Foram 123 dias que passaram a voar, demasiado depressa, quatro meses num piscar de olhos. E assim termina hoje um capítulo da minha, da nossa, vida. Chegou ao fim a minha licença, os nossos dias a dois, os passeios durante o dia, as tuas sestinhas em que eu aproveitava para ler e ver séries (é mais para arrumar a casa e passar a ferro, mas pronto), o tempo que parecia interminável porque havia sempre um amanhã. Os amanhãs vão continuar, mas agora vai caber ao pai partilhar contigo esses momentos de cumplicidade e muito amor. Aqui a mãe, depois de umas férias a três, muito desejadas e que vão ser muito aproveitadas, irá regressar ao trabalho, à vida normal, à rotina do dia a dia. Com uma sensação agridoce: sei que preciso, que me faz falta e que me vai saber tão bem, mas com tantas saudades que vou ter de ti e de poder abraçar-te e beijar-te a qualquer momento.
Restam-nos os finais de dia e os fins de semana. As rotinas alteradas para encaixar na tua. Talvez os jantares fora e o ginásio tenham de ir à vida, talvez as refeições da semana tenham de ser preparadas ao fim de semana... Talvez mude muita coisa, talvez não. Logo se vê. Porque nada disso importa. Hoje só importa que fazes quatro meses. Que ainda temos duas semanas de férias a três; as primeiras de muitas. Que estás aqui. The rest is history.




