quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Agora que comecei, não consigo parar!

Ainda no outro dia vos dizia que nunca tinha comprado um livro para o Tiago. Pois bem, tal afirmação já não é verdadeira. Depois de lhe encher a estante com as coleções da Rua Sésamo, fui hoje ao Minipreço e eis que me deparo com um expositor cheio de livros infantis a preços absolutamente irresistíveis. O difícil foi não pegar em todos e trazê-los comigo. Acabei por optar por dois mais adequados à idade dele, com cantos redondos em espuma e imagens grandes e de cores vivas e brilhantes. Ainda não lhos dei, mas acho que amanhã vão fazer um sucesso!
Agora vamos lá ver é se não perco a cabeça e não volto ao Minipreço para ir comprar o resto da coleção e mais outras que para lá haja!

Desabafo (ainda mais) lamechas

Lembram-se deste desabafo lamechas? O de hoje é exatamento oposto.
É que saí de casa já o meu filho estava acordado (hoje decidiu madrugar). E morri um bocadinho de saudades por ter de me vir embora enquanto ele estava a palrar e a rir e a brincar, rasgando os olhos e o sorriso com as minhas maluqueiras, encostando a cabecinha ao meu ombro quando lhe peguei ao colo e lhe dei um beijo repenicado naquelas bochechas deliciosas. E nunca mais é hora de o ir buscar!

PS: Eu avisei-vos que este era um post ainda mais lamechas! :)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Libertar espaço

O meu filho faz esta semana seis meses e, durante todo este tempo, ainda não lhe comprei um único livro. Para quem, como eu, é uma «livrólica anónima», isto pode parecer estranho. Mas a verdade é que não senti necessidade, até agora, de lhe comprar livros: ele tem dois livros de borracha que lhe deram e que adora, mas mais para meter na boca do que para olhar para os desenhos; e eu tenho muitos livros que guardei da minha infância e que apenas esperavam a altura certa para saltarem do armário recôndito onde estavam arrumados em casa dos meus pais.
Essa altura certa finalmente chegou e aproveitei este fim de semana para ir buscar os livros e reorganizar as estante lá de casa. Foi tempo de libertar espaço, descartando o velho e abrindo lugar para o novo, para o universo do Tiago se encaixar cada vez mais no nosso. Gosto disso, gosto de abrir o armário dos pratos e ver lá as taças da comida do pequeno, ir buscar os copos e ter lá também os biberões, as colheres de silicone azul lado a lado com as nossas. Um mundo pequenino que o meu mundo acolhe e envolve, criando espaço e multiplicando este amor. 
Desta vez, foram as estantes do escritório a terem de acomodar dois universos (o dos adultos e o do bebé). E para isso foi necessário libertar espaço. Desfazer-me da minha coleção de revistas Cosmopolitan, que fui juntando entre os anos de 2004 e 2012 e as quais nunca me lembro de ter relido, para encher a estante com os livros da Rua Sésamo, alguns velhinhos e já um pouco estragados, com mais de 20 anos, mas todos ansiosos por voltarem a ser abertos e lidos e relidos e novamente adorados por mais uma criança!
Sinto que agora é a altura certa e que vamos ser muitos felizes juntos: eu, o Tiago e os livros!

A coleção de Cosmopolitans saltou da estante para dar lugar...
 
... à coleção da Rua Sésamo e amiguinhos.


domingo, 27 de setembro de 2015

Ao domingo, publicidade! #81

Ainda não tinha visto isto na televisão, mas encontrei-o no blogue Cocó na Fralda e achei demasiado bom para não partilhar. Ainda para mais é nacional. Merece mesmo o destaque :)

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Manhãs de outono

As tardes ainda podem ser de verão, mas as manhãs, essas já são completamente de outono!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

É impressão minha...

... ou o leite de amêndoas sabe um bocado a água deslavada de lavar amêndoas? Meu rico leitinho de vaca! :)

As tardes ainda sabem a verão!!

As coisas que alegram o meu dia

Ah, o prazer de receber livros novos! A excitação das páginas por ler e das histórias por descobrir!
É tão fácil fazer-me feliz!

(Mesmo quando sou eu a escolher, a comprar e a pagar pelos livros em causa.)

Desabafo lamechas

Hoje saí de casa ainda o meu filho dormia. E morri um bocadinho de saudades de ver aquele sorriso de pura alegria, aquela festinha só minha, aqueles olhos brilhantes de amor.
E nunca mais são cinco e meia da tarde!

PS: Eu disse-vos que era um post lamechas.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Ora, pois diz que é hoje!


Seja bem vindo, senhor Outono! 
E venham de lá as romãs e as castanhas, os casacos e as botas, as chávenas de chá quente e as mantas de lã para os serões no sofá. 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

9 palavras essenciais na relação entre pais e filhos

Descobri isto no blogue da Vespinha, Uma vespa a abrandar, e tive de roubar pois achei a ideia genial! Para mim, as palavras são importantes, marcam o ritmo de uma relação tanto como o contacto físico e visual, estabelecem limites, servem para incentivar e aproximar pessoas e abrem a porta às emoções. Quando escolhidas as palavras certas, aliadas ao gesto adequado, transmitimos exatamente o que pretendemos e a outra pessoa percebe-nos.
Acredito na educação pelas palavras. E acredito que há palavras essenciais para melhorar a relação entre pais e filhos e a boa educação destes últimos.

domingo, 20 de setembro de 2015

Afinal

Afinal, esta que ontem se autodenominou preguiçosa não podia estar mais errada. Depois de ter saído do cabeleireiro, não mais parei, entre limpar a casa, passar a ferro, arrumar as coisas, ir às compras (maldito euromilhões que ainda não me bateu à porta!). Pelo meio, lanche fora com os meus amores, nem que fosse apenas para levar o novo penteado à rua...
Hoje, querendo aproveitar este dia de calor e de sol (já não devem haver muitos), lá pegámos em nós e fomos passear, almoçar fora, ir até ao jardim para o Tiago brincar na relva. E soube tão bem! Amanhã podia ser outra vez domingo, não concordam? :)


Ao domingo, publicidade! #80

E tu, o que é que esperas de ti?

sábado, 19 de setembro de 2015

É fim de semana!

É fim de semana e eu estou preguiçosa! Por isso saí de casa de calças e túnica largas, sem bijuteria e sem maquilhagem (o corretor de olheiras não conta como maquilhagem, mas antes como um favor que eu faço à humanidade em não parecer algo saído do The Walking Dead). Mas atenção! Acabei de chegar ao cabeleireiro para mudança de visual. Isso são pontos a meu favor, certo? Ainda que o cabelo novo deva sair daqui diretamente para casa, sem passar pela casa de partida. Mas pronto, ao menos serei uma preguiçosa com estilo ;)

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Serão a dois

O marido ligou a meio da tarde a dizer que ia fazer horas extra e eu, esposa compreensiva, respondi-lhe com um "Claro, amor, tudo bem" e pensei cá para comigo: serão a dois com o meu bebé!!
Regra geral, sou uma mãe muito solta, que deixa as avós darem a papinha e a tia dar o banho, que entrega o seu filhote no colo dos avôs e tios e amigos, que deixa toda a gente mimar e adorar e mostrar o seu amor ao Tiago. E sou uma mãe que acredita profundamente que o pai é tão importante como a mãe e, por isso, pelo menos cá por casa, a mãe o pai dividem irmamente tudo o que diz respeito ao petiz.
Mas confesso também que hoje me soube particularmente bem ter o meu pequenino só para mim. Brincadeiras de tarde, hora do jantar, seguida da hora do banho e depois o miminho do colinho da mãe até adormecer. Foi muito bom, para ele e para mim, tê-lo assim, sem interrupções, a dividir atenções apenas com os brinquedos, a ter cada sorriso só para mim.
Já imagino que, da próxima vez que o marido tenha trabalho extra, em vez de pensar "que chatice", até vou dar pulinhos de contente!

Dramas na vida de uma mãe #10

Sou, por princípio e convicção, contra o co-sleeping. Ponderando os pratos da balança, vejo mais pontos negativos do que positivos, além de que acredito mesmo que para uma pessoa dormir descansada precisa do seu espaço, sem andar ali às cotoveladas e pontapés ao próximo (não é por acaso que eu e o marido temos uma cama maior do que as camas comuns - é uma trabalheira encontrar lençóis bons e baratos que lhe sirvam, mas é um descanso dormirmos juntos sem estar no caminho um do outro).
Posto isto, eis o drama: o Tiago está doente, muito constipadinho, levou vacinas, tem os dentinhos a romper, fez febre... Além de estar tão entupido que mal consegue respirar. Na outra noite, que já adivinhávamos ir ser muito difícil, acordou de hora a hora, queixoso do mal-estar. A meio da noite, depois de nos termos levantado quinhentas mil vezes para ir ao quarto dele, peguei no pequeno e fomos os dois dormir para o sofá da sala. Recostei-o nuns almofadões para ele estar mais sentado do que deitado e fiquei deitada ao lado dele, a dar-lhe miminho e a acalmá-lo quando ele se queixava, mas sem grandes achegos por causa das febres.
Optei pela solução mais fácil, aquela que permitiu que pudéssemos, pais e filho, descansar melhor durante um par de horas: o pai, que tem o sono mais leve que uma pena, conseguiu enfim adormecer; o Tiago, exausto do esforço para respirar, descansou; e eu, não tendo de me levantar frequentemente e estando ali ao lado para o caso de ser preciso, também dormi.
Sei que esta não é nem pode ser uma opção frequente, até porque na manhã seguinte a única forma de aquecer e relaxar os músculos passou por um banho a escaldar, mas naquela altura pareceu-me a melhor forma de resolver o problema. Até porque acho que tinha eu mais necessidade de estar perto do meu filho do que ele de mim e as opções no quarto do Tiago eram ficar em pé e toda debruçada sobre o berço ou sentar-me no chão e pôr as mãos por entre as grades - nenhuma delas muito apelativa.
Não foi propriamente co-sleeping o que fizemos, até porque levá-lo para a nossa cama em nada ia resolver a situação, mas foi uma espécie de. Foi uma decisão ponderada, face às circunstâncias e foi o melhor para nós os três naquele momento. Na noite seguinte já não foi preciso, não houve febres, a constipação estava melhor e o petiz só acordou uma vez durante a noite. E pudemos todos voltar a dormir tranquilamente, cada qual em seu sítio. Mas ficou-me ainda mais vincada esta ideia, que tenho desde sempre: os pais fazem o melhor que podem, com o que têm. Mesmo que isso implique ser mais flexível e, quando necessário, agir contra os nossos princípios, para bem dos filhos. E dos pais.


PS: Se querem uma opinião fundamentada e muito interessante sobre o co-sleeping, e que vai exatamente ao encontro da minha, leiam aqui a Mum's the boss


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Olá, outono!

Adeus, sandálias e pernas despidas! Olá, collants e botas, écharpes e casacos :)
Diz-se que ainda aí vem calor, mas eu já estou naquele estado que só vendo para crer. Até lá, para mim já é outono, mesmo que ainda faltem cinco dias para ele chegar!

domingo, 13 de setembro de 2015

Ao domingo, publicidade! #79

O mundo está a mudar, o regresso às aulas também! Bom começo de ano para todos os alunos, professores e pais :)

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Os vizinhos vão-se embora...

Os meus vizinhos da frente vão-se embora no final deste mês.
Depois de tanto tempo ter maldito os seus gostos musicais, de ter inclusivamente dito que ia ter um bebé chorão para fazer má vizinhança, pergunto-me se não irei ter saudades deles.
É que, à parte as kizombas e afins, eles são jovens, simpáticos e divertidos. Antes estes do que os últimos que passavam a vida a discutir. E agora que se vão embora, fica a pairar a dúvida de quem virá a seguir. É que há um ditado que é muito verdade e que diz algo assim: a seguir a mim virá, quem bom de mim fará.
Esperemos que este não seja um desses casos. Gosto de ser e de ter boa vizinhança :)

Pensamento do dia

Com tantos cabelos que deito ao vento, qualquer dia sou incriminada porque os CSI encontraram cabelos meus em alguma cena de crime.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Hoje, a melhor mãe do mundo faz anos

E não, não sou eu. A melhor mãe do mundo é, e será sempre, a minha! E a mim só me resta passar o resto da vida a seguir-lhe as pisadas e o exemplo e a tentar ser tão boa mãe como ela.
Parabéns mamã! Parabéns avó!

O olhar dos outros

O regresso ao trabalho significa voltar a encontrar e a lidar com pessoas que não víamos há muito tempo, algumas até antes do período da gravidez. E todas, quase sem exceção, tecem o mesmo tipo de comentários: "Ah, mas estás muito bem!", "Já voltaste ao normal!", "Nem parece que foste mãe há tão pouco tempo."
Sei que a intenção é a melhor, a ideia é tecer um elogio à pessoa e nas primeiras vezes até me soube bem ouvir tais coisas. Mas chegou um momento em que comecei a reparar nos olhares, que nos percorrem o corpo de alto a baixo em avaliação, e as palavras deixaram de ser tão doces. Aliás, em vez de elogios, comecei a senti-las como qualquer coisa menos simpática. Como o resultado de uma avaliação: olha, esta pariu há cinco meses mas está aqui firme e hirta, até já só tem a barriga que tinha antes vê lá tu. Sim, sim, esta dá uma parideira premiada, sim senhora!
Pronto, eu sei que isto não passa pela cabeça das pessoas, mas é assim que me sinto: como gado a ser avaliado para compra (ou neste caso, apenas para efeitos do "posso elogiar ou é melhor ficar calado?"). E penso que eu até estou a recuperar muito bem do parto, mas e se não estivesse? E se estivesse com 10 quilos a mais, umas mamas descaídas e uma barriga gigante? Será que as pessoas me lançariam o mesmo olhar mas depois ficariam caladas na impossibilidade de tecer qualquer comentário positivo? Ou lá acabariam por dizer, de sorriso amarelo e ombros meio encolhidos, à falta de melhor "Ah, a maternidade fica-te mesmo bem!" Fica, não fica? E uma chapada nas trombas também te fica bem a ti, queres ver?!


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Banda sonora do dia


Times are changing, I know, but who am I if
I'm the person you become
If I'm still growing up


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Quem o diz são marido e o filho

E eu concordo plenamente ahahahaha!

Só agora reparei...

... que a imagem que escolhi para ilustrar o post anterior, é a de uma rapariga grávida. Ou com barriguinha vá. Mas cheia de dores de estômago e assim inclinada a vomitar, bem que podia ser a minha barriguinha inchada ahahahaha. Bem me dizia ontem a minha irmã que a retirar algo de positivo desta situação tão chata serão os quilos perdidos por não conseguir comer nada de jeito.

Dramas na vida de uma mãe #9

Primeira semana de creche do Tiago e o pequeno já conseguiu pôr os pais doentes!
No sábado de manhã, depois de ter acordado super bem disposto como habitualmente, vomitou o leite todo de rajada para cima da sua querida mamã. Nunca tinha acontecido e como devem imaginar fiquei tão feliz por ter ficado com leite na cara, no cabelo, na roupa, no sofá... Enfim... Não demos muita importância, já que tinha sido imediatamente a seguir a beber o leite, nem demos muita importância a uma diarreiazinha que ele teve nesse dia. Errado!! Devíamos ter dado importância, porque no dia seguinte foram os paizinhos que passaram o dia todo super maldispostos (e a culpar as lulas do almoço) com uma gastroenterite viral que o filhote nos pegou.
Só para verem a dimensão da coisa, não conseguimos comer nada durante quase doze horas, muito mau estar, dores no corpo todo e o marido teve inclusivamente de ir ao hospital com febre. Esteve lá mais de cinco horas, mas isso são contas de outro rosário e do mau serviço que é prestado pelo nosso SNS.
No meio disto tudo, a única pessoa a estar bem, feliz e animada: o Tiago! Parece que, por ele, o vírus passou ao de leve, enquanto a nós foi mais ou menos como ser atropelados por um camião cisterna. Agora, felizmente, já estamos todos melhores, mas ainda em recuperação. E, acho que todos os pais concordam, a estar doente que sejamos sempre nós em vez deles!

domingo, 6 de setembro de 2015

Ao domingo, publicidade! #78

Regra geral, acho os anúncios da MEO muito estúpidos, mas confesso que já larguei umas boas gargalhadas com estes:



sábado, 5 de setembro de 2015

No bom caminho

Hoje para o lanche o que me apetecia mesmo, mesmo era uma fatia de pão com manteiga e doce de abóbora. Não havia doce de abóbora em casa e por isso lá ia comer o pão com fiambre. Também não havia fiambre e ainda ponderei, cheia de gula, lançar sobre a manteiga duas ou três colheres de açúcar amarelo (quem já comeu sabe a maravilha que é, quem ainda não provou mas é guloso: de que estão à espera?!).
A consciência falou mais alto. O pão foi comido só com manteiga e estava delicioso! Estou no bom caminho, certo?
Então talvez seja melhor não dizer que o lanche foi acompanhado por um belo copo de leite com chocolate (ei, tinha de matar o desejo de doce de alguma maneira, certo?)! :)

(imagem retirada do site mytaste.pt)

Pensamento do dia

Enquanto faço um docinho para o jantar de anos de uma amiga, penso cá para comigo:

- As pessoas deviam deixar de fazer anos para eu deixar de comer doces!

(Remédio santo para a dieta ahahahah!)

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Any workout is better than no workout

Sabes que o treino foi produtivo quando, dois dias depois, ainda não consegues rir ou espirrar sem que te doam os abdominais. E sabes que estás no bom caminho quando essas dores te dão vontade de continuar a treinar, ainda que seja só uma vontade pequenina :)


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Objetivo cumprido

Primeiro objetivo cumprido: venci a preguiça e vim ao ginásio! Agora vamos la ver como corre o treino...

Andar de transportes

Hoje voltei ao comboio. E agora tenho uma semana e meia para testar alternativas até o marido voltar ao trabalho e eu ter de ir buscar o gaiato à escolinha. Primeiro dia, primeiro falhanço: perdi o comboio das 16:10, o que atrasa em meia hora o meu regresso. Lá apanhei o seguinte a agora aqui estou, sentada na estação, à espera do segundo comboio que preciso de apanhar para chegar a casa.
E logo no primeiro dia, uma lição: apesar de ainda ser verão, o vento não se compadece de nós e se calhar tenho de começar a trocar os vestidos de alças e sandálias por calças e sapatos fechados. Valeu-me o blusão de ganga, que já não arrisquei sair sem casaco e ainda bem.
E para esta espera que é tão chata vale-me o meu livro para me manter distraída.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Desmotivação

Ontem o marido foi correr à noite e a gorda lá de casa, que é como quem diz euzinha, ficou no sofá da sala a comer o resto do bolo de aniversário do sogro. Devia ter ido ao ginásio, mas uma série de imprevistos foram a desculpa perfeita para não pôr lá os pés. O saco de desporto ficou intocado na bagageira do carro e eu feliz e contente no sofá da sala. Ultimamente tudo serve de desculpa para não retomar o exercício, mas a verdadeira razão é simples: não tenho vontade. Não tenho vontade de ir ao ginásio, não tenho vontade de fazer dieta, não tenho vontade de fazer sacrifícios.
O peso extra da gravidez até pode ter ido à vida, mas faltam-me 5 quilinhos para ficar no ponto, além dos centímetros de anca e barriga que vieram com a gravidez e que ainda não se foram embora. Gostava muito de perder esses extra e de ficar melhor com o meu corpo (eu que nunca fui e acho que nunca serei magra). Mas os sacrifícios que tenho de fazer para que isso aconteça, e acreditem que para perder peso eu tenho mesmo de fechar a boca, parecem-me enormes, montanhas inultrapassáveis nesta fase. E acredito que é mesmo uma fase, porque eu até gosto de mexer este corpinho e de comer bem e de forma saudável. Só que está a faltar-me a motivação. Isso foi claro quando hoje à tarde combati a preguiça e fui mesmo ao ginásio. Estive lá uma hora que foi tortura. E durante a qual eu só pensava: quando é que eu posso ir para casa?? 
Ora, não me parece que isso seja um treino muito produtivo, comigo a arrastar-me e a cabeça noutro lugar. Ainda assim, fiz novamente a mala para amanhã e vou mesmo tentar não dar ouvidos ao meu lado preguiçoso. Mesmo que o treino me custe, mesmo que não me apeteça. Pelo menos tentar. Combater esta desmotivação.