terça-feira, 3 de outubro de 2017

Poluição visual

Exmos. Srs. dos vários partidos políticos e listas independentes: já acabou a campanha eleitoral. Já se foi votar, já se sabem os resultados, já há vencedores e vencidos. Agora, por favor, toca a retirar todos os cartazes e outdoors e folhetos que andaram a colocar e a colar em todo o lado. Neste momento, é lixo e poluição visual. Agradece-se que sejam tão breves a retirá-los como foram a colocá-los, por favor.
(isto no seguimento deste post)

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Agradecer

Posso queixar-me de muita coisa. Posso queixar-me do trabalho, da falta de tempo, do pouco dinheiro, de (algumas) noites mal dormidas, do peso a mais e do exercício a menos, dos planos que não se acertam e dos que demoram a chegar, das tarefas que não gosto mas que têm de ser feitas, dos maus livros que se editam e que só nos fazem perder tempo, dos transportes que se atrasam, dos problemas que vão surgindo... Enfim, posso queixar-me de tudo e de nada. 
Mas no fim do dia, quando olho para o céu coroado pela lua, quando penso no que dizer, quando falo baixinho para mim... Apenas me ocorre agradecer. Agradecer por tudo. Pela família maravilhosa, pelo marido e pelo filho, pelos amigos que são família do coração mesmo que nunca consigamos marcar um encontro entre todos, pela estabilidade no trabalho que me paga as contas ao fim do mês, pela casa que é o nosso lar, pela saúde, pela alegria, pelos sorrisos, pelas pequenas bênçãos diárias. E pelas bênçãos maiores.
Agradecer por esta vida que é a minha e que é tão feliz. E desejar apenas que assim continue.

domingo, 1 de outubro de 2017

Ao domingo, publicidade! #187

Hoje é dia de eleições. É dia de ir votar, para um futuro melhor, para uma freguesia, um concelho melhores. É dia de agir para podermos exigir. É dia de votar. Digo eu e diz a Comissão Nacional de Eleições com esta sua fantástica publicidade institucional:


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Rentrée: o regresso das minhas séries de eleição

O verão, com todas as suas coisas boas (e muito boas), é sempre um deserto no que diz respeito a séries televisivas. Com exceção deste ano, claro, que tivemos direito a sete intensos episódios de A Guerra dos Tronos. Mas, de resto, é sempre setembro que traz consigo a rentrée e as minhas séries de eleição. O primeiro regresso foi ontem, com o início da segunda temporada de This is us. 
Tanta foi a promoção à volta desta série no ano passado que lá convenci o marido a vermos o primeiro episódio, só para ver se valia a pena. E foi logo nesse primeiro episódio que ficámos completamente rendidos. Até o marido, que não aprecia por aí além séries familiares deste género, destaca esta série pela sua qualidade. Eu destaco-a também pela sua realidade, pela sua proximidade às vidas de todos nós. É como o próprio título indica This is us: Isto somos nós, nós personagens desta história, vocês, para lá do ecrã, personagens das vossas histórias.
É uma história sobre a família, sobre o amor, sobre as relações que criamos ao longo da vida. Sobre as mentiras que contamos e as verdades que escondemos e com as quais temos de viver. É sobre a ausência de entes queridos, sobre seguir em frente, sobre enfrentar o passado. Sobre descobrir o que a vida tem para nos oferecer. Sobre a vida. Tão simples e tão complexa no seu dia a dia.
E acho que é essa proximidade que a transforma no que é: uma série de todos nós. 
Começou ontem a segunda temporada e eu já tenho lugar marcado em frente da televisão todas as quintas-feiras às 22h20!



E para a semana é a vez da minha Anatomia de Grey, essa que é a minha série desde há quase 13 anos!

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Tiago, o madrugador

Desde que regressámos à rotina normal do dia a dia (depois de quase três meses em que o Tiago andou de férias em férias - com os avós, com os pais, com os avós...), que temos tentado voltar a acertar horários. E se é verdade que tenho um filho que desde sempre que dorme a noite toda, também é verdade que, nos últimos tempos, tem sido bastante madrugador! Entre as seis e as sete da manhã, o Tiago chora, chama, acorda e já não quer dormir mais. Uma vez levantado, fica super bem disposto e pronto para começar o dia, mas ainda assim parece-me que nove horas de sono noturno é muito pouco para uma criança de dois anos e meio.
Pensámos: isto é cansaço e ele não está a descansar tão bem de noite. Nessa noite foi para a cama mais cedo e na manhã seguinte acordou ainda era noite cerrada, seis da manhã certinhas, sem birras e sorridente. Pensámos: se calhar vamos tentar atrasar um bocadinho a hora de deitar para ver como ele reage. Nessa noite, foi para a cama eram quase dez e meia e no dia seguinte às sete da manhã estava pronto para começar o dia.
A verdade é que temos assistido a uns nasceres do sol lindos, mas não faz sentido uma criança tão pequena dormir tão poucas horas de noite. E as olheiras por baixo dos seus olhos comprovam-no, ainda que o seu sorriso desminta o sono. 
Perguntámos na escola quantas horas dormia de sesta e a resposta não nos surpreendeu. Duas horas e meia de sono profundo, em casa estava a fazer igual. Num total de 11 horas e meia de sono diário, perfeitamente normal e adequado à sua idade, não podíamos pedir muito mais. Ainda assim, e com base no nosso instinto de pais e também em estudos que comprovam a necessidade do sono noturno (por exemplo, a National Sleep Foundation, dos Estados Unidos da América, recomenda que todas as crianças em idade pré-escolar devem dormir um sono noturno ininterrupto de pelo menos 10 a 11 horas), andamos a arranjar estratégias para equilibrar a coisa de outra forma: reduzir um pouco a sesta para aumentar as horas de sono à noite.
Para ter uma opinião profissional, consultei a Filipa Sommerfeldt Fernandes, especialista do sono infantil, a quem sigo atentamente no Facebook. A resposta pronta dela (que além de ser uma excelente profissional é super simpática) foi no mesmo sentido que a nossa e, por isso, esta semana estamos em fase de testes, com o Tiago a dormir menos tempo na escola, mas ainda a não dormir mais tempo em casa. Vá, hoje foi uma vitória, só acordou eram 7:15! Foram 9 horas e meia seguidinhas!
Quaisquer ajustes que se queiram fazer levam sempre tempo e sabemos isso. Acima de tudo, estamos a fazer isto pelo bem estar do nosso filho, acreditando mesmo ser o melhor para ele e, consequentemente, para o resto da família. Aos poucos isto vai lá!

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Até se pode ser o cúmulo da elegância

Até se pode ser o cúmulo da elegância e do bem vestir, não sair do salto alto e ter sempre um brilho de sofisticação à nossa volta. Mas garanto que ninguém, absolutamente ninguém!, mantém o ar sublime de diva quando vai a correr pela calçada portuguesa, cabelos desgrenhados ao vento, malas a baloiçar, "a deitar os bofes pela boca", como se diria em bom português, em correria desenfreada para ver se consegue chegar a tempo de apanhar o comboio!*

*E só para que conste, consegui mesmo, ainda que tenha sido à conta da dignidade da minha imagem! 

A ironia das autárquicas

A ironia que é ver dezenas de cartazes da CDU espalhados ao longo da estrada nacional, num concelho perto da zona onde vivo, lado a lado com a paisagem queimada de um incêndio que ocorreu neste verão. A culpa do incêndio não é da autarquia nem da Junta (ambas CDU) e bem sei que o orçamento da campanha nada tem que ver com as contas públicas. Mas que, na minha humilde opinião, ficaria muito mais bem visto a CDU preocupar-se com a recuperação do território em vez de pôr um cartaz a cada dez metros, ficava. Se calhar, até os votantes se lembrariam deles mais depressa e pelos melhores motivos!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O Tiago e a lógica

Esta mãe aqui se confessa: gosta muito de usar batons de cor. Desde o vermelho, ao rosa, às cores mais escuras da nova estação. No entanto, como também sou muito beijoqueira e não me quero privar de encher de beijos o marido e o filho, opto sempre pelos batons de longa duração que não transferem. No outro dia, fui buscar o Tiago à escola e pedi-lhe um beijo. Ele hesitou e eu lembrei-me de que estava a usar um novo baton escuro. Para lhe mostrar que o baton não saía, dei-lhe um beijo na mão e ele lá ficou convencido.
Alguns dias depois, estava eu a sair para o trabalho, fui despedir-me dele. Ele estendeu-me a mão e pediu-me um beijo aí. Acedi e ele, todo contente, olhou para a mão e disse:
- Não sai, mamã! O baton não sai! Tem cola!

.... 

domingo, 24 de setembro de 2017

Ao domingo, publicidade! #186

Muito pode acontecer no espaço de um ano.
Eles saíram das bocas do mundo, mas a história deles ainda não chegou ao seu final feliz. E enquanto isso não acontecer, nós não devíamos esquecer.


sábado, 23 de setembro de 2017

Sabes que é um amor maior quando...

Sabes que é um amor maior quando, entre um grande desejo teu ou um grande desejo dessa pessoa, tu pedes ao universo que concretize o dela. Porque a felicidade dela é assim tão importante para ti. Porque o teu desejo pode esperar um bocadinho mais apenas para veres o sorriso de felicidade e o brilho nos olhos da pessoa em questão. Porque isso te fará também a ti feliz. Porque isso é amor!


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

5 coisas menos óbvias de que vou sentir saudades no verão



Hoje começa o outono. Mas, como ele só chega às 21:02, ainda me estou a agarrar a este como o último dia de verão, embora o tempo já se incline mais para a meia estação, a noite já chegue demasiado cedo e a humidade já tome conta de tudo de madrugada. O verão deixa-me sempre saudades. Da praia, do calor, das férias... Mas também destas coisas menos óbvias, mas das quais vou sentir saudades:

1. Andar descalça em casa
Infelizmente, lá por casa não há chão aquecido e, por isso, assim que os dias quentes de verão se vão embora, a tijoleira começa a ser nossa inimiga. E, se eu adoro chegar a casa, largar os sapatos e andar descalça o dia todo, também detesto ter os pés frios e, nesta altura do ano, enfrento um belo dilema. Ainda estou a forçar os pés descalços, mas nem cinco minutos depois rendo-me às evidências e lá vou buscar os chinelos de casa.

2. Lavar a cabeça e deixar o cabelo secar ao ar
Ah, a liberdade dos dias de verão, em que lavamos o cabelo, sacudimos a cabeça e ele seca assim, perfeito, cheio de estilo e de ondulações giras. Ah, a liberdade que é não perdermos tempo com secadores, com o calor demoníaco que nos faz destilar transpiração logo a seguir a termos saído do banho, não termos de andar a pensar se é preferível esticá-lo com a prancha ou só dar-lhe um toque com a escova, porque, claro!, as ondulações naturais do nosso cabelo vão logo à vida assim que entram em contacto com aquele ar quente.

3. Não ter de usar meias/collants
Tempo que demoramos a vestir-nos no verão? Cinco minutos! Tempo que demoramos a vestir-nos no outono/inverno? Bem, é mais de certeza! Principalmente quando a fatiota do dia envolve meias de vidro. Que ou se rompem, ou ficam manchadas do creme/óleo que pusemos na pele depois do duche, ou uma das pernas fica torta em relação à outra e temos de tirar tudo e voltar a calçá-las novamente. Pois, até podemos vestir-nos em cinco minutos, mas temos de reservar mais uns quinze só para as meias. Enquanto no verão é só enfiar um vestido ou uma blusa e uma saia e estamos prontas para arrasar!

4. Sair ao fim do dia para ir ao parque infantil 
Se eu fosse uma blogger da moda, diria que ia ter saudades de sair ao fim do dia para ir a uma esplanada beber um gin, ou para ir a uma daquelas sunset parties ou algo do género. Como não gosto de gin, não tenho muito tempo para sunset parties e vivo no campo, digo mesmo que do que vou ter saudades é de ir buscar o pequeno à escola e ainda termos muitas horas de luz para podermos brincar um bocadinho na rua. Ou então, ao fim de semana, depois da sesta de sua excelência, quase seis da tarde e nós a sair para ir ao parque infantil - sem pressas e sem casacos, que os dias são longos e soalheiros.

5. É tão mais fácil secar roupa
E já que, no ponto 4, mostrei toda a minha veia de pessoa doméstica, então vamos atacar com tudo. É que todos sabemos bem os dramas de se secar a roupa no inverno! É estendais dentro de casa, máquinas de secar a funcionar sem parar (e a fazer a conta da luz subir sem parar), programas os horários porque não podemos deixar roupa na rua durante a noite (sob o risco de acordamos com ela mais molhada do que quando a estendemos)... Enfim, vocês percebem! E, com uma criança de dois anos e meio que, mais tarde ou mais cedo vai iniciar o desfralde... estou tramada, este inverno!

Posto isto, volta verão! Estás perdoado! Não vás embora!
E vocês, de que vão sentir saudades no verão?

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Quando tens umas unhas a condizer com a tua leitura do momento

É uma leitura leve e divertida (ao contrário do peso das 600 páginas que o livro tem), continuação deste outro que li antes das férias, e tem uma das capas mais bonitas de sempre. Nota-se que adoro esta cor, certo?


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Always

Eu, Alexx M., aqui me assumo: sou um bocadinho geek. Principalmente no que às minhas histórias favoritas diz respeito (e falo em histórias porque tanto podem ser livros, como filmes ou séries). Sou a miúda que teve por amigos imaginários as Tartarugas Ninja, saltava de um sofá para o outro a fingir que era a Rogue do X-Men, tem uma tatuagem da Disney no pulso, pediu à avó a edição de colecionador d'O Senhor dos Anéis como prenda de anos, escreveu uma fanfiction sobre o Final Fantasy X... enfim, e isto é apenas uma pequena amostra do rol de momentos que influenciam a pessoa que sou.
Tenho a sorte, ou não, de ter crescido numa altura em que ainda não havia montanhas de merchandising à venda e nunca fui nenhuma die hard fan de coisa alguma. No entanto, quando saiu o primeiro filme do Harry Potter, exultei de entusiasmo e entrei em delírio com as prendas de Natal desse ano: uma Snitch e uma Hedwig em peluche! Para além dos livros (e dos filmes, que adquiri mais tarde), a Hedwig é a única coisa que ainda tenho do Harry Potter. Até me ter deparado com este fio lindíssimo a que não resisti. 


Todos os fãs de Harry Potter sabem reconhecer neste fio 1) o símbolo dos Talismãs da Morte e 2) o momento em que todos deixámos de odiar o Snape para o passar a adorar (vá, eu não consigo adorá-lo, acho que um momento não apaga sete anos - SETE ANOS! - de feitiozinho horrível, mas admito que esta frase, esta palavrinha, é um dos marcos mais importantes para a comunidade de fãs). E fica ali tão linda! 
Não me parece que vá agora abrir uma caixa de Pandora e começar a adquirir tudo o que é material referente a filmes e livros e afins (vamos fazer de conta que não mandei vir também um mini porta-chaves do Thor), mas acho que posso abrir algumas exceções de vez em quando. Por exemplo, se me deparar com três ovos de dragão ou com uma lâmina valiriana!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Já cá estamos!

E já cá estamos na nossa nova morada: http://felizporquesim.blogspot.pt/
Espero que continuem desse lado, que gostem das mudanças que o espaço tem vindo a sofrer, que me acompanhem nesta evolução :) Eu gosto muito de vos ter por aí!
Até já!