terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Dilema

Todos os anos estabeleço uma meta de livros para ler por ano no Goodreads. Não sou muito ambiciosa e há três anos que me fico pelos 45 livros, um número confortável para mim. No entanto, este ano, comecei a ler A Guerra dos Tronos e toda a saga d'As Crónicas de Gelo e Fogo - cinco livros no inglês original ou dez livros na versão portuguesa - e, como são livros muito grandes e muito complexos, têm demorado mais tempo a ser lidos do que o habitual. Não que me esteja a queixar, porque o prazer da leitura supera em muito o tempo que ela demora, mas foi o suficiente para abalar a minha média de livros lidos e, a menos de um mês do ano chegar ao fim, ainda me faltam terminar cinco livros para cumprir o objetivo dos 45.
Assim, hoje, 6 de dezembro, o meu dilema é o seguinte: terminar a saga da Guerra dos Tronos em 2016 ou pô-la de parte e ler livros mais rápidos para ver se ainda consigo chegar aos 45 livros lidos neste ano?
Um dilema muitoooo importante (ou não!). Enquanto não me decido, vou ler só ali terminar o capítulo do Tyrion que quero mesmo saber o que lhe acontece a seguir...
E vocês, o que fariam no meu lugar?




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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Dicionário de Tiaguês

Às vezes digo ao meu marido que temos de gravar as coisas que o nosso filho diz, porque um dia podemos esquecer e isto é demasiado bom para se perder com o tempo e a fraca memória - embora eu duvide que algumas coisas sejam esquecidas, uma vez que, nesta família, ainda hoje se fala no "autocamalismo" (autoclismo dito pela irmã), no "rudim" (a forma como o meu primo dizia ruim) ou no "nuncional" (quando eu cantava feliz e contente O que é nacional é bom!).
Mas, não vá a memória falhar-me no futuro, ando com vontade de registar as expressões do Tiago, lá na sua língua que é uma mistura de português com Tiaguês. Aqui ficam algumas:

Atuna 
(cenoura)

Calheilha
(colher)

Putino
(muito)

Putina
(música)

Laleila
(lareira)

Baiulho
(Barulho = aspirador)

Quentinho
(aquecedor)

Baiulho quentinho
(Barulho quentinho = secador de cabelo)

Pica-pica
(garfo)

Pumo âianja
(sumo de laranja)

P.S.: Entre a altura em que este texto foi escrito e a data de hoje, em que é publicado, o Tiago já não diz putino, mas sim muto. E eu que não consegui gravar o meu filho a dizer que gosta putino da mamã.


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domingo, 4 de dezembro de 2016

Ao domingo, publicidade! #144

E eis que entramos no espírito natalício com as publicidades dedicadas a esta quadra que eu adorooooo! E começamos nada mais, nada menos do que com o anúncio da John Lewis, sempre um dos mais esperados do ano e sempre um dos mais partilhados por essas redes sociais fora. Mas, convenhamos, quem não tem vontade de partilhar este amor que salta do ecrã? 





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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Regressar ao universo do Harry Potter

Cresci com os livros do Harry Potter. Continuei a crescer com os filmes do Harry Potter. Tenho uma Hedwig lá em casa e já tive uma Snitch (que de tão velhinha teve de ir para a reforma). Já comi feijões de todos os sabores, sapos de chocolate e varinhas de alcaçuz (bendito merchandising e malditas varinhas que sabiam mal - descobri naquela altura que não gosto de alcaçuz). Enfim, parte da minha vida foi influenciada e moldada por este universo mágico criado por J. K. Rowling.
Este ano, regressei a ele, primeiro com a leitura do livro Harry Potter and the cursed child e agora com a ida ao cinema para ver o filme Monstros fantásticos e onde encontrá-los, que simplesmente adorei!
Fica aqui a minha opinião, alojada no sítio do costume:

Novembro foi mês de regressar ao universo mágico criado pela autora J. K. Rowling (...) com o filme Monstros Fantásticos e onde encontrá-los, uma espécie de prequela à saga Harry Potter, que parte de um pequeno livro homónimo do filme. (...)A história começa no ano de 1926, com a chegada de Newt Scamander e da sua mala cheia de criaturas mágicas a uma Nova Iorque onde as tensões entre os feiticeiros e os SemMage (pessoas sem magia, o equivalente dos Muggles na América) estão ao rubro. E quando uma série de ataques começa a acontecer ao mesmo tempo que Newt perde a sua mala, a aventura está lançada.O filme tem um ritmo interessante, o ambiente oscilando entre a euforia dos loucos anos 20 e as sombras de um mundo em constante tensão, com uma história que é um importante preâmbulo para abrir caminho aos filmes que se seguem (vão ser cinco no total). Para mim, o melhor do filme foram as personagens, humanas acima de tudo, que nos cativam com as suas personalidades e com o caminho que trilham – heróis que cometem erros e que os tentam corrigir, vilões que o são por medo e desconhecimento, personagens que não são bem o que aparentam e um Muggle que mostra que é melhor do que muitos feiticeiros. Jacob é, aliás, uma das personagens mais queridas do público e deixa-nos todos a torcer por ele até ao final.Tudo isto intercalado com muita magia (...).
Para lerem a opinião completa é só clicarem em cima do texto ou então aqui. Espero que gostem tanto quanto eu gostei do filme ;)




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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Cá por casa já é Natal!

A época natalícia começa quando faço a árvore de Natal. Foi hoje, para gáudio do Tiago que, este ano, está a viver ao máximo toda a magia do Natal. Anda tão feliz, o meu filho, e eu só posso partilhar desta alegria contagiante e fazer os possíveis para contribuir para ela!






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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Será que foi desta?

Há cerca de um ano, depois de muita ponderação e orçamentação, decidimos que o dinheiro que estávamos a poupar por não irmos ao ginásio (falta de tempo no caso do marido, falta de tempo, de disponibilidade mental e de vontade no meu caso) seria mais bem aproveitado se contratássemos alguém para nos tratar das limpezas da casa e do ferro. Na altura, fazia-nos sentido aproveitar todos os momentos do fim de semana com o nosso filho e não perder tempo a andar de volta da casa. Para além disso, o Tiago tinha um medo de morte do aspirador e era um drama sempre que tínhamos de aspirar a casa (ainda hoje o é).
Assim, contratámos uma empresa, já que não tínhamos referências nenhumas de pessoas a título individual. Correu bem nos primeiros tempos e depois, pouco a pouco, a qualidade do serviço foi diminuindo: hoje era um móvel que não ficava bem limpo, na semana seguinte era o chão que ficava com manchas, na outra era a roupa que ficava mal passada... Depois de fazermos algumas reclamações e de a empresa não corresponder, optámos por mudar de fornecedor de serviços. Nova empresa, à qual especificámos as razões pelas quais tínhamos rescindido com a anterior, à qual pedimos o cumprimento de certos padrões de qualidade e que... ao fim de algum tempo... começaram a ficar a desejar. Os pés das cadeiras não eram limpos, a cabeceira da cama também não, por cima do exaustor o pó começava a fazer altura, os vidros ficaram cheios de manchas... Quando confrontada com as nossas queixas, a dona da empresa tomou o lado dos seus funcionários (atitude louvável, se as queixas fossem infundadas. Acreditem, não eram!) e, pronto, perdeu um cliente. 
Já dizia a minha avózinha: se queres mandar, tens de saber fazer! E eu nem me considero uma dona de casa exemplar, mas estar a pagar para que o serviço fique pior do que se fosse eu a fazê-lo, não, obrigada! Há coisas que são pequeninas, que são detalhes, mas é graças a elas que o serviço passa de estar feito para estar bem feito. E é com serviços bem feitos que se conquistam clientes.
Agora, arranjámos uma pessoa a título individual para nos tratar da limpeza. Esta foi a quinta semana e, até agora, estamos satisfeitos. Os pós ficam limpos, os chãos lavados, as casas-de-banho num brinquinho. Até já nos apanhou roupa e dobrou sem termos pedido. Espero mesmo que, desta vez, tenhamos acertado! É que sabe tão bem chegar ao fim de semana com uma casa limpa e poder dedicar todo o nosso tempo a viver em família! 



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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Das coisas importantes

Este fim de semana, o Tiago ficou a dormir em casa dos avós.
Para mim, mais do que uma necessidade dos pais, que tinham um compromisso pessoal que ia terminar tarde e preferiram não levar o filho, é uma enorme vantagem para o próprio Tiago, esta oportunidade de fortalecer a relação com os avós e os tios, estes momentos em que salta de debaixo das asas dos pais e vive para além de nós com o resto da família que tanto o ama. 
Diz-se, em África, que é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança. Para mim, se começarmos pela família já estamos a ir no bom caminho! Porque, embora a responsabilidade de criar um filho pertença sempre aos pais, ter uma rede de apoio com a qual sabemos que podemos contar seja para o que for é fundamental para que tudo seja mais calmo e para que as águas da vida corram mais tranquilas. E, embora eu tenha a vantagem de ter família próxima e possa contar com os avós e tios quando precisamos destas folgas de pais (por necessidade ou apenas por vontade), não é tanto a isso que me refiro, mas antes ao facto de permitirmos aos nossos filhos que tenham outros laços fortes, outros adultos de referência, outros exemplos a seguir, outras pessoas que lhes dão educação, que lhes oferecem experiências, que lhes acompanham os passos pela vida e que são porto seguro.
Com pouco mais de um ano e meio, o Tiago já chama e pede os avós e os tios. Tem uma adoração pelas tias Pipas (sim, tem duas tias com o mesmo nome), lança-se a correr nos braços dos avós, ri-se sempre que diz o nome do tio Badadide (David) e vibra de cada vez que vê a prima. E o meu coração enche-se de amor ao ver estas relações a serem parte dele à medida que ele cresce. Enquanto puder dar-lhe isto, a família, mesmo que isso implique tê-lo um bocadinho menos para mim, fá-lo-ei. Porque o Tiago é meu, mas também é nosso e é isto que eu quero para ele: uma rede de pessoas que estão lá para ele, que lhe querem bem e que fariam tudo por ele. Uma família! 




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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Boa semana!

Hoje estou um bocadinho em versão zombie, depois de um fim de semana cheio, que teve direito a manhãs de ronha, a noites de conversas intermináveis e muitas gargalhadas e até a sessão de cinema em excelente companhia. Depois de tanta coisa boa, até custa um bocadinho voltar a entrar na rotina da semana de trabalho, mas lá tem de ser. Entretanto, com umas unhas mais festivas, agora que estamos a entrar em dezembro e na quadra natalícia (eu disse que vos mostrava, não disse?):

Acho que me rendi ao verniz gel. Próximo passo: fazer em casa.




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domingo, 27 de novembro de 2016

Ao domingo, publicidade! #143

A melhor decisão de sempre: anúncios com conteúdo e muita diversão :)





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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Hoje é daqueles dias...

Não me perguntem se é do tempo, se é do cansaço ou se é daquela altura do mês, porque eu não sei. Não sei mesmo! Só sei que hoje é daqueles dias em que me apetece comer o mundo inteiro! Em doces e disparates, entenda-se, não estamos aqui a falar de cenouras e brócolos (que são muito bons, sim, senhora, mas que não hoje não me saciam nem por sombras). 
Hoje é daqueles dias em que os meus desejos oscilam entre comer uma tablete de chocolate inteira para um pacote de Cheetos Palitos para um frasco de Nutella às colheradas... eu sei lá. Só sei que me apetece. E está difícil de controlar. Bem trouxe comidinha saudável na lancheira (iogurte e fruta e salsichas de aves), mas já cedi à tentação e lanchei um palmier simples. Achei que isso ia matar de vez com os desejos de disparates, mas enganei-me. Continuo aqui a salivar nem eu sei bem pelo quê. Algo deste género:

Via Casal Mistério.

Via Casal Mistério.

Via Pinterest.




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Verniz gel

Sou o tipo de pessoa que anda sempre de unhas pintadas. Por gosto e quase por necessidade, caso contrário passaria a vida a meter as mãos na boca e a roer os cantinhos das unhas. Com elas pintadas, andam sempre bonitas e airosas. Pelo menos durante três ou quatro dias, altura em que começam a mostrar pequenas lascas no verniz ou pequenas falhas.
De há uns tempos para cá, farta de ter de andar sempre de verniz atrás para dar retoques, farta de ter de arranjar tempo ao fim de semana (obrigatoriamente todos os fins de semana) para pintar as unhas - e nunca depois das quatro da tarde senão no dia seguinte tenho as unhas todas marcadas do calor da cama - comecei seriamente a pensar em investir em verniz gel. Experimentei uma vez há uns anos e a coisa não correu nada bem; ao fim de uma semana o verniz tinha saltado todo. Mas depois de ter feito algumas pesquisas, de ter conhecido várias pessoas que fazem em casa, de ver vários truques e dicas para uma maior durabilidade e eficácia... bem, a vontade foi crescendo. 
Antes de me lançar feita maluca a comprar o material todo para ter em casa, fui fazê-las a uma profissional, a Cristina, no salão Dina Nunes Cabeleireiros. E só posso dizer bem! Para começar, a Cristina é uma pessoa em quem tenho a máxima confiança, é uma excelente profissional e só trabalha com os melhores produtos. Depois, porque já vamos na terceira semana e o verniz continua aqui, lindo, brilhante e fantástico (não fosse pelo crescimento da unha e pareceria que as tinha feito ontem!).
Confesso que não sou nada in e que ir fazer as unhas ao salão me parece um total desperdício de tempo e de dinheiro quando as posso fazer em casa a ver a minha Anatomia de Grey ou a ler um livro no Kindle. Além de que não gosto que me mexam nas mãos, gosto de ser eu a tratar das minhas unhas e, felizmente, tenho jeito para isso. Se esta experiência com o verniz gel correr bem, estou mesmo tentada a comprar o material para fazer tudo em casa. 
Mas, por enquanto, vou continuar a fazer assim. Amanhã vou fazer a manutenção, tirar este verniz e pôr um novo. Depois digo-vos como correu!

PS: Não tirei foto das minhas unhas e agora, que já têm um crescimento de três semanas (e que eu detesto) também não vos vou mostrar! Mas, para não ficarem sem conhecer o trabalho da Cristina, aqui vos deixo as unhas da minha irmã (em gel):

Sim, tem um unicórnio pintado!




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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Sugestões para o Natal



O Natal é uma época propícia à música, aos contos, às atividades em família. E que melhor programa do que pegar neste livro da Edições Convite à Música e passar um bom bocado com os miúdos? Ele tem histórias divertidas e engraçadas, ilustrações lindíssimas e 12 canções originais e perfeitas para cantar em conjunto que vêm num CD áudio. 
Lá por casa, ofereci-o ao meu filho no último Natal e já lhe demos muito uso! (...)

(Ler mais aqui.)


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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Winter is coming

Hoje acordei com o inverno. Acordei com um dia entre o branco e o cinzento - embora não neve na minha terra, o inverno tem sempre um tom mais branco, fruto das nuvens que cobrem o sol e da neblina que teima em se agarrar ao chão pela alvorada. Lá fora, tudo calmo, daquela calma que nos faz querer ficar dentro de casa, no conforto, no quentinho.
Quando cheguei à rua, confirmei: está frio, frio de inverno, frio para usar luvas e cachecol de lã, frio para beber chá quente e fazer fumo com a nossa respiração...
Já não dá para esconder; o outono está a despedir-se e o inverno está a chegar em toda a sua força. Dizem que vai ser inclemente. Esperemos que não.



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