quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Em 2015, faz o que te faz feliz



Consta por aí que hoje é dia de fazer balanços. Por aqui, como sabem, ainda temos mais uma semana para refletir sobre o ano que passou e fazer planos para o próximo. 
Mas hoje pode bem ser o dia para vos deixar os meus desejos para vós, todos vós que me leem. E para 2015, mais do que tudo o resto, desejo-vos apenas isto: sejam felizes. 
Mais do que fazerem o que vos faz felizes, cultivem a capacidade de ser felizes com o que de bom a vossa vida tem. Sim, o vosso trabalho é uma bela treta mal paga, os planos para aquela viagem de sonho foram gorados pela avaria do carro, os impostos são tramados e o país vai de mal a pior. Sim, há ainda tosses, constipações, idas ao hospital e doenças piores com que lidar. Sim, pois que a vida está estagnada, não se sai da cepa torta e que lá fora é que se estava bem. 
Então peguem em vocês, peguem nos 365 dias do próximo ano, peguem em toda a vossa força de vontade e mudem o que vos faz infelizes, relativizem o que vos irrita, apostem no que mais gostam de fazer (mesmo que apenas nos tempos livres), valorizem as pessoas que vos amam e agradeçam as pequenas coisas boas que a vida vos dá. Pode ser só um dia de sol, pode ser só o sorriso de um estranho, pode ser apenas um elogio daquela pessoa especial. Podem ser dois números e uma estrela no euromilhões, um golo de água fresca para matar a sede, um sofá e uma manta quente num dia de chuva... 
Tantas coisas ínfimas que nos podem fazer felizes. Basta para isso (e aqui está a parte difícil) cultivarem a capacidade de ser felizes. De procurarem o melhor dos vossos dias e agarrarem-se a isso com todas as vossas forças. As coisas más vão sempre fazer parte da vida, vão sempre acontecer quando menos esperamos, quando menos estamos preparados. E acontecem-nos a todos, sem exceção. Mas a verdade é que é tão fácil ser feliz. Basta para isso querer sê-lo. E, de repente, tudo ganha uma nova perspetiva e uma nova dimensão.
Por isso, desejo-vos, para 2015, a capacidade de serem felizes. E a força e a paciência para a cultivarem todos os dias, porque é uma árvore que vos trará frutos. Pode não ser já amanhã, nem depois, nem daqui a um ano, mas são frutos que vos ficarão para a vida. Porque isto não é uma corrida de velocidade e sim uma maratona. E é muito mais fácil corrê-la se levarmos connosco um sorriso nos lábios!

Bom 2015 para todos vós!


*Imagem roubada descaradamente à Joana Rodrigues, do projeto Música para os meus olhos. Se ainda não conhecem o projeto, shame on you. Vão lá descobri-lo, vá. Vai deixar-vos um bocadinho mais felizes :) 


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Hoje fazes anos

Hoje fazes 82 anos, mas não sabes. Já não te lembras de contar os dias, confundes as datas e não sabes a quantas andas. Consequência da doença, essa que se pega à memória e a vai corroendo devagarinho, um pedaço de cada vez. Essa maldita que te leva para longe de nós...
Mas hoje não quero falar dela. Não quero falar de coisas tristes e de futuros cinzentos. Quero falar de coisas boas, de memórias douradas que guardo dos tempos em que era miúda e tu me contavas histórias inventadas da Disney para eu comer a sopa toda. As cantigas que me cantavas, sei-as de cor, bem como Aquela Rua, da Amália, que cantarolavas enquanto fazias as lides e que eu aprendi a gostar, numa altura em que não gostava de fado nenhum. Hoje gosto de muitos fados, avó, mas aquele daquela rua tem um sabor especial, ainda que seja triste de fazer chorar as pedras da calçada. As canções da Lua e do Faísca, já as canto ao Tiago, para ele conhecer e um dia trautear aos seus filhos, de geração em geração, transmitindo as tradições familiares. 
Hoje quero recordar as histórias que contavas dos teus tempos de garota, das partidas que pregavas aos vizinhos e amigos, das festas de Carnaval em que te mascaravas a rigor e ninguém te reconhecia, das peripécias que vivias com os teus irmãos, tu, uma segunda mãe para todos eles, a quem eles tanto massacravam, naquela certeza que só os irmãos têm de que nunca te chatearias a sério com eles. As muitas noites que passaste a ler todos os livros que o teu pai te arranjava, as muitas viagens que fizeste em solteira e depois de casada. Foste sempre uma mulher à frente do tempo - casaste tarde, tiveste apenas dois filhos, divorciaste-te. Educaste os filhos e as netas com muito amor e carinho e agora dás muitos beijinhos na minha barriga para o Tiago sentir o teu amor por ele. Ele sente, avó. Todos nós sentimos. 
São 82 anos repletos de tanta vida, de tantas histórias, de altos e baixos e de risos e lágrimas, algumas das quais ficaram por cair. Guarda-las dentro de ti, sei-o quando te vejo o olhar ausente. Afinal, tens 82 anos de vida dentro de ti e sei que ainda tens força para viver mais uns quantos. O único desejo que peço é que os possas viver o mais plenamente possível, junto daqueles que te amam tanto e de quem és tão querida. Hoje, pela força das circunstâncias, não sabes que é o teu aniversário, não vais apagar as velas do teu bolo e tirar a foto da praxe com as tuas três netas. Mas, tal como o Natal, o teu dia é quando nós quisermos e nós queremos que seja quando voltares para nós, para casa. Fica a promessa: põe-te lá boa, que terás um bolo e muitas velas para soprar quando regressares. 
Até lá: parabéns, avozinha! Tu sabes que te adoramos! 


Alguém tornou o meu Natal ainda mais doce :)


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Natal a meio gás

Este Natal foi diferente. Foi um Natal a meio gás, foi um Natal que soube a 50%. Por um lado, a imensa felicidade de passar a primeira consoada com a minha pequena sobrinha, vê-la brincar e gatinhar pela sala, bater palminhas e dizer adeus, gracinhas de todos os bebés mas que nós achamos sempre mais especiais nos nossos. Passar o primeiro Natal a (quase) três, com o Tiago, claro, a fazer-se sentir a noite toda, uma companhia constante e sempre presente dentro da barriga - para o ano, será o ano dele, ainda mais especial!
Boa comida, boa companhia, família reunida à volta da mesa como todos os Natais devem ser. Com uma exceção - este ano faltou a presença da minha avó. Não houve tarde na cozinha a amassar e a fritar filhoses, não houve sessão de jogos em família, não houve zangas e resmunguice entre a mais velha e a mais nova... em vez disso, desde dia 1 de dezembro que existem visitas ao hospital, jantares de sopa e papa de fruta dadas à boca, mil festinhas e beijinhos para ajudar a sarar o corpo e a mente. Uma queda, um osso partido e uma operação depois, ida para uma casa de recuperação onde todos os dias faz tratamento para voltar a andar e para voltar para casa o mais depressa possível. E, nos entretantos, um Natal a meio gás, uma época festiva vivida entre a felicidade intensa e este sentimento de ausência forçada, um estar cá com todos e um estar lá, com ela, para que não se sinta tão só, para que saiba que estamos todos a pensar nela, a torcer por ela, a desejar que se cure depressa e que volte para nós. 
Um Natal assim-assim, pela força das circunstâncias, pelas voltas da vida. Para o ano, há-de ser diferente. E, espero eu, melhor em todos os sentidos!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Dramas na vida de uma grávida #6

Eu (constipada e de nariz entupido): Querido, esta noite vai ser complicada porque me custa respirar. É possível que ressone um bocadinho.

Ele (em voz baixinha e ar culpado, como que para eu não me chatear): Pois, a noite passada também já foi complicada, ressonaste muitooo...

Bahhh, raios partam a constipação e a gravidez conjugadas! Agora não só pareço uma pequena baleia que respira como o Darth Vader como, ainda para mais, ressono de noite! O drama, a tragédia, a aflição!! 
Aguenta, maridinho, que ainda te esperam mais três meses e meio de roncos noturnos. E quando eu deixar de te chatear, eis que chega o nosso bebé para ocupar o meu lugar com choros noturnos. Ah, as maravilhas da parentalidade!


Eu adoro o Natal! Ele, nem por isso...

Eu adoro o Natal! Ele, nem por isso...

Eu vibro com o espírito natalício, adoro ir passear pelas ruas e ver as luzes e as decorações. Ele, às vezes, vai comigo pela companhia e com outras coisas na cabeça.

Eu adoro as músicas, as cantigas, os cânticos de Natal. Mudo o toque do telemóvel, trauteio quando vou a andar pela rua, quando faço as coisas em casa e até no trabalho. Ele muda de estação de rádio quando começam os clássicos como Last Christmas ou All I want for Christmas e pergunta porque é que as músicas têm de ser sempre as mesmas. Eu lá lhe respondo que é por serem os clássicos mais conhecidos, mas que já existem músicas mais recentes (embora tenha a certeza de que ele também não as vai apreciar). E ele lá resmunga qualquer coisa enquanto me ouve a cantar desafinada mas feliz.

Eu gosto de dar e de receber prendas, de perder tempo a pensar nisso, de ver a reação das pessoas quando lhes ofereço algo. Ele não gosta da "obrigatoriedade" de termos de oferecer alguma coisa no Natal, dos magotes de pessoas às compras, da pressão para ter tudo comprado até àquele dia. Mas ainda assim não se queixa quando eu, que detesto fazer embrulhos, lhe deixo essa tarefa tão chata ou quando, inadvertidamente, o arrasto para mais um Amigo Secreto de última hora.

Eu adoro os doces de Natal, fazer as filhoses com a mãe, a avó e a mana, comer fatias douradas ao pequeno almoço, esquecer a dieta e cometer alguns disparates. Com exceção do bolo rei, que não gosto e que, adivinhem lá, é o que ele prefere.

Não temos muitas decorações de Natal em casa - ele já me atura tanta coisa, que o mínimo que posso fazer é reduzir o meu impulso de decorar cada recanto da sala. Mas ambos adoramos a nossa árvore de Natal. Todos os anos a decoramos juntos, com muitas luzes, fitas e bolas coloridas. Ah e chocolates! É o nosso momento natalício a dois.

Eu adoro o Natal! Ele, nem por isso... mas lá me vai aturando como pode. É por isso que o amo tanto! :)

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Dramas na vida de uma grávida #5


Precisar de ter três mãos quando se espirra: uma para colocar à frente do nariz, as outras duas para segurar a barriga que parece explodir a cada espirro.



(Fiquem descansados que eu não abdiquei da mão em frente do nariz. Ainda...)

domingo, 14 de dezembro de 2014

Ao domingo, publicidade! #41

Não bebo café, mas algumas das publicidades que mais gosto, daquelas que me deixam sempre um sorriso no rosto, são as das Nespresso com o George Clooney. E agora surgem rumores de que ele vai passar a pasta a outro. Nãooo!! 
Aqui ficam algumas das minhas favoritas:

Like a Star

The Swap

George Clooney

Piano

Taxi

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Regressar ao fantástico

É como regressar a casa. Que saudades que já tinha de um bom livro de fantasia pura :)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Christmas List

Ao contrário dos anos anteriores, este ano não tenho lista de Natal (sim, eu sou exatamente como as crianças e faço uma lista com as coisas que gostaria de ter, sem na verdade estar à espera de nada - assim é muito mais giro receber o que quer que seja, é tudo mais ou menos surpresa!).
Mas depois vi isto:



...e pronto!
Maridinho, pode ser uma destas lá para casa, sim? :)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Dramas na vida de uma grávida #4

Sentir-me como uma figura pública quando pessoas que se cruzam comigo há quatro anos mas com quem nunca troquei uma palavra a mais para além do cumprimento ditado pela boa educação, de repente vêm todas animadas fazer-me perguntas pessoais como se fôssemos grandes amigas...
Uma palavra: MEDO!


domingo, 30 de novembro de 2014

Ao domingo, publicidade! #39

Ora pois que esta semana a McDonald's tem estado na berlinda com uma polémica que envolve o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, devido à publicidade da nova McBox. Diz o Diário de Notícias:
A McDonald's resolveu pôr a família a jantar ao mesmo tempo. Pai e filho foram comprar a McBOX, com três refeições, e foram ter com a mãe, que nesse dia estava a trabalhar à noite. A mãe é médica e trabalha no Hospital de Santa Maria. A história que envolve o anúncio até pode retratar uma rotina de muitas famílias, mas médicos e outras autoridades de saúde contestam o uso da imagem do maior hospital do país para promover uma marca comercial e, em particular, associada a fast food
 Ainda segundo este jornal, o Hospital autorizou as filmagens mas não a utilização do seu nome no anúncio, o que pode levar a um desenvolvimento negativo do caso para a McDonald's. De qualquer modo, partilho convosco a publicidade em causa que, apesar de tudo, é fofinha e deixo uma pergunta: a vocês incomoda-vos esta associação?

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Que andas a ler Alexx Maria?

Ora vamos lá ver o que nos espera nos próximos tempos. De preferência com muito humor e diversão que a vida não se deve levar muito a sério ehehehe.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Hoje o espírito é este!

Porque esta música não me sai da cabeça. Porque gosto do ritmo. Porque hoje estou animada e me apetece abanar o capacete enquanto trabalho. Hoje o espírito é este!


'Cause every inch of you is perfect
From the bottom to the top

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

É oficial!

Declaro oficialmente aberta a época das luvas! 
(que ainda não fui buscar, mas que tanta falta me fizeram esta manhã...)

Confesso que para mim, as luvas querem-se de pele, elegantes, quentinhas, de várias cores e feitios:
 






Mas também as há deliciosas, coloridas e super divertidas em lã:







segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Uma manhã normal de segunda-feira (not!)

Levantar-me cedo, ir ao ginásio e descobrir, no caminho, que há greve de comboios da CP. Que boas notícias! Fazer o treino, despachar-me a correr e seguir para a estação de comboios onde ainda vou ter de comprar o passe: mais de dez pessoas à minha frente na fila. Um comboio perdido e um passe comprado depois, lá me sento na carruagem e sigo a caminho de Lisboa. Em Sete Rios, estou mais de 20 minutos à espera que passe um comboio da CP. Haja esperança, que ainda acredito que vou conseguir chegar ao trabalho a horas decentes. E lá vem ele, calminho da vida que isto das greves só afeta negativamente alguns. Finalmente chego ao trabalho, onde tenho uma to do list significativa e de onde tenho de sair mais cedo para ir fazer um exame. Espera-me um dia ligeiramente caótico. Mas, apesar de tudo, sinto-me tão calma e tão tranquila, como se houvesse tempo para tudo, até para os atrasos das greves, até para escrever este post. Deve ser do sol que hoje nos veio fazer companhia! Seja como for, acho que vai ser uma excelente segunda-feira :)


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Dramas na vida de uma grávida #3

Tentar perceber como vou dizer à vizinha que vem aí um bebé a caminho e que, dentro de alguns meses, ela vai ter de baixar o volume da música que ela gosta de pôr para todo o prédio ouvir (a sério, juro que anteontem eu conseguia ouvi-la dentro do carro, na rua, com chuva!).
Sim, é verdade, o meu bebé vai incomodá-la de vez em quando e, talvez, até a horas impróprias. Única diferença: o meu bebé não vem com botão Mute (infelizmente para os tímpanos dos seus pais), nem buraco para os phones
É injusto, mas é assim a vida... Eu levo com Anselmo Ralph agora, daqui a uns meses ela levará com Tiago Chorão para cima!


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Se me saísse o Euromilhões, até casava! #3





"Porque é que ainda estás aí?"

É tão bom quando descobrimos alguém que nos tira as palavras não da boca, mas diretamente da alma e do coração!

Talvez peque por, aos olhos do meu pai, ser poucochinha e pouco exigente no que peço da vida. Claro que se passasse necessidades, se a minha qualidade mínima de vida estivesse comprometida, seria obrigada a partir. O que o meu pai não percebe é que eu não procure uma vida "melhor", desconhecendo ele que não aspiro a nada que me pudesse fazer tão mais feliz que compensasse a minha mudança de altitude e latitude.
"Não preciso de ter acesso a mais nada: sou eu que vivo no sítio para o qual tu poupas para vir passar férias. Tu desejas um travesseiro da Piriquita o ano todo, eu não salivo de cada vez que penso em algo que comi numa qualquer viagem que tenha feito. Posso ter memórias boas delas mas não salivo por um cupcake do Magnólia, onde está a minha amiga Eileen, nem sinto saudades que me façam o coração apertado por voltar a Vianden, perto do sítio onde mora a minha amiga Xana. Porque eu não tenho o coração biforcado entre o sítio onde pertenço e o sítio que escolhi. Porque eu escolho permanecer aqui, no sítio onde pertenço."- remato.

É que é mesmo isso: É a este país que eu pertenço. E sinto-me privilegiada por poder viver aqui. E sou feliz com isso. 
Obrigada, Pólo Norte, pelas palavras! 

domingo, 16 de novembro de 2014

Ao domingo, publicidade! #37

Se pudessem mudar alguma coisa no vosso corpo, o que seria? A altura, as sardas, o nariz, as orelhas, a cor da pele, o tamanho dos pés, as estrias, os dentes... Há tanta coisa que tanta gente gostaria de ter diferente. Mas será que é mesmo isso que nos define? Será que isso é mesmo importante? 
Quando a nossa inocência ainda não foi maculada pela visão julgadora dos outros, não, nada disso importa. O que importa mesmo é estarmos confortáveis na nossa própria pele. E ter uma cauda de sereia :)

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Dramas na vida de uma grávida #2

Chegar o tempo frio e descobrir que mais de metade dos casacos que possui (para aí 90% dos casacos) não vão ser utilizados este inverno porque não apertam ali na zona da barriga...

domingo, 9 de novembro de 2014

Ao domingo, publicidade! #36

slogans que ficam para sempre e quando alguém pensa numa marca é essa frase que lhes vem imediatamente à cabeça. Para mim, no que diz respeito à Coca-Cola (sim, outra vez a Coca-Cola) é a frase mágica, que soa na minha cabeça com o tom musical com que era pronunciada nos anúncios: 
Sempre Coca-Cola!

Sim, sempre Coca-Cola, porque volto sempre a ela, porque me encanto a cada nova campanha, porque lhe dedico grande espaço aqui na rubrica (é uma espécie de filho pródigo), porque é mesmo uma marca que me toca e que eu adoro - muito embora quase nunca a consuma!
Desta vez, para não variar, a Coca-Cola associa-se novamente a causas sociais com a campanha #ShareTheSound. Explica o Sapo
A Coca-Cola associou-se à RED para dar inicio a uma iniciativa benemérita, que se estenderá até dia 1 de dezembro, quando se celebra o Dia Mundial de Luta Contra a Sida. Porque todas as crianças merecem nascer sem VIH, o objetivo é lutar por uma geração livre de Sida. O objetivo é convocar todas as pessoas do mundo a participarem da campanha 'ShareTheSound'. Este é o primeiro vídeo de muitos, onde vários bebe´s criaram uma 'orquestra' que canta a Ode à Alegria de Beethoven. 
Vejam o vídeo (delicioso):

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Venha ele...

... que eu bem estou a precisar de desanuviar a cabeça, dormir todas as horas de sono que tenho em atraso, preguiçar q.b., estar com as pessoas de quem mais gosto, ver o espetáculo do tio e aplaudir muito, ir conhecer o sobrinho V por quem espero ansiosamente há nove meses, dar um beijo na senhora sua mãe e partilhar com ela mais este momento único nas nossas vidas (que já são tantos ao longo dos últimos anos), lanchar na casa nova de outra amiga com malta muito fixe e, acima de tudo, namorar muito com o marido.
Ah, e pelo meio, havendo tempo, mais uma voltinha pelas lojas infantis, em busca do tanto que ainda nos falta para preparar a vinda do Tiago!
Fim de semana, vem depressa que eu cá te espero! 


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

E a neura continua...

Hoje de manhã, li algures que o melhor modo de ser feliz é decidirmos todas as manhãs que estamos de bom humor. Eu sou feliz. Muito feliz, como já aqui apregoei tantas vezes. E, regra geral, estou de bom humor. Com exceção de hoje. A neura de ontem não passou, quando muito piorou para níveis elevadíssimos de irritabilidade, e hoje não tenho vontade absolutamente nenhuma de decidir que estou de bom humor. Quero lá saber do bom humor, ele que vá morrer longe que eu hoje só me apetece deitar as garras de fora e soltar meia dúzia de berros aos quatro ventos. 
Sei que isto há-de passar, claro que sim - na bipolaridade que existe em todos nós, a minha gémea má costuma aparecer muito poucas vezes. Mas, de vez em quando, também é preciso dar-lhe(me) liberdade para se impor e viver um ou dois dias neste estado de exacerbação. Daqui a nada já volto à boa disposição habitual. Até lá, aconselho cautela e, se quiserem mesmo falar comigo, é por vossa conta e risco!


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Lamúrias de quem não queria sair da cama

Estava tão quentinha, estava tão confortável, estava tão deliciosamente enroscada na preguiça de quem ainda está meio a dormir... Estava a sentir-me tão bem, a descansar o corpo e a mente, a repousar os pensamentos e a aproveitar o calor dos lençóis. Nem sequer tinha a bexiga cheia (razão mais do que suficiente para fazer até o mais preguiçoso levantar-se e correr para a casa de banho). A sério, estava tudo perfeito. 
Hoje teria sido o dia perfeito para ficar a preguiçar. Mas lá tive de me levantar e vir trabalhar. O dia está bem bonito, por sinal, mas eu só consigo pensar que ainda é quarta-feira e que nesta semana, não fossem questões pessoais e profissionais inadiáveis, eu devia estar de férias. Uma semana inteira de férias que desmarquei, atirei pela janela, virei as costas... E das quais tenho tantas saudades agora. Porque hoje teria mesmo sido o dia perfeito para estar de férias, pelo menos é o que me diz o meu cérebro meio adormecido...
Posso voltar para casa?


Dramas na vida de uma grávida #1

Depois de tomar o pequeno almoço, não ser capaz de colocar o prato e o talher na máquina da loiça sob pena de deixar o dito pequeno almoço na sanita mais próxima :(

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Surpresas boas

Acabei de receber uma mensagem que me deixou borboletas a esvoaçar no estômago. Um brilho cintilante nos olhos. Um sorriso aberto nos lábios.
É por isso que, ao fim de oito anos, continuo a ter a certeza absoluta de que és perfeito para mim. Porque, embora adore saber-te de cor, ainda tens a incrível capacidade para me surpreender e deixar nas nuvens :)

Por tudo isto e muito mais, amo-te!



domingo, 2 de novembro de 2014

Ao domingo, publicidade! #35

Vi este filme e fiquei rendida. Os tipos da Honda superaram-se! Mais que um anúncio, conta uma história dupla, cheia de emoção e adrenalina, e que nós temos o privilégio de ver em direto. Como? Através de dois vídeos paralelos, em que podemos saltar de um para o outro carregando na tecla R, vivendo duas histórias em simultâneo.
Vale mesmo a pena a experiência!

Vejam aqui as duas histórias: https://www.youtube.com/user/HondaVideo

E aqui o trailer:

 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Do cansaço...

Ahhhh, olha eu a dizer que estou muito cansada e tal e o Observador a ler-me os pensamentos, a ser um fofinho e a publicar umas dicas para ajudar a reduzir a sensação de fadiga. Dizem eles que "nem só da falta de sono vive o cansaço" e compilam um conjunto de práticas que as pessoas podem realizar no seu dia a dia, por forma a terem mais energia e menos cansaço.
Aqui ficam elas, para todos os que andam no mesmo estado que eu:

1. Faça exercício mesmo que se sinta cansado
Deixar de fazer uma corridinha, ir ao ginásio ou nadar umas braçadas porque se sente cansado pode não ser uma boa ideia. Um estudo da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, chegou à conclusão que o exercício regular, nem que seja por um curto período de tempo, contribui, a longo prazo, para diminuir a sensação de fadiga. Isto porque a atividade física melhora o funcionamento do sistema cardiovascular e a oxigenação dos tecidos.
2. Beba água
A desidratação faz com que o sangue se torne mais espesso, o que requer um esforço extra ao coração ao bombeá-lo para os músculos e os órgãos, que não respondem tão eficientemente às necessidades do corpo. Por isso, beber água para se manter sempre hidratado é fundamental.
3. Consuma ferro
Se não come uma quantidade suficiente de alimentos ricos em ferro, isso pode provocar-lhe irritabilidade, fraqueza, lentidão e dificuldades de concentração. Por isso, e também porque uma falta de ferro no organismo pode ser sinal de um problema médico mais grave, consumir alimentos ricos neste nutriente é de grande importância. Coma carnes magras, ovos, legumes de folha verde escura, feijão, nozes e frutos secos. Juntamente com eles, é importante também comer alimentos ricos em vitamina C, que ajudam à absorção do ferro pelo organismo.
4. Não queira ser perfeito
Os perfeccionistas trabalham mais e durante mais tempo do que as outras pessoas, uma vez que os objetivos que traçam para si mesmos são, geralmente, muito pouco realistas e, quando não são alcançados, deixam uma sensação de frustração. Os especialistas em saúde mental defendem que as pessoas devem definir limites temporais para o seu trabalho e devem esforçar-se por cumpri-los, uma vez que trabalhar mais horas não significa necessariamente fazer um melhor trabalho.
5. Não faça tempestades num copo de água
Não seja sempre pessimista nem assuma sempre que vai acontecer o pior, porque a ansiedade resultante desse tipo de pensamentos é mentalmente muito desgastante. Quando confrontado com situações potencialmente stressantes, o melhor é respirar fundo e, se possível, fazer algum exercício físico – nem que seja uma caminhada – para poder afastar pessimismos da cabeça.
6. Tome sempre o pequeno-almoço
O pequeno-almoço é considerado pelos médicos e especialistas, quase unanimemente, como a refeição mais importante do dia, uma vez que é ela que contribui para repor os níveis de energia que gastamos durante o sono. Os melhores pequenos-almoços são os mais variados, com frutas, laticínios e cereais.
7. Não abuse da comida de plástico
Comidas ricas em açúcar e gordura são as que têm índices glicémicos mais elevados. Isto significa que os níveis de açúcar no sangue aumentam exponencialmente quando consumimos este tipo de alimentos, o que não só exige ao pâncreas uma produção de insulina muito elevada como também leva a uma maior fadiga ao longo do dia. É por isso necessário optar por proteínas magras, como frango (desde que não seja frito), salmão e batata-doce.
8. Saiba dizer “não”
Aprenda a recusar alguns pedidos que lhe fazem, mesmo que isso possa melindrar os outros, porque comprometer-se com demasiadas coisas tem um impacto físico negativo em si, além de o poder transformar numa pessoa ressentida e irritada a longo prazo.
9. Arrume a sua secretária
Uma secretária desarrumada e confusa acaba por ter o mesmo impacto no cérebro, concluiu um estudo da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. As pessoas que não fazem uma arrumação frequente da sua secretária ou mesmo do seu escritório têm mais dificuldade em concentrar-se e em processar informação, pelo que, aconselham os autores do estudo, o melhor mesmo é nunca sair do emprego sem deixar a secretária em ordem.
10. Não trabalhe nas férias
Não vale nem sequer espreitar o e-mail, porque o corpo e a mente precisam de períodos de total repouso das atividades laborais habituais para poderem ter melhores resultados aquando do regresso ao trabalho.
11. Não beba álcool antes de dormir
Quando se consomem bebidas alcoólicas, a primeira sensação que estas provocam é o sono, mas isso é só até o álcool ser metabolizado pelo organismo. Assim, é mais recomendável beber entre três a quatro horas antes de ir dormir, e não imediatamente antes, porque, nesse caso, a probabilidade de acordar a meio da noite aumenta.
12. Não consulte os e-mails antes de adormecer
Num quarto completamente escuro, a luz azulada de um telemóvel, tablet ou computador pode ter efeitos negativos na secreção de melatonina, a hormona responsável pela regulação do sono. Por isso deve-se evitar recorrer a esses aparelhos tecnológicos pelo menos nas duas horas anteriores a ir para a cama.
13. Não abuse do café
Não é só mania de muitas pessoas: beber café nas seis horas imediatamente antes de dormir tem mesmo um efeito na qualidade do sono, defende um estudo americano. Os especialistas avisam que beber mais do que três cafés por dia tem consequências no ciclo de sono, pelo que a moderação é a palavra-chave.
14. Não se deite muito tarde aos fins de semana
É preferível dormir uma sesta no domingo à tarde do que ficar acordado até de madrugada no sábado e dormir até muito tarde no domingo, defendem os médicos. Isto porque, no domingo à noite, vai ser mais difícil adormecer, o que provoca uma segunda-feira mais sonolenta – e, quem sabe, toda a semana.

Sem descanso e sem chapéu

Que bom! Não só não estou a ir para casa e para o merecido descanso como ainda para mais estou a caminhar à chuva já que não trouxe chapéu e o queridíssimo São Pedro não se compadeceu de mim e não atrasou a chuva por mais meia hora.
Valha-nos a boa disposição e a certeza de que não faria nada de maneira diferente :)

Finalmente já é sexta!

Finalmente é sexta-feira! Finalmente!
Depois de uma semana meio caótica, com uma agenda cheia no trabalho, muitos compromissos pessoais, muito poucas horas de sono e o cansaço acumulado de cinco dias muito longos, finalmente estamos quase a chegar a sexta-feira à noite. Foi uma semana muito boa, não me interpretem mal, mas estou mesmo contente por finalmente ter chegado ao fim. 
Sexta-feira. O momento alto da semana: para uns, significa a liberdade para irem sair, beber uns copos, dar um passo de dança, curtir a noite; para outros, como eu, significa a liberdade de chegar a casa e cair no sofá, onde já sei que vou, invariavelmente, adormecer durante parte do serão. Sou uma pessoa sem filhos tão animada, como podem ver, ah ah ah ah.  
Ah, mas espera, achavas que ias já para casa descansar? Querias. Afinal ainda tens mais um pequenino compromisso de que já nem te lembravas, pois é... E, por isso, lá vou eu a caminho do Vasco da Gama, ter com a amiga grávida, para participarmos num workshop para grávidas. Pode ser que nos ensinem a organizar os nossos cérebros de grávida (que toda a gente sabe que encolhem durante a gestação) para não esquecer os compromissos com as amigas. 


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Parabéns, meu amor!

Há nove anos, dei-te os parabéns pela primeira vez. Mal te conhecia, não te esperava, mas entraste assim na minha vida de mansinho e, quando dei por mim, eras já residente permanente no meu coração. Uma presença constante, um amor eterno. E nem as teimosias próprias da juventude, que nos afastaram durante meses, conseguiram vencer este destino que era o nosso de pertencermos um ao outro por inteiro, como a família que somos (e que foste para mim desde sempre).
É lamechas, é verdade. Mas tu foste qualquer coisa à primeira vista. Não lhe chamo amor, que ainda demorei muito tempo a perceber o quanto te amava. Nem paixão ou desejo ou impulso mimado de te querer porque sim. Não. Tu foste curiosidade de te conhecer melhor, foste amizade que eu sabia ser muito mais profunda do que as muitas horas que perdíamos à conversa, foste reconhecimento da minha alma gémea. Tu foste único, desde o dia em que te pus a vista em cima até hoje.  
Foste, e és, o grande amor da minha vida. O meu primeiro verdadeiro amor. Contigo tive as maiores alegrias e as maiores angústias, chorei as lágrimas mais dolorosas mas ri as gargalhadas mais puras e alegres. Tivemos altos e baixos no nosso percurso, sempre houve arestas por limar para que as nossas metades de laranja se encaixassem bem uma na outra. Mas nunca desistimos de nós, do que éramos e do que podíamos vir a ser. E, graças a isso, hoje somos tanto. Hoje somos peças perfeitas de um puzzle de amor e felicidade, construído passo a passo com muita dedicação.
Amo-te. E sei que te amarei para sempre, leve a vida onde nos levar. Porque já passaram nove anos desde que te dei os parabéns pela primeira vez, mas a nossa aventura ainda agora está a começar. E tu continuas, mais que tudo o resto, a ser a minha inspiração. 
Parabéns, meu amor! Que os próximos anos sejam a continuação de tudo de bom que temos vindo a construir e que a tua vida seja repleta de luz e amor, agora a três!


domingo, 26 de outubro de 2014

Ao domingo, publicidade! #34

It takes a rebel to shape a better future.



Este vídeo é da autoria da Mazda. Mais do que publicidade, é o lançamento de um desafio a todos nós para darmos um passo em frente, sair da caixa, desafiar as convenções e tornar as coisas melhores. 
Segundo a própria Mazda
O Mazda Community Hub - Rebels With A Cause é um espaço aberto estimulante para pessoas que pensam de maneira diferente e que desafiam as convenções para tornar as coisas melhores. 
Mas o que significa desafiar as convenções? Veja este filme para saber mais sobre o que significa ser um Rebel with a cause.  

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Verão ou Outono?

O sol do meio dia até pode ser de verão, quente, abafado, bom para roupas frescas. Mas a neblina das oito da manhã é toda ela outono, com um tempo frio, nevoeiro que se agarra ao chão e vento desconfortável a pedir casacos e lenços ao pescoço.
Até posso ter trocado novamente as meias e botas por sabrinas, mas acho que já estou arrependida de ter vindo de t-shirt... e casaco e lenço que a mim não me tomam por parva e por muito que goste do verão já fiz as minhas despedidas e as mãos geladas recordam-me que em breve estará na altura de tirar as luvas da gaveta.
Não é assim tão incomum estar (muito) calor em outubro e novembro. Veja-se o eterno verão de São Martinho. Estranho é as pessoas acharem que isto é o verão que nao tivemos e fingirem que estamos novamente em agosto. Não, minha gente, não estamos em agosto. Caminhamos é a largos passos para novembro e daí ao inverno, ui, é um pulinho. Por via das dúvidas é melhor manter as luvas à mão.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O que fazer...

...quando o livro que trouxemos esta manhã, para começar a ler no caminho entre a casa e o trabalho, durou apenas a viagem de vinda, tendo sido devorado em pouco mais de meia hora??
Pois, valham-nos os jogos de Candy Crush desta vida ;)

Fim de semana de mudanças

Não, não sou eu que vou mudar de casa. Foram só a tábua de engomar e o estendal da roupa que mudaram de divisão. E toda a roupa de um roupeiro. E todas as caixas de sapatos e as malas e outras coisas que para lá estavam guardadas. Ah e todas as dezenas de livros que durante uns dias foram habitar um quarto vazio e que agora regressaram ao escritório e às estantes que mudaram de parede. E a secretária que mudou de sítio. E os sacos e sacos de lixo que se mudaram para o contentor mais próximo. E ainda um saco de roupa e dois sacos de livros para dar e que estão, neste momento, a aguardar mudança para a sua nova morada. Muitas mudanças, como podem ver. E muitas dores no corpo das montagens, desmontagens e transferências de local dos objetos em questão. Foi um fim de semana muito longo e cansativo... As boas notícias? O escritório já voltou a ter ar de escritório. E ontem, ao final do dia, quando finalmente parámos, mais mortos que vivos, tínhamos mais ou menos este ar:



domingo, 19 de outubro de 2014

Ao domingo, publicidade! #33

Esta semana, não vos trago anúncios televisivos. Trago-vos antes um anúncio que me tem entrado pelo carro adentro nos últimos tempos e do qual gosto muito. Podem ouvir aqui:


E gosto muito por causa desta frase específica: 
Parecem intenções porque são intenções. Ninguém nasce virtuoso.
É que é tão, tão verdade. E finalmente, uma marca assume que não faz, que não é, que não pode. Assume que quer, que tenta e que aspira a ser melhor. É conversa da treta? É. Mas eu gostei de ouvir. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Juízo, para que te quero?!

Dez longos anos. Foram dez longos anos em que tive os dentes do siso a nascer. Um de cada vez. A tempos espaçados. Que era para me permitirem sentir, sem se atropelarem uns aos outros, a dor tão familiar das aftas na língua, da gengiva inflamada, da garganta magoada, da pele do maxilar tão sensível ao toque. Os meus dentes do siso deixam-me doente. Em baixo. Dorida. Com vontade de não falar, de não me mexer, de me meter debaixo dos lençóis e aí permanecer até que eles se decidam a fazer uma pausa no crescimento e amenizar o sofrimento até à próxima vez. Porque ao longo dos últimos dez anos houve sempre uma próxima vez. Ora do lado esquerdo, ora do direito que é para não haver preferências nem ciúmes. E eu sempre encarei tudo com calma e com boa vontade, a sério que sim. Toma lá aspirina, mebocaína e bucagel e aguenta com tranquilidade. 
Há quase um ano que os sisos não me incomodavam. A dentista confirmou que eles já estavam todos cá em cima, mas que precisavam de ser tratados. São dentes muito complicados, afirmou ela. Então eu não o sei?? Mas, tratamentos à parte, fiquei contente por saber que não ia sofrer mais mais com o seu crescimento.
Até esta semana. 
A sério? A sério?? Só podem estar a brincar, certo? Porquê????
Começou há dois dias, uma moinha persistente, uma afta enorme, uma ligeira dor ao abrir e fechar o maxilar. Depois a garganta, a sensibilidade ao toque, a dor de cabeça e o crescente sentimento de doença, de abatimento... Hoje estava bem para ficar na cama.
Raios partam os dentes do siso. Juízo, para que te quero?!


terça-feira, 14 de outubro de 2014

#sheforshe

Não ligo muito a moda. Não ligo muito a modelos e a socialites que vão a eventos como a Moda Lisboa. Mas a polémica surgiu e levantou um tema verdadeiramente importante, que a Jessica Athayde tão bem retrata no seu blogue
Porque é que nós, mulheres, temos tanta facilidade em deitar abaixo outras mulheres? Porque é que é tão fácil olhar para outra de nós e dizer "é gorda, é feia, é magra, é desgrenhada, é alta, é baixa, é isto e aquilo"? Enquanto continuarmos a fazer, estamos a destruir-nos. Estamos a destruir a confiança, a segurança, o bem-estar que faz com que sejamos mulheres realizadas e felizes. Ninguém gosta que lhe apontem o dedo, então ninguém devia levantar o dedo para apontar aos outros.
Sou totalmente a favor do movimento #SHEFORSHE:
Ela por ela. Cada uma de nós pela mulher ao nosso lado.
Imagem "roubada" ao blogue 2 = 3
http://doisigualatres.blogspot.pt/


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O que é que há, pois, num nome?

Num nome cabe tanto. Cabe um mundo inteiro de emoções, de sentimentos e deste amor imenso que sinto por ti. Cabem os meus sonhos para o teu futuro, os meus desejos para a tua vida, a minha esperança de que sejas muito feliz. Num nome cabe o tom carinhoso dos momentos especiais, o tom casual do dia a dia e o tom reprovador reservado para os ralhetes. Cabem a família e os amigos, daqueles que vão estar lá desde o teu primeiro dia àqueles que vão entrar na tua vida - uns para ficar, outros para te fazer crescer. 
No teu nome, cabes tu, tudo o que já és e o que serás. A personalidade, o feitio, as futuras birras e os mil mimos e olhares apaixonados. Cabem já os livros e as músicas, as brincadeiras e as atividades a que te vais dedicar - com mais ou menos empenho, com vontade de fazê-las para sempre ou com vontade de mudar depois de meia dúzia de experiências frustradas. Cabem as quedas que vais dar, os desgostos que vais ter, as lágrimas que vais chorar. Cabem os abraços fortes e os ombros amigos e as minhas mãos sempre aqui para te suportar e afagar. Cabem os êxitos, os sucessos, as alegrias intensas, as aventuras únicas que vais viver. E cabem as gargalhadas, as palmadas nas costas e os sorrisos de vitória. E as minhas mãos sempre aqui para te aplaudir e elevar. Cabe toda uma vida contigo.
São apenas cinco letras. Mas no teu nome cabe tudo.  

domingo, 12 de outubro de 2014

Ao domingo, publicidade! #32

Não é bem publicidade, mas é a mensagem mais bonita que podia partilhar convosco hoje. Porque a maternidade é uma aventura cheia de altos e baixos, mas que tem uma magia única e insubstituível. Desde o primeiro momento. Desde que descobrimos que estamos grávidas. Que somos mães. E, a partir desse momento, tudo muda. Nós somos animais a proteger as nossas crias. Nós somos seres humanos a fazer o melhor pelos nossos filhos. E só desejamos, acima de tudo, que o nosso bebé seja feliz. Assim:

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Respirar

Há 12 dias que não respirava. Sem me aperceber. A vida continuava, o mundo girava e avançava e eu levava os dias com calma, um de cada vez, rindo-me, brincando, sonhando, divagando. Mas não respirava. Aguardava, esperava, ansiava, abstraída do mundo na minha carapaça de tartaruga. 
Até hoje. Dia de chuva intensa e de céu cinzento, mas que, para mim, parecem mil sóis resplandecentes a brilhar. As boas notícias chegaram! O mundo hoje gira nas cores do arco-íris! E eu posso finalmente respirar de alívio. Que sensação libertadora, sentir a tensão partir e poder, finalmente, voltar a respirar. Só isso: respirar...

domingo, 5 de outubro de 2014

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Viciada

Não tenho dormido grande coisa nas últimas noites. Quando isso acontece, geralmente caio de sono no comboio e as leituras ficam relegadas para segundo plano quando as pálpebras teimosamente se fecham embaladas pelo movimento da viagem. Não esta semana. Não com este livro*. 
Demorei uma semana inteira a terminá-lo. Afinal, eram 797 páginas. Mas, ainda assim, pareceu-me que as páginas voaram e que a história terminou (abruptamente) depressa de mais. Se fossem mais duzentas, trezentas, mil páginas, teria continuado a ler com o mesmo empenho e a mesma vontade de devorar a história, as personagens, cada momento. 
É assim que diferencio os bons dos maus livros. Não é pelo nome do autor, nem pela prosa, nem pelas vírgulas colocadas precisamente nos sítios certos ou pelas metáforas inteligentíssimas camufladas em palavras impecavelmente floreadas. É apenas por isto, por esta sensação primária e visceral que cresce dentro de mim e que me impulsiona a virar as folhas, a ler o parágrafo seguinte, só mais dez minutos, entretanto passa uma hora, mas já só faltam duas páginas para terminar o capítulo e ainda assim o olhar foge para as linhas do capítulo seguinte.
Estive viciada neste livro, devorei-o até ao fim, até à última palavra, da última frase, da última linha, da última página. Revivi-o durante o dia, sonhei-o durante a noite. E agora desespero por saber que ainda terei de esperar quase um ano até poder ler a sua continuação. Realmente, leitor sofre!!



*A Guerra Diurna, de Peter V. Brett (editado em Portugal na coleção 1001 Mundos)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Virada para dentro

Há pessoas que andam por aí viradas do avesso. Eu só ando virada para dentro.

Quem me conhece, sabe que sou uma pessoa que vive para fora. Vivo as alegrias e as mágoas no mundo e não em mim, falo sobre elas, exteriorizo, partilho, vivo a felicidade multiplicada e a tristeza dividida, a minha rede de apoio (família e amigos) lançam-me mais alto quando estou nos píncaros e suportam o meu peso quando estou no fundo. É a vantagem de ter pessoas extraordinárias na minha vida e a vantagem de poder contar com elas para tudo.

Mas hoje em dia, devido a algumas circunstâncias muito particulares que aconteceram na minha vida recentemente, sinto-me virada para dentro. Tipo casulo. Estou focada em mim, no que se passa comigo, alheia ao mundo à minha volta e sem vontade de fazer parte dele. Conversas triviais, problemas banais, coisas comuns do dia a dia passam-me um pouco ao lado. Não reparo nelas, não me apetece falar sobre elas, não me apetece nem pensar sobre elas.  

Sei que a minha rede continua lá para mim e eu para eles, mas, até esta corrente que me fez entrar dentro da carapaça da tartaruga passar, vou continuar assim: virada para dentro.