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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Lisboa menina e moça

Lisboa foi eleita a Capital Verde da Europa para o ano de 2020. É uma distinção que tem que ver com a sustentabilidade e com o ambiente, mas a verdade é que assim que os meus olhos pousaram na publicação que a Câmara Municipal fez no Instagram, o meu primeiro pensamento foi para o verde que abunda na nossa belíssima cidade: principalmente agora, nesta altura da primavera/verão, são os jardins, as pracetas, as árvores nas avenidas, as colinas de monsanto e do castelo, os canteiros às janelas. Além do verde, é o colorido das flores, o lilás dos jacarandás, o azul brilhante do céu e do rio, o vermelho da ponte, o branco do mármore dos edifícios, o amarelo dos aurocarros, as vestimentas multicoloridas de quem por esta cidade passa. Lisboa está cheia de cor, de brilho,   de saudável natureza lado a lado com o trabalho do homem.
E depois lembrei-me de Roma. No primeiro dia em que estive em Roma, ao caminhar pelas ruas da cidade, comentei com o meu marido que sentia falta de algo na cidade e não conseguia discernir o quê. Bem olhava, mas não via o que me faltava. De repente, percebi: não havia árvores. Em. Lado. Nenhum. Bem, óbvio que há árvores em Roma, óbvio que também há jardins e verde e zonas lindíssimas. Mas naquele primeiro dia, saídos da estação principal de comboios e estando a caminhar por algumas das principais artérias da cidade, não vi uma única árvore, nem uma pontinha de verde para contrabalançar os prédios castanhos, os passeios castanhos, a estrada castanha... Ruínas, fontes, estátuas e igrejas aos pontapés, isso têm eles. Mas naquele primeiro dia, e até chegarmos ao Coliseu e depois à zona do rio, senti muito a falta do verde, da natureza, da harmonia que traz a uma cidade. Roma terá o seu encanto (não tanto para mim como as outras cidades italianas que já conheci) mas, enfim, Lisboa é Lisboa, menina e moça, com sua luz única, capital verde, cidade, mulher da minha vida.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Verão

Oficialmente, o verão chega esta semana. A minha estação favorita. Os meus dias preferidos. O sol, o calor, os dias longos e as noites eternas de tão amenas. Consigo encontrar beleza e coisas de que gosto em todas as estações, mas se só pudesse escolher uma, seria verão para sempre. Tudo parece ter mais energia, mais cor, mais alegria no verão. Tudo parece mais fácil no verão. Mesmo coisas simples. Como por exemplo despachar-me em metade do tempo no balneário do ginásio porque é só tomar banho e pôr um vestidinho em cima da pele, em vez das mil camadas de roupa que sou obrigada a usar no inverno. Definitivamente, sou uma mulher do tempo quente. Por isso, sê muito bem vindo, verão. Que venhas para ficar longos meses, sim?

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Há quatro anos também estava este tempo da treta

Há quatro anos também estava este tempinho de treta. Nuvens, chuva, frio para os padrões habituais do mês que nos traz o verão, tempo de meias e casacos e écharpes... Lembro-me porque nesse ano fui de viagem por esta altura e nem sabia o que raio pôr na mala entre achar que ia ter frio ou ter calor. Mas do que também me lembro foi do resto do verão e de que foi muito tímido e curto. Em vez de vir esplendoroso e tórrido, acanhou-se, se calhar influenciado pelo toque de inverno que se estendeu até junho, e não nos deu aquilo que mais gostamos nele: manhãs tépidas, dias quentes e noites amenas. Nope, nesse verão de 2014 não houve cá noite que não pedisse um casaco e não houve praia que aguentasse estender-se para além do pôr do sol. E como se não bastasse, o verão não só tardou a chegar como se aprestou a ir embora, os meados de setembro a puxarem à meia-estação. Uma tristeza! 
Admito que, entretanto, me tinha esquecido destes pormenores e, à luz do verão passado, a fazer lembrar os da minha juventude, quente, longo e apetecível, almejava um igual para este ano. Mas à luz do céu nublado destes dias, a par das temperaturas que em nada fazem justiça a junho, temo que haja uma repetição do verão de 2014, em vez da continuação do de 2017... vamos lá fazer figas para que assim não seja!

sexta-feira, 6 de abril de 2018

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Cá por casa, estamos bem!

Ou mais ou menos, vá, que eu bem que gostava de deixar de espirrar e de me assoar constantemente. Ao menos, a constipação que me apanhou de surpresa deixou passar o fim de semana de festa antes de se manifestar em grande. Agora é aguentá-la e esperar que não afete os homens lá de casa. Por enquanto, está tudo tranquilo...
Por causa da maldita constipação, pois claro que esta semana ainda não houve ginásio para ninguém, que isto de andar quase sem conseguir respirar não chama ao exercício físico. Em contrapartida, apetece é aninhar em casa com as mantas, o leitinho quente e umas boas leituras. O meu filho deve pensar da mesma maneira, que hoje de manhã não queria deixar-me sair de casa nem por nada. Bem, na verdade, se o trouxesse comigo, ele viria de bom grado, o que não queria era ficar sem mim, mas acho que por aqui pelo escritório não iriam achar muita piada. Resta-nos esperar, a ambos, que o dia passe depressa para podermos voltar para os braços um do outro.
Falando em leituras, peguei novamente numa série fantástica (por ser tão boa e por ser do género do fantástico), da qual já tinha lido os primeiros livros, daquelas que nos fazem devorar as páginas. Pode não ser a leitura mais erudita, mas é aquela que me faz feliz e tem-me desanuviado a cabeça nas viagens de comboio. 
À noite, depois de deitar a criança, o tempo é para o marido e para as séries que vamos seguindo. Estão quase todas a terminar as suas temporadas, por isso está na altura de pensar em novas opções, a começar pela "La Casa de Papel", de quem toda a gente fala tão bem. A curiosidade já está aguçada, espero agora que as expectativas não saiam furadas. Este ano não há Game of Thrones, por isso ainda não começou a ansiedade da espera, a não ser, claro, para o próximo filme dos Avengers: Infinity War, que vai estrear no final deste mês. Por mim, ia logo assim que estreasse, tal é a excitação, mas a minha companheira de filmes de super heróis está de férias nessa altura, depois sou eu que não estou cá, por isso antevejo que vá ter de me esconder dos spoilers durante alguns dias antes de conseguir deitar o olho ao filme mais aguardado do ano. Logo eu, que sou uma spoiler seeker, ou não tivesse já visto quase todas as cenas disponíveis no Youtube dos próximos episódios da Anatomia de Grey, apesar de ainda ter um ou dois episódios em atraso gravados na box lá de casa (esta não convenço o marido a ver comigo, que hei de fazer?).
E depois de ter para aqui andado a balbuciar meia dúzia de miscelâneas, acho que já me posso calar. O importante até está escrito lá no título: cá por casa, estamos bem! O resto é conversa :)

   

segunda-feira, 26 de março de 2018

Agradecer

Agradecer. Agradecer sempre, todos os dias. Agradecer pelos dias bons, por todas as coisas maravilhosas que a vida nos dá. E agradecer também nos dias menos bons, em que o stress nos corrói os nervos, o mundo esta desalinhado e a nossa alma anda meio perdida. Agradecer porque esses dias não são eternos. Agradecer porque, até nesses dias, há pequenos milagres a acontecer à nossa volta, coisas que dão cor à nossa vida. Agradecer sempre, pelo que se tem e pelo que se é. Pelo que a vida nos dá.


quarta-feira, 21 de março de 2018

Hoje custou tanto!

O ginásio. Continuamos numa relação de longa duração, cheia de altos e baixos, como sempre foi a relação com qualquer ginásio da minha vida. Gosto dele, mas o meu verdadeiro amor é a minha cama e de manhã custa muito levantar e sair para o frio para ir ter um encontro, ainda de olhos meio fechados, com as passadeiras e elípticas e outras coisas que tal. Por isso reduzimos a frequência dos nossos encontros a 3 vezes por semana. A coisa está a funcionar. Mais ou menos, que na semana passada baldei-me (mais por estar farta da chuva do que do exercício, a bem da verdade).
A culpa não é do ginásio, nem do exercício (eu até me sinto bem a fazer exercício, juro), mas sim desta malfadada preguiça com que nasci. Uns nascem para serem atletas, outros descobrem essa vocação ao longo da vida. Não é, claramente, o meu caso. Se desistisse do ginásio já hoje não lhe sentiria saudades. Até o meu corpo me dizer que precisa do exercício físico. Eu sei, eu sei...
Mas hoje custou muito. Tanto que até sonhei com isso durante a noite, razões para não ir ao ginásio. Mas lá contrariei a cabeça, as pernas e o coração e fui. É que a par da preguiça, só mesmo a minha teimosia!


quinta-feira, 15 de março de 2018

Três longas semanas

Três semanas. Há três longas semanas que não publicava nada por aqui. Numa espécie de hibernação voluntária, um abandono consciente não por falta de ter o que escrever mas porque precisava de dar tempo ao tempo da escrita. Têm sido tempos estranhos, mudanças que ainda não assentaram, arestas que é preciso limar, rotinas que é preciso encontrar. Ainda estou a tentar estabilizar o meu chão nesta nova vida. Sei que vai acontecer eventualmente, mas, por enquanto, ainda há muitas novidades. É dar tempo ao tempo. 
Mas o tempo da escrita faz-me falta. Por isso cá estou, de regresso. Após três semanas de ausência. Três semanas que me pareceram demasiado longas e que me deram muitas saudades!

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Tuesdays are the worst

Muito se fala das segundas, que dia horrível, voltar à rotina depois do fim de semana, levantar cedo, comeca a semana de trabalho, falta tanto para o descanso e ainda mais para as férias... Muito se fala das quartas, aquele dia que nem é carne nem é peixe, deixa-nos sempre na dúvida se a semana ainda vai a meio ou já vai a meio, nem sequer são bons dias para feriados que não dá para fazer aquelas pontes simpáticas... Muito se fala das quintas, dias de recordar, throwback, noites académicas, estreias de cinema, dia de Anatomia de Grey nos Estados Unidos e de This is us em Portugal, ja com o cheirinho de fim de semana no ar. Muito se fala nas sextas (e eu que falo tanto!!), TGIF, it's friday I'm in love, melhor dia da semana, até já o sorriso é outro.
Mas ninguém fala das terças-feiras e do flagelo que as mesmas são. As terças, sem culpa nenhuma, são o pior dia de todos. À segunda ainda nos distraímos porque temos muito para tratar, agora à terça... à terça apercebemo-nos do stress, do enfado da rotina, das infindáveis 8 horas (ou mais) de trabalho diário. À terça já estamos irritados com os colegas e com a vida e ainda falta tanto para o fim de semana chegar. Acho que foi por isso que o Euromilhões passou a sair também à terça, para dar às pessoas aquela ideia utópica de que a terça-feira pode ser um dia para mudar de vida. E pode, claro! Tal como qualquer outro dia. Aliás, a terça devia começar a ser encarada como dia de avaliar a nossa vida (se só nos incomoda um bocadinho ou se nos incomoda tanto que mais vale mesmo começar a pensar em mudar!).
Hoje é terça-feira. Está um lindo dia de sol. Para alguns é dia de folga ou férias. Para outros é dia de encontro romântico, dia de serem pais ou dia de serem felizes de qualquer outra maneira. Porque a única maneira de contrariar a depressão da terça-feira é sermos felizes. E gratos. Seja de que maneira for. Um bocadinho todos os dias. Até à terça!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Já saíram os nomeados para os Óscares

E eu chego à conclusão de que não vi um único dos nomeados para melhor filme. Mais, não tenho qualquer vontade de ver nenhum dos nomeados para melhor filme. Quão fundo batemos quando o cinema que me apetece ver é mesmo aquele dos super-heróis, do fantástico, da comédia, da aventura (sim, os únicos nomeados em TODAS as categorias que eu vi foram Star Wars, A Bela e o Monstro e Os Guardiões da Galáxia vol. 2)? Não é por mal, não é que não goste de um bom filme, com uma boa história, mas dou por mim a pensar que os filmes estão cada vez mais longos e a minha paciência cada vez mais curta, não apetece pagar balúrdios para ir ao cinema (além de toda a logística que implica com uma criança pequena), ao fim do dia em casa o cansaço acaba por vencer e as séries são tão mais apetecíveis, fica ali tudo resolvido no espaço de uma horinha... É preguiça, sim. É cansaço, também. Vamos lá ver se ainda consigo ver algum dos nomeados até à entrega dos prémios. Pelo menos, alguns de animação queria muito ver (Coco!!), mas a animação é sempre o meu ponto fraco!

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Se há uns anos me dissessem

Se há uns anos me dissessem que eu iria virar a mulher dos brilhantes nas unhas, rir-me-ia. Mas os tempos mudam, a moda muda e as pessoas mudam. E eu também. Felizmente. Gosto do meu eu atual. E gosto dos meus brilhantes nas unhas!

Verniz gel da Andreia Professional (Cf4 e C5)

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Do calor e do frio

Sou particularmente friorenta e, se sinto frio, não consigo estar bem. Gosto de me sentir quentinha, confortável, aconchegada. O que tem sido, ao longo da minha vida profissional, um verdadeiro desafio, pois tenho sempre encontrado colegas encalorados que têm nos ares condicionados os seus melhores amigos. Cheguei a trabalhar num sítio em que tinha por cima da minha secretária uma conduta de ar, que libertava ar gelado de verão e de inverno - era bonito, em pleno mês de agosto, estar no escritório de casaco vestido e tirá-lo quando se ia para a rua. 
Por isso, se me dissessem há uns meses que eu iria estar a vestir roupa de meia estação em pleno mês de janeiro eu diria que estavam loucos. Como, no pico do inverno, usar blusas de cetim ou abdicar de um par de meias quentinhas por cima das collants? Impensável e insensato, claramente!
Bem, isso foi antes de vir trabalhar para este novo posto. No primeiro dia, vesti-me adequadamente à estação do ano e não vos passa o calor que tive (ao ponto de ter de ir à casa de banho tirar o top que trazia por baixo). Claro que não estamos a falar de 30.º à sombra, mas estamos a falar de uma temperatura suficientemente agradável para nos inibir de vestir lãs muito grossas ou casacos muito quentes. O ideal será mesmo vestir por camadas, todas elas fininhas. E um casaco e um cachecol bem quentes para quando vamos à rua.
Não é verão, definitivamente, mas de repente o inverno já não é tão chato! Assim até gosto mais dele!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Os primeiros dias

Os primeiros dias de uma experiência nova (seja um novo emprego, uma nova escola, uma nova morada, uma nova cidade...) são sempre estranhos. Temos aquele sentimento de estar desintegrados, à margem, sem saber bem o que fazer ou como agir. Somos o miúdo novo quando todos os outros já se conhecem e já se dão. Queremos fazer parte, mas, ao mesmo tempo, queremos encontrar o nosso lugar único. Queremos pertencer, mas, ao mesmo tempo, ser reconhecidos por fazer a diferença. 
São os primeiros dias, as primeiras semanas. Quanto mais pequenos somos, mais fácil é. As crianças são pródigas em aceitar os de fora no seu seio. Depois vamos crescendo, vamos criando círculos, vamos criando estatutos. Quando somos adultos, olhamos sempre com desconfiança os que vêm de fora, olhamos sempre com algum receio a mudança que aquela pessoa pode trazer às nossas vidas.
Mas isto é só durante os primeiros dias, as primeiras semanas. Depois o miúdo novo vai, aos poucos, deixando de ser novo, a cara torna-se conhecida, as conversas banalizam-se, os dias passam e, de repente, já passaram semanas e meses e estamos todos integrados. Com mais ou menos conforto, com uns primeiros dias mais ou menos fáceis, a experiência de iniciar algo é sempre desafiante, enervante, stressante. E uns tempos depois já passou e já conhecemos os nomes de toda a gente, já sabemos como nos dirigir a todos, já conhecemos os cantos à casa e já nos começamos a sentir mais à vontade. Já não somos mais o miúdo novo.
Fazemos muito alarido sempre à volta dos primeiros dias - tanta gente que me perguntou como tinha corrido o primeiro dia de trabalho, a primeira semana... e que ficaram talvez um pouco desiludidas quando eu não tenho muito para contar, nem grandes experiências para partilhar (exceto com o marido, esse coitado todos os dias me ouve até à exaustão!), mas a verdade é que eu vejo os primeiros dias por aquilo que eles são: transitórios. Daqui a umas semanas, se me perguntarem se está a correr tudo bem, eu quero responder: SIM! Agora, agora respondo só que está a correr bem, dentro dos possíveis, mas que as perspetivas para o futuro são boas e animadoras. E isso, para mim, já é muito positivo nesta fase!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

E o ginásio, Alexx Maria?

O ginásio, pessoas bonitas? O ginásio está ótimo e recomenda-se! Está lá, ele na dele e eu na minha, numa pausa temporária na nossa relação. A última vez que fui foi antes do Natal, depois com tudo o que foi preciso fazer tive de pôr de lado o acessório e o ginásio ficou na gaveta. Eu quero voltar, a sério que sim! Mas, primeiro, gostava de voltar a dormir uma noite inteira sem interrupções e como o Tiago ainda não está para aí virado (e muita calma nessa hora, que ele também está a passar por uma mudança muito grande na sua vida) vou protelando, atirando com a barriga para a frente. E que barriguinha jeitosa eu tenho depois de duas semanas seguidas de festa! Que só vai acabar quando eu der cabo do resto do bolo mil-folhas que ainda tenho lá em casa. Que está quase a acabar, e o Tiago quase a dormir a noite toda, e eu quase a voltar ao ginásio. Espero eu.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Dos balanços e resoluções

Seja por verdadeira vontade ou pressão social, nesta altura toda a gente faz balanços do ano que passou e resoluções para o ano que está a entrar. Não fiz nem uns nem outras, devo confessar. Em 2017, pedi apenas duas coisas: uma realizou-se, a outra não e eu fico contente de qualquer forma, acredito que a vida sabe o que faz. Para 2018, não tenho planos delineados nem resoluções  marcadas. Apenas sonhos e desejos, mas esses não são para este ano em concreto mas sim para a vida. Por isso, nada de listas a pensar no que vou fazer em 2018. Apenas o que já tenho em concreto: começo hoje a trabalhar num sítio novo, o meu filho vai amanhã para um colégio novo, vão haver novas rotinas e ajustes a fazer. Hei de tentar incluir o ginásio nos planos assim que a poeira assentar. Quero estabelecer uma rotina e ir deitar-me cedo, mas já sei de antemão que a vou quebrar muitas vezes e dormir poucas horas ou perder a conta ao número de vezes que vou adormecer no sofá encostada ao marido. O mesmo com a dieta e a alimentação saudável, assim haja desejos de chocolate e afins disparates. Já me conheço e já não me engano: aceito que sou feita de momentos, de altos e baixos e de fluxos de energia em que uns dias me porto bem e noutros dias me porto mal. É a vantagem de ser adulta, não preciso de me desculpar pelas vezes em que me porto mal. Estou a uma semana dos 31 anos, estou a viver uma nova aventura, tenho a família mais maravilhosa, os amigos mais queridos, a saúde necessária  (fora a maldita tosse que persiste), uma vida feliz. Não preciso de mais em 2018, só mais do mesmo. Que a vida continue a ser gentil o suficiente para mim e que o seja também para todos vós! Este sim é o meu desejo para o ano que começa!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

A vida a acontecer

Quando a vida acontece, volta e meia acontece tudo ao mesmo tempo, em modo frenético, aos saltos inesperados, atirando tudo o que tem de ser resolvido para cima dos nossos ombros de uma só vez. Nessas alturas, nada mais há a fazer do que socorrermo-nos de todas as ferramentas que temos para não nos deixarmos submergir, ao mesmo tempo que vamos riscando itens da lista da vida. Por estas bandas, as últimas semanas têm sido assim, tumultuosas, turbulentas, cheias de coisas boas e más ao mesmo tempo, cheias de mudanças. O final de 2017 trouxe-me um emprego novo, um colégio novo para o filho, uma família toda doente com as gripes normais da época, uma avó no hospital durante três dias para, nem uma semana depois, estar a ir passar o Natal a casa, mil pequenas coisinhas para fazer, para despachar, para deixar tratadas antes de o ano chegar ao fim. 
Quando o caos reina à minha volta, tenho sempre de parar, respirar e planear o que fazer a seguir. Retirar o que é acessório (daí a minha ausência destas bandas, eu hei de voltar em força assim que a vida estabilizar) e focar-me no essencial, definir prioridades, fazer uma coisa de cada vez. Têm sido semanas muito preenchidas, é verdade, mas é apenas a vida a acontecer. Às vezes, acontece tudo ao mesmo tempo, mas isso não é necessariamente mau, implica apenas uma maior capacidade de adaptação da nossa parte. Com calma e tempo, isto vai lá e nós vamos acontecendo com a vida. Que venha ela!

domingo, 24 de dezembro de 2017

Ao domingo, publicidade! #199

Porque gosto do Natal, porque gosto da época natalícia e tudo o que vem com ela. Porque gosto mesmo dos doces e das prendas e das canções e das luzes e, acima de tudo, da família, das tradições, dos momentos e das memórias que se criam!
Porque gosto do Natal, tenham um feliz, feliz Natal!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Ventos de mudança

Nos momentos de viragem das nossas vidas, naqueles momentos entre uma etapa e outra, há sempre espaço para a introspeção, para uma avaliação do que se viveu e do que se espera daí em diante. Há sempre um relembrar das coisas boas e das coisas más (esperemos que as primeiras ultrapassem em larga escala as segundas, ou que, se não for esse o caso, saibamos avançar sem a carga negativa do que aconteceu). Há sempre espaço para ir bebendo o presente, que está em vias de se tornar passado, e ir sonhando com o futuro, que será presente mais cedo do que esperamos. Há sempre nostalgia, seja pelos momentos, pelas pessoas, pelos lugares, pelas memórias. Há sempre ansiedade e excitação do que aí vem. Há sempre medo e receio, misturados com alegria e libertação. Acima de tudo, é desejável que haja paz, calma, serenidade. Que as mudanças surjam com a naturalidade com que a vida avança e que, sendo ou não procuradas, encaixem nas nossas almas como peças de puzzle (mesmo que por vezes haja arestas a limar, o quadro geral fica mais bonito quando as peças estão juntas). Que as lições do passado nos sirvam para crescer, para amadurecer, mas não para nos amargar, nem para nos impedir de ver o futuro de olhos brilhantes e coração aberto. A vida é assim, sempre em frente. E, nos momentos de viragem, resta-nos agradecer o que passou, tudo de bom e de mau que nos trouxe até aqui, respirar fundo, olhar em frente e dizer ao futuro: Estou preparada!


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Rotinas

Devia ser proibido a pessoa levantar-se dos lençóis polares quentinhos quando a noite ainda está cerrada lá fora e o frio gela-nos os ossos. Devia ser proibido a pessoa sair de casa com o céu escuro como breu e os carros cheios de gelo das temperaturas negativas das últimas noites. Devia ser proibido abandonar o conforto do lar enquanto a sua família dorme tranquila e feliz, sair sem trocar dois dedos de conversa com o marido, apenas um beijo suave e os desejos de um bom dia, daqui a pouco já falamos, sem ir ver se o pequeno está bem tapado e quentinho, sem lhe dar um beijinho de miminho de mãe, com medo de o acordar ainda tão cedo que é. Devia ser proibido tudo isto. Mas, nesta fase da vida, é a única forma que tenho de regressar ao ginásio e ao exercício físico. É a única forma que tenho de me mexer, de (re)ganhar músculo perdido em dois anos parada: fortalecer os braços para pegar no filho ao colo, fortalecer as pernas para poder caminhar depressa no regresso a casa, fortalecer o espírito para me sentir cada vez melhor comigo - por dentro e por fora.
Está frio lá fora, está de noite, dormi pouco e quero aninhar-me no marido. Sim, tudo é verdade. Mas também quero aproveitar esta onda de motivação que todos os dias me arranca da cama às seis da manhã para me plantar às sete à porta do ginásio. Treinos curtos e otimizados que às oito há um comboio para apanhar e às nove há trabalho para fazer. Não quero andar a correr, não quero andar a entrar em stress, por isso as coisas estão bem organizadas para não haver atrasos e, quer acreditem quer não, até é uma forma muito mais dinâmica de começar a manhã e deixar-me totalmente pronta, alerta e motivada para o que vou encontrar ao longo do dia. 
Mas não quero atirar os foguetes para já... ainda vamos no início do inverno e a chuva ainda não chegou a sério - e o que me desmotiva a chuva! - por isso ando a levar tudo com calma, um dia de cada vez, esta nova rotina que criei para mim.




*Imagens retiradas do Pinterest.