terça-feira, 21 de outubro de 2014

Verão ou Outono?

O sol do meio dia até pode ser de verão, quente, abafado, bom para roupas frescas. Mas a neblina das oito da manhã é toda ela outono, com um tempo frio, nevoeiro que se agarra ao chão e vento desconfortável a pedir casacos e lenços ao pescoço.
Até posso ter trocado novamente as meias e botas por sabrinas, mas acho que já estou arrependida de ter vindo de t-shirt... e casaco e lenço que a mim não me tomam por parva e por muito que goste do verão já fiz as minhas despedidas e as mãos geladas recordam-me que em breve estará na altura de tirar as luvas da gaveta.
Não é assim tão incomum estar (muito) calor em outubro e novembro. Veja-se o eterno verão de São Martinho. Estranho é as pessoas acharem que isto é o verão que nao tivemos e fingirem que estamos novamente em agosto. Não, minha gente, não estamos em agosto. Caminhamos é a largos passos para novembro e daí ao inverno, ui, é um pulinho. Por via das dúvidas é melhor manter as luvas à mão.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O que fazer...

...quando o livro que trouxemos esta manhã, para começar a ler no caminho entre a casa e o trabalho, durou apenas a viagem de vinda, tendo sido devorado em pouco mais de meia hora??
Pois, valham-nos os jogos de Candy Crush desta vida ;)

Fim de semana de mudanças

Não, não sou eu que vou mudar de casa. Foram só a tábua de engomar e o estendal da roupa que mudaram de divisão. E toda a roupa de um roupeiro. E todas as caixas de sapatos e as malas e outras coisas que para lá estavam guardadas. Ah e todas as dezenas de livros que durante uns dias foram habitar um quarto vazio e que agora regressaram ao escritório e às estantes que mudaram de parede. E a secretária que mudou de sítio. E os sacos e sacos de lixo que se mudaram para o contentor mais próximo. E ainda um saco de roupa e dois sacos de livros para dar e que estão, neste momento, a aguardar mudança para a sua nova morada. Muitas mudanças, como podem ver. E muitas dores no corpo das montagens, desmontagens e transferências de local dos objetos em questão. Foi um fim de semana muito longo e cansativo... As boas notícias? O escritório já voltou a ter ar de escritório. E ontem, ao final do dia, quando finalmente parámos, mais mortos que vivos, tínhamos mais ou menos este ar:



domingo, 19 de outubro de 2014

Ao domingo, publicidade! #33

Esta semana, não vos trago anúncios televisivos. Trago-vos antes um anúncio que me tem entrado pelo carro adentro nos últimos tempos e do qual gosto muito. Podem ouvir aqui:


E gosto muito por causa desta frase específica: 
Parecem intenções porque são intenções. Ninguém nasce virtuoso.
É que é tão, tão verdade. E finalmente, uma marca assume que não faz, que não é, que não pode. Assume que quer, que tenta e que aspira a ser melhor. É conversa da treta? É. Mas eu gostei de ouvir. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Juízo, para que te quero?!

Dez longos anos. Foram dez longos anos em que tive os dentes do siso a nascer. Um de cada vez. A tempos espaçados. Que era para me permitirem sentir, sem se atropelarem uns aos outros, a dor tão familiar das aftas na língua, da gengiva inflamada, da garganta magoada, da pele do maxilar tão sensível ao toque. Os meus dentes do siso deixam-me doente. Em baixo. Dorida. Com vontade de não falar, de não me mexer, de me meter debaixo dos lençóis e aí permanecer até que eles se decidam a fazer uma pausa no crescimento e amenizar o sofrimento até à próxima vez. Porque ao longo dos últimos dez anos houve sempre uma próxima vez. Ora do lado esquerdo, ora do direito que é para não haver preferências nem ciúmes. E eu sempre encarei tudo com calma e com boa vontade, a sério que sim. Toma lá aspirina, mebocaína e bucagel e aguenta com tranquilidade. 
Há quase um ano que os sisos não me incomodavam. A dentista confirmou que eles já estavam todos cá em cima, mas que precisavam de ser tratados. São dentes muito complicados, afirmou ela. Então eu não o sei?? Mas, tratamentos à parte, fiquei contente por saber que não ia sofrer mais mais com o seu crescimento.
Até esta semana. 
A sério? A sério?? Só podem estar a brincar, certo? Porquê????
Começou há dois dias, uma moinha persistente, uma afta enorme, uma ligeira dor ao abrir e fechar o maxilar. Depois a garganta, a sensibilidade ao toque, a dor de cabeça e o crescente sentimento de doença, de abatimento... Hoje estava bem para ficar na cama.
Raios partam os dentes do siso. Juízo, para que te quero?!


terça-feira, 14 de outubro de 2014

#sheforshe

Não ligo muito a moda. Não ligo muito a modelos e a socialites que vão a eventos como a Moda Lisboa. Mas a polémica surgiu e levantou um tema verdadeiramente importante, que a Jessica Athayde tão bem retrata no seu blogue
Porque é que nós, mulheres, temos tanta facilidade em deitar abaixo outras mulheres? Porque é que é tão fácil olhar para outra de nós e dizer "é gorda, é feia, é magra, é desgrenhada, é alta, é baixa, é isto e aquilo"? Enquanto continuarmos a fazer, estamos a destruir-nos. Estamos a destruir a confiança, a segurança, o bem-estar que faz com que sejamos mulheres realizadas e felizes. Ninguém gosta que lhe apontem o dedo, então ninguém devia levantar o dedo para apontar aos outros.
Sou totalmente a favor do movimento #SHEFORSHE:
Ela por ela. Cada uma de nós pela mulher ao nosso lado.
Imagem "roubada" ao blogue 2 = 3
http://doisigualatres.blogspot.pt/


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O que é que há, pois, num nome?

Num nome cabe tanto. Cabe um mundo inteiro de emoções, de sentimentos e deste amor imenso que sinto por ti. Cabem os meus sonhos para o teu futuro, os meus desejos para a tua vida, a minha esperança de que sejas muito feliz. Num nome cabe o tom carinhoso dos momentos especiais, o tom casual do dia a dia e o tom reprovador reservado para os ralhetes. Cabem a família e os amigos, daqueles que vão estar lá desde o teu primeiro dia àqueles que vão entrar na tua vida - uns para ficar, outros para te fazer crescer. 
No teu nome, cabes tu, tudo o que já és e o que serás. A personalidade, o feitio, as futuras birras e os mil mimos e olhares apaixonados. Cabem já os livros e as músicas, as brincadeiras e as atividades a que te vais dedicar - com mais ou menos empenho, com vontade de fazê-las para sempre ou com vontade de mudar depois de meia dúzia de experiências frustradas. Cabem as quedas que vais dar, os desgostos que vais ter, as lágrimas que vais chorar. Cabem os abraços fortes e os ombros amigos e as minhas mãos sempre aqui para te suportar e afagar. Cabem os êxitos, os sucessos, as alegrias intensas, as aventuras únicas que vais viver. E cabem as gargalhadas, as palmadas nas costas e os sorrisos de vitória. E as minhas mãos sempre aqui para te aplaudir e elevar. Cabe toda uma vida contigo.
São apenas cinco letras. Mas no teu nome cabe tudo.  

domingo, 12 de outubro de 2014

Ao domingo, publicidade! #32

Não é bem publicidade, mas é a mensagem mais bonita que podia partilhar convosco hoje. Porque a maternidade é uma aventura cheia de altos e baixos, mas que tem uma magia única e insubstituível. Desde o primeiro momento. Desde que descobrimos que estamos grávidas. Que somos mães. E, a partir desse momento, tudo muda. Nós somos animais a proteger as nossas crias. Nós somos seres humanos a fazer o melhor pelos nossos filhos. E só desejamos, acima de tudo, que o nosso bebé seja feliz. Assim:

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Respirar

Há 12 dias que não respirava. Sem me aperceber. A vida continuava, o mundo girava e avançava e eu levava os dias com calma, um de cada vez, rindo-me, brincando, sonhando, divagando. Mas não respirava. Aguardava, esperava, ansiava, abstraída do mundo na minha carapaça de tartaruga. 
Até hoje. Dia de chuva intensa e de céu cinzento, mas que, para mim, parecem mil sóis resplandecentes a brilhar. As boas notícias chegaram! O mundo hoje gira nas cores do arco-íris! E eu posso finalmente respirar de alívio. Que sensação libertadora, sentir a tensão partir e poder, finalmente, voltar a respirar. Só isso: respirar...

domingo, 5 de outubro de 2014

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Viciada

Não tenho dormido grande coisa nas últimas noites. Quando isso acontece, geralmente caio de sono no comboio e as leituras ficam relegadas para segundo plano quando as pálpebras teimosamente se fecham embaladas pelo movimento da viagem. Não esta semana. Não com este livro*. 
Demorei uma semana inteira a terminá-lo. Afinal, eram 797 páginas. Mas, ainda assim, pareceu-me que as páginas voaram e que a história terminou (abruptamente) depressa de mais. Se fossem mais duzentas, trezentas, mil páginas, teria continuado a ler com o mesmo empenho e a mesma vontade de devorar a história, as personagens, cada momento. 
É assim que diferencio os bons dos maus livros. Não é pelo nome do autor, nem pela prosa, nem pelas vírgulas colocadas precisamente nos sítios certos ou pelas metáforas inteligentíssimas camufladas em palavras impecavelmente floreadas. É apenas por isto, por esta sensação primária e visceral que cresce dentro de mim e que me impulsiona a virar as folhas, a ler o parágrafo seguinte, só mais dez minutos, entretanto passa uma hora, mas já só faltam duas páginas para terminar o capítulo e ainda assim o olhar foge para as linhas do capítulo seguinte.
Estive viciada neste livro, devorei-o até ao fim, até à última palavra, da última frase, da última linha, da última página. Revivi-o durante o dia, sonhei-o durante a noite. E agora desespero por saber que ainda terei de esperar quase um ano até poder ler a sua continuação. Realmente, leitor sofre!!



*A Guerra Diurna, de Peter V. Brett (editado em Portugal na coleção 1001 Mundos)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Virada para dentro

Há pessoas que andam por aí viradas do avesso. Eu só ando virada para dentro.

Quem me conhece, sabe que sou uma pessoa que vive para fora. Vivo as alegrias e as mágoas no mundo e não em mim, falo sobre elas, exteriorizo, partilho, vivo a felicidade multiplicada e a tristeza dividida, a minha rede de apoio (família e amigos) lançam-me mais alto quando estou nos píncaros e suportam o meu peso quando estou no fundo. É a vantagem de ter pessoas extraordinárias na minha vida e a vantagem de poder contar com elas para tudo.

Mas hoje em dia, devido a algumas circunstâncias muito particulares que aconteceram na minha vida recentemente, sinto-me virada para dentro. Tipo casulo. Estou focada em mim, no que se passa comigo, alheia ao mundo à minha volta e sem vontade de fazer parte dele. Conversas triviais, problemas banais, coisas comuns do dia a dia passam-me um pouco ao lado. Não reparo nelas, não me apetece falar sobre elas, não me apetece nem pensar sobre elas.  

Sei que a minha rede continua lá para mim e eu para eles, mas, até esta corrente que me fez entrar dentro da carapaça da tartaruga passar, vou continuar assim: virada para dentro.

Outubro

Sê bem vindo, outubro. Pelo que hoje se vê, trouxeste contigo o sol e o calor que setembro tão miseravelmente nos negou. Mas também sei que é sol de pouca dura, o outono não se presta a estas promiscuidades com o verão durante muito tempo. Talvez permita que sejas solarengo e quentinho, mas depois cobra-nos o favor quando novembro chegar, como que a preparar-nos para o inverno que aí há de vir. 
Mas climas à parte, e misturando sabrinas com casacos e botas com t-shirts, espero que nos tragas coisas boas. Novidades fresquinhas, notícias positivas, resultados esperados, sobrinhos novos a caminho. Festas e momentos fantásticos com amigos e família, momentos ainda mais especiais lá por casa. Que os teus 31 dias sejam vividos sempre com alegria, cumplicidade, paz e, acima de tudo, fé. Fé de que novembro vai ser ainda melhor, por exemplo! 
Mas, até lá, sê bem vindo, outubro. Espero grandes coisas de ti!