domingo, 31 de agosto de 2014

Ao domingo, publicidade! #26

Porque não há energia como a nossa, todos as horas de todos os dias.
(E estes anúncios são tão, mas tão bons que é impossível partilhar apenas um...)





quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Boas notícias para o meu joelho...

...e para as minhas barrigas das pernas. E para as minhas coxas. E para as minhas ancas.

Li aqui há dias na Vogue que, depois de uma década de reinado feroz e tirano para tantas mulheres, as skinny jeans estão a entrar em declínio e, quem sabe, em vias de extinção. O meu joelho agradece!
Entretanto, ficam aqui algumas outras sugestões de calças mais largas.

As estampadas:




As clássicas:



E as de ganga:




(Não, este blogue não é um blogue de moda, por isso as imagens foram retiradas aleatoriamente da Internet, através do motor de busca da Google.)

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Opinião: Lago Perdido, de Sarah Addison Allen

Lago Perdido

Sarah Addison Allen (Quinta Essência)

Sinopse: 
Suley, Georgia, é o lugar da estância de Lago Perdido e não muito mais. E é por isso o lugar perfeito para a recém viúva Kate e a sua excêntrica filha de oito anos, Devin, se curarem. Kate passou um memorável verão de infância em Lago Perdido. Era um lugar para sonhar. Mas Kate já não acredita em sonhos e a sua tia Eby, proprietária da estância, quer vender o lugar e seguir em frente. A magia de Lago Perdido desapareceu. Quando Kate descobre que o tempo tem uma maneira de parar em Lago Perdido, irá ela ser capaz de dar vida às cabanas e ao seu coração? Porque às vezes as coisas que amamos têm uma forma engraçada de aparecerem de novo. 

Opinião
É sempre um prazer tão grande ler Sarah Addison Allen. Não porque sejam livros épicos, mas porque são livros escritos com e para o coração. É uma leitura balsâmica, calmante, retemperadora. E permite-nos sonhar. São estas qualidades, comuns a todos os livros da autora, que me fazem devorar as suas obras, engoli-las em horas e senti-las repousarem em mim.
Com personagens encantadoras, algumas impossíveis de não gostar, outras que adoramos odiar, Lago Perdido conta-nos a história de Kate, que esteve "adormecida" para a vida durante um ano inteiro, desde a morte do seu marido, mas que um dia acorda e decide pegar novamente nas rédeas da sua vida. Pegando na sua filha de oito anos, a pequena e extravagante Devin, partem para o Lago Perdido, uma estância onde Kate teve o melhor verão da sua vida e que pertence à sua tia Eby. Mas o cenário de Lago Perdido está muito diferente do que Kate se lembra - desde a degradação física do sítio ao cansaço psicológico de Eby, que vê definhar, de ano para ano, aquele lugar onde investiu toda a sua vida e ao qual já só um pequeno grupo de resistentes velhotes continua a acorrer a cada verão. Eby quer vender Lago Perdido e seguir em frente, ir viajar, soltar amarras. Mas a chegada das suas sobrinhas vem alterar o seu centro de equilíbrio e fazê-la repensar em toda a sua vida e todas as suas decisões.
Laços familiares inexistentes são criados e fortalecidos com uma naturalidade suave. Aventuras são vividas, memórias e emoções são revividas e num sítio onde o passado está presente a cada canto começa a delinear-se um novo futuro. Uma história que embala e que nos envolve com a magia das emoções e das palavras. Um regressar a uma autora que me deixa a alma aconchegada.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Se me saísse o Euromilhões, até casava!

Quem me conhece sabe que não tenho qualquer intenção de casar. Mas que adoro casamentos. E que, se me saísse o Euromilhões, até gostava de me vestir de branco, reunir família e amigos e fazer uma festarola daquelas a sério. Apenas e tão só pelo prazer fútil da coisa. O mesmo tipo de prazer que tenho ao ver coisas destas:





domingo, 24 de agosto de 2014

Ao domingo, publicidade! #25

No fim de semana passado, decorreu a entrega dos Creative Arts Emmys, os prémios que dão o destaque às categorias técnicas, entre as quais, o melhor anúncio comercial transmitido na televisão americana. O grande vencedor da noite foi o filme Misunderstood, da Apple, que venceu concorrentes de peso como a Nike para quem tinha perdido no Festival de Cannes.

Misunderstood (Apple)


Possibilities (Nike)



Para saberem mais sobre os anúncios nomeados, vejam a notícia aqui.  

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Para ir ao cinema


Quando é que este filme estreia mesmo?
Fiquei curiosíssima quando li a notícia no Observador e depois de ver o trailer percebi: tenho de ver este filme. Agora é só esperar que chegue cá a Portugal.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Opinião: Coração de Corda, de Carina Portugal

Coração de Corda

Carina Portugal (Kindle)

Sinopse: 
Um sorriso doce pode esconder o segredo mais obscuro. Philip Reeve é um artesão reconhecido e Angelique uma frágil bailarina francesa que, no Teatro Dark Forest, o encantou com a sua arte. Quando a dama o visita na loja de brinquedos, Philip não consegue esquecer a cena presenciada nos bastidores, nem o medo que vê nela. Contudo, é incapaz de imaginar a magnitude da tempestade que se adivinha.

Opinião
Um conto pequenino que deixa vontade de ler mais. Este é um género diferente do que eu costumo ler e encanta-me porque consegue, em poucas páginas, contar uma história com princípio, meio e fim, numa síntese interessante e vibrante, que mantém o leitor preso das palavras. 
Com uma temática muito interessante, inserida no steampunk e a fazer lembrar Júlio Verne, Carina Portugal apresenta-nos um leque de personagens interessantes, que eu gostaria de ver mais bem exploradas, tivessem as páginas permitido tal coisa. De qualquer forma, os nossos sentimentos em relação a elas tendem a formar-se muito cedo e, ao longo da narrativa, acabamos por ser surpreendidos com as mudanças de rumo que elas tomam e que nos mostram que têm maior profundidade do que à primeira vista - nota especial para o twist final que me deixou muito satisfeita.
Como já referi, gostaria de ter visto algumas personagens mais aprofundadas; senti também que a cena final, embora apoteótica, foi apressada e que necessitava de mais tempo para respirar e para fluir. No entanto, tratou-se de uma leitura muito agradável, que me fez querer conhecer mais desta autora.
E, o melhor de tudo, se ficaram curiosos com este conto, podem fazer o download gratuito do mesmo aqui.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Ode à preguiça


O que escrever quando o corpo já regressou ao trabalho, mas a alma ainda se demora na perfeição de umas férias que não se sentem finitas? Costuma dizer-se que o que é bom acaba depressa. Não sinto que as férias tenham passado a correr, sinto é que foram poucas para esta sensação de languidez que ainda tenho colada à pele, como o bronze que trouxe dos dias na praia. Anseio pelos longos passeios, pelas refeições leves e pelas sestas retemperadoras. Pelas aventuras únicas e pela falta de horários e de compromissos, como se todas as regras fizessem uma pausa para podermos viver duas semanas em liberdade total: hoje aqui, amanhã ali, almoço e jantar onde e quando nos apetecer, mais um mergulho antes do pôr do sol ou então uma manhã sem ir à praia só porque sim, porque me apetece, porque posso. Acima de tudo, saudades dos momentos a dois, da cumplicidade que nos faz viver dia e noite juntos sem querermos arrancar cabelos e ainda nos conseguirmos rir em conjunto e partilhar coisas só nossas. Estas férias foram especiais, foram muito boas, foram nossas. Com família e amigos, lugares do coração e não só, mas acima de tudo, minhas e tuas, ternura, amor, paixão, compreensão profunda, memórias partilhadas e sorrisos cúmplices. 

O que escrever quando a alma está assim, ainda a reviver o bom que foram as férias? 
Escreve-se uma ode à preguiça :)

domingo, 17 de agosto de 2014

Ao domingo, publicidade! #24

E se há duas semanas o destaque foi para os pais, esta semana tinha de ir para as mães. 
Porque o emprego mais difícil do mundo é o melhor emprego do mundo :)

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Um oásis em pleno Alentejo

Mina de São Domingos: um oásis no meio do Alentejo. Terra de mineiros, de pedras vermelhas e vento quente, de casas caiadas e gente enrugada, terra dos meus avós e que viu o meu pai nascer. Terra que encerra séculos de história, em torno de uma mina de cobre gerida por ingleses que marcou profundamente a vida da aldeia (que foi a primeira em todo o Alentejo a ter eletricidade) e agora em ruínas por onde ainda podemos passear se soubermos do que estamos à procura.
Todos os verões da minha infância e adolescência visitei a Mina. Para visitar a avó, claro, mas, principal e secretamente, para vir a banhos à tapada. Um enorme lago rodeado de árvores densas e vegetação rasteira, de águas turvas e chão de cascalho. À falta de uma, a Mina tem duas tapadas, a grande e a pequena,  mas os banhos eram sempre na primeira porque na segunda dizia-se haver cobras e outras bichezas. E assim, catraia de meia dúzia de anos, ansiava todos os dias pelo momento em que o meu pai nos levava à tapada, onde passávamos horas dentro de água, eu e a minha irmã,  calçadas com sandálias de borracha para não nos magoarmos nas rochas salientes.
Ao longo dos últimos vinte anos muita coisa mudou. Cortaram as árvores e trouxeram areia para a tapada, que agora se chama pomposamente Praia Fluvial da Albufeira da Tapada Grande. Criaram o museu do mineiro e do antigo palácio dos ingleses fizeram um hotel de quatro estrelas. Retiraram os degraus em frente de cada porta, onde nos sentávamos nas noites quentes, e cimentaram as ruas. Mas o sino da igreja ainda toca de hora a hora, o cheiro de terra que paira no ar quente ainda é o mesmo, o sotaque cerrado e as boinas nas cabeças de pele tisnada, o pão e as costas ainda têm o mesmo sabor delicioso.
Entre esta mistura de passado e presente, regressei este ano para uns dias de praia, sol e descanso. E estou a gostar muito mais do que estava à espera. Apesar de ter de partilhar a tapada com dezenas de outras pessoas, o tempo tem sido clemente e agraciou-nos com dias quentes mas não tórridos, a companhia do marido é como sempre a melhor e a paz e sossego sabem muito bem. E também sabe bem ver esta terra perdida do meio do Alentejo cheia de gente jovem, vindos de norte a sul para apreciarem a calma, a paisagem e, claro, a tapada. E, volvidos todos estes anos, penso de mim para comigo que continuo a ter muito orgulho nesta terra do meu pai que também é um bocadinho minha! 

Opinião: A Lança do Deserto, de Peter V. Brett

A Lança do Deserto

Peter V. Brett (1001 Mundos)


Sinopse: O Sol põe-se sobre a Humanidade. A noite pertence agora a demónios vorazes que se materializam com a escuridão e que caçam, sem tréguas, uma população quase extinta, forçada a acobardar-se atrás da segurança de guardas de poder semi-esquecidas. Mas estas guardas apenas servem para manter os demónios à distância e as lendas falam de um Libertador; um general, alguns chamar-lhe-iam profeta, que em tempos uniu a Humanidade e derrotou os demónios. No entanto esses tempos, se alguma vez existiram, pertencem a um passado distante. Os demónios estão de volta e o Libertador é apenas um mito… Ou será que não?

Opinião
O primeiro livro desta saga, O Homem Pintado, trouxe-me uma experiência de leitura extremamente intensa e poderosa. Não esperava menos de A Lança do Deserto e a verdade é que ele não desiludiu. Neste livro, com mais de 700 páginas, vemos um desenvolvimento da narrativa e das personagens e ficamos sedentos por mais, as folhas voam nas nossas mãos, bebemos sofregamente a história que Brett nos conta. No entanto, este desenvolvimento só tem lugar na segunda metade do livro, uma vez que na primeira parte voltamos atrás no tempo para conhecer o passado e a história de Jardir, uma personagem que, apesar de ser apenas secundária, mudou o rumo dos acontecimentos em O Homem Pintado, e ganha uma relevância gigantesca neste segundo volume. Ele é, para o povo de Krasia, O Libertador, aquele que foi escolhido por deus para salvar a humanidade dos demónios. Com esta premissa como base, os krasianos, povo guerreiro e de culturas muito arraigadas, parte à conquista do norte, onde Jardir pretende recrutar um exército para lutar contra os demónios, nem que tenha de o fazer escravizando o povo conquistado. Mas no norte recusam-se a aceitar Jardir, afirmando que já têm o seu próprio Libertador: o Homem Pintado, que em tempos foi amigo e companheiro de Jardir e por quem agora nutre um ódio de morte. 
Só depois de revisitarmos o passado é que finalmente nos é dado a conhecer o presente de Arlen, Leesha e Roger, agora separados por força das circunstâncias. Paralelamente, levanta-se um pouco o véu sobre a perspetiva dos demónios e sobre o perigo letal para a humanidade que poderá verdadeiramente existir no Núcleo.
Acima de tudo, este é um livro de contrastes: a cultura krasiana versus a cultura thesana, a guerra contra os demónios versus a guerra entre os homens, um homem que tudo faz para ser o Libertador e outro a quem todos atribuem esse título mas que não o quer... É um livro de pessoas e de relações entre humanos, nas suas semelhanças e nas suas diferenças. Surgem novas personagens e regressam outras que há muito tempo já não víamos. Percebemos que o autor ainda tem muito para nos contar.
Duas críticas importantes, e que são apontadas por muitos outros leitores: 1.) o facto de mais de metade do livro incidir sobre Jardir, o que nos faz recuar na narrativa, revivendo muitas cenas que já lemos (ainda que numa perspetiva diferente), e quebrando qualquer contacto com as personagens que já conhecemos e que realmente queremos acompanhar. Confesso que até eu, depois de mais de 200 páginas, já deitava Krasia e os krasianos pelos olhos. 2.) o retrato que é feito do universo feminino. Neste livro surgem mais personagens femininas e, aquilo que já se captava um pouco no primeiro livro, é aqui delineado ainda mais: estamos num mundo brutal para as mulheres, onde os homens usam e abusam delas à vontade e elas tentam sobreviver muitas vezes necessitando da proteção de outros homens ou então usando o seu corpo e a sua mente para manipular os homens à sua volta. A virgindade, o sexo, e a violação são temas abordados com frequência, o exercício do poder político por uma mulher é motivo de repulsa pelos homens, a liberdade e a dignidade femininas são muitas vezes postas em causa. Se por um lado compreendo que serve para criar um retrato do mundo onde decorre a história, por outro lado sinto, não poucas vezes, que aquilo só podia ter sido escrito por um homem. Possivelmente é preconceito meu, mas creio que Brett não sabe tirar o melhor partido das suas personagens femininas, não lhes permitindo toda a profundidade que poderiam vir a ter. Fora isso, um livro fantástico, que me deixou água na boca pelos próximos volumes!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Opinião: O Homem Pintado, de Peter V. Brett

O Homem Pintado

Peter V. Brett (1001 Mundos)


Sinopse: Por vezes, existem boas razões para se ter medo do escuro. Arlen vive com os seus pais na sua quinta isolada a meio dia de viagem do pequeno povoado de Tibbet’s Brook. Mas no mundo de Arlen quando a noite cai uma estranha névoa começa a erguer-se do chão, uma névoa que promete uma morte terrível para todos aqueles que sejam suficientemente loucos para enfrentar a escuridão, pois demónios esfomeados, que não podem ser feridos por armas comuns materializam-se na névoa para se alimentarem dos seres vivos. 
Quando a noite cai as pessoas não têm outra alternativa se não esconderem-se nas suas casas cuidadosamente guardadas com símbolos mágicos de protecção que são a única coisa capaz de manter os demónios à distância até que chegue o nascer do sol. Nesta história três jovens irão oferecer à humanidade uma última e fugaz hipótese de sobrevivência.

Opinião
Há muito tempo que me cruzei com O Homem Pintado numa qualquer livraria por aí. Gostei da capa, gostei da sinopse, mas voltei a pousá-lo na prateleira e esqueci-o. Entretanto, sabendo do meu grande entusiasmo pela literatura fantástica, uma amiga emprestou-mo. Ainda esperou na minha estante durante mais de um mês, mas quando lhe peguei não fui mais capaz de o largar e rapidamente se tornou num dos melhores livros que li nos últimos tempos. A escrita tremendamente realista e visual de Peter V. Brett cria-nos um mundo exclusivo, onde mergulhamos num abrir e fechar de olhos e do qual queremos saber sempre mais. Melhor ainda: apesar de ser um mundo complexo e de ser uma história cheia de personagens e de pormenores importantes, o autor apresenta-nos sempre as explicações no meio da ação e nunca em momentos expositivos que quebram o ritmo de leitura. É o exemplo perfeito do show, don't tell.
Independentemente de partir da premissa de um livro de ação, com demónios para matar e batalhas noturnas (e não só) para sobreviver, a história não descura por um momento as personagens, dando-lhes tempo e espaço para crescerem e evoluírem. Nomeadamente a personagem de Arlen, que acompanhamos ao longo de quase todo o livro e desde a tenra idade de 11 anos, quando, depois da morte da mãe às mãos de um demónio, foge de casa e parte à descoberta das Cidades Livres e de uma forma de derrotar os demónios, enfrentando muitos perigos pelo caminho e sendo obrigado a dar tudo de si para poder sobreviver, de tal forma que o Arlen que chega ao final do livro em nada de assemelha ao menino que vimos crescer. Outras duas personagens de relevo são Roger, um músico com um talento muito especial e peculiar, e Leesha, uma herbanária demasiado inteligente e demasiado senhora do seu nariz. A história desenrola-se em volta destes três jovens que, juntos, podem bem vir a tornar-se a última esperança da humanidade na luta contra os demónios.
No entanto, e apesar de serem os protagonistas, têm também momentos de fragilidade, de dúvidas, de desgraça, muito bem conjugados para permitir um retrato de um mundo brutal, violento, sem piedade. Um livro muito bem construído e de fantasia pura, sem qualquer necessidade de criar romances e amores onde eles não são necessários; mas um livro que vive das personagens, das suas relações, das suas atitudes e decisões. 
Só uma vez, já mais perto do fim, levantei os olhos da leitura e pensei: Hmm não gostei desta parte, não bateu certo com o resto. Mas é uma coisa que estou disposta a deixar passar pela qualidade das restantes 500 e tal páginas. É que valeu mesmo a pena ficar a conhecer este Homem Pintado!!