Enquanto recebo encomendas de livros tão fixes e acrescento mais uns quantos à lista de desejos de Natal. Não há volta a dar, livros são a minha perdição!
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Dicionário de Tiaguês VI
Mais um capítulo neste dicionário que me vai servir de recordação por muitos anos. Porque são tantas as coisas engraçadas que os miúdos dizem que, às vezes, é uma pena não as conseguirmos memorizar todas. E não vá a memória falhar-me, aqui fica o registo, aos dois anos e meio:
Rampla
(rampa)
Sastão
(estação)
Sastionar
(estacionar)
(estacionar)
Guadanamapo
(guardanapo)
Aqueféceu
(arrefeceu)
Derrabainho
(devagarinho)
Aqueféceu
(arrefeceu)
Derrabainho
(devagarinho)
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
terça-feira, 21 de novembro de 2017
Nazis da arrumação
Aqui há tempos, recebi uma pessoa em minha casa que me disse: "Ah, vocês têm uma casa tão arrumadinha! A minha está sempre caótica com os miúdos!" Fiquei a pensar naquilo e em muitas outras vezes em que ouvi a mesma coisa: casa com miúdos é sinónimo de casa desarrumada, com brinquedos espalhados e coisas por fazer. E eu juro que me sinto muito extraterrestre de cada vez que oiço isso.
Vamos lá a ver, a minha casa não é propriamente um museu e eu não sou uma nazi da arrumação, mas simplesmente não consigo viver, pensar e ser feliz no caos e na desarrumação. Ter os brinquedos todos espalhados pela sala é um ótimo sinal, enquanto o Tiago está a brincar com eles. A seguir, vamos arrumá-los na caixa, cesto, gaveta, armário que é para isso que essas coisas servem: arrumar a desarrumação e tirá-la da nossa frente - sim, não espero que, com dois anos, o meu filho arrume direitinha a bonecada da Patrulha Pata na gaveta da mesa de cabeceira, mas de todas as vezes ensino-o a guardá-los. Todos ao molhe, mas guardados. E ele já sabe que se a seguir quer brincar com os Legos, primeiro vamos ter de arrumar as outras coisas. Nem sempre lhe apetece, claro, nem sempre eu insisto, às vezes o quarto parece um pandemónio (e às vezes acabo a arrumá-lo sozinha, enquanto ele vai tomar banho ou comer ou outra coisa qualquer, por uma questão de logística e de tempo); mas acredito mesmo que é de pequenino que se aprendem estas noções básicas (arrumar, limpar o que se sujou, pôr a roupa suja no cesto, deitar o lixo no caixote...). Acredito que é bom para ele e para toda a família. E pode ser simples! Em breve dou-vos umas ideias sobre como tratamos da arrumação cá em casa! Okay, se calhar sou um bocadinho nazi da arrumação :)
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Absentia
Pois que hoje chega ao final a primeira temporada da série Absentia, do AXN. E eu, tal como todas as outras pessoas que andam a ver esta série, estou ansiosa pelo episódio de hoje. Só que, ao contrário da maioria das pessoas que estão a deixar comentários na página do AXN no Facebook, não é porque adoro a série. É uma ideia original? Sim. Deixa-nos sempre de coração acelerado e a roer as unhas de nervoso? Bem, a princípio sim, mas agora que os episódios se continuam a arrastar sem nos desvendar nada, com falhas no argumento, mudanças de comportamento incompreensíveis, fraco desenvolvimento das personagens, etc., começa a irritar-me mais do que a cativar-me. Todas as semanas vou tentando dar mais uma oportunidade à série, juro que sim, e todas as semanas saio desapontada com qualquer coisa que acontece. E olhem que eu sou muito tolerante (afinal, vejo a Anatomia de Grey há 14 temporadas). Mas esta série mexe-me com os nervos e não é no bom sentido. Acho que as minhas expectativas estavam muito altas e ficaram defraudadas. Esperava ver um arco narrativo muito mais desenvolvido, explorando as relações entre a Emily, o Nick, a Alice e o Flynn, esperava mais consistência na personalidade das personagens (a forma como o Nick muda de opinião como quem muda de camisola já irrita!), queria um crescendo de emoção na história, de forma a que o final fosse ainda mais impactante.
Enfim... sinto que esta série podia ter sido muito, muito boa. Em vez disso é uma manta de episódios retalhados, com cenas despropositadas e uma linha temporal muitas vezes inexplicável. Espero mesmo que o episódio de hoje sirva para atar todas as pontas soltas (embora acredite que, atendendo a que já foi confirmada uma segunda temporada, haja coisas que fiquem no ar). Vamos lá ver...
E, a propósito, não digam a ninguém mas desde para aí o segundo episódio que eu desconfio da própria Emily... Será que sim, será que não? Logo à noite já saberemos!
domingo, 19 de novembro de 2017
Ao domingo, publicidade! #194
Quando, em França, o Burger King venceu o McDonald's no seu próprio jogo:
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Malhas, malhas e mais malhas
É oficial, apesar de os dias ainda estarem quentinhos, o frio já começa a fazer-se sentir e não tarda estaremos no inverno (ontem vim de sapatinhos de Cinderela e percebi que já está na hora de os arrumar e de tirar para fora as botas).
Está na hora de começar a pensar a sério no guarda-roupa de inverno, nas peças mais quentinhas, no estilo e nas combinações que posso criar. Este ano, em particular, ando com uma grande vontade de dar uma atualização no armário e ando muito virada para as malhas - mais grossas ou mais finas, mais justas ou mais larguinhas... ideias, ideias, ideias.
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
Meu amor maior
Dizem que são os terríveis dois anos. Criação da personalidade. Começar a sentir emoções mais complexas e aprender a lidar com elas. Querer tudo, agora, à tua maneira. Forçar os limites e a paciência dos pais. Todos os dias. Todos. Os. Dias. É cansativo, exasperante, extenuante. Mas depois sorris, com a boca e com os olhos. Dás beijos repenicados. Fazes raciocínios que nos põem de boca aberta. Abraças com força e pedes colo e mimo para passarem as crises de nervos. É contigo ao colo que também me passam as minhas crises. Porque isto é uma aprendizagem para os dois lados e todos os dias tento ser um bocadinho melhor do que na véspera. Para ti e por ti. Para dar o exemplo. Para que cresças com regras e boa educação, mas acima de tudo com muito amor e respeito e felicidade. E que saibas sempre, quando te deitas para dormir, que te amo acima de tudo, acima de todas as birras e disparates, exatamente como tu és. O meu amor maior.
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Back to the gym
E, mais de dois anos depois, regressei ao ginásio. Foi uma decisão um bocadinho bipolar, entre o impulsiva e o muito ponderada, ainda sem grandes expectativas nem grandes planos. Apetece-me muito voltar a mexer-me, gastar energias e calorias e fazer novamente exercício. Tentei fazer em casa - durante quase três semanas andei a levantar-me mais cedo e a usar a minha casa-de-banho, e depois o tapete da sala, como ginásio improvisado. No entanto, coincidiu com a altura em que o Tiago estava a sofrer um ajuste nos seus sonos e qualquer barulho que eu fizesse às seis e pouco da manhã dava com ele a acordar e já não dormir mais. E vocês já tentaram queimar calorias no mais absoluto silêncio? Pois, não dá jeito nenhum!
Fiz uma pausa durante uns tempos. Entretanto, surgiu esta oportunidade, uma promoção com um desconto bastante simpático, nada de fidelizações, mesmo à beira da minha estação de comboios. E arrisquei. Inscrevi-me, comecei esta semana e os 20 minutos de elíptica que fiz souberam-me pela vida. Agora é ir devagarinho e começar a organizar a minha rotina matinal para incorporar esta novidade - ainda sem grandes planos, como vos disse, para ver primeiro no que isto dá. Se correr bem, então é para continuar! Pelo bem que me sabe e, principalmente, pelo bem que me faz!
domingo, 12 de novembro de 2017
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Trazer-te à minha cidade
Trazer-te à minha cidade, mostrar-te a sua luz, passear nos seus caminhos, partilhar contigo o meu amor por estas ruas e paisagens, por este sítio que continua a ser o mais bonito que já vi. A minha, tão minha Lisboa. Que também é tua, ainda que a tua infância e a tua vida não sejam diariamente aqui. Quero que a minha cidade também te fale ao coração, como me fala a mim. Quero que vejas a sua luz sempre com olhos brilhantes, quero que sintas o seu cheiro (vamos fingir que não cheira mal às vezes), que abraces a sua cultura, as suas pessoas, os seus edifícios e praças e fontes e jardins... Que sintas o Tejo como teu. O Tejo é o eterno namorado da nossa Lisboa. Que é e será sempre minha, por mais anos que passem desde que me mudei para sul. Que é e será sempre tua se a quiseres, parte da tua herança, parte da tua história: foi aqui que a mamã e o papá se conheceram, se apaixonaram, se desencontraram e voltaram a encontrar. Foi aqui que começaste a existir, fruto de um grande amor, daqueles que é para a vida toda. Lisboa tem destas coisas, é amiga dos amantes e dos sonhadores. Será tua amiga também, meu amor. Basta olhá-la com olhos de ver!
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
Efeito placebo
Ando com uma tosse chata vai para mais de duas semanas... Daquela tosse que não passa, mas também não requer muita atenção - acalma durante o dia, incomoda à noite e ao acordar, faz-me ter uma bonita voz para tocar piano e às vezes tira-me o ar, mas sem me fazer ficar doente. Não me tem incomodado muito. Porém, esta semana, de regresso ao trabalho, estou novamente a acordar mais cedo que o resto da família, só que, com a tosse que me assola logo de manhã, acorda a família também comigo. E já bem basta voltarmos todos a ajustar-nos às rotinas, não precisamos de andar a perder horas de sono por causa da tosse da mãe. Ontem passei na farmácia e comprei um xarope, que a senhora farmacêutica disse que fazia muito bem. Tomei uma dose à noite e... não é que hoje tossi menos de manhã? Ou o xarope é mesmo milagroso ou o efeito placebo é do caraças!
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Regressar
Estive uma semana e meia de férias. Não foram umas férias calmas e tranquilas, antes pelo contrário, mas foram tão cheias de coisas e de reuniões e de trabalho, que tivemos de condensar todos os momentos de lazer e de fazer render o mais possível o nosso tempo a três. Houve direito a passeios, a ir ao teatro (fomos ver o Hakuna Matata, na Academia de Santo Amaro, e tenho mesmo de vos falar desta peça que o Tiago adorou!), a ir à praia, a muitos mimos, a muita diversão, a muitos momentos muito bons!
De tal forma que, apesar de ter sido apenas semana e meia ausente da rotina e do escritório, pareceram-me semanas, meses... E hoje custou. Custou particularmente quando o Tiago, ainda grogue de sono, me perguntou "onde vais, mãe?", fazendo beicinho à minha resposta de que vinha trabalhar. Ai, vida de pobre que tem de trabalhar para pagar contas!
Amanhã vai continuar a custar, aposto. Mas entretanto, já são seis da tarde e o trabalho acabou por hoje e o meu filhote espera que eu o vá buscar ao colégio. Esta é a parte que menos custa, aquela em que corro para ele (e para o pai dele) ao fim do dia! Até amanhã!
domingo, 5 de novembro de 2017
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Viver no campo
Nasci e cresci em Lisboa. Aos vinte e quatro anos, mudei-me, saí da minha cidade de sempre para ir viver com o marido, desloquei-me umas dezenas de quilómetros e fui morar no campo. Tenho a serra como pano de fundo ao acordar e aquela languidez de quem não tem pressa quando estendo a vista sobre a paisagem longínqua que vejo a partir da minha janela de um segundo andar.
Viver no campo tem as suas vantagens e as suas desvantagens. Se começarmos por estas últimas, ponho já (e sempre) a acessibilidade em primeiro plano. É impossível viver aqui sem se ter carro próprio - com autocarros de hora a hora (ou de 30 em 30 minutos em hora de ponta) e quase todas as coisas a distâncias consideráveis, é muito complicado ficarmos dependentes dos transportes públicos. Que de públicos só têm o nome, porque os preços dos passes mensais ou dos bilhetes individuais mostram bem que falamos de negócios privados.
Mas fora isso, que para mim foi a mudança mais brusca (em Lisboa, mesmo morando nos Olivais, tinha tantas opções de transporte e tudo e tanto tão perto), confesso que estou rendida a esta vida no campo. Se calhar, precisamente porque morava nos Olivais, o bairro jardim de Lisboa, onde tudo fica próximo, mas não estamos tão no centro que temos trânsito louco ou manifestações ou bares à porta de casa. Ou então porque vim morar para um campo que, embora continue a precisar do carro nem que seja para ir trabalhar ou para ir levar e buscar o miúdo ao colégio, tem praça e cafés e restaurantes aqui mesmo ao lado; tem jardins e parques infantis a quase cada esquina; escolas, um centro de saúde e um Minipreço a que posso ir a pé (e um Continente e um Jumbo e um Lidl todos a menos de dez minutos ao volante); família aqui ao lado; e aquela serra, que já adotei como minha, como paisagem de fundo.
Estou rendida a viver no campo, e ainda assim tão perto da cidade, da minha cidade do coração!
Subscrever:
Mensagens (Atom)












