sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Bom dia! Boa sexta-feira!

E que na correria dos dias saibamos encontrar calma e paz em detalhes tão singelos como a beleza simples de uma flor.




sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Conversas cá de casa #4

À noite, no mimo antes de deitar:
- Mãe, quando eu era bebé e estava na tua barriga... como é que eu saí?
Pensa, pensa rápido, Alexx Maria, enquanto amaldiçoas as malditas cesarianas que têm a explicação na ponta da língua (ou na cicatriz da barriga)!
- Então, meu amor, tu eras muito, muito pequenino e estavas na barriga da mãe. Depois começaste a crescer e a ficar grande e já não cabias na barriga da mãe e querias sair...
- Sim, mas como é que eu saí? Foi pela boca?
Controla o riso, mantém a compostura:
- Não, filhote, não foi pela boca. Tu estavas na barriga e já querias sair, querias vir cá para fora... Então... então... então a mãe e o pai foram ao hospital e o senhor doutor puxou-te cá para fora.
Silêncio. Olhar desconfiado de quem não percebeu nada.
- Estás confuso, filhote?
Olhar desconfiado rapidamente substituído por olhar determinado:
- Oh mãe, quando tu tiveres um mano ou mana na barriga, eu vou contigo e com o pai ao hospital e eu vejo como é.
E tu dás a única resposta possível:
- OK, meu amor.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Para hoje era isto, se faz favor!

Para hoje era isto, se faz favor: paz, silêncio, o mar no horizonte e a tua mão na minha. Sempre a tua mão na minha. Porque, quando os céus estão cinzentos, o mar ao fundo permite-me olhar para dentro e ouvir-me melhor e a tua mão na minha faz-me sempre acreditar em dias de sol e de amor. Mesmo quando chove. Os meus dias preferidos.


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Pedras no caminho? Eu prefiro flores!

Pedras no caminho há sempre, até nos percursos mais lineares desta vida. Pedras grandes ou pequenas, de arestas afiadas ou redondas como seixos. Servem para nos despertar, para nos testar, para mostrar que a vida não é uma estrada a direito, lisa, reta e simples. 
Há quem diga que as devemos apanhar e levar connosco para um dia construirmos um castelo. Eu digo que para se fazer um castelo são precisas muitas pedras e não percebo porque é que alguém quereria andar a carregar o peso de tantas pedras para depois construir um castelo e fechar-se lá dentro, quando a vida é tão mais bonita cá fora. Mesmo com as pedras que vamos encontrando no caminho, que vamos escalando, contornando, pisando e ultrapassando, seguindo viagem. Afinal, cada pedra deixada para trás é um obstáculo vencido, uma dor abandonada, um entrave conquistado. E, ao caminharmos com  o coração leve, até prestamos mais atenção. E quando prestamos mais atenção ao caminho,  quem sabe se não encontramos pedras para as quais vale a pena olhar? Flores que vale a pena partilhar?


terça-feira, 2 de outubro de 2018

Pedes-me tempo

Tempo. É tudo o que me pedes. Tempo para te ver e ouvir e prestar atenção. Tempo para estar, brincar, conversar. Tempo para comermos juntos sem pressas, acordarmos de manhã e ficarmos na ronha. Para mais uma história e mais uma canção à noite. Para mais uma ida ao parque ou uma voltinha de bicicleta. Pedes-me tempo. Exiges o teu tempo, sabes bem o que queres e não tens medo nem pejo em pedi-lo. E eu dou-te. O que posso. O que consigo. Umas vezes não é tanto como gostaria, outras é mais do que me apetecia, mas dou-te sempre. Na maior parte das vezes é o suficiente para saberes que és amado, és visto, és escutado. Porque o que tu não sabes, meu amor pequenino, é que o tempo que te dispenso, é sempre tempo ganho para mim.


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Outubro

Outubro, mês dos anoiteceres suaves, das folhas douradas, das últimas idas à praia, dos casacos, das primeiras castanhas assadas e do doce de abóbora, das bruxas do Halloween e do aniversário do amor da minha vida.
Que sejas um bom mês. Que nos tragas coisas boas e boas notícias. Que comeces de mansinho e que termines em grande. Que sejas gentil.


sexta-feira, 28 de setembro de 2018

O meu colo

O meu colo é sempre teu. Sempre que o quiseres. Mesmo quando nele já não couberes.




quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Não quero que o meu filho viva os meus medos


Sempre que vou ao parque infantil com o Tiago e encontro uma mãe (ou pai) com o discurso do "Não", apetece-me entabular conversa. Falar um pouco e perceber porque é que as palavras que mais diz aos filhos, naquele bocadinho que ali estão, são "não subas isso", "não corras tão depressa", "não vás por aí", "não andes tão alto", "tu não sabes andar nisso", etc., etc., etc. Acredito que por trás de cada negativa, dita de forma mais branda ou mais ríspida, está o medo. O medo da queda, o medo de algo partido, o medo da dor e do sofrimento daqueles que são nossos para proteger a todo o custo. O medo de não sermos capazes de amparar todas as quedas e de sarar todos os dói-dóis com beijinhos.
Mas a verdade é que esse medo é nosso, apenas. Não é dos nossos filhos. Não é das crianças que acabaram de descobrir que sabem dar a cambalhota ou que já conseguem subir o escorrega ao contrário ou que finalmente dominam a arte de andar de baloiço e sentem que estão a voar. Que acham que saltar quatro degraus de uma vez é o maior desafio. E nós vemos joelhos esfolados e dentes partidos enquanto eles veem capas de super-heróis e poderes incríveis.
Não quero que o meu filho viva com os meus medos. É por isso que relativizo sempre que vejo uma vespa perto de nós ou que o incentivo a trepar mais alto e mais longe. Não quero que ele seja tolhido pelos meus receios, que deixe de fazer coisas, de se superar, de experimentar. Claro que esta mãe também nega, também proíbe. Mas, na maior parte das vezes, tento aceitar, explicar os perigos, direcionar para opções mais seguras sem que ele sinta que o estou a impedir de fazer as coisas. Tento dizer sim sem lhe mostrar medo. Já lhe bastam os medos que ele vai ter e ganhar ao longo da sua vida. Não precisa também dos meus.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Dramas na vida de uma mãe #27

O dia em que a empregada vai dar um jeitinho à casa e deixa tudo limpinho e cheiroso é o dia em que o teu filho te pede, assim que chega a casa: "Mãe! Posso brincar com as plasticinas?"

domingo, 23 de setembro de 2018

Bem-vindo, Outono!

Ser feliz é saber ver o melhor de cada estação. É saber apreciar na mesma medida as coisas boas de cada época do ano, sabendo que nada é eterno e que o ciclo é sempre de renovação. Renova-se o ano, renova-se a natureza, renova-se a vida, renovamo-nos nós.
Ser feliz é saber que preferimos o brilho do verão, mas que também gostamos dos dourados do outono. É saber que há beleza em cada dia, basta saber procurá-la. É saber que podemos ser felizes em qualquer altura, basta querermos.
Sê bem-vindo, Outono! Que sejas o melhor de sempre!


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Respirar. Repensar. Recomeçar.

Às vezes, precisamos de parar, pensar, analisar o nosso caminho. Embora nunca seja a direito, muitas vezes vamos tão concentrados na estrada à nossa frente que entramos em piloto automático e nos esquecemos de ver em nosso redor e, mais importante ainda, de ver no nosso interior. Circunstâncias da vida, nos últimos tempos tenho feito cada vez mais essa análise, tenho perdido muito tempo a pensar e a repensar, a sentir-me, a ouvir-me. Deixei passar o verão inteiro, fui tirando conclusões, delineando planos, até perceber que não há plano melhor do que aquele que é posto em prática. Por isso, voltei aqui.
Quero encontrar o meu propósito e sei que ele passa por isto de "ser feliz porque sim", sei que passa por esta filosofia de vida que escolhi e talvez pela partilha da mesma com outros, os que pensam da mesma maneira e, principalmente, os que gostariam de pensar da mesma maneira. Não é fácil, muito menos quando a vida parece não ajudar, mas é possível. Para isso, às vezes, é preciso parar, respirar, repensar e recomeçar. O mais importante é recomeçar sempre, pois o caminho faz-se caminhando.
Não sei ainda o que vou fazer deste espaço. Eu sou muitas coisas e este cantinho é reflexo disso, reflexo de mim. Talvez não precise de fazer nada dele. Ainda estou a pensar. A respirar. Aos poucos, a recomeçar.


segunda-feira, 30 de julho de 2018

Dor de cotovelo é lixada, mas pior é a falta de solidariedade

No outro dia, caí nos balneários do ginásio. Que é como quem diz, estatelei-me ao comprido à saída do duche e caí com o peso do corpo todo em cima da anca e do cotovelo. Ora como todos nós sabemos, dor de cotovelo é lixada. Ainda assim, e descartando a preocupação de ter partido alguma coisa, já que tudo mexia bem e não havia dores insuportáveis, lá fui vestir-me, a tremer das dores e dos nervos. 
Eram sete e meia da manhã e estava sozinha nos balneários. Entretanto, chegou uma senhora, foi-se pôr mesmo no banco em frente ao meu, arranjou as coisas, despiu-se, foi para o duche... e ignorou-me por completo. Porque já se sabe que pessoas a arquejar e chorar de dor a cada movimento é o pão nosso de cada dia e nem vale a pena olhar duas vezes. Menos ainda perguntar se está tudo bem, não vão as ditas pessoas aproveitar-se de tamanha boa vontade.
Juro-vos que me faz muita confusão este umbiguismo, estes olhos que não se levantam para o que está à nossa volta, esta falta de solidariedade. Também me acontece, que não sou perfeita, mas tento sempre combater e, pelo menos em situações de frente a frente, como foi o caso, não reajo com indiferença. Porque todos sabemos que dor de cotovelo é lixada, mas pior ainda é esta falta de solidariedade.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Hoje é Dia dos Avós

Há dias para tudo. Mas uns são mais especiais do que outros. Hoje é dia dos Avós. E eu tenho a sorte de ter tido avós fantásticos. De ter, ainda, a melhor avó que alguma vez poderia ter desejado: amiga, companheira, protetora, aventureira, educadora, carinhosa e sempre, sempre presente. Não houve ainda um único momento importante da minha vida em que a minha avó não estivesse de alguma forma presente (mesmo que não presencialmente). Hoje, as circunstâncias da vida são outras, não vou poder estar com ela hoje, mas tenho-a sempre no coração. Sempre com amor. Um reflexo de todo o amor que ela sempre me mostrou ao longo de toda a vida. Hoje é Dia dos Avós, mas um dia só não chega para o quanto eu gosto dela! Adoro-te, avozinha!

terça-feira, 24 de julho de 2018

Não sei se ria, se chore...

Quando tens uma manhã super calma, com tempo para tudo. Sais de casa sem trânsito, chegas à estacão de comboios e ainda faltam três minutos para o teu comboio partir... com tudo a correr bem, não evitas um sorriso de satisfação. Até te aperceberes de que deixaste o passe no carro e que tens de voltar atrás e que vais perder o teu comboio... será que é percalço ou prenúncio do destino? Seja como for, não sei se ria se chore... pelo menos até apanhar o próximo comboio.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Amor maior



És independente, és audaz, és inteligente e despachado. Teimoso e casmurro, mas um doce de meiguice e ternura. Dás os melhores abraços do mundo, as respostas mais imprevisíveis, os sorrisos mais luminosos. Passar os dias contigo é oscilar entre querer estrafegar-te de beijos e a seguir rezar por dois segundos de silêncio, já que estás sempre a falar. E a chamar a nossa atenção. E a rir. O melhor riso do mundo. O mais feliz. A minha felicidade.