Não acredito no amor à primeira vista(*), mas acredito no amor para sempre.
Não acredito em amor e uma cabana, mas acredito que o amor é a maior força deste mundo e é capaz de curar qualquer mal, inclusive males de amor.
Não acredito na anulação do «eu» para que haja o «nós», mas acredito que o «nós» torna o «eu» mais completo e mais rico.
Acredito que o amor não pode ser explicado, apenas sentido. Que é capaz de milagres e de transformar vidas. Que, quando nos envolve, muda tudo e nunca mais voltamos a ser quem éramos.
Mas também acredito que o amor é uma escolha, é uma decisão. E que, apesar de ser simples na sua génese, as pessoas não o são. E, por causa da complexidade das pessoas, as relações são igualmente complexas e nem sempre funcionam. Mas que não faz mal, porque é graças à sua complexidade que o ser humano se permite amar várias vezes. E isso também é uma escolha. Porque está em nós escolher o que nos faz bem e nos deixa felizes!
Casei com o meu primeiro grande amor. Quero que ele seja o último. Ele faz-me feliz. Escolho-o a ele, sempre. Amo-o, sempre. Uma vez disse-lhe que o amava mesmo quando não gostava dele. E é verdade, mas também porque escolho amá-lo mesmo assim, mesmo nesses dias. E ele escolhe-me a mim!
I fell in love with him. But I don’t just stay with him by default as if there’s no one else available to me. I stay with him because I choose to, every day that I wake up, every day that we fight or lie to each other or disappoint each other. I choose him over and over again, and he chooses me.
in Allegiant, de Veronica Roth
(*) Mas acredito em almas gémeas que se reconhecem. Um dia conto-vos.
Sem comentários:
Enviar um comentário