sexta-feira, 31 de julho de 2015

I am here. The rest is history.

Estás aqui. Faz hoje quatro meses que estás aqui, a alegrar a minha vida, a fazer-me repensar todas as minhas prioridades para que venhas sempre em primeiro lugar, a tornares cada dia mais rico, mais colorido, mais brilhante, mesmo que haja dias em que a paciência se esgote mais depressa do que a birra e o choro.
Foram 123 dias que passaram a voar, demasiado depressa, quatro meses num piscar de olhos. E assim termina hoje um capítulo da minha, da nossa, vida. Chegou ao fim a minha licença, os nossos dias a dois, os passeios durante o dia, as tuas sestinhas em que eu aproveitava para ler e ver séries (é mais para arrumar a casa e passar a ferro, mas pronto), o tempo que parecia interminável porque havia sempre um amanhã. Os amanhãs vão continuar, mas agora vai caber ao pai partilhar contigo esses momentos de cumplicidade e muito amor. Aqui a mãe, depois de umas férias a três, muito desejadas e que vão ser muito aproveitadas, irá regressar ao trabalho, à vida normal, à rotina do dia a dia. Com uma sensação agridoce: sei que preciso, que me faz falta e que me vai saber tão bem, mas com tantas saudades que vou ter de ti e de poder abraçar-te e beijar-te a qualquer momento.
Restam-nos os finais de dia e os fins de semana. As rotinas alteradas para encaixar na tua. Talvez os jantares fora e o ginásio tenham de ir à vida, talvez as refeições da semana tenham de ser preparadas ao fim de semana... Talvez mude muita coisa, talvez não. Logo se vê. Porque nada disso importa. Hoje só importa que fazes quatro meses. Que ainda temos duas semanas de férias a três; as primeiras de muitas. Que estás aqui. The rest is history.

domingo, 26 de julho de 2015

Ao domingo, publicidade! #72

Lançada no ano 2000, no âmbito do 50.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, esta campanha portuguesa contra o racismo continua a ser extremamente atual e partilhada um pouco por todo o mundo.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Começar o dia assim

Começar o dia cheia de amor e alegria, com os meus dois homens. Momentos a três, em galhofa, os gritinhos do Tiago, os risos partilhados dos pais, a calmaria da vida no campo. Que eu só sinto porque estou em casa, sem horários nem stress. Que eu estou a tentar aproveitar ao máximo nestas (muito) poucas semanas que faltam para voltar ao trabalho.
O marido tem de ir trabalhar (também já falta pouco para as férias, dizemos um ao outro cheios de vontade de rumar ao sul). Eu fico com o pequeno. E o dia está tão bom, tão bonito, que arrisco encher a piscina na varanda, vestir o meu biquini e os calções de banho do Tiago e ir aproveitar o sol. Mas primeiro, é esperar que o pequeno acorde da sua sestinha.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Dramas na vida de uma mãe #6

Cá por casa, uma das regras de ouro é que as camas são para se fazer. A minha e a do Tiago. Mas enquanto a minha é relativamente fácil, a do meu filho já exige um outro grau de perícia. Ele é puxa lençol para cima, levanta colchão para entalar lençol por baixo, passa lençol em cada intervalo das barras para ficar direitinho. E depois repete tudo com o edredão!
Quem inventou que as camas de grades têm de ter x distância entre as barras e que o colchão tem de ficar mesmo à justa e tudo e tudo e tudo pensou claramente em todas as questões de segurança para os bebés e esqueceu-se dos pobres dedinhos das mães que batem nas grades e nas cabeças das mães que se arranham no móbil colorido por cima da cama e nas costas das mães que ficam todas curvadas sobre as grades para fazer a cama. Enfim...
"E porque continuas tu a fazer a cama?", perguntam vocês. "O teu filho até gosta é de dormir destapado!" Pois, têm toda a razão, mas são cá manias minhas. Um quarto não fica arrumado se a cama estiver por fazer. Por isso faço-a. Todos os dias. E todos os dias penso: era pior se fosse um beliche!

domingo, 19 de julho de 2015

Ao domingo, publicidade! #71

Porque independentemente da tão falada crise, a vida continua e o futuro é nosso para o agarrar. E a Caixa, pegando nessa ideia, mostrou-a da melhor forma:

E a segunda leva já está a crescer

Com a primeira, fizemos um belíssimo risotto de cogumelos. Estava assim para o delicioso, daqueles de comer e chorar por mais. Agora a segunda dose de cogumelos não deve ser grande o suficiente para fazer deles a estrela do prato. Mas alguma coisa havemos de arranjar para os fazer brilhar. Assim que eles crescerem...

sexta-feira, 17 de julho de 2015

É só impressão minha ou o tempo está a passar demasiado depressa?

Esta semana já fomos comprar a primeira colher do Tiago, os primeiros pratinhos e tigelas de sopa. A primeira escova de dentes, apesar de ele ainda não os ter (embora pela quantidade de baba e da raivinha com que leva tudo à boca para morder não me parece que falte assim muito tempo).
É só impressão minha ou o tempo está a passar depressa demais!? Ainda ontem estava na minha barriga e hoje já está quase a comer sopinhas e papinhas... Ainda ontem o tive pela primeira vez nos braços e de hoje a um mês estou de regresso ao trabalho... Oh tempo, anda mais devagar se faz favor! Deixa-me gravar na memória cada pedacinho de momento, cada expressão, cada som que o meu filho produz. O sorriso ao despertar, o beicinho da birra, a sobrancelha levantada exatamente como o pai, a gargalhada quando lhe faço "festinha gato", os gritinhos de alegria ao brincar com o seu brinquedo preferido...
Que bom é saber que o meu filhote cresce feliz! E que num piscar de olhos já estamos a um passo de começarmos a aventura das sopas e papas. Porque cada etapa é tão boa e tão especial como a anterior, é ainda melhor!!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Raios me partam...

...se, no Dia do Gelado, não como um gelado mesmo que sejam onze e meia da noite e eu me vá deitar a seguir!

domingo, 12 de julho de 2015

quinta-feira, 9 de julho de 2015

O marido esqueceu-se...

...e eu finalmente ganhei coragem (é mais vergonha na cara de ter aquele trambolho no meio do escritório há tanto tempo, mas pronto) e lá desmantelei o aspirador para o arrumar. E não, não saíram vespas disparadas do cano para me atacar. Também, depois de terem vivido (ou, preferencialmente, morrido) três dias no interior de um saco cheio de pó, não seriam grandes rivais, não acham?

Mortaaaaaa

Alexx + Pilates + Step = Alexx mortaaaaa
Podem mandar vir a ambulância aqui para o ginásio, por favor? Aqui a moribunda agradece!


São oito e meia...

...e eu já estendi uma máquina de roupa e passei outra a ferro, enquanto sua excelência, o príncipe, ainda dorme. Confesso que me custou um bocadinho levantar às sete e pouco, mas para poder ir ao ginásio e depois passear há que fazer escolhas e a minha passa por levantar-me mais cedo para fazer as tarefas domésticas. Que assim pela fresquinha até parece que não custam tanto (not!).
Agora, com tudo feito, acho que vou gozar de uns momentos de calma e sossego, só eu e o meu livro... ou então não, que me parece que o gaiato está a acordar! Lá se vai o descanso!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Das manhãs de sol

Hoje acordei cheia de dores nos braços e nas pernas, sem perceber muito bem porquê. Depois lembrei-me: ontem foi dia de ginásio! Bem, parece que já começou a fazer efeito. E já que hoje não fui "zumbar", mas como não queria perder o ritmo, pouco passava das oito e meia e estava a sair de casa com o piolho, roupa de treino e ténis, para uma bela caminhada.
Às nove e meia estávamos de regresso, para fugirmos ao calor, que isto com crianças pequenas não se brinca. E já que está um dia tão bom, cheio de sol, esta mãe que não pode ir para a praia a estas horas indecentes decidiu fazer praia da sua varanda e gozar estes belos raios de sol. E, já agora, estrear o seu novo biquíni aos folhinhos :)



terça-feira, 7 de julho de 2015

Diário de uma gulosa incorrigível

E como me portei tão bem no ginásio esta manhã, estou super tentada a comer um gelado agora ao lanche. Tenho ali no congelador uns miminhos deliciosos: Cornetto de manteiga de amendoim. São mais pequenos que os normais, mas o que lhes falta em tamanho compensam em muito sabor.
E é por isto que eu nunca hei de ser magra, nem conseguir fazer dietas... é que sou mesmo uma gulosa incorrigível!

Everything that kills me makes me feel alive

Sabem aquela ideia de que as coisas que mais gostamos são as que nos fazem mal? Comigo, o ginásio é assim. Sei que devia fazer musculação para fortalecer o joelho, passar o meu tempo na sala das máquinas e cumprir um plano de treinos. Mas eu não rendo na sala, não puxo por mim e não dou o meu melhor. Prefiro as aulas. Com a operação ao joelho há dois anos, deixei de poder fazer as aulas que mais gostava. Virei-me para a hidroginástica e agora, depois de ser mãe, para o pilates.
Mas o pilates, por muito interessante que seja, não me satisfaz plenamente. E por isso hoje voltei à zumba. Dois anos sem fazer este tipo de aulas deixam marcas e mais parecia uma tontinha novata do que alguém que já fazia estas aulas antes de elas estarem na moda. Mas lá fiz todas as coreografias, lá fiquei encharcada em suor, acima de tudo, lá me diverti muito!
Não devia, mas é o que mais gosto! A seguir vem o step e não tarda estou de volta aos trampolins do power jump... mas com calma que o joelho ainda não aguenta grandes festas. Uma aula de cada vez, para me fazer mais feliz!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Medos irracionais

A Joana Paixão Brás, do blogue A mãe é que sabe, foi hoje operada e confessou que tinha medo de não acordar da anestesia. Um medo irracional, chamou-lhe ela.
Não, querida Joana, medo irracional é aquele que eu tenho de vespas sem nunca ter sido picada. Um medo paralisante, que põe todo o meu corpo em alerta e não me deixa relaxar, como se fosse uma luta de vida ou de morte, eu ou elas, matar ou morrer.
Um medo que me fez aspirar três vespas que hoje repousavam tranquilamente na janela do meu quarto, do lado de dentro, fugindo do calor que se sente por estas bandas. De nada serve dizer que as vespas daqui não são propriamente pequenas, porque até podiam ser minúsculas que acho que o sentimento seria o mesmo. O sentimento de pânico. O medo irracional que fez com que, depois das vespas aspiradas, não quisesse desligar o aspirador não fossem elas voltar a sair pelo cano. O medo que fez com que, depois de dar a mim mesma um raspanete mental e desligar o aspirador, não o conseguisse desmontar, não fossem elas estar à  espreita.
E agora ali está o aspirador, à espera que chegue o marido para tratar de o arrumar.
Isto, Joana, isto sim é um medo irracional. E estúpido. E que me envergonha um bocadinho. E que ainda não consegui superar. Será que alguma vez conseguirei?


*PS: A imagem é de uma vespa fofinha porque ao pesquisar no Google as fotografias de vespas arrepiaram-me toda e por isso tive de escolher uma imagem que fosse menos chocante aos meus sentidos. E assim vive o meu medo irracional.

Vamos lá, então, cultivar cogumelos em casa

domingo, 5 de julho de 2015

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Sou uma má mãe!

Diz-se que um dos maiores receios das grávidas é se vão ser, ou não, boas mães. Nunca tive esse receio ou ansiedade, nunca tive sequer dúvidas de que seria uma boa mãe. Mas hoje, que o Tiago faz três meses, aqui me confesso: eu sou uma má mãe!
  • Sou uma mãe que, aos dezoito dias de vida do filho, deixou de dar de mamar, por opção, porque o leite era pouco e o stress era muito.
  • Sou uma mãe que, durante as primeiras semanas, raramente se levantava de noite (tarefa que cabia ao pai) e que, por vezes, nem dava conta de que pai e filho estavam acordados e a pé. 
  • Sou uma mãe que, às cinco semanas, pôs o filho a dormir no seu quarto, para descanso dele e dos pais.
  • Sou uma mãe que já deixou várias vezes o filho com os avós para poder ir ao ginásio, às compras, jantar fora ou apenas ir tomar um café.
  • Sou uma mãe que, aos 38 º de febre não fez nada, mas aos 39 º deu medicação sem consulta médica.
  • Sou uma mãe que já levou o seu filho de dois meses à praia, contra a recomendação generalizada dos pediatras.
  • Sou uma mãe que deixa o seu filho choramingar um bocado e queixar-se da vida, porque às vezes é só birrinha.
E a lista podia continuar, estou certa.
Sou uma má mãe aos olhos de tantas outras, que fazem as coisas de maneira diferente: porque não sofri horrores para prosseguir a amamentação, porque não acordo ao primeiro suspiro do meu filho, porque sou capaz de estar sem ele durante algumas horas para me divertir, porque não sigo as indicações da pediatra como se fossem leis, por isto e por aquilo. Porque faço as coisas à minha maneira e não à maneira dos outros. 
Mas, aos olhos de quem interessa, sou a mãe que devo ser. Aos meus, sou a mãe que sempre pensei que seria, feliz e realizada, confiante de que faço, a cada dia, o melhor para o meu filho e para a minha família. E, aos olhos do Tiago, não tenho dúvidas de que sou a melhor mãe do mundo, pelo menos é o que me diz o sorriso gigante com que me recebe todos os dias de manhã ao acordar. O meu filho é feliz e isso, apenas isso, é o que verdadeiramente importa! E é por isso que sei que sou uma boa mãe :)