Quando a vida acontece, volta e meia acontece tudo ao mesmo tempo, em modo frenético, aos saltos inesperados, atirando tudo o que tem de ser resolvido para cima dos nossos ombros de uma só vez. Nessas alturas, nada mais há a fazer do que socorrermo-nos de todas as ferramentas que temos para não nos deixarmos submergir, ao mesmo tempo que vamos riscando itens da lista da vida. Por estas bandas, as últimas semanas têm sido assim, tumultuosas, turbulentas, cheias de coisas boas e más ao mesmo tempo, cheias de mudanças. O final de 2017 trouxe-me um emprego novo, um colégio novo para o filho, uma família toda doente com as gripes normais da época, uma avó no hospital durante três dias para, nem uma semana depois, estar a ir passar o Natal a casa, mil pequenas coisinhas para fazer, para despachar, para deixar tratadas antes de o ano chegar ao fim.
Quando o caos reina à minha volta, tenho sempre de parar, respirar e planear o que fazer a seguir. Retirar o que é acessório (daí a minha ausência destas bandas, eu hei de voltar em força assim que a vida estabilizar) e focar-me no essencial, definir prioridades, fazer uma coisa de cada vez. Têm sido semanas muito preenchidas, é verdade, mas é apenas a vida a acontecer. Às vezes, acontece tudo ao mesmo tempo, mas isso não é necessariamente mau, implica apenas uma maior capacidade de adaptação da nossa parte. Com calma e tempo, isto vai lá e nós vamos acontecendo com a vida. Que venha ela!
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