Julieta
Anne Fortier (Planeta)À medida que Julie se cruza com os descendentes das famílias envolvidas no inesquecível conflito familiar de Shakespeare, começa a perceber que a conhecida maldição – «Malditas sejam as vossas casas!» – continua actual e que ela é o alvo seguinte. Parece que a única pessoa capaz de salvar Julie é Romeu – mas onde está ele?
Opinião
Julieta é uma leitura leve, dinâmica, divertida. A história começa quando Julie Roberts descobre chamar-se na verdade Julieta Tolomei, homónima e descendente da verdadeira Julieta, a de Shakespeare, que viveu em Siena no século XIV. Julie parte então em busca da história da sua família, seguindo as pistas que a sua mãe lhe deixou. Pelo caminho, deparam-se-lhe os Salimbeni, inimigos mortais dos Tolomei (quais Capuleto e Montecchio), e muitos mais perigos, num jogo de mistérios, tesouros escondidos, maldições centenárias e bandidos dos dias de hoje.
Paralelamente à narrativa moderna, em capítulos alternados, ficamos a conhecer a Siena medieval onde se cruzaram Julieta e Romeu, os infelizes amantes destinados a viverem uma trágica história de amor que perduraria através dos tempos e se tornaria mundialmente conhecida pela pena de Shakespeare. E à medida que Julie vai ficando cada vez mais embrenhada nesta história, também nós, leitores, queremos saber mais, conhecer o que aconteceu, descobrir as pistas e torcer pelo final feliz. Será que esse final feliz poderá ser encontrado na pessoa de Alessandro Santini, aliado dos Salimbeni e, desde o primeiro dia, um obstáculo no caminho de Julie? Mas se Alessandro não é Romeu, como pode a maldição ser quebrada, como pode Julieta ser feliz?
Diálogos interessantes, uma história que entretém e diverte, personagens que nos cativam. Um ponto negativo para este livro: a tradução. Quando vi o nome de Irene e Nuno Daun e Lorena até tremi. Já tive anteriormente más experiências com estes tradutores e agora não foi diferente. Uma tradução muito fraquinha, com gralhas, erros gramaticais e inconstância ao longo de todo o livro (primeiro tratam-se por você, depois é por tu, depois é por você outra vez... enfim). Claro que o problema não é só da tradução, uma vez que com uma boa revisão parte das falhas teria sido corrigida. No final, fica um ponto negativo para a editora Planeta pela sua falta de preocupação com o produto final.
Paralelamente à narrativa moderna, em capítulos alternados, ficamos a conhecer a Siena medieval onde se cruzaram Julieta e Romeu, os infelizes amantes destinados a viverem uma trágica história de amor que perduraria através dos tempos e se tornaria mundialmente conhecida pela pena de Shakespeare. E à medida que Julie vai ficando cada vez mais embrenhada nesta história, também nós, leitores, queremos saber mais, conhecer o que aconteceu, descobrir as pistas e torcer pelo final feliz. Será que esse final feliz poderá ser encontrado na pessoa de Alessandro Santini, aliado dos Salimbeni e, desde o primeiro dia, um obstáculo no caminho de Julie? Mas se Alessandro não é Romeu, como pode a maldição ser quebrada, como pode Julieta ser feliz?
Diálogos interessantes, uma história que entretém e diverte, personagens que nos cativam. Um ponto negativo para este livro: a tradução. Quando vi o nome de Irene e Nuno Daun e Lorena até tremi. Já tive anteriormente más experiências com estes tradutores e agora não foi diferente. Uma tradução muito fraquinha, com gralhas, erros gramaticais e inconstância ao longo de todo o livro (primeiro tratam-se por você, depois é por tu, depois é por você outra vez... enfim). Claro que o problema não é só da tradução, uma vez que com uma boa revisão parte das falhas teria sido corrigida. No final, fica um ponto negativo para a editora Planeta pela sua falta de preocupação com o produto final.

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