabilizar o meu chão nesta nova vida. Sei que vai acontecer eventualmente, mas, por enquanto, ainda há muitas novidades. É dar tempo ao tempo. 
Mas o tempo da escrita faz-me falta. Por isso cá estou, de regresso. Após três semanas de ausência. Três semanas que me pareceram demasiado longas e que me deram muitas saudades!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

5 coisas menos óbvias de que vou sentir saudades no verão



Hoje começa o outono. Mas, como ele só chega às 21:02, ainda me estou a agarrar a este como o último dia de verão, embora o tempo já se incline mais para a meia estação, a noite já chegue demasiado cedo e a humidade já tome conta de tudo de madrugada. O verão deixa-me sempre saudades. Da praia, do calor, das férias... Mas também destas coisas menos óbvias, mas das quais vou sentir saudades:

1. Andar descalça em casa
Infelizmente, lá por casa não há chão aquecido e, por isso, assim que os dias quentes de verão se vão embora, a tijoleira começa a ser nossa inimiga. E, se eu adoro chegar a casa, largar os sapatos e andar descalça o dia todo, também detesto ter os pés frios e, nesta altura do ano, enfrento um belo dilema. Ainda estou a forçar os pés descalços, mas nem cinco minutos depois rendo-me às evidências e lá vou buscar os chinelos de casa.

2. Lavar a cabeça e deixar o cabelo secar ao ar
Ah, a liberdade dos dias de verão, em que lavamos o cabelo, sacudimos a cabeça e ele seca assim, perfeito, cheio de estilo e de ondulações giras. Ah, a liberdade que é não perdermos tempo com secadores, com o calor demoníaco que nos faz destilar transpiração logo a seguir a termos saído do banho, não termos de andar a pensar se é preferível esticá-lo com a prancha ou só dar-lhe um toque com a escova, porque, claro!, as ondulações naturais do nosso cabelo vão logo à vida assim que entram em contacto com aquele ar quente.

3. Não ter de usar meias/collants
Tempo que demoramos a vestir-nos no verão? Cinco minutos! Tempo que demoramos a vestir-nos no outono/inverno? Bem, é mais de certeza! Principalmente quando a fatiota do dia envolve meias de vidro. Que ou se rompem, ou ficam manchadas do creme/óleo que pusemos na pele depois do duche, ou uma das pernas fica torta em relação à outra e temos de tirar tudo e voltar a calçá-las novamente. Pois, até podemos vestir-nos em cinco minutos, mas temos de reservar mais uns quinze só para as meias. Enquanto no verão é só enfiar um vestido ou uma blusa e uma saia e estamos prontas para arrasar!

4. Sair ao fim do dia para ir ao parque infantil 
Se eu fosse uma blogger da moda, diria que ia ter saudades de sair ao fim do dia para ir a uma esplanada beber um gin, ou para ir a uma daquelas sunset parties ou algo do género. Como não gosto de gin, não tenho muito tempo para sunset parties e vivo no campo, digo mesmo que do que vou ter saudades é de ir buscar o pequeno à escola e ainda termos muitas horas de luz para podermos brincar um bocadinho na rua. Ou então, ao fim de semana, depois da sesta de sua excelência, quase seis da tarde e nós a sair para ir ao parque infantil - sem pressas e sem casacos, que os dias são longos e soalheiros.

5. É tão mais fácil secar roupa
E já que, no ponto 4, mostrei toda a minha veia de pessoa doméstica, então vamos atacar com tudo. É que todos sabemos bem os dramas de se secar a roupa no inverno! É estendais dentro de casa, máquinas de secar a funcionar sem parar (e a fazer a conta da luz subir sem parar), programas os horários porque não podemos deixar roupa na rua durante a noite (sob o risco de acordamos com ela mais molhada do que quando a estendemos)... Enfim, vocês percebem! E, com uma criança de dois anos e meio que, mais tarde ou mais cedo vai iniciar o desfralde... estou tramada, este inverno!

Posto isto, volta verão! Estás perdoado! Não vás embora!
E vocês, de que vão sentir saudades no verão?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Hoje é um dia de lembrança

Hoje é um dia de lembrança... de recordar o teu rosto enrugado, o teu sorriso maroto e o brilho nos teus olhos quando fazias algo que não devias. De recordar as tuas resmunguices e as tuas teimosias, as trocas e baldrocas que acrescentavas sempre a cada conto, as intrigas que gostavas de contar... De recordar as tuas coisas boas e também as más, porque não foste perfeita, mas foste sempre a minha avó.
Fazias hoje 97 anos e fazes-me falta porque eras parte de mim. Há cinco anos que não estás cá, mas estás sempre connosco, os teus 15 netos e muitos bisnetos. Onde quer que estejas, um beijinho de parabéns***

terça-feira, 28 de junho de 2016

O meu amor de longe

Estive uma semana sem marido, que foi para fora a trabalho. Não sou saudosista, não morro de saudades e vivo bem sozinha comigo. Sinto-lhe a falta, claro, dos beijinhos de bom dia e de boa noite, mas aproveito a cama só para mim enquanto posso, o controlo absoluto do comando para pôr em dia as minhas séries, a falta de horários, nestes dias em que também estive sem filho, para fazer tudo e nada, ao sabor da espontaneidade e das vontades.
É agora, que a hora do regresso se aproxima, que a ansiedade começa a surgir, matreira, devagarinho, a fazer-me querer que o dia passe depressa e que a noite me traga o meu amor de volta para os meus braços. Porque eu vivo bem sozinha comigo, mas vivo muito melhor com os meus homens a meu lado. O filho já chegou, venha também o marido, para poder matar todas as saudades que não senti nestes dias, mas que se acumulam à chegada, como sabiamente diz a Maria.
E hoje, dia do retorno, calhou ouvir esta música e sorrir. Porque "o meu amor de longe está prestes a chegar"!


Talhado para mim
Mal o conheci, eu achei-o desse modo
Logo pude perceber o fado que ia ter
Por ver nele o fado todo
Chega de tragédias e desgraças
Tudo a tempo passa, não há nada a perder
Meu amor de longe voltou
Só para me ver

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Dos autores que ficam connosco...

Escrevi isto há três anos, ao pegar num livro de Isabel Allende, uma autora que adoro e que releio sempre com muito prazer. Mas, na verdade, é algo que se aplica a todos os autores que nos tocam, todos aqueles que ficam connosco e cujas palavras vão diretamente das folhas do livro para os nossos corações.

Quando ficamos algum tempo sem ler um autor, temos tendência para esquecer a magia da sua escrita. Depois, quando pegamos em outra obra sua, é como um reencontro caloroso, um regresso a casa, um banho de água quente depois de um longo dia. Sabe bem, sabe muito bem!
Tudo isto para dizer: reler Isabel Allende [com o livro De amor e de sombra] despertou-me uma saudade das suas palavras que eu nem sabia que tinha. Acalentou-me a alma e aqueceu-me o coração. Ah que bom foi reencontrar-te Isabel! 


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Casa vazia

Esta semana, os papás do Tiago estão de férias e vão de viagem sem o pequeno. Desde segunda-feira que ele está a dormir na casa dos avós e, sem estar já a morrer de saudades, só me apraz dizer isto: a casa sem ele parece vazia. Sabem aquelas tardes a molengar no sofá, sem nada para fazer, um silêncio de tranquilidade a pairar no ar? Pois que já não fazem sentido sem a voz do Tiago para encher os vazios, as correrias dele pela casa, os risos e as brincadeiras e os mimos. A minha casa, sem o meu filho, parece vazia. OK, aqui me confesso, já tenho um bocadinho (grande) de saudades dele!

sábado, 5 de dezembro de 2015

It's beginning to look a lot like Christmas!

Cá por casa fizemos hoje a árvore de Natal. As prendas já estão quase todas compradas. Já andamos a planear a consoada e o dia de Natal. Amanhã temos o primeiro encontro de Natal entre amigos.
E, por isso, declaro oficialmente aberta aqui no estaminé a época das músicas de Natal (que, como vocês sabem, eu a-d-o-r-o!).
Seja bem aparecido, Mr. Bublé. Já tinha saudades de o ouvir cantar assim:

domingo, 8 de novembro de 2015

Amor é...

...vir a conduzir já a noite vai avançada, ver uma estrela cadente cruzar o céu e, quando penso em pedir um desejo, a primeira coisa que me vem à cabeça és tu. Sem mais nada, sem desejar isto ou aquilo ou o outro. Apenas tu. Tu és o meu desejo da estrela cadente.
Já tenho saudades!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Pequenos gestos que aquecem o coração

Hoje o marido partiu em viagem de trabalho. Uma semana inteira longe!
E hoje, quando saí de casa para ir para o trabalho, tinha este miminho no vidro do carro, só para desejar que o meu dia corresse melhor! E correu!

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Matar saudades

Ontem fiz uma coisa que já não fazia há muito (tanto! demasiado!) tempo. Graças a uma reunião que acabou cedo e ao fantástico sol que nos agraciou com a sua presença, fui dar um passeio por Lisboa. Descer das Amoreiras até ao Marquês, virar para o Saldanha e beber a cidade a cada passo. Ver edíficios que ali estavam mas já não estão, lojas, cafés e restaurantes que tentam vingar nas ruas, os turistas de calções, ou câmara ao peito, ou malas de rodinhas atrás. As pessoas que fazem apressadas os seus trajetos, os carros, os autocarros, a confusão citadina da nossa capital. Ir buscar um miminho à pastelaria L'Éclair e caminhar descontraidamente enquanto saboreio o éclair de caramelo salgado que escolhi para o lanche. 
Que saudades! Que saudades que eu tinha! Não me tinha apercebido das saudades que tinha de Lisboa até estar nas suas ruas, a absorver cada som, cada visão, cada cheiro. 
Não me arrependo nada de ter ido viver para o campo. Foi a melhor decisão na altura e continua a ser a melhor decisão hoje: o ar livre, os espaços abertos, a calma de uma vizinhança povoada por prados e jardins e cabras e até um cavalo. Mas Lisboa continua a ser a cidade do meu coração, a mais bonita aos meus olhos, aquela que me enche e preenche. E ontem soube muito bem o nosso reencontro para matar saudades!


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Ode à preguiça


O que escrever quando o corpo já regressou ao trabalho, mas a alma ainda se demora na perfeição de umas férias que não se sentem finitas? Costuma dizer-se que o que é bom acaba depressa. Não sinto que as férias tenham passado a correr, sinto é que foram poucas para esta sensação de languidez que ainda tenho colada à pele, como o bronze que trouxe dos dias na praia. Anseio pelos longos passeios, pelas refeições leves e pelas sestas retemperadoras. Pelas aventuras únicas e pela falta de horários e de compromissos, como se todas as regras fizessem uma pausa para podermos viver duas semanas em liberdade total: hoje aqui, amanhã ali, almoço e jantar onde e quando nos apetecer, mais um mergulho antes do pôr do sol ou então uma manhã sem ir à praia só porque sim, porque me apetece, porque posso. Acima de tudo, saudades dos momentos a dois, da cumplicidade que nos faz viver dia e noite juntos sem querermos arrancar cabelos e ainda nos conseguirmos rir em conjunto e partilhar coisas só nossas. Estas férias foram especiais, foram muito boas, foram nossas. Com família e amigos, lugares do coração e não só, mas acima de tudo, minhas e tuas, ternura, amor, paixão, compreensão profunda, memórias partilhadas e sorrisos cúmplices. 

O que escrever quando a alma está assim, ainda a reviver o bom que foram as férias? 
Escreve-se uma ode à preguiça :)

sexta-feira, 4 de julho de 2014

All aboard!

Este ano pude finalmente concretizar um sonho muito antigo: embarquei num cruzeiro pelo Mediterrâneo, ao lado do meu eterno companheiro de aventuras, o marido.
Partimos os dois, numa espécie de segunda lua de mel. Passámos por Milão e Veneza, entrámos em templos e subimos a torres, comemos pasta e pizza e gelattos, passeámos muito e apaixonámo-nos ainda mais pela nossa bella Italia.
Depois embarcámos. A escolha recaiu sobre a rota Viagem ao Coração da Atlântida, a bordo do MSC Fantasia, um cruzeiro a fervilhar de vida, de animação, de gente jovem (crianças e adolescentes, jovens adultos e jovens de espírito). Uma coisa é certa, com tantas atividades, diversões e coisas para fazer, uma pessoa nunca pode dizer que está aborrecida num cruzeiro. Por outro lado, para além do plano das festas diárias, há também e sempre tempo para descansar, para relaxar, para dar um mergulho na piscina, repousar no jacuzzi ou terminar uma leitura enquanto se bebe um cocktail. Os dias no cruzeiro são longos, repletos de tudo o que é bom e que desejamos para as férias. Durante o dia, aulas de ginástica e jogos de grupo, excursões a terra e demonstrações de habilidades. À noite, espetáculos incríveis e jantares temáticos seguidos de festas pela noite fora - pelo meio, um ou outro jantar de gala, para os senhores se poderem engalanar e as senhoras se poderem abonecar. É como ter tudo no mesmo sítio. Nunca nos cansamos, porque todos os dias são diferentes e, quando chega ao fim, damos por nós a perguntar: "Já passaram oito dias? Parece que ainda ontem embarquei..."
E o encanto prevalece. Tanto que, volvido um mês, continuo com muitas saudades.
Dos destinos:
Veneza, cidade dos canais (Itália)

Oia, Santorini (Grécia)

Parthénon, Atenas (Grécia)

Baía de Palaiokastritsa, Corfu (Grécia) 

A molhar os pés no Mar Jónico (Baía de Palaiokastritsa, Corfu)

Cidade de Dubrovnik (Croácia)
A molhar os pés no Mar Adriático (Dubrovnik)

Do navio em si e da vida a bordo:
MSC Fantasia

A famosa escadaria de pedras Swarosvki

Momentos de lazer

Momentos de lazer (parte II)

Mas, principalmente, das experiências inesquecíveis que vivi durante aquela semana e das pessoas fantásticas que conheci e com quem tive a oportunidade de partilhar essas experiências. Porque sem eles a viagem teria sido boa na mesma, mas não era a mesma coisa.
Assim, foi das melhores viagens da minha vida, uma que sem dúvida nunca esquecerei!!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Santos Populares

Hoje, o meu mural de Facebook está inundado de comentários e fotografias sobre os Santos e as Marchas. E eu confesso que tenho um bocadinho de pena por não ter lá estado. Sim, é verdade que os Santos são ruidosos, são confusos, são uma amálgama de gente concentrada em meia dúzia de bairros e em todas as ruas que os ligam. Para o final da noite, as pessoas são tantas que dar dois passos é uma aventura e disso, sinceramente, não sinto saudades. Mas o que eu gosto nos Santos é de ir cedinho, percorrer as ruas de Alfama e de outros bairros pelas oito da noite, quando ainda é de dia e os vizinhos montam as mesas nas ruas entre as casas e assam as bifanas e as sardinhas para partilharem uma refeição em conjunto.Quando ainda não há dezenas de copos de sangria espalhados pelo chão e as pessoas estão alegres sem estarem bêbedas. .
Depois da bifana da praxe com as amigas num dos largos onde a música anuncia o início do bailarico, descer até aos Restauradores e receber os marchantes que já percorrem a Avenida. Comprar um manjerico, ver as Marchas e depois, quando a confusão começar a apertar, regressar a casa. 
Este ano não deu para ir, mas fiquei com a vontade. Talvez para o ano :)

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Entre o cá e o lá...

Regressada das férias e da viagem de sonho que tive oportunidade de fazer, voltei hoje ao trabalho (sim, porque os últimos dois dias passados em casa a fazer máquinas de roupa umas atrás das outras e a tentar passar tudo a ferro, sem sucesso, não contam para efeitos estatísticos de trabalho). 
E, apesar de o dia ter sido muito calmo, de haver pouca gente no escritório em semana de feriados, de o trabalho estar mais parado nesta fase, a verdade é que custou estar um dia inteiro fechada entre quatro paredes, sentada a uma secretária. A mente a divagar constantemente para as saudades que já se sentem dos lugares exóticos e míticos que visitei, da comida bonita e saborosa que experimentei, das aventuras fantásticas que vivi, das pessoas extraordinárias que conheci. 
Sinto-me entre o cá e o lá. É sempre assim quando termina alguma coisa de que gosto muito, demoro-me nas memórias, revivo tudo novamente em pensamento e levo algum tempo a fechar a porta e a avançar. No computador, ainda estão 1.400 fotografias para rever; na mesa da sala, contactos dos novos amigos para guardar e lembranças para entregar. Na minha cabeça, um post para escrever aqui no blogue, porque uma viagem destas merece destaque neste cantinho. Mas, de preferência, com imagens bonitas a acompanhar, das tais foto que ainda estão por selecionar. 
Mas isto vai lá, devagarinho, com calma, para que a vida se encaixe nos eixos e volte à sua normalidade (coisa que não existe por aqui desde meados de abril). Pelo meio, muitos suspiros saudosos da semana que passou e que eu não queria que acabasse... pelo menos não tão cedo!
Prometo que, muito em breve, partilho convosco esta aventura que vivi: um cruzeiro no Mediterrâneo com destinos como Veneza, Santorini, Atenas e Dubronik, da qual vos deixo uma imagem para babarem um bocadinho ;)




quarta-feira, 28 de maio de 2014

Parabéns, Jardim Zoológico!



Hoje, o Jardim Zoológico de Lisboa faz 130 anos! 

Foi o primeiro a ser construído na Península Ibérica, já teve outras duas moradas antes de assentar arraiais ali em Sete Rios e já mudou muito ao longo do último século. Ainda me lembro de ir ao zoo e de os animais estarem em jaulas, mais ou menos grandes, mais ou menos vazias: as famílias dos primatas todas lado a lado, as aves exóticas em coloridos chilreios de penas e bicos, os tigres andando para a frente e para trás na sua casa quadrada e de paredes brancas... Felizmente, a evolução do Zoo tem sido sempre no sentido de melhorar a vida dos animais que nele habitam e as mudanças têm sido muito positivas: hoje os gorilas, os tigres e afins têm casas de madeira, em campos relvados e com muitas árvores e água em redor, há mais espaço, os animais vivem em céu aberto, em ambiente controlado mas semelhante ao seu habitat natural.
Vieram os espetáculos dos golfinhos, da alimentação dos leões marinhos, das aves de rapina... Vieram espaços diferentes, mas sempre com muita diversão para toda a família. 
Iguais, permaneceram desde sempre o fosso dos leões, a aldeia dos macacos e o cercado das girafas e dos elefantes (embora há muito tempo que se deixou de dar uma moedinha para ouvir o elefante tocar o sino...).
Já não vou ao Zoo há seis anos e já tenho saudades. A última vez que lá fui dei de caras com o Becas, o Egas e o Gualter da Rua Sésamo (que por aqui andavam a promover o seu espetáculo de teatro, ao qual não pude faltar claro!!) - personagens da minha infância e que continuo a acarinhar, da mesma forma que acarinho este Jardim Zoológico que hoje está de parabéns :)



segunda-feira, 10 de março de 2014

Frases nos livros #4

- Isso é por causa da saudade - disse o rapaz.
- Mas o que é a saudade? - perguntou a Menina do Mar.
- A saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas de que gostamos se vão embora. 
in A Menina do Mar, de Sophia de Mello Breyner 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Do calor e do frio...

...e da falta de sol em dias cinzentos.


Para uma rapariga que nasceu no pico do inverno, não me dou lá muito bem com o frio. Frieiras, lábios roxos, músculos tolhidos e uma vontade grande de hibernar e de me aconchegar em mantas e cobertores. Saltar da cama todas as manhãs é tortura e luvas, boinas e cachecóis são amigos imprescindíveis. 

Sonho com o calor da primavera e, principalmente, do verão - sonho com mangas curtas, vestidinhos frescos, pernas nuas e decotes, sandálias, chinelos e biquinis. Sonho com temperaturas quentes, dias quentes, noites quentes, de preferência sem vento (também não me dou lá muito bem com o vento...). 

E, enquanto o verão não chega, lá se usa mais uma camisola, mais um vestido de lã, por vezes dois pares de meias. Tudo para permanecer quentinha.

Mas do que tenho mesmo, mesmo saudades, com frio ou sem ele... é do sol! Dos dias longos, dos crepúsculos intermináveis, da energia e da alegria que o sol me traz! E todos os dias fico um bocadinho mais feliz por haver mais uns minutinhos de luz, a menos que a mesma seja encoberta por nuvens em dias tristes e cinzentos.

Nota-se que estou um bocadinho farta da chuva, não nota?

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Hoje regresso aqui...


Depois de mais de um mês de ausência, eis que regresso à piscina e às aulas de hidroginástica. E para aqueles que acham que a hidroginástica é desporto de velhotes, aqui fica a definição da Infopédia
"Hidroginástica - Ginástica aeróbica e localizada, praticada dentro de água e em piscinas, proporcionando um maior esforço muscular e um menor impacto nas articulações."
Em nada menos intensa do que as restante aulas de grupo, aqui trabalha-se e trabalha-se bem! E exercita-se o corpo todo, até fazer pensar que já não conseguimos mais. E depois, afinal, ainda conseguimos mais um bocadinho, como pede o instrutor.

Ideal para o meu joelho, permite-me uma mobilidade que cá fora, nas outras aulas de grupo, ainda não tenho, ao mesmo tempo que me dá a motivação extra que me falta na sala de cardio/musculação. É exercício, mas também é diversão, o que é meio caminho andado para me fazer e saber bem :)

Já tinha saudades!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Saudades...

...de usar uns saltos destes.




Desde a minha operação ao joelho, nunca mais calcei uns sapatos de salto alto. Já lá vão 6 meses. E tenho saudades. Porque embora as "rodas baixas" (como a minha mãe chama aos sapatos rasos) sejam altamente confortáveis e muito mais seguras, principalmente para mim e para o meu joelho em recuperação, a verdade é que nada bate a elegância de uma mulher de saltos altos.
Vou continuar a portar-me bem, mas bolas!, que saudades de usar uns saltos destes!