Aqui há tempos, recebi uma pessoa em minha casa que me disse: "Ah, vocês têm uma casa tão arrumadinha! A minha está sempre caótica com os miúdos!" Fiquei a pensar naquilo e em muitas outras vezes em que ouvi a mesma coisa: casa com miúdos é sinónimo de casa desarrumada, com brinquedos espalhados e coisas por fazer. E eu juro que me sinto muito extraterrestre de cada vez que oiço isso.
Vamos lá a ver, a minha casa não é propriamente um museu e eu não sou uma nazi da arrumação, mas simplesmente não consigo viver, pensar e ser feliz no caos e na desarrumação. Ter os brinquedos todos espalhados pela sala é um ótimo sinal, enquanto o Tiago está a brincar com eles. A seguir, vamos arrumá-los na caixa, cesto, gaveta, armário que é para isso que essas coisas servem: arrumar a desarrumação e tirá-la da nossa frente - sim, não espero que, com dois anos, o meu filho arrume direitinha a bonecada da Patrulha Pata na gaveta da mesa de cabeceira, mas de todas as vezes ensino-o a guardá-los. Todos ao molhe, mas guardados. E ele já sabe que se a seguir quer brincar com os Legos, primeiro vamos ter de arrumar as outras coisas. Nem sempre lhe apetece, claro, nem sempre eu insisto, às vezes o quarto parece um pandemónio (e às vezes acabo a arrumá-lo sozinha, enquanto ele vai tomar banho ou comer ou outra coisa qualquer, por uma questão de logística e de tempo); mas acredito mesmo que é de pequenino que se aprendem estas noções básicas (arrumar, limpar o que se sujou, pôr a roupa suja no cesto, deitar o lixo no caixote...). Acredito que é bom para ele e para toda a família. E pode ser simples! Em breve dou-vos umas ideias sobre como tratamos da arrumação cá em casa! Okay, se calhar sou um bocadinho nazi da arrumação :)
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