terça-feira, 29 de novembro de 2016

Das coisas importantes

Este fim de semana, o Tiago ficou a dormir em casa dos avós.
Para mim, mais do que uma necessidade dos pais, que tinham um compromisso pessoal que ia terminar tarde e preferiram não levar o filho, é uma enorme vantagem para o próprio Tiago, esta oportunidade de fortalecer a relação com os avós e os tios, estes momentos em que salta de debaixo das asas dos pais e vive para além de nós com o resto da família que tanto o ama. 
Diz-se, em África, que é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança. Para mim, se começarmos pela família já estamos a ir no bom caminho! Porque, embora a responsabilidade de criar um filho pertença sempre aos pais, ter uma rede de apoio com a qual sabemos que podemos contar seja para o que for é fundamental para que tudo seja mais calmo e para que as águas da vida corram mais tranquilas. E, embora eu tenha a vantagem de ter família próxima e possa contar com os avós e tios quando precisamos destas folgas de pais (por necessidade ou apenas por vontade), não é tanto a isso que me refiro, mas antes ao facto de permitirmos aos nossos filhos que tenham outros laços fortes, outros adultos de referência, outros exemplos a seguir, outras pessoas que lhes dão educação, que lhes oferecem experiências, que lhes acompanham os passos pela vida e que são porto seguro.
Com pouco mais de um ano e meio, o Tiago já chama e pede os avós e os tios. Tem uma adoração pelas tias Pipas (sim, tem duas tias com o mesmo nome), lança-se a correr nos braços dos avós, ri-se sempre que diz o nome do tio Badadide (David) e vibra de cada vez que vê a prima. E o meu coração enche-se de amor ao ver estas relações a serem parte dele à medida que ele cresce. Enquanto puder dar-lhe isto, a família, mesmo que isso implique tê-lo um bocadinho menos para mim, fá-lo-ei. Porque o Tiago é meu, mas também é nosso e é isto que eu quero para ele: uma rede de pessoas que estão lá para ele, que lhe querem bem e que fariam tudo por ele. Uma família! 




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