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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O que mais me custa...

... é dizer-te, de cada vez que me perguntas, de cinco em cinco minutos, se vamos para casa, que não. Que não vamos para casa. Que tu não vais para casa, pelo menos para já. E ver, naquele momento em que a realidade desce sobre a tua mente nublada, a tristeza que enche os teus olhos e o teu coração. 
De tudo, é isso que mais me dói: quebrar a tua ilusão como quem rouba os sonhos a uma criança, como quem rouba a esperança a quem nos é tão querido. Porque a cada resposta que te dou, mesmo que com voz doce e tom meigo, o meu coração parte-se um bocadinho, as lágrimas ficam mais perto dos olhos e o fim aproxima-se um bocadinho mais do horizonte... Quem me dera não ser obrigada a partir os nossos corações aos poucos, quem me dera que não fosse esta a nossa realidade.
Apesar de tudo, dir-te-ei as vezes que forem necessárias a verdade. Que é esta: gosto muito, muito de ti!


terça-feira, 1 de abril de 2014

Sobre o poder das citações



Que poder tem uma citação? Porque é que uma frase, um pequeno conjunto de palavras perdidas no meio de tantas outras, se torna tão especial ao ponto de a sabermos de cor, de a guardarmos na nossa mente e no nosso coração, de a querermos guardar em segredo só para nós ou de a querermos gritar ao mundo, rabiscando-a em folhas de papel, colando-a em paredes, estampando-a em imagens bonitas e partilhando-a em redes sociais?
Não sei...
Mas acredito que talvez o John Green tenha razão e que, ao depararmos com um texto que é o nosso reflexo, que responde exatamente àquele anseio que nós nem sabíamos que tínhamos, que espelha uma pequena (ou grande) parte da nossa alma, então encontrámos uma citação favorita. Porque gostamos da história, porque gostamos das personagens, apenas porque gostamos da frase... ou então porque quando entramos na história, conhecemos as personagens e lemos as frases pensamos: "Podia ser eu". E parte de nós fica para sempre refletida naquelas palavras, que passamos a carregar em forma de citação.