Desde que regressámos à rotina normal do dia a dia (depois de quase três meses em que o Tiago andou de férias em férias - com os avós, com os pais, com os avós...), que temos tentado voltar a acertar horários. E se é verdade que tenho um filho que desde sempre que dorme a noite toda, também é verdade que, nos últimos tempos, tem sido bastante madrugador! Entre as seis e as sete da manhã, o Tiago chora, chama, acorda e já não quer dormir mais. Uma vez levantado, fica super bem disposto e pronto para começar o dia, mas ainda assim parece-me que nove horas de sono noturno é muito pouco para uma criança de dois anos e meio.
Pensámos: isto é cansaço e ele não está a descansar tão bem de noite. Nessa noite foi para a cama mais cedo e na manhã seguinte acordou ainda era noite cerrada, seis da manhã certinhas, sem birras e sorridente. Pensámos: se calhar vamos tentar atrasar um bocadinho a hora de deitar para ver como ele reage. Nessa noite, foi para a cama eram quase dez e meia e no dia seguinte às sete da manhã estava pronto para começar o dia.
A verdade é que temos assistido a uns nasceres do sol lindos, mas não faz sentido uma criança tão pequena dormir tão poucas horas de noite. E as olheiras por baixo dos seus olhos comprovam-no, ainda que o seu sorriso desminta o sono.
Perguntámos na escola quantas horas dormia de sesta e a resposta não nos surpreendeu. Duas horas e meia de sono profundo, em casa estava a fazer igual. Num total de 11 horas e meia de sono diário, perfeitamente normal e adequado à sua idade, não podíamos pedir muito mais. Ainda assim, e com base no nosso instinto de pais e também em estudos que comprovam a necessidade do sono noturno (por exemplo, a National Sleep Foundation, dos Estados Unidos da América, recomenda que todas as crianças em idade pré-escolar devem dormir um sono noturno ininterrupto de pelo menos 10 a 11 horas), andamos a arranjar estratégias para equilibrar a coisa de outra forma: reduzir um pouco a sesta para aumentar as horas de sono à noite.
Para ter uma opinião profissional, consultei a Filipa Sommerfeldt Fernandes, especialista do sono infantil, a quem sigo atentamente no Facebook. A resposta pronta dela (que além de ser uma excelente profissional é super simpática) foi no mesmo sentido que a nossa e, por isso, esta semana estamos em fase de testes, com o Tiago a dormir menos tempo na escola, mas ainda a não dormir mais tempo em casa. Vá, hoje foi uma vitória, só acordou eram 7:15! Foram 9 horas e meia seguidinhas!
Quaisquer ajustes que se queiram fazer levam sempre tempo e sabemos isso. Acima de tudo, estamos a fazer isto pelo bem estar do nosso filho, acreditando mesmo ser o melhor para ele e, consequentemente, para o resto da família. Aos poucos isto vai lá!
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