Lisboa foi eleita a Capital Verde da Europa para o ano de 2020. É uma distinção que tem que ver com a sustentabilidade e com o ambiente, mas a verdade é que assim que os meus olhos pousaram na publicação que a Câmara Municipal fez no Instagram, o meu primeiro pensamento foi para o verde que abunda na nossa belíssima cidade: principalmente agora, nesta altura da primavera/verão, são os jardins, as pracetas, as árvores nas avenidas, as colinas de monsanto e do castelo, os canteiros às janelas. Além do verde, é o colorido das flores, o lilás dos jacarandás, o azul brilhante do céu e do rio, o vermelho da ponte, o branco do mármore dos edifícios, o amarelo dos aurocarros, as vestimentas multicoloridas de quem por esta cidade passa. Lisboa está cheia de cor, de brilho, de saudável natureza lado a lado com o trabalho do homem.
E depois lembrei-me de Roma. No primeiro dia em que estive em Roma, ao caminhar pelas ruas da cidade, comentei com o meu marido que sentia falta de algo na cidade e não conseguia discernir o quê. Bem olhava, mas não via o que me faltava. De repente, percebi: não havia árvores. Em. Lado. Nenhum. Bem, óbvio que há árvores em Roma, óbvio que também há jardins e verde e zonas lindíssimas. Mas naquele primeiro dia, saídos da estação principal de comboios e estando a caminhar por algumas das principais artérias da cidade, não vi uma única árvore, nem uma pontinha de verde para contrabalançar os prédios castanhos, os passeios castanhos, a estrada castanha... Ruínas, fontes, estátuas e igrejas aos pontapés, isso têm eles. Mas naquele primeiro dia, e até chegarmos ao Coliseu e depois à zona do rio, senti muito a falta do verde, da natureza, da harmonia que traz a uma cidade. Roma terá o seu encanto (não tanto para mim como as outras cidades italianas que já conheci) mas, enfim, Lisboa é Lisboa, menina e moça, com sua luz única, capital verde, cidade, mulher da minha vida.








