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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
sábado, 21 de junho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Da crueldade do mundo
O mundo não é uma redoma de vidro, não é um ambiente controlado, não é um jogo onde pomos os bonecos a fazer o que nós queremos... Não podemos evitar viver no mundo, não podemos evitar que os nossos filhos vivam no mundo: que corram, saltem, dancem, caiam, amem, se dececionem, se magoem...
Devemos deixá-los aventurarem-se na vida e darem uns trambolhões de vez em quando. Joelhos esfolados, lágrimas caídas, devemos ensiná-los a levantarem-se novamente e a encararem o mundo de frente. É assim a vida: não importa as vezes que caímos, o que importa é não ficar caído, não ficar parado, não ficar tolhido pelo medo da próxima queda. Parar é morrer, costuma dizer-se. Para mim, o truque é ter um coração de gelatina, daqueles que treme treme mas não quebra, é flexível como as árvores que se inclinam com o vento e que depois voltam à sua forma, é capaz de enfrentar todos os contratempos, de cair e de se esfolar muitas vezes, mas arranja sempre maneira de voltar ao caminho certo.
Não sou mãe, mas é isso que imagino para os meus filhos. Vê-los crescer livres para aprender que joelhos arranhados e lágrimas esquecidas são sinónimo de crescimento e de fortalecimento para a vida.
Mas depois, de vez em quando, leio histórias como a da Carolina e pergunto-me que futuro será este onde os meus filhos vão crescer, quando a maldade e a crueldade do mundo está ao virar de cada esquina. Já não bastam as doenças, as guerras, as mortes injustificadas em nome de um conceito maior... Já não basta a vil obsessão dos homens pelo controlo e pelo poder (sobre a terra, sobre o dinheiro, sobre os outros homens)... Já não basta temermos os ladrões, os delinquentes, os arruaceiros... Como explicar a uma criança que o seu colega de escola lhe possa fazer tanto mal, que os professores e funcionários que a deveriam proteger olham para o lado como se nada fosse? Como explicar que nós, pais, que temos o dever e a obrigação de os proteger de qualquer mal, nem sempre conseguimos fazê-lo e que às vezes as nódoas negras da vida são mais do que simples quedas de bicicleta e algumas são mesmo invisíveis aos olhos?
É com estes pensamentos negros que penso: a que mundo vou trazer os meus filhos?
Mas depois lembro-me deste momento, entre duas personagens fictícias de uma série de televisão:
...e penso que encontrei a resposta para a minha pergunta. Não posso proteger os meus filhos do mundo, da crueldade, da dor... mas posso criar os meus filhos para que não façam parte da maldade que grassa o mundo. Posso educá-los para que sejam melhores do que eu fui e para que eduquem os seus filhos para serem ainda melhores.
Para podermos criar um mundo melhor.
terça-feira, 1 de abril de 2014
Sobre o poder das citações
Que poder tem uma citação? Porque é que uma frase, um pequeno conjunto de palavras perdidas no meio de tantas outras, se torna tão especial ao ponto de a sabermos de cor, de a guardarmos na nossa mente e no nosso coração, de a querermos guardar em segredo só para nós ou de a querermos gritar ao mundo, rabiscando-a em folhas de papel, colando-a em paredes, estampando-a em imagens bonitas e partilhando-a em redes sociais?
Não sei...
Mas acredito que talvez o John Green tenha razão e que, ao depararmos com um texto que é o nosso reflexo, que responde exatamente àquele anseio que nós nem sabíamos que tínhamos, que espelha uma pequena (ou grande) parte da nossa alma, então encontrámos uma citação favorita. Porque gostamos da história, porque gostamos das personagens, apenas porque gostamos da frase... ou então porque quando entramos na história, conhecemos as personagens e lemos as frases pensamos: "Podia ser eu". E parte de nós fica para sempre refletida naquelas palavras, que passamos a carregar em forma de citação.
quarta-feira, 5 de março de 2014
Frases nos filmes #2
Laws change. Social systems crumble. Universal truths are constant. It is a fact, it is a plain fact that what is true and right is true and right for all. White and black alike.
in 12 anos escravo
Vencedor do Óscar de Melhor Filme, 12 anos escravo é uma poderosa história sobre a escravatura, a liberdade e a fragilidade dos direitos humanos quando não há ninguém que os defenda. Um filme contemplativo e introspetivo, do qual esperava mais, mais história, mais entrega, mais personagem. A valer claramente por Michael Fassbender e pela fantástica Lupita Nyong'o, no papel de Patsey, que lhe rendeu o Óscar de Melhor Atriz Secundária, e cujas histórias eu gostaria de ter visto mais aprofundadas e (spoiler alert) terminadas. Um filme bom, sem dúvida, mas que não ficou na lista dos inesquecíveis...
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Frases nos filmes #1
If you destroy an entire generation of people’s culture, it’s as if they never existed.
in The Monuments Men
Um filme que já consta da minha wishlist para 2014.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Do amor para sempre...
Não acredito no amor à primeira vista(*), mas acredito no amor para sempre.
Não acredito em amor e uma cabana, mas acredito que o amor é a maior força deste mundo e é capaz de curar qualquer mal, inclusive males de amor.
Não acredito na anulação do «eu» para que haja o «nós», mas acredito que o «nós» torna o «eu» mais completo e mais rico.
Acredito que o amor não pode ser explicado, apenas sentido. Que é capaz de milagres e de transformar vidas. Que, quando nos envolve, muda tudo e nunca mais voltamos a ser quem éramos.
Mas também acredito que o amor é uma escolha, é uma decisão. E que, apesar de ser simples na sua génese, as pessoas não o são. E, por causa da complexidade das pessoas, as relações são igualmente complexas e nem sempre funcionam. Mas que não faz mal, porque é graças à sua complexidade que o ser humano se permite amar várias vezes. E isso também é uma escolha. Porque está em nós escolher o que nos faz bem e nos deixa felizes!
Casei com o meu primeiro grande amor. Quero que ele seja o último. Ele faz-me feliz. Escolho-o a ele, sempre. Amo-o, sempre. Uma vez disse-lhe que o amava mesmo quando não gostava dele. E é verdade, mas também porque escolho amá-lo mesmo assim, mesmo nesses dias. E ele escolhe-me a mim!
I fell in love with him. But I don’t just stay with him by default as if there’s no one else available to me. I stay with him because I choose to, every day that I wake up, every day that we fight or lie to each other or disappoint each other. I choose him over and over again, and he chooses me.
in Allegiant, de Veronica Roth
(*) Mas acredito em almas gémeas que se reconhecem. Um dia conto-vos.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Frases nos livros #3
Lírio tinha razão. Saber sempre o que acontecia no dia seguinte podia ser uma autêntica prisão.Ler a alma das pessoas através dos olhos também o era.
in A Morte quer-me tão bem, de Fábio Ventura
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Frases nos livros #2
Quando se viaja com a Morte ao lado, a irónica tendência é para se pensar na vida.
in A Morte quer-me tão bem, de Fábio Ventura
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Frases nos livros #1
Que haja um tempo no futuro, rezei, em que ele se ria com os seus filhos e em que brinque na praia com eles e em que passe todas as suas noites em braços carinhosos. Que tenhamos isso. A quem eu rezava, não havia como saber. O futuro estava nas nossas mãos. Se queríamos um mundo em que essas coisas eram possíveis, caber-nos-ia a nós construí-lo.
in O Voo do Corvo, de Juliet Marillier
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