terça-feira, 28 de junho de 2016

O meu amor de longe

Estive uma semana sem marido, que foi para fora a trabalho. Não sou saudosista, não morro de saudades e vivo bem sozinha comigo. Sinto-lhe a falta, claro, dos beijinhos de bom dia e de boa noite, mas aproveito a cama só para mim enquanto posso, o controlo absoluto do comando para pôr em dia as minhas séries, a falta de horários, nestes dias em que também estive sem filho, para fazer tudo e nada, ao sabor da espontaneidade e das vontades.
É agora, que a hora do regresso se aproxima, que a ansiedade começa a surgir, matreira, devagarinho, a fazer-me querer que o dia passe depressa e que a noite me traga o meu amor de volta para os meus braços. Porque eu vivo bem sozinha comigo, mas vivo muito melhor com os meus homens a meu lado. O filho já chegou, venha também o marido, para poder matar todas as saudades que não senti nestes dias, mas que se acumulam à chegada, como sabiamente diz a Maria.
E hoje, dia do retorno, calhou ouvir esta música e sorrir. Porque "o meu amor de longe está prestes a chegar"!


Talhado para mim
Mal o conheci, eu achei-o desse modo
Logo pude perceber o fado que ia ter
Por ver nele o fado todo
Chega de tragédias e desgraças
Tudo a tempo passa, não há nada a perder
Meu amor de longe voltou
Só para me ver

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