segunda-feira, 30 de junho de 2014

Dar sangue... salvar quem puder

Sempre quis dar sangue. Infelizmente, como sempre tive tendência para a anemia, com a hemoglobina e o ferro a roçarem ali os valores mínimos, nunca me foi possível concretizar esta vontade de ajudar o próximo, sob o risco de me prejudicar a mim própria.
Mas de há uns tempos para cá, a hemoglobina e o ferro andam bem, felizes e contentes, e o bichinho para dar sangue voltou. E quando vi esta campanha, percebi que tinha chegado o momento para o fazer. 


De 30 de junho a 12 de julho, das 13h às 20h, em vários centros comerciais da Mundicenter. Uma coisa tão simples, um gesto tão pequeno e que pode ter repercussões tão grandes! Pode salvar vidas.
Eu vou! E vocês?

Opinião: Looking for Alaska, de John Green

Looking for Alaska

John Green (leitura no Kindle)


Sinopse: "Na escuridão atrás de mim, ela cheirava a suor, luz do sol e baunilha, e, nessa noite de pouco luar, eu pouco mais podia ver além da sua silhueta, mas, mesmo no escuro, consegui ver-lhe os olhos - esmeraldas intensas. E não era só linda, era também uma brasa." Alaska Young. Lindíssima, esperta, divertida, sensual, transtornada… e completamente fascinante. Miles Halter não podia estar mais apaixonado por ela. Mas, quando a tragédia lhe bate à porta, Miles descobre o valor e a dor de viver e amar de modo incondicional. Nunca mais nada será o mesmo.


Opinião
Li o livro Looking for Alaska há cerca de dois meses e ainda não tenho uma opinião totalmente formada sobre ele. Creio que este é daqueles livros que leva o seu tempo a ser absorvido, que vai deixando restos de si, de forma a que, algum tempo depois, quando nos lembramos dele, lembramo-nos apenas daquilo que mais nos tocou.
Não foi de todo dos melhores livros que já li e o ritmo do livro, aliado ao facto de não me ter identificado em nada com as personagens, levou a que fosse mais difícil para mim entrar na história. Por outro lado, captei momentos de pura sensibilidade, momentos de nós, leitores, levarmos murros no estômago e momentos de realização em que nada volta a ser como foi. Um livro que lida de perto com a inconsciência e a parvoíce juvenis, a inocência da primeira amizade, do primeiro amor, a loucura e a invencibilidade aliada à dor do crescimento e às aprendizagens da vida.
Miles conta-nos a sua história: um jovem sem amigos e sem propósito que vai para um colégio interno onde estabelece uma estranha relação de amizade com o seu colega de quarto e com Alaska Young, por quem se apaixona perdidamente. Mas Alaska, linda, inteligente e muito perturbada, parece inalcançável e Miles tudo fará para a descobrir, para a compreender, para lhe sobreviver.
Para Miles, a história divide-se em Antes e Depois. Para mim, fica a mensagem essencial: há sempre um antes, há sempre um depois e há que aprender a viver com isso seja em que idade for. E é essa verdade, contada de forma brutal, contada de forma suave, que fica por entre as páginas do livro, que perdura meses depois de o ter lido. Há sempre um ponto de viragem nas nossas vidas. O que fazemos com isso é que determina quem nós somos e quem seremos no futuro, é que nos torna adultos.

domingo, 29 de junho de 2014

Ao domingo, publicidade! #17

Como amante de publicidade, dou muito valor às publicidades institucionais. Sinto sempre que são estas as que contêm mensagens mais fortes, mais duras, principalmente quando falamos nos anúncios que apelam à condução segura e à prevenção de acidentes rodoviários. Hoje trago-vos um desses, com duas pequenas grandes diferenças: 1. não se trata de publicidade institucional, mas sim de um vídeo criado pela Volkswagen; 2. trata-se de uma experiência real, o que leva a que o impacto seja muito maior.


Porque nunca é demais relembrar os perigos de utilizar o telemóvel e conduzir ao mesmo tempo. Well done, Volkswagen!

sábado, 28 de junho de 2014

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sobre a pressão para ter (ou não ter) bebés

As minhas amigas são umas chatas do caraças! 
Posto isto, eu também sou uma chata do caraças com elas. Porquê? Porque passamos a vida a pressionar-nos umas às outras para ter bebés. Porque já estamos casadas, porque queremos muito ter sobrinhos, porque era tão giro ver aquela amiga de barriguinha, porque isto e porque aquilo... para as outras. Quando a pressão vira para nós: ah e tal ainda estou a pagar o carro, ah e tal as coisas ainda não são seguras lá no trabalho, ah e tal agora marquei as férias e não quero pensar nisso, ah e tal sou muito nova... E descartamos o assunto e passamos à vítima seguinte.
Mas por muito que brinquemos e nos chateemos umas às outras, todas temos a noção de que o fazemos num espírito de boa vontade, de camaradagem, de amizade, preparadas para aceitar qualquer que seja a decisão das outras: ter ou não ter bebés, tê-los agora ou daqui a uma década, conseguir engravidar em meses ou demorar anos a tentar. É esse o princípio da amizade, para o bem e para o mal, estar lá (e, pelo caminho, gozar muito umas com as outras, como só nas verdadeiras amizades!).
Neste momento com três recém-mamãs e uma grávida no círculo mais próximo, estou satisfeita. Isto porque os bebés também não podem vir todos ao mesmo tempo, senão não há tia que aguente. Mas, e depois, quem é que resiste a uma carinha laroca destas*? Amigas, venham de lá mais sobrinhos para esta tia babada!


*Quando não estão a chorar, ou a cheirar mal, ou a fazer birra. Porque aí, e isso é que é a maravilha de serem filhos dos outros, são logo recambiados para o colinho da mamã ou do papá!



Keep calm :)


quinta-feira, 26 de junho de 2014

90% de certeza... mas 10% de esperança!

Tenho 90% de certeza de que Portugal não passa aos oitavos de final do Campeonato do Mundo.



Mas depois sobram 10% de esperança que me dizem que talvez ainda seja possível um milagre...


Fã da série, fã do estilo, fã das roupas!

Que a série Scandal é muito boa, já ninguém tem dúvidas! E mesmo desesperando com esta última temporada, com a relação vai-não-vai entre a Olivia e o Fitz, com os planos utilizados para esconder a Kerry Washington e a sua gravidez (tirando imenso protagonismo à personagem principal), a verdade é que continuo a ser fiel e aguardo ansiosamente a quarta temporada.
Além da série, sou também completamente fã do guarda-roupa e do estilo inconfundível da Olivia Pope, um atestado de elegância e de bom gosto permanentes. E eis que agora surgem, fora do ecrã, notícias que dão conta de que as roupas da série vão ser colocadas à venda, para que todas nós possamos ser uma gladiator com a mesma elegância da Miss Pope, claro.

Para mim, a perdição são mesmo os casacos:






Pode ser um de cada aqui para a je, se faz favor :)



terça-feira, 24 de junho de 2014

Opinião: O pintor debaixo do lava-loiças, de Afonso Cruz

O pintor debaixo do lava-loiças

Afonso Cruz (Caminho)

Sinopse: A liberdade, muitas vezes, acaba por sobreviver graças a espaços tão apertados quanto o lava-loiças de um fotógrafo. Esta é a história, baseada num episódio real (passado com os avós do autor), de um pintor eslovaco que nasceu no final do século XIX, no império Austro-Húngaro, que emigrou para os Estados Unidos e voltou a Bratislava e que, por causa do nazismo, teve de fugir para debaixo de um lava-loiças.

Opinião
Há já muito tempo que andava curiosa com os livros de Afonso Cruz. Um autor que nos apresenta títulos tão criativos como "Jesus Cristo bebia cerveja", "Para onde vão os guarda-chuvas" ou "O pintor debaixo do lava-loiças", só pode ter conteúdos cheios de talento e inspiração. Tida a oportunidade de pegar neste livrinho, pude comprová-lo: Afonso Cruz é um autor para se ler com o coração e não com a cabeça. A poesia das suas palavras escorre-se nas páginas, a criação das personagens que não são bem reais (roçam ali o linear de estereótipo) mas que são belíssimas e profundas na sua complexa simplicidade, a harmonia de uma história contada em episódios, mais do que em narrativa corrida.
O conto acompanha a vida do artista Jozef Sors, uma alma atormentada desde a infância, em luta contra as tentações do mundo e que é apanhado pela vida e pelos turbulentos acontecimentos socio-políticos da primeira metade do século XX. Apesar de a personagem principal não me ter cativado, o mesmo não posso dizer do pequeno leque de personagens que a acompanham, com as suas idiossincrasias e as suas posições perante a vida (por exemplo, o pai de Jozef Sors, que não acredita e não percebe metáforas).
Não tenho por hábito riscar nem sublinhar livros e, neste caso, não podia mesmo uma vez que o livro não era meu, mas ficou-me a gigantesca vontade de guardar pedaços de frases, marcar parágrafos inteiros, dobrar páginas para mais tarde encontrar aquelas mesmas palavras que me falaram à alma. Entre elas, destaco esta descrição dos pais de Sors (sendo o pai muito alto e a mãe muito baixa): Quando se querem beijar demoram muitos dias, pois o meu pai tem de se baixar desde as nuvens até ao chão e isso demora muito, especialmente para quem sofre das costas. A chuva consegue fazê-lo com rapidez, mas não tem costas. Porém, quando eu olho para eles, são quase da mesma altura. Para mim é evidente: o amor aproxima as pessoas e ficamos todos do mesmo tamanho.
Um livro pequeno apenas em tamanho, uma leitura deliciosa. O meu primeiro livro de Afonso Cruz, mas seguramente não o último!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

A próxima caminhada já está escolhida!

Se é para ser, é para ser a sério! Depois dos 8 km da Marginal à Noite, 'bora lá fazer 10 km na Marginal do Rio Azul, em Setúbal. O objetivo é reduzir um pouco o tempo, mas se tal não for possível, não faz mal. Afinal, estou a competir unicamente comigo e o objetivo principal será, sempre e só, divertir-me muito!


Dia de baton vermelho!

Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom!

domingo, 22 de junho de 2014

Ao domingo, publicidade! #16

Quem me conhece, sabe que tenho um fraquinho especial pela Coca-Cola. Não pelo produto, embora ache que, dentro do segmento, é único e inimitável, mas sim pela marca. Pela personalidade da marca, pela comunicação, pelos ideais que defendem e pela publicidade que fazem. Gosto de ver uma marca a defender a felicidade como modo de vida, ainda que, analiticamente, saiba que o faz apenas para criar nos consumidores a relação de empatia que os manterá fiéis à marca (ainda que não ao produto, como eu).
Mas por mais cínica que possa ser em relação aos objetivos finais da Coca-Cola, sou constantemente arrebatada pela marca. Adoro quase tudo o que eles fazem, sou fã das suas publicidades :)
Mas não consegui entrar nesta:


E porquê?, perguntam vocês. Porque há ali uma parte que diz assim: "Milhões de crianças costuraram o número 10...", com a imagem de um menino sentado a uma máquina de costura. E ao ver e ouvir isto, pensei imediatamente nos milhões de crianças que são forçadas ao trabalho infantil, em fábricas onde se costuram diariamente quantidades industriais de camisolas de futebol para serem vendidas em todo o mundo. Claro que não é essa a mensagem da Coca-Cola, mas agora nunca consigo ver o anúncio sem fazer esta associação. Acho que não era bem esta a ideia deles, pois não? Venha é de lá o próximo anúncio para eu voltar a ser fã incondicional, por favor!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Demasiado bom para esperar até domingo :)

Sim, eu sei que a publicidade está reservada para os domingos, mas isto é demasiado bom para poder esperar! Além de que é hilariante! E simplesmente irresistível!
Um dia, quero mesmo ser uma mãe assim!