O meu colo é sempre teu. Sempre que o quiseres. Mesmo quando nele já não couberes.
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
Não quero que o meu filho viva os meus medos
Sempre que vou ao parque infantil com o Tiago e encontro uma mãe (ou pai) com o discurso do "Não", apetece-me entabular conversa. Falar um pouco e perceber porque é que as palavras que mais diz aos filhos, naquele bocadinho que ali estão, são "não subas isso", "não corras tão depressa", "não vás por aí", "não andes tão alto", "tu não sabes andar nisso", etc., etc., etc. Acredito que por trás de cada negativa, dita de forma mais branda ou mais ríspida, está o medo. O medo da queda, o medo de algo partido, o medo da dor e do sofrimento daqueles que são nossos para proteger a todo o custo. O medo de não sermos capazes de amparar todas as quedas e de sarar todos os dói-dóis com beijinhos.
Mas a verdade é que esse medo é nosso, apenas. Não é dos nossos filhos. Não é das crianças que acabaram de descobrir que sabem dar a cambalhota ou que já conseguem subir o escorrega ao contrário ou que finalmente dominam a arte de andar de baloiço e sentem que estão a voar. Que acham que saltar quatro degraus de uma vez é o maior desafio. E nós vemos joelhos esfolados e dentes partidos enquanto eles veem capas de super-heróis e poderes incríveis.
Não quero que o meu filho viva com os meus medos. É por isso que relativizo sempre que vejo uma vespa perto de nós ou que o incentivo a trepar mais alto e mais longe. Não quero que ele seja tolhido pelos meus receios, que deixe de fazer coisas, de se superar, de experimentar. Claro que esta mãe também nega, também proíbe. Mas, na maior parte das vezes, tento aceitar, explicar os perigos, direcionar para opções mais seguras sem que ele sinta que o estou a impedir de fazer as coisas. Tento dizer sim sem lhe mostrar medo. Já lhe bastam os medos que ele vai ter e ganhar ao longo da sua vida. Não precisa também dos meus.
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Dramas na vida de uma mãe #27
O dia em que a empregada vai dar um jeitinho à casa e deixa tudo limpinho e cheiroso é o dia em que o teu filho te pede, assim que chega a casa: "Mãe! Posso brincar com as plasticinas?"
domingo, 23 de setembro de 2018
Bem-vindo, Outono!
Ser feliz é saber ver o melhor de cada estação. É saber apreciar na mesma medida as coisas boas de cada época do ano, sabendo que nada é eterno e que o ciclo é sempre de renovação. Renova-se o ano, renova-se a natureza, renova-se a vida, renovamo-nos nós.
Ser feliz é saber que preferimos o brilho do verão, mas que também gostamos dos dourados do outono. É saber que há beleza em cada dia, basta saber procurá-la. É saber que podemos ser felizes em qualquer altura, basta querermos.
Sê bem-vindo, Outono! Que sejas o melhor de sempre!
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
Respirar. Repensar. Recomeçar.
Às vezes, precisamos de parar, pensar, analisar o nosso caminho. Embora nunca seja a direito, muitas vezes vamos tão concentrados na estrada à nossa frente que entramos em piloto automático e nos esquecemos de ver em nosso redor e, mais importante ainda, de ver no nosso interior. Circunstâncias da vida, nos últimos tempos tenho feito cada vez mais essa análise, tenho perdido muito tempo a pensar e a repensar, a sentir-me, a ouvir-me. Deixei passar o verão inteiro, fui tirando conclusões, delineando planos, até perceber que não há plano melhor do que aquele que é posto em prática. Por isso, voltei aqui.
Quero encontrar o meu propósito e sei que ele passa por isto de "ser feliz porque sim", sei que passa por esta filosofia de vida que escolhi e talvez pela partilha da mesma com outros, os que pensam da mesma maneira e, principalmente, os que gostariam de pensar da mesma maneira. Não é fácil, muito menos quando a vida parece não ajudar, mas é possível. Para isso, às vezes, é preciso parar, respirar, repensar e recomeçar. O mais importante é recomeçar sempre, pois o caminho faz-se caminhando.
Quero encontrar o meu propósito e sei que ele passa por isto de "ser feliz porque sim", sei que passa por esta filosofia de vida que escolhi e talvez pela partilha da mesma com outros, os que pensam da mesma maneira e, principalmente, os que gostariam de pensar da mesma maneira. Não é fácil, muito menos quando a vida parece não ajudar, mas é possível. Para isso, às vezes, é preciso parar, respirar, repensar e recomeçar. O mais importante é recomeçar sempre, pois o caminho faz-se caminhando.
Não sei ainda o que vou fazer deste espaço. Eu sou muitas coisas e este cantinho é reflexo disso, reflexo de mim. Talvez não precise de fazer nada dele. Ainda estou a pensar. A respirar. Aos poucos, a recomeçar.
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