quarta-feira, 26 de outubro de 2016

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Carta à minha vizinha de baixo

Cara vizinha,

Foi com tristeza sentida que recebi a notícia de que se vai embora do nosso prédio. Foram tantos e tão agradáveis os momentos que passámos em harmonia neste último ano. Desde que veio habitar a casa por baixo da minha, descobri todo um novo mundo de visões, sons e aromas que até então desconhecia por completo e que só lhe posso agradecer a si ter-mos apresentado.
Sempre que em minha casa agora reinar o silêncio, sentirei saudades dos gritos e palavrões que se faziam ouvir através do chão da minha casa. As discussões e os dramas da sua filha adolescente, bem melhores do que qualquer novela que passe na TV, alegraram os meus dias e tanto me fizeram dar gargalhadas como, noutra alturas, me fizeram pular de susto com algum berro mais colocado. Espero que ela e o rapaz seu namorado ainda continuem juntos depois desta mudança e que, na próxima habitação, encontrem talvez um pouco mais de paz ou renovados motivos para discussões ainda mais acesas.
Ainda sobre a sua prole, aquilo de que mais sentirei a falta é de tentar adivinhar qual o próximo objeto que ela e a irmã mais nova irão atirar pela varanda para o espaço comum por trás do nosso prédio. Garrafas de água vazias, maços de cigarro, caixas de plástico, sacos de papel, até uma panela de esparguete uma vez voou varanda fora indo aterrar no topo de um arbusto. Ah e o teste de Espanhol no qual ela teve uma negativa! Ups, se calhar ela tinha-o deitado fora para a mãe não descobrir a miserável nota e eu acabei de contar o seu segredo... Foi sem querer! Tal como acredito que tenha sido sem querer aquela vez em que a senhora, ao limpar a gaiola do seu pássaro, virou acidentalmente a pá e o lixo caiu todo no mesmo espaço que as suas filhas achavam ser uma lixeira a céu aberto. Mal podia acreditar nos meus olhos quando vi tal coisa, sabendo a senhora que há vizinhos por baixo de si. Só pode ter sido um acidente, claro! Ao menos, a sua filha mais nova, ao atirar pedras, ainda pergunta "Está alguém aí em baixo?". Um exemplo de boa educação e de preocupação com os outros, a sua menina.
Sentirei muitas saudades também do seu cãozinho. Aquela bolinha de pelo doce e meiguinha que andava sempre à solta a alçar a perna onde quer que pudesse e a decorar a entrada do nosso prédio com poças douradas e manchas artísticas nas paredes. E as horas que o santo bicho passava a ganir, perdão, a cantar o seu amor às estrelas, ininterruptamente, por vezes mais de duas horas seguidas. E sempre em horário adequado, regra geral depois das onze da noite e antes das sete da manhã. 
E como falar do seu bichinho e não mencionar o cheiro delicioso a cão molhado e a chichi que impregnaram o prédio de tal forma que nem em dia de limpeza o cheiro do sabão conseguia anular completamente o aroma a bicho mal lavado. Claro que a vizinha nunca deu conta do cheirinho bom que o seu cão deixava no prédio, já que de sua casa emanava sempre um odor forte a incenso, daquele tão agradável que ninguém conseguia ignorá-lo nem fugir a ele, nem mesmo tapando o nariz. Bem que se abriam as janelas do prédio para dar a conhecer aquele cheiro ao resto da vizinhança - nunca para dissipar o cheiro dentro do prédio, entenda-se! - e fechavam-se as janelas de minha casa, mas mesmo assim era uma alegria sempre que chegava ao seu patamar e era inundada por aquele cheirinho maravilhoso.
Ai, que saudades que deixa, vizinha! Que saudades vou ter da sua simpatia que foi crescendo com o tempo e dos seus cumprimentos de boca fechada e olhos com má vontade, da cumplicidade que fomos partilhando, como só duas pessoas que têm coisas em comum o podem fazer: eu, a queixosa, você, a culpada das minhas queixas. Estávamos tão felizes na nossa relação! Que falta me vai fazer, vizinha; que razões terei agora para me queixar?  
Enfim, resta-me desejar-lhe boa viagem e boa sorte na sua próxima habitação. Que os seus vizinhos sejam tão maravilhosos como a senhora foi para mim! 

A vizinha de cima 


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Dóenteeee

Ontem a minha mãe, ao falar comigo ao telefone, disse-me "Ai essa voz, nota-se mesmo que estás doente!", ao que eu respondi que, apesar de estar muito entupida, era só mesmo nariz, uma.constipação normal, nem me sentia muito doente.
Devia era ter estado calado! Adivinhem lá como é que acordei hoje? Pois, entupida, cheia de dores no corpo todo, um peso na cabeça e uma irritação na garganta. A acrescentar a tudo isto, estou ligeiramente mal disposta e ainda não consegui perceber porquê. Estou bonita, estou!
E se acham que, num dia como o de hoje, esta seria a desculpa perfeita para ficar em casa, desenganem-se que eu já vou a caminho do trabalho. Ninguém merece... :(

domingo, 23 de outubro de 2016

Ao domingo, publicidade! #138

Esta campanha de ativação de marca, mais uma vez da brilhante Coca-Cola, já tem uns aninhos, mas é demasiado deliciosa para não partilhar convosco. Porque a motivação, só a podemos encontrar em nós!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A minha sina

Andei a semana toda carregada com o chapéu de chuva na mala. Ontem tirei-o para pôr outra coisa. Hoje, constipada e sem chapéu, chove ininterruptamente. É esta a minha sina no regresso a casa...

Noite santa

Depois do desabafo de ontem, acho que é mais do que justo dizer que esta noite tive uma noite santa! Deitei o Tiago bem cedinho (como fomos ao médico a meio da tarde, ele não fez a sesta toda e estava a morrer de sono), fiz um jantar levezinho e antes das dez e meia estava prontinha para dormir - a noite toda! Seguidinha! Sem despertares noturnos, sem filho a choramingar por estar entupido, sem pesadelos, sem nada!! Uma noite santa! 
Ainda não voltou tudo ao normal e o Tiago teve praticamente de ser adormecido ao colo (preguiça minha que preferi adormecê-lo sentada no sofá com ele ao colo do que toda curvada sobre as grades para que ele pudesse adormecer na sua própria cama), mas pode ser que aos poucos isto vá lá. Do mal o menos, já dou graças por ter tido uma noite inteira de sono, que tanto estava a precisar (e que ainda assim não me livrou da dor de cabeça provocada pela constipação que também me apanhou a mim). Já é um começo!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Hoje sinto-me assim...

Tem sido uma semana particularmente difícil com o Tiago doente, poucas horas de sono, cansaço acumulado... Sinto-me mesmooooo cansada. Sabem aquelas alturas em que sentem que começam a perder o controlo, em que os horários vos submergem e vocês se veem incapazes de dar resposta? Não? Ainda bem para vocês, porque é exatamente assim que me sinto neste momento. Começo a manhã a correr para chegar a horas ao trabalho, saio do trabalho a correr para ir buscar o Tiago, chego a casa a correr entre jantar e coisas para fazer e banho para dar e Tiago para deitar - e ele está a passar uma fase tãooooo chata para adormecer! - e quando finalmente o filhote adormece, o cérebro desta mãe desliga e já não me sinto capaz de fazer mais nada. Sei que isto acontece porque as noites têm sido curtas e com vários despertares e que havemos de voltar a ter noites descansadas assim que o Tiago ficar melhor, mas bolas, isto custa! Não sei mesmo como é que há pais que conseguem não dormir noites inteiras durante anos a fio. Eu dava em doida! Estou mesmo a precisar que chegue o fim de semana, para ver se consigo repor energias... ou então não, vamos lá ver! Vá, isto é só um desabafo, eu sei que vai melhorar. Podia era ser já, que aqui a je agradecia!

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Ideias para o quarto do Tiago

Volta e meia, damos uma volta ao quarto do Tiago. Na verdade, e apesar de a mobília ser toda a mesma desde que ele nasceu, o último ano e meio tem sido repleto de evoluções e crescimentos e vamos tentando adaptar o quarto às necessidades atuais. Uma das nossas maiores preocupações é a acessibilidade dos brinquedos - queremos que ele seja capaz de ir buscar e brincar com o que quiser. Por exemplo, demos conta de que os legos, que estavam guardados numa gaveta, raramente saíam para fora pois, por não estarem à vista, eram facilmente esquecidos. Mudámos a localização dos mesmos e temos tido imensos momentos de pura construção e diversão em família.
É por isso que, de há uns tempos para cá, ando a remoer a ideia de mudarmos novamente o quarto - transformá-lo num sítio em que o Tiago goste de estar e se sinta bem (mesmo que na maior parte das vezes ele acabe por vir ter connosco à cozinha ou à sala). Talvez comprar-lhe uma mesa e uma cadeira para ele poder fazer desenhos, arranjar uns organizadores de brinquedos acessíveis, mudar a estante que agora temos para os livros por outra em que caibam mais livros e de tamanhos maiores... Enfim, ideias que para aqui andam e que se inspiram em imagens como estas:



 



*Imagens retiradas do Pinterest.

Como podem ver, ideias não faltam, mas as vossas são sempre bem-vindas! Como é que decoraram os quartos dos vossos filhos?

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Equilíbrio e bem estar

Ontem comentei aqui que estou de dieta. Bem, não é bem verdade, é só mais ou menos. Depois de um verão totalmente desregrado em termos de alimentação, com muitos disparates, muitos doces, muitas festas, muita comidinha da boa, achei que estava na altura de voltar a meter limites na minha alimentação. Não entrei em dietas, não estou a passar fome nem a contar calorias, estou apenas a portar-me melhor e a fazer escolhas mais inteligentes. Desisti dos cereais de chocolate e caramelo ao pequeno-almoço, dos iogurtes gregos a meio da manhã e das bolachas a meio da tarde. Venci a preguiça de beber água (que é sempre uma luta constante, porque muitas vezes esqueço-me simplesmente, principalmente quando está mais frio) e, já que voltar ao ginásio não faz mesmo parte dos planos num futuro próximo, voltei a virar a minha atenção para as escadas, em vez dos elevadores e escadas rolantes.
Manter-me sempre muito hidratada ajuda a reduzir a retenção de líquidos, o inchaço e a vontade de comer (que muitas vezes é só vontade e não fome). Os lanches mais equilibrados, mais proteicos e menos açucarados, os rolinhos de fiambre de frango, os iogurtes magros, o leite com café e sem açúcar, as panquecas de banana e aveia, as delícias do mar e até as salsichas de aves, tudo coisas que me estão a dar prazer, sem carregarem o peso da obrigação. Estamos assim há duas semanas e estamos bem. 
Continuo gulosa como sempre, mas só na cabeça, porque o corpo não anda a pedir nada que não deva. Claro que, no sábado passado, fui almoçar com o marido e permiti-me alguns excessos na forma de umas sobremesas divinais. Mas se servir de consolo, na véspera tinha ido à Padaria Portuguesa, onde comi um pão escuro com fiambre de peru e bebi um sumo natural. Ir à Padaria e não comer qualquer coisa doce foi sem dúvida um esforço que foi compensado pelo almoço de sábado. E que me deixou contente. E equilibrada. Equilíbrio, é isso que procuro neste momento, não dietas, não emagrecimento forçado (embora a balança já esteja a refletir este novo cuidado), apenas equilíbrio e bem estar. Estou a chegar lá!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A sério? A sério??


A sério? A sério, Milka? É preciso esperarem que eu entre em dieta para lançarem esta preciosidade?? Quero tanto provar!!! Quando é o próximo dia da asneira, mesmo??

Estou velha para casar

E, acima de tudo, sem paciência.
Já vos disse aqui que, no último ano, tive quatro casamentos. Quatro. Todos diferentes uns dos outros, todos lindos e fantásticos, todos compostos por casais muito felizes e apaixonados. De inverno, primavera, verão e outono, com chuva e com sol, a começarem à noite, à tarde ou logo de manhãzinha. Eu adoro casamentos, mas fiquei vacinada para os próximos tempos. Amigos que me leem, por favor não se ponham com ideias, não casem, pelo menos para já! Tenho de recarregar baterias antes da próxima ronda!
Mas, acima de tudo, percebi uma coisa: eu não teria paciência para me casar. E, felizmente, o marido concorda, por isso estamos muito bem resolvidos os dois. É muito trabalho, muito stress, muito dinheiro. É muito tempo de preparação, muitas coisas em que pensar. E no próprio dia! Bem, no próprio dia é uma grande festa, em que gira tudo à nossa volta. As fotos com os noivos, os cumprimentos aos noivos, os brindes aos noivos, as danças com os noivos.... Somos os primeiros a chegar (mesmo que sejamos os últimos a aparecer) e os últimos a abandonar a festa, dure ela meia dúzia de horas ou um dia inteiro. E convém que nos mantenhamos frescos e fofos, afinal é o nosso dia, único e irrepetível (ou pelo menos assim esperamos).
Sei que pareço uma velha do Restelo a reclamar e a ser do contra. Longe de mim falar mal dos casamentos, eu adoro casamentos! E sei que os noivos que se casam são e estão muito felizes, afinal idealizaram aquele dia que, para eles, é a concretização de um sonho. Mas eu nunca sonhei com vestidos brancos e noivos bonitos, nunca fez parte dos meus sonhos de vida casar-me numa grande festa. Aliás, toda a gente se admira quando descobre que eu não sou casada no papel, porque trato sempre o marido por marido. Mas é como eu sempre digo, somos casados de coração. E isso basta-me. Sem canseiras nem stresses nem grandes preparações. E o dinheiro, esse gastamo-lo em viagens de lua-de-mel que essas sim, sonhei-as muitas vezes!
Talvez, se um dia tiver dinheiro para esbanjar, a festa de casamento faça parte dos planos. Mas já alertei o marido: contratamos alguém que nos organize o casamento de fio a pavio que eu não quero ter de me preocupar com nada! É que estou a ficar velha e sem paciência para grandes fretes, só quero mesmo é gozar a festa!

domingo, 16 de outubro de 2016

Ao domingo, publicidade! #137

E no seguimento do anúncio da semana passada e da campanha da Skip pela liberdade das crianças, aqui fica mais um :)

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Fui às compras!!

É sexta-feira e eu fui às compras. De roupa. Para a próxima estação. Fui à Primark e adivinham o que eu comprei?? Pois claro, bodies de manga comprida, calças de pelinho, meias e babygrows quentinhos. Aproveitei e ainda comprei dois babetes de plástico para dar reforma aos que o Tiago tem há já um ano.
Uma ida à Primark e nem sequer relanceei a secção de senhora... Alguém me interne já, por favor!

Ando um pouquinho curiosa

Nunca fui muito de ouvir rádio com frequência, oiço no carro, nas curtas viagens de casa para a estação e da estação para casa, e, mesmo sendo eu a conduzir, cedo o controlo do rádio ao marido quando ele vai comigo. Por influência dele, comecei, há anos, a ouvir a Rádio Comercial, até esta se tornar a minha favorita de entre as vários rádios. E eu, que antes saltava de estação de rádio sempre que acabava a música porque não tinha paciência para ouvir os animadores, passei a desejar o contrário, esperando que as músicas acabassem para poder ouvir de novo aqueles amigos a conversar uns com os outros e a fazerem um bocadinho parte da minha vida.
Até este ano. Com a saída da Vanda, as coisas mudaram um bocadinho, senti a falta daquele elemento feminino para contrabalançar a conversa dos homens. A Joana Azevedo não conseguiu encaixar-se bem no grande vazio que a Vanda deixou - pessoalmente, gosto muito mais de a ouvir à tarde, na dinâmica que já criou com o Diogo Beja - e a nova voz, a Luísa Barbosa, simplesmente não me enche as medidas. Um dia talvez me habitue à voz dela, como o fiz com a Joana Azevedo (a quem  também não achava muita piada no início), mas enfim, não é voz que me encante como outras vozes femininas da Comercial (olá Catarina Miranda, olá Ana Martins, olá Ana Isabel Arroja).
Por isso, quando em setembro, a Vanda anunciou que ia voltar às Manhãs, desta vez na M80, o rádio lá do carro mudou de estação e eu voltei a ter a minha companhia feminina quando vou e venho do trabalho. E sei que outras pessoas fizeram o mesmo. E por isso, não querendo de todo desprestigiar o sucesso da Rádio Comercial, hoje vinha a pensar, com curiosidade, como é que andam as audiências deles e as da M80. É que grandes mudanças às vezes têm grandes consequências...

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Há precisamente um ano...

Lisboa. 15h19. 13 de outubro. E sol e calor e bom tempo. Olá, outono!

Tudo a ver com o dia de hoje, certo? Ou então não! Volta, verão, estás perdoado!!!!

Sabes que tens

Sabes que tens:
  1. O melhor marido do mundo quando, a uma quinta-feira à noite, recebes mensagem de uma amiga a perguntar "Então, o jantar de amanhã mantém-se?" e te apercebes em pânico de que nunca mais te lembraste do dito jantar, os teus sogros estão ausentes, não tens ninguém que te vá buscar o miúdo e que, por isso, vais ter de cancelar e o teu marido diz-te que talvez consiga sair mais cedo, mas sem garantias. Na sexta-feira, à hora de almoço, diz-te que está a ter um dia ligeiramente caótico. Às cinco e meia da tarde, confirma-te que lhe vai ser impossível sair mais cedo e tu lá informas as tuas amigas que não vais poder ir ao jantar e, nem meia hora depois, recebes nova mensagem do marido a dizer "Já saí, consegui despachar tudo!". Só para que a sua querida mulher pudesse ir sair!
  2. O melhor filho do mundo quando, a meio do jantar, recebes um vídeo do marido com o filho a dar um beijinho de até amanhã, porque vai para a caminha e já não vai ver a mamã nesse dia.
  3. As melhores amigas do mundo quando, depois do jantar, lhes pedes para te deixarem na estação de comboios, porque ainda tens de ir de transportes públicos para casa e elas, em vez de te levarem à estação mais próxima, atravessam o Tejo para te ir deixar a casa.

Isto aconteceu-me na semana passada. Às vezes, o universo conspira para que tenhas um dia fantástico, outras vezes conspira para pôr na tua vida pessoas que façam tudo para que tenhas um dia fantástico. E eu só posso estar grata pelas pessoas espetaculares que eu tenho na minha vida e que me fazem tão feliz!


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Vejo filmes a mais!

Acabou de acontecer. Uma amiga ligou-me. Atendi toda contente e, do outro lado, nada. Chamei-a duas vezes e ouvi a voz dela à distância, numa conversa que não percebi mas que não era claramente comigo. Desliguei e mandei-lhe mensagem "Ligaste-me? Parecia que estavas a discutir com alguém..." E, de repente, fez-se clique na minha cabeça: e se ela estava mesmo a discutir e tinha-me ligado para que eu a pudesse ajudar de alguma forma? Liguei-lhe de volta e ela não atendeu. Uma, duas, três vezes. Para o telefone pessoal e para o profissional. E eu, que vejo claramente filmes a mais, comecei a ficar mesmo preocupada. Liguei mais uma vez e o telemóvel estava desligado. Já estava a falar com outras duas amigas, a tentar descobrir onde é que a primeira andava, se estava no trabalho, será que devia ligar para lá para tentar falar com ela?, talvez devesse esperar mais um bocadinho. 
E, de repente, a visada manda-me mensagem "Olá! Desculpa, mas não te pude atender e depois tive de desligar o telefone porque ele não parava de vibrar." Pois, não parava de vibrar porque eu não parava de ligar. 
Afinal, ela tinha-me ligado por engano, não tinha discutido com ninguém e não tinha podido atender porque estava efetivamente a trabalhar. E esta cabeça que já estava a fazer grandes filmes finalmente acalmou. Se calhar devia pensar em moderar os filmes e as séries policiais, não?

O casamento do ano!

Num ano em que tive quatro casamentos, este último foi mesmo para acabar em grande, já que implicou uma logística mais complicada e eu era madrinha da noiva. E é que foi mesmo um grandeeeee casamento! Para nós (e para os noivos), pelo menos, começou na véspera, foi o dia de sábado inteiro e ainda uma parte de domingo em festa. 
A noiva diz que se sentiu uma autêntica princesa e que voltava já a casar, tão especial foi o dia! E eu admito que foi mesmo um dia muito especial, embora tenha também sido um fim de semana muito cansativo - muita excitação e horários muito desfasados da rotina do Tiago fizeram com que fossem dias muito extenuantes para ele e, consequentemente, para nós pais (na véspera do casamento fomos obrigados a ir andar com ele de carro para ver se ele saía do frenesim em que se encontrava e adormecia; na noite do casamento, em que ficámos a dormir na quinta, adormeci-o ao meu colo a cantar-lhe ao ouvido enquanto ele berrava desalmadamente). Faz parte. Assumimos o risco quando o levámos e não correu tão bem como gostaríamos. No entanto, durante o dia, o Tiago esteve sempre bem disposto e animado e toda a gente se apaixonou por ele.
Quanto ao casamento em si, foi uma animação do princípio ao fim, desde a igreja até à quinta lindíssima, com uma equipa super atenciosa, comida deliciosa e cenários encantadores. Havia babysitter para os miúdos, bar de gin para os graúdos e um carrinho de gelados para todos. E para quem, como eu, não é grande apreciadora de gin, havia um funcionário a fazer umas fantásticas caipirinhas, que pude desfrutar enquanto o marido tomava conta do pequeno. 
É que, por mais extraordinários que os casamentos sejam, com filhos nunca é bem a mesma coisa. E tenho uma amiga, outra madrinha da noiva, que me desmentirá já aqui e agora, dizendo que eu só tinha de recambiar o meu filho para a babysitter e ficar descansada. Mas o meu filho não tem seis aninhos como a filhota dela e eu ainda não me sinto preparada para o entregar assim sem olhar para trás (na creche é diferente, está bem? Trata-se de um ambiente protegido, onde todos os olhos estão postos nas crianças).  E por isso não bebi todas as caipirinhas que quis, não tirei todas as fotografias que gostava, não estive tanto tempo na pista de dança, nem gozei tanto a festa como teria feito há uns anos. Também faz parte. Podíamos ter optado por não levar o Tiago; no entanto isso para nós não fazia sentido e, por isso, vivemos com as consequências. Que, ainda assim, no panorama geral, foram poucas: rimos, brincámos, comemos e bebemos, dançámos, estivemos com amigos, conhecemos pessoas espetaculares e presenciámos um momento muito bonito na vida de grandes amigos. E o Tiago esteve connosco, com os seus "tios" e "tias", e pôde fazer parte da festa e da história que se fez naquele dia. Da dele e da nossa. 

Ah! E desta vez não tive grandes dramas com o cabelo, porque fui à cabeleireira; afinal, era madrinha da noiva! ;)

Foto tirada no carro, enquanto esperávamos que o Tiago acordasse da sesta.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Detesto quando isto acontece

Hoje de manhã, antes das oito, quando fui para a cozinha tomar o pequeno-almoço (e arrumar a loiça de ontem e fazer as lancheiras para hoje e tudo e tudo e tudo), lembrei-me de uma coisa que queria mesmo escrever aqui. No meio de tudo o que andei a fazer, esqueci-me. E passei a manhã inteira a tentar lembrar-me, mas nada veio à memória. Nada. E eu detesto quando isto acontece!!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Espírito de segunda-feira


São fases

Lembram-se de vos dizer que a rotina noturna do Tiago estava a roçar a perfeição? Pois, quem me mandou falar alto? É que, como todos sabemos, a perfeição acaba-se rápido. E, nos últimos dias, adormecer o Tiago tem sido um ligeiro suplício. Até ir para a cama, está tudo bem, lava os dentes, toma banho, lemos duas ou três histórias... O drama começa a seguir. Não quer a luz apagada por causa do escuro, diz logo "Escuo não, não põe escuo". Ok, deixamos a luz acesa. Deito-o, ajeita-se e, nem cinco segundos depois levanta a cabeça e pergunta "Mamã?" "Sim, estou aqui." Vira-se, revira-se, ajeita-se novamente, mais cinco segundos e "Mamã?" "Sim, estou aqui." "Não põe escuo." "Não, a mãe não põe escuro." 
E passamos por esta conversa incontáveis vezes, em que a minha paciência vai ficando cada vez mais pequena. Já tentei sair do quarto com a desculpa de que vou arrumar qualquer coisa, mas ele começa a chamar por mim e a chorar. E eu ainda não sou capaz de lhe recusar o conforto da minha presença. O que antes levava dez minutos, agora está mais perto dos trinta, quarenta minutos, até ele finalmente adormecer, eu apagar a luz (que depois ele dorme e noite inteira) e sair do quarto. Com muitas cantigas e festinhas lá pelo meio, toda debruçada na cama de grades.
São fases. Pelo menos que quero acreditar que sim. E que esta também há de passar. Depressa, preferencialmente. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

A pensar no Natal

Chegamos a outubro e eu começo, devagarinho, a pensar no Natal. Nas logísticas da consoada, mas, acima de tudo, nas prendas. Até chegarmos efetivamente ao Natal ainda tenho alguns aniversários pelo meio, mas já comecei a fazer a lista e a pensar em presentes. Assim, com alguma antecedência, conseguem encontrar-se boas promoções, ou fazer comparação de preços, ou encontrar-se mesmo a prenda ideal para cada pessoa sem as ansiedades de última hora.
Desta feita, já andei esta semana a tratar de algumas prendas e já risquei alguns nomes da lista. E ainda vamos na primeira semana de outubro. Isto está a correr bem! :)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Ir a casa da mana

Ir a casa da mana significa (quase) sempre vir de lá com coisas emprestadas. Sim, ela é a irmã mais nova, mas tem uma coleção de vernizes de fazer inveja a qualquer pessoa - pelo menos às pessoas que gostam de vernizes - e uma pilha de livros que continua a aumentar e para a qual eu babo cada vez que lá vou. O mais estranho é que nem são livros que eu habitualmente compraria para mim, mas, como é ela que os compra e os recomenda, dá-me vontade de os ler a todos. Então pego neles e leio sinopses, peço-lhe opiniões e, no final do dia, meto uns quantos no saco e trago para casa. Ontem foram quatro e já comecei a ler um deles hoje. 
Ir a casa dos pais sabe sempre bem, principalmente por causa da comidinha - ainda ontem pude deliciar-me com umas asinhas de frango fritas ao almoço e o melhor arroz de tamboril ao jantar - mas nunca esquecendo que o quarto da mana também guarda tesouros deliciosos! 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Dramas na vida de uma mãe #21

Eu sei que os meus joelhos são assim para o gordinho, duas bolinhas jeitosas, e até prefiro assim do que joelhos magros e ossudos que, para mim, são mais feios.
Mas não há autoestima que aguente quando o meu filho aponta para os meus joelhos e diz todo sorridente: "Maminha!"
A sério, Tiago? A sério?!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Se me saísse o Euromilhões, até casava! #22





*Imagens retiradas do Pinterest.

Das coisas que me irritam...

Não haver uma hora certa para a limpeza da casa-de-banho no meu local de trabalho. É ali por volta das onze, o que tanto dá para ser às dez e meia como ao meio dia e meia. Estão a ver o filme? Hoje eram dez e cinco! Dez e cinco!
De cada vez que, entre esses horários, uma pessoa precisa de ir fazer um chichi, volta e meia é apanhada de surpresa e tem de ficar à espera, que remédio... Não podiam simplesmente fixar uma hora e mantê-la? A minha bexiga cheia agradecia!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O verão já acabou...

E eu já declarei oficialmente encerrada a época das sandálias. É a altura ideal para estrear as minhas novas sabrinas azuis!

Porto, querido Porto

A semana passada o blogue andou muito paradinho e muito por culpa aqui desta que vos escreve que não se lembrou de prever a agitação que iam ser os seus dias: desde o casamento do ano que levou a quase três dias de festa (hei de falar-vos dele, prometo), à viagem ao Porto logo no início da semana. 
Olhem que depois de um fim de semana de farra e agitação, ter de me levantar às 5:40 da manhã para ir para o Porto foi obra! Mas lá fui, para uma formação de dois dias. E que pena que tenho que as minhas viagens ao Porto sejam sempre por motivos de trabalho. Ando há anos a tentar convencer o marido a irmos lá, mas ele não é grande fã e temos adiado sempre. 
Por isso, sempre que posso, por entre o trabalho, aproveito para ir dar uma voltinha. Desta feita fui, ao fim do dia, dos Clérigos aos Aliados, de S. Bento atravessei a ponte D. Luís, voltei para trás e caminhei até à Rua de Santa Catarina. Diz-me o Google que foram cerca de 5 km nestas perninhas, com todas as paragens obrigatórias nos sítios emblemáticos (Livraria Lello, Jardim do Morro, Café Majestic, etc.). E sempre que visito algum destes sítios, penso sempre o mesmo: tenho de cá voltar em lazer, para conhecer tudo com tempo e sem pressas. Mas ainda não foi desta...
Alguém por aqui do Porto ou que conheça bem e que me queira dar umas dicas quando eu lá voltar?
Por agora deixo-vos com as imagens do meu passeio: