sexta-feira, 31 de março de 2017

Pára tudo! O meu bebé faz dois anos!

Pára tudo! O meu bebé faz anos! Dois anos! Dois! E eu podia jurar que foi ontem que ele nasceu, que eu lhe peguei naquele calcanhar minúsculo, enrugado, sujo de sangue e o puxei para mim, para o meu peito, onde o olhei e me apaixonei como nunca antes!
Lembro-me desse momento com tanta nitidez como se tivesse acontecido ontem. Da minha mão a fechar-se no seu calcanhar, da enfermeira a puxar a minha bata para o lado e a pôr-me o meu filho no peito, sem que eu o largasse! Depois tive de largar, claro, ele teve de ir com a pediatra para ver se estava tudo bem e eu fiquei a ser tratada pelo meu médico, que em seguida me mostrou aquilo que, disse ele, era "uma linda placenta". Sim, sou curiosa e quis ver como raio era a placenta que tinha tido dentro de mim nos últimos meses. 
Mas enfim, esqueçamos essa parte. O que interessa é o amor gigantesco e assolador que eu senti por aquela coisinha pequenina! O ambiente perfeito, alegre e risonho em que ele veio ao mundo. O médico que foi um milagre, tal a forma como entrou nas nossas vidas já eu grávida de 8 semanas, as enfermeiras fantásticas que nos acompanharam e que me ajudaram em tudo! O marido que nos esperava ansioso no quarto. Tive um parto mágico, perfeito, feliz. Um bom prenúncio para dois anos de maternidade com muitas alegrias, muito amor, muita emoção ao ver crescer o meu bebé que está rapidamente a transformar-se num menino mas que ainda adora o colinho da mamã.
Sinto muito orgulho no filho que tenho. Sim, sei que sou eu que lhe estou a dar educação, mas também sei que há coisas que são dele e dele só. O coração bom, a empatia com os sentimentos dos outros, o não gostar de errar e de ser repreendido, o ser prestável e simpático, até a teimosia e a persistência são tudo coisas que me levam a pensar que, com as indicações certas que eu e o pai lhe tentamos tanto transmitir através da educação e do exemplo, ele vai ser uma pessoa digna e, espero eu com todas as fibras do meu ser, feliz. É só isso que quero que ele seja: digno e feliz.
Parabéns, meu amor. Fazes dois anos e tens o mundo à tua frente. Agarra-o com ambas as mãos que ele é teu. Eu estarei cá para te ajudar sempre que precisares! 

quinta-feira, 30 de março de 2017

Chegar ao fim de um ciclo

Nas ultimas semanas, andei a reler os livros do Harry Potter. Os primeiros quatro, já os tinha lido muitas vezes antes, mas A Ordem da Fénix, O Príncipe Misterioso e Os Talismãs da Morte só tinham passado pelos meus olhos uma vez. Agora li-os a todos de seguida, com o mesmo entusiasmo, a mesma alegria de quando era miúda e descobria as maravilhas do mundo mágico de Hogwarts. E a magia estava lá, no universo criado pela J. K. Rowling mas também nas palavras postas no papel. É um dom raro conseguir escrever tão bem, contar a história de forma a encantar miúdos e graúdos de forma igual. E melhor ainda: fazer a história evoluir, acompanhando as aventuras e os pensamentos de um pequeno feiticeiro de 11 anos até ele se tornar um homem com todas as suas qualidades e defeitos.
O ultimo volume da saga, então, está a ser demasiado frenético, impossível de largar, quando dou por mim estou já toda curvada sobre o livro como se me pudesse aproximar mais e tombar para dentro do mundo contido naquelas páginas. Está a ser fantástico! E ainda me reserva surpresas apesar de já o ter lido e visto os filmes. É muito interessante lê-lo à luz de quem já sabe o final e descobre pistas ao longo do caminho. Está a ser viciante e já estou com pena de estar a chegar ao fim... Mas muito contente por ter regressado a estes livros que cresceram comigo. São, sem dúvida, um clássico incontornável da literatura infanto-juvenil.
E agora que estou quase a fechar esta saga, bem, acho que a seguir vou fazer maratona dos filmes do Harry Potter, só para permanecer um pouquinho mais neste mundo tão mágico!

quarta-feira, 29 de março de 2017

terça-feira, 28 de março de 2017

"Nã vai pabalhar?"

Todas as manhãs oiço a mesma coisa, em voz esperançosa e olhinhos brilhantes: "Nã vai pabalhar, mãe? Nã vai?" Na maioria dos dias, a resposta é invariavelmente a mesma, que tem de ser, que a mãe vai ganhar dinheirinho para comprar papa, que logo, logo a mãe vai buscar o Tiago à escola, que está quase a chegar o dia de mamã e papá (que é como quem diz, o fim de semana). Ainda assim, todos os dias parte-se-me um bocadinho o coração quando lhe respondo. 
Não tenho de todo perfil para ficar em casa a tomar conta do meu filho a tempo inteiro. Acho até que sou melhor mãe a part-time, que tenho mais cabeça, mais disponibilidade, mais paciência para estar com ele a 100% durante as horas que estamos juntos. No entanto, de cada vez que ele me pergunta se eu não vou trabalhar, apetece-me mandar tudo às urtigas e ficar com ele. Ou desejar que o fim de semana fossem mais dias, que houvesse mais feriados, que já existisse legislação que me permitisse ter horário reduzido até aos três anos, que a empresa tivesse horários flexíveis, que pudesse trabalhar menos horas conseguindo manter as mesmas finanças cá em casa... Enfim, devaneios de uma mãe que deseja o melhor para o seu filho. 
Mas são também devaneios de uma mulher que sabe que ir trabalhar é bom, que gosta de o fazer, que sente prazer nisso. Que tem um emprego. E que está a dar o exemplo ao seu filho, mesmo que ele ainda não o compreenda. Os meus pais sempre foram o meu exemplo e o meu orgulho. Se um dia o meu filho olhar para mim e sentir o mesmo, então saberei que fiz um bom trabalho, mesmo que não tenha podido ficar a brincar com ele tantas manhãs quanto gostaria!

domingo, 26 de março de 2017

Ao domingo, publicidade! #162

Ainda do Natal, ainda das crianças, dos brinquedos e, mais importante, do que ensinamos aos nossos filhos... Porque brincar, tal como conduzir, não deveria depender do género.






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sexta-feira, 24 de março de 2017

Partilhas

Tiago está a comer a fruta: uma taça cheia de morangos cortados aos pedaços.
"Tiago, dás um morango ao pai?"
Tiago pausa, olha para o pai, olha para a taça e diz que sim, enquanto escolhe o morango mais pequeno que consegue encontrar e o estende ao progenitor.

Já dizia o ditado: quem parte e reparte e não fica com a melhor parte...


quinta-feira, 23 de março de 2017

Vamos falar de pés?

No outro dia, vi uma publicação da Ana Isabel Arroja na qual ela partilhava uma fotografia dos seus pés em cima da balança. A publicação era sobre a sua perda de peso, mas lá pelo meio ela dizia algo do género: "Para a próxima tenho de arranjar os pés, mas de inverno não costumo fazê-lo." 
E eu fiquei a pensar e a remoer aquilo. A verdade é que já vi muitas publicações e textos e fotos de figuras conhecidas e de bloggers sempre com as unhas dos pés pintadas de inverno - ok, são opções pessoais e estão no seu direito. Há quem não ponha fotos dos pés nas redes sociais mas que também opta por pintar as unhas o ano inteiro. 
No entanto, custou-me um bocadinho aquele comentário, porque na verdade o que eu vi naquela foto foram uns pés arranjados: não estavam com unhas feias nem compridas, não tinha pêlos fora de sítio, não tinha os pés sujos nem desarranjados. Estavam uns pés normais, tratados. Então porquê sentir-se na obrigação de "arranjar os pés"/pintar as unhas?
Eu confesso que pertenço ao grupo de mulheres que não pinta as unhas dos pés de inverno. Primeiro, porque ando SEMPRE de meias e se pintasse as unhas ficaria gelada em meia dúzia de segundos enquanto esperava que o verniz secasse. E depois porque me custa estar a pintar unhas minúsculas como as minhas para daí a duas semanas estar a repetir o processo todo novamente (sim, lá porque não pinto as unhas não quer dizer que de duas em duas semanas não faça um tratamento completo aos pés!). Unhas bonitas e tratadas não precisam de estar obrigatoriamente pintadas!
Agora, com a chegada da primavera, já me apetece começar a dar uso aos vernizes coloridos lá de casa e, este fim de semana, pintei as unhas pela primeira vez em quase seis meses. E voltaram a chuva e o frio e eu já me arrependi. Vamos lá ver como se mantém o tempo, se venho a ter oportunidade de mostrar as unhas rosinha ou se continuo com as meias opacas a esconder unhas, dedos e pés das temperaturas mais agrestes...

     

quarta-feira, 22 de março de 2017

Dramas na vida de uma mãe #24

No outro dia, o Tiago foi para a cama sem comer. Não foi castigo nem por opção dos pais, não houve birras nem gritos nem choros. Foi por opção dele, por teimosia orgulhosa deste meu filho que ainda não fez dois anos. 
Cheguei a casa e o pai já lhe estava a dar o jantar, ou a tentar, já que ele não queria comer nem a sopa nem o prato principal. Estava de burro amarrado, teimosinho como ele só. Meti-me com ele, brinquei, tentando quebrar a tensão e ver se ele se distraía e comia qualquer coisa. O pai falava com firmeza, mas tranquilamente, em voz baixa, num tom amigável. Argumentámos que a papa era boa, que eram batatas fritas (era alho-francês à brás) já que ele gosta tanto - e nós nunca lhe damos. Dei-lhe a opção de escolha "Não precisas de comer as duas coisas, filho, podes comer só a sopa ou só a papa." O pai foi reaquecer a comida que entretanto esfriara.
Nada. Nada resultou. Nem abriu a boca, só abanava a cabeça.
O pai disse-lhe, por fim: "Se não comes o jantar, também não vais brincar, filho. Queres ir já para a cama?"
E não é que o catraio disse que sim? Espanto! Insistimos: "Olha que não há história, nem brinquedos, vais para a cama dormir." Outra vez que sim. "Não preferes comer a papa e ir brincar um bocadinho?" Abano negativo.
E lá foi o pai dar-lhe banho, lavar os dentes e metê-lo na cama com apenas uma garfada de comida na barriga. Dormiu a noitinha toda e no dia seguinte tive de o ir acordar para ir para a escola. Talvez não tivesse fome naquela noite, talvez tivesse apenas sono. Não sei dizer. O que sei é que o piolho, que regra geral é um fala barato, nessa noite não abriu a boca. Disse apenas meia dúzia de palavras quase arrancadas a ferro e a brincadeiras ligeiras para ver se ele largava o amuo. Ninguém se zangou, ninguém gritou, ninguém lhe ralhou, mas ele quando mete algo na cabeça, ui! Com ele, claramente não vale a pena comprar guerras que não posso ganhar! E aqui reside o verdadeiro equilíbrio: ser firme na educação que quero que o meu filho tenha, mas flexível para perceber que, se teimarmos os dois, nenhum de nós vai a lado nenhum e saímos ambos a perder. É uma aprendizagem constante este drama na vida de uma mãe de um puto teimoso como uma mula ;)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Prioridades

São seis e meia e estou a sair do trabalho. Em tempos idos, estas eram horas decentes de saída, mais meia hora, menos meia hora, pouca diferença fazia na minha vida pessoal. Hoje em dia? Hoje em dia, parece-me tardíssimo, horas impróprias e nem o facto de ainda ser de dia altera esta minha nova percepção. Seis e meia significa que perdi o comboio, que já não vou chegar a tempo de ir buscar o meu filho à escola e receber aquele abraço apertado que ele reserva só para mim. Claro que o receberei à chegada a casa, mas não consigo deixar de sentir que estou atrasada. Atrasada para o melhor do meu dia, para o melhor de mim. Para a única coisa que faz todas as outras parecerem insignificantes e que faz meia hora parecer uma eternidade.
Vivo muito bem longe do meu filho, mas é por regressar a ele (e ao pai dele) que anseio todos os dias. Só estou meia hora atrasada, mas é meia hora de atraso para a minha felicidade!

sexta-feira, 17 de março de 2017

It's friday, I'm in love...

...with my lovely Cinderella shoes!


Graças a este tempo nublado, não dá para perceber bem o brilho que estes sapatos prateados têm. Fica-vos a minha palavra de que tornam qualquer dia mais brilhante e cheio de estilo! Pelo menos para mim ;)

quinta-feira, 16 de março de 2017

A sonhar, planear, organizar

O Tiago está quase, quase a fazer dois anos (deuses, ainda ontem nasceu e já faz dois anos daqui a duas semanas, como é possível?!). E, deste lado, já andamos a planear e a conjecturar a festa da cria. 
Ele ainda não está em fase de pedir festas temáticas e, à semelhança do ano passado, coube a estes pais a decisão: fazer ou não fazer festa? Só para crianças ou para toda a gente? Qual seria o tema? Decisões, decisões...
Como é óbvio, claro que teríamos de fazer festa, mas desta feita decidimos mesmo que iria ser apenas uma coisa para crianças - o espaço está alugado, os preparativos estão a ser feitos, os convites já foram enviados. E o tema é um dos preferidos de sempre do Tiago: carros, comboios, motas, aviões e tudo o que sirva para deslocações. Ele anda doido e acho mesmo que este ano vai aproveitar muito mais do que no ano passado. E eu fico feliz de o ver feliz e tento não pensar na trabalheira que isto vai dar!


terça-feira, 14 de março de 2017

Em contagem decrescente!!

Esta semana estou em contagem decrescente para isto:


Durante anos e anos este foi o meu filme preferido da Disney (na verdade, hoje em dia não consigo escolher um só filme preferido, mas este continua no topo!). Eu sempre admirei a Bela, sempre quis ser um bocadinho como ela; na verdade, até sou um bocadinho como ela, como escrevi aqui
Por todos este motivos, pelos últimos 26 anos a adorar a Bela e o Monstro, não podia deixar de estar ansiosa para ver a nova versão real deste conto de fadas. Estreia esta sexta-feira nos cinemas e por mim ia ver logo, logo!
Enquanto não isso não acontece, ando com a banda sonora do filme em repeat na minha cabeça e no meu carro (cortesia da maninha que me ofereceu um CD lindo). Adoro todas as músicas, sei-as quase todas de cor - em português do Brasil, que quando o filme saiu em 1991 ainda não havia versões em PT-PT, e em inglês. Mas admito que esta canção, ai esta é de uma delicadeza e de uma sensibilidade incríveis, tudo graças à fantástica Angela Lansbury (a voz da querida Mrs. Potts). E pensar que ela nem queria cantar, só aceitou fazer um take por graça, mas que o mesmo ficou tão bom que foi o que foi utilizado na versão final do filme. Uma interpretação tão boa que, para mim, é muito melhor do que as da Celine Dion ou da Ariana Grande. Uma canção que ainda hoje me deixa toda arrepiada :)


segunda-feira, 13 de março de 2017

Dicionário de Tiaguês - Parte II

Bem, vocês já sabem o que é a putina ou o pepioca, mas as pérolas que o meu filho diz quando se tenta expressar são demasiado boas (para mim, que sou sua mãe) que são impossíveis de partilhar!
Por isso, olhem, aqui fica a parte dois do Dicionário de Tiaguês:

Aucacharro 
(autocarro)

Pulher
(colher)
Antes conhecida como calheilha, sofreu aqui uma evolução significativa.

Pápaôr
(se faz favor)
É um trapalhão, mas é muito bem educado, este filho!

Vede
(ver, como em "Tiago vede" = "O Tiago vê")
Deve ter aprendido latim durante os nove meses que passou no útero.

Não xiona
(Não funciona)

Não pijo
(Não é preciso)
Utilizada principalmente quando não quer que o ajudemos com as coisas. "Queres ajuda?" "Não pijo!"
Muito independente e senhor de si, até que podia aprender já a trocar as fraldas, mas essa parte ainda gosta de deixar para a mãe.



E a coisa continua. Fiquem por aí para verem os próximos capítulos :)

sexta-feira, 10 de março de 2017

Esplanadando

Estes dias pedem esplanadas, pedem jardins, pedem praia, pedem ar livre e descanso e passeio! Dão vontade de sairmos do trabalho a meio do dia apenas para nos irmos sentar num qualquer banco com um bom livro e uma sombra agradável sobre a nossa cabeça, enquanto o sol nos aquece as pernas.
Infelizmente, o trabalho não se compadece com dias assim e não podemos fazer isso, mas dá para aproveitar as horas de almoço para ir à rua, apanhar ar e sol e calor e esplanadar um bocadinho! E sabe tão bem!

Eu e as minhas fantásticas calças da Salsa!

quinta-feira, 9 de março de 2017

Investimento

Já vos disse variadíssimas vezes que sou uma mulher de saias e vestidos. Isso não quer dizer, contudo, que não me sinta gira e confortável com umas calças de ganga e uma blusa. Mas quer, isso sim, dizer que tenho sido feliz nos últimos dois anos a viver apenas com dois pares de calças de ganga no armário. Sim, leram bem. Dois. Pares.
E se me sinto feliz com a minha reduzida quantidade de calças de ganga, a verdade é que já há algum tempo que não me sentia tão feliz com a forma como as mesmas me assentavam. Estavam-me largas, não assentavam bem na cintura, precisava de cinto para as segurar no sítio. E se, visualmente, ninguém me diria que as calças me ficavam mal, a verdade é que eu já andava há imenso tempo a desejar ter umas calças de ganga novas
Depois de procurar e experimentar em várias lojas e nada me ficar bem, dei dois pares de estalos mentais a mim mesma e parei. Parei de ter pensamento de pobre, parei de achar que não posso gastar muito dinheiro comigo, parei de achar que vou conseguir encontrar exatamente o que procuro (e que é muito específico) por uma bagatela. 
Segui o conselho de uma amiga e fui à Salsa. Entrei e disse à funcionária que me atendeu o que queria. A reação dela foi instantânea: abriu-se num sorriso e disse "Tenho exatamente o que procura!". E não é que tinha mesmo???
São as Secret Push In, de cintura alta, mais largas na anca e bem ajustadas na cintura, com a elasticidade certa para não me apertar o joelho. E um ligeiro push in para fazer desaparecer a barriga e um ligeiro push up para levantar os atributos da malta! São simplesmente perfeitas!! São tudo aquilo que eu desejava e nem sabia. Nem me lembro da última vez que vesti umas calças de ganga sem ter de lhes espetar um cinto em cima. 
Agora a parte negativa: custam os olhos da cara! Bem, se calhar não tanto assim, mas têm um preço bem puxadote (razão pela qual eu só trouxe um par em vez de trazer logo dois para substituir as minhas velhinhas calças). Mas depois de mais dois estalos mentais para deixar de ter pensamento de pobre, lá fiz o investimento. E até à data posso dizer-vos que compensou MUITO!!
Às vezes vale mesmo a pena deixar o mediano e investir no bom, a diferença que opera em nós é abismal! Agora só espero que comprovem o seu valor (e o seu custo) por muitos e bons anos! Claro que entretanto já estou a pensar quando terei disponibilidade financeira para ir comprar um segundo par, desta vez a abrir em baixo para serem diferentes! Se a Salsa quisesse patrocinar-me é que era! 






terça-feira, 7 de março de 2017

Há dias em que de manhã...

...uma pessoa à tarde não pode sair à noite.
Não sei quem disse tal pérola, mas há dias em que se aplica. Não que hoje tenha sido um dia particularmente complicado ou difícil, mas às vezes o mais extenuante são mesmo as pequeníssimas coisinhas mesquinhas e insignificantes que caem como chuva molha tolos (quase nem se vê, mas quando damos conta estamos encharcados). São as pequenas intrigas que pessoas pequenas, que só sabem olhar para si, levam avante; são as impaciências de outras que acham que o universo gira em torno delas; são as implicâncias e os pequenos poderes e as mentes curtas e as falhas propositadas na comunicação. São as más educações e os tratamentos sobranceiros, são os olhos cegos aos outros seres humanos.
Tudo isto são gotas, gotinhas de chuva molha tolos. E a tola sou eu que, apesar de me proteger com um guarda-chuva de sol, de amor, de amigos e família, de momentos de alegria e felicidade, de gargalhadas que perduram... apesar de tudo, ainda há dias em que me deixo molhar e fico a pensar que mundo e que gentes são estas. 
Sejam quem forem, são gentes que eu não quero ser. E saco do meu guarda-chuva de sol, amor, amigos e família, que já está na hora de ir para casa e isso é o melhor do meu dia!


segunda-feira, 6 de março de 2017

Já vi o La La Land

O sururu era demasiado, as vozes da exaltação de que este é dos melhores filmes de sempre versus as vozes de quem achou o filme banal, fraquinho e sem ponta por onde se lhe pegue. A controvérsia entre os sonhadores e os cínicos desta vida. A polémica em torno do gigantesco lapso dos Óscares. 
Enfim, estava muitíssimo curiosa, cheia de vontade de ficar a conhecer aquilo de que todo o mundo fala. Sábado à noite, eu e o marido, balde de pipocas, manta, sofá e toca a pôr o filme a andar.
Juro-vos que não ia com expectativas. Antes pelo contrário, estava mesmo a tentar não ser influenciada pelas críticas que já tinha ouvido, estava a tentar focar-me no bom mas sem esperar o fantástico para não correr o risco de ficar desiludida. Mas a verdade é que o raio do filme não ajuda, pá! Estão a ver todas aquelas estrelas ali na fotografia? Não sei mesmo porque é que lá estão. Incrível é como o filme teve tantas nomeações; gloriosa foi a soneca que fiz a partir da meia horita de filme (talvez mais, não tenho bem noção).
Sem querer criticar, mas achei o filme chato, descoordenado, pouco fluído. E nem cheguei à parte em que eles sonham no planetário. Mesmo as cenas musicais, que poderiam ser interessantes se bem contextualizadas dentro do filme, parecem-me coladas a cuspo na sequência da história. Enfim...
Quero mesmo dar outra oportunidade a este filme e tentar vê-lo todo, tentar vê-lo com os olhos de quem gostou dele. Mas não sei se a primeira opinião vai mudar... E eu que verto lágrimas a cada episódio da Anatomia de Grey, que vibrei com Mamma Mias e Greases e Fantasmas da Ópera e Os Miseráveis desta vida no que a musicais diz respeito, que me considero uma sonhadora e uma crente nas histórias de amor... eu senti-me mesmo desiludida com isto...


domingo, 5 de março de 2017

quinta-feira, 2 de março de 2017

És tão adulta, Alexx Maria!

Ontem fui almoçar com a mana, que tinha uma prendinha para mim. Um miminho que me aqueceu a alma e me pôs a cantar durante o resto do dia. Já está como banda sonora das minhas viagens de carro. Sou tão adulta, não sou? :P