A Virgem das Amêndoas
Marina Fiorato (Porto Editora)
Sinopse: Na Itália do século XVI, o pintor Bernardino Luini é encarregado de pintar um fresco religioso na igreja de Saronno, encontrando a sua musa na jovem Simonetta. Viúva, sozinha e a ver a sua fortuna desaparecer até não restar nada mais a não ser as amendoeiras da sua villa, Simonetta acede a posar como modelo para o artista.
À genialidade do pincel de Luini, Simonetta retribui com a criação da sua própria obra de arte: um licor especial fabricado com o fruto das suas amendoeiras. O licor ficará conhecido, até aos dias de hoje, como o famoso Amaretto di Saronno.
À medida que o trabalho progride, artista e modelo apaixonam-se, contudo, antes de ambos completarem as suas obras, a relação é fortemente abalada por um acontecimento que porá em perigo aquele amor. E as suas vidas.
Opinião
Gosto muito de romances históricos, principalmente quando os mesmos se desenrolam em cenários pelos quais tenho um especial fraquinho, como é o caso deste livro, passado na Itália Renascentista. Melhor ainda quando vai buscar personagens que existiram mesmo, como é o caso de Bernardino Luini e Simonetta di Saronno. Bem sei que a realidade não é igual à ficção e que a história destes dois foi romanceada para encher as páginas deste livro, mas ainda assim, a sensação é a de que estou a ficar a conhecer mais um pedacinho de História e isso agrada-me. Tal como este livro me agradou. Com uma narrativa suave e delicada, personagens humanas e com uma boa evolução ao longo da trama, alguns imprevistos e um caminho que nos leva tranquilamente a um final não totalmente inesperado.
Não foi um livro que me tivesse arrebatado loucamente, mas foi uma leitura saborosa e leve. Por vezes, senti que existiam muitas histórias dentro da história - nomeadamente porque as personagens perdem muito tempo a contar umas às outras as vidas e os episódios dos santos (será um livro com uma forte ligação religiosa, também devido ao tempo em que se passa), o que quebra claramente o ritmo da narrativa e afasta o leitor do caminho principal. A evolução das personagens também me pareceu ser, por vezes, demasiado rápida para ser verosímil, bem como a relação entre Luini e Simonetta parece, de início, um pouco forçada. Mas as personagens secundárias, como Manodorata e a sua família, são um contributo inegável à história e a ação paralela entre Selvaggio, Amaria e a Nona faz um contrapeso necessário à saga principal.
No geral, um leitura ótima para as férias, para levar connosco para a praia ou para o campo e descontrair enquanto nos perdemos nos amores e desamores deste livro.
Não foi um livro que me tivesse arrebatado loucamente, mas foi uma leitura saborosa e leve. Por vezes, senti que existiam muitas histórias dentro da história - nomeadamente porque as personagens perdem muito tempo a contar umas às outras as vidas e os episódios dos santos (será um livro com uma forte ligação religiosa, também devido ao tempo em que se passa), o que quebra claramente o ritmo da narrativa e afasta o leitor do caminho principal. A evolução das personagens também me pareceu ser, por vezes, demasiado rápida para ser verosímil, bem como a relação entre Luini e Simonetta parece, de início, um pouco forçada. Mas as personagens secundárias, como Manodorata e a sua família, são um contributo inegável à história e a ação paralela entre Selvaggio, Amaria e a Nona faz um contrapeso necessário à saga principal.
No geral, um leitura ótima para as férias, para levar connosco para a praia ou para o campo e descontrair enquanto nos perdemos nos amores e desamores deste livro.
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