quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O casamento do ano!

Num ano em que tive quatro casamentos, este último foi mesmo para acabar em grande, já que implicou uma logística mais complicada e eu era madrinha da noiva. E é que foi mesmo um grandeeeee casamento! Para nós (e para os noivos), pelo menos, começou na véspera, foi o dia de sábado inteiro e ainda uma parte de domingo em festa. 
A noiva diz que se sentiu uma autêntica princesa e que voltava já a casar, tão especial foi o dia! E eu admito que foi mesmo um dia muito especial, embora tenha também sido um fim de semana muito cansativo - muita excitação e horários muito desfasados da rotina do Tiago fizeram com que fossem dias muito extenuantes para ele e, consequentemente, para nós pais (na véspera do casamento fomos obrigados a ir andar com ele de carro para ver se ele saía do frenesim em que se encontrava e adormecia; na noite do casamento, em que ficámos a dormir na quinta, adormeci-o ao meu colo a cantar-lhe ao ouvido enquanto ele berrava desalmadamente). Faz parte. Assumimos o risco quando o levámos e não correu tão bem como gostaríamos. No entanto, durante o dia, o Tiago esteve sempre bem disposto e animado e toda a gente se apaixonou por ele.
Quanto ao casamento em si, foi uma animação do princípio ao fim, desde a igreja até à quinta lindíssima, com uma equipa super atenciosa, comida deliciosa e cenários encantadores. Havia babysitter para os miúdos, bar de gin para os graúdos e um carrinho de gelados para todos. E para quem, como eu, não é grande apreciadora de gin, havia um funcionário a fazer umas fantásticas caipirinhas, que pude desfrutar enquanto o marido tomava conta do pequeno. 
É que, por mais extraordinários que os casamentos sejam, com filhos nunca é bem a mesma coisa. E tenho uma amiga, outra madrinha da noiva, que me desmentirá já aqui e agora, dizendo que eu só tinha de recambiar o meu filho para a babysitter e ficar descansada. Mas o meu filho não tem seis aninhos como a filhota dela e eu ainda não me sinto preparada para o entregar assim sem olhar para trás (na creche é diferente, está bem? Trata-se de um ambiente protegido, onde todos os olhos estão postos nas crianças).  E por isso não bebi todas as caipirinhas que quis, não tirei todas as fotografias que gostava, não estive tanto tempo na pista de dança, nem gozei tanto a festa como teria feito há uns anos. Também faz parte. Podíamos ter optado por não levar o Tiago; no entanto isso para nós não fazia sentido e, por isso, vivemos com as consequências. Que, ainda assim, no panorama geral, foram poucas: rimos, brincámos, comemos e bebemos, dançámos, estivemos com amigos, conhecemos pessoas espetaculares e presenciámos um momento muito bonito na vida de grandes amigos. E o Tiago esteve connosco, com os seus "tios" e "tias", e pôde fazer parte da festa e da história que se fez naquele dia. Da dele e da nossa. 

Ah! E desta vez não tive grandes dramas com o cabelo, porque fui à cabeleireira; afinal, era madrinha da noiva! ;)

Foto tirada no carro, enquanto esperávamos que o Tiago acordasse da sesta.

1 comentário: