domingo, 26 de junho de 2016

Ao domingo, publicidade! #121

Há jogos para todas as idades. Os jogos a dinheiro são para maiores de 18 anos.







Para quem gosta de joga, jogue de forma responsável. Mais aqui:
 http://jogoresponsavel.jogossantacasa.pt/.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Seguraste-me a mão desde que nasci

Enquanto puder, vou segurá-la de volta, avó!

Férias com os avós!

Durante a maior parte da minha vida, passei as férias grandes na praia com a minha avó. Numa altura em que não havia telemóveis, lembro-me bem de todas as noites, por volta das oito horas, irmos até à praça central do parque de campismo para ligar aos meus pais da cabine telefónica, que funcionava com um cartão pré-comprado. À sexta à noite, os meus pais chegavam e partiam ao domingo, umas vezes à noite, outras a seguir ao almoço.
Foram tempos muito bons, uma infância muito feliz. Muita praia, muitos banhos, muitos passeios, muitas brincadeiras com a minha irmã e o meu primo, muita liberdade. Sei que tive muita sorte por poder crescer assim. E gostaria mesmo muito de poder dar a mesma experiência ao meu filho.
Se calhar, passar três meses longe de casa não será possível (afinal a minha avó vivia connosco e estava reformada, enquanto que os avós do Tiago têm as suas vidas e os seus compromissos), mas, pelo menos por enquanto, umas semaninhas fora da rotina habitual têm sido conseguidas. Já esteve de férias com os avós paternos (enquanto os pais foram laurear a pevide para a Madeira), desta vez foi a semana com os avós maternos na praia, no mesmo parque de campismo onde eu cresci.
E ver as fotos e os vídeos que os meus pais me mandam, numa era em que já existem telemóveis e internet e tudo e tudo, enche-me o coração. Vê-lo correr na praia já sem medo da água, brincar com a areia e fazer castelos (ou destruí-los, vá!), tomar banho de chuveiro, comer muito peixinho grelhado, fazer festas às flores que por lá abundam e chamar os gatinhos com as mãozinhas junto ao chão (psss, psss, psss). Não estar fechado em casa, apanhar ar puro, sentir o sabor da liberdade. Acima de tudo, ser feliz. 
Isso é tudo o que eu posso pedir. E tudo o que lhe posso dar. 
Hoje, como os meus pais fizeram há vinte anos, vou ter com eles, para passar o fim de semana. Não estive a morrer de saudades e aproveitei muito os dias de folga de mãe. Mas, agora que o reencontro se aproxima, só me apetece apertar aquelas bochechas boas. Sempre com o coração sereno de quem sabe que permitir a felicidade do meu filho, mesmo que seja longe de mim durante uma semana ou duas, é fazer o que é melhor para ele. Para ele crescer, para ele viver, para ele ganhar asas. Eu estarei sempre aqui para o receber no regresso de cada voo!

  

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Ainda não vos contei sobre a Madeira, pois não?

A visita à Madeira foi simplesmente espetacular! Exatamente o tipo de viagem que eu e o marido gostamos de fazer, de partir à descoberta de sítios novos, de palminhar terras novas e de conhecer coisas diferentes e, ainda assim, tão nossas - porque pode ser uma ilha, mas a Madeira respira portugalidade da Ponta de S. Lourenço à Ponta do Pargo e todas as montanhas de permeio. Faz-nos sentir nos estrangeiro (sim, eu sou daquelas pessoas parvas que, quando está a regressar do Funchal descuida-se e diz que vai voltar a Portugal), mas faz-nos sentir em casa. E isso sabe bem!
Sim, houve algumas aventuras e percalços: com a empresa de aluguer do carro, primeiro, depois com o caminho para o hotel, em que nos perdemos umas duas vezes antes de darmos com o dito. Mas foram pormenores que servem para dar mais graça à experiência. Que foi... bem, na verdade não vos consigo descrever bem como foi. É preciso ir lá. É preciso viver os sítios para se poder compreender a sua magia, ver as suas cores e sentir os seus cheiros. E a Madeira é cheia de cores e de cheiros e de magia: flores por todo o lado, céus azuis e nuvens cinzentas no mesmo dia, a aridez castanha da ponta este contra as montanhas verdejantes e o mar azul profundo, o cinzento das praias de pedra contra o branco das casas pintadas pela encosta acima. Muito acima. A Madeira é feita de contrastes e da harmonia entre os mesmos. 
Já lá tinha ido antes, a trabalho, umas três ou quatro vezes. Senti-me sempre bem de todas elas e desta vez não foi diferente. Fizemos o pleno no que diz respeito à gastronomia, com a poncha e a nikita, o bolo do caco e as lapas, o atum, o espada com banana, o picado e a famosa espetada. Só nos faltou o bolo de mel, mas sempre que chegávamos à sobremesa estávamos demasiado cheios! Andámos muito de carro e andámos muito a pé - por estradas fechadas ao trânsito, por levadas em florestas cerradas, no topo das montanhas para ver as vistas. Aproveitámos o sol e o calor e as praias e as piscinas naturais todos os dias que lá estivemos. Fomos crianças felizes à procura de cascatas e de outras belezas naturais exuberantes. Fomos crianças ainda mais felizes quando as encontrámos! Fomos um casal de namorados sem a responsabilidade do filho, sem horários, sem compromissos, apenas a passear de mãos dadas no Passeio do Lido. E a jantar no Papa Manuel, onde vou sempre que vou à ilha e de onde nunca venho arrependida.
Podia ficar aqui uma eternidade a dissertar sobre tudo o que fizemos e vimos (até tivemos oportunidade de participar num casamento: Sejam sempre felizes Carmen e Nuno!). Mas a única coisa que vos digo é: vale a pena ir à Madeira. Vale sempre a pena conhecer mais um pedacinho do nosso país e, naquele pedacinho, vocês não se vão arrepender de todo! 


A ilha é linda!

Houve tempo para tudo, incluindo para "esplanadar" e beber Nikitas!


A arte nos bancos públicos do Funchal, de pinturas a poesia, para todos os gostos.


As piscinas naturais de Porto Moniz têm um efeito especial em mim.

A surpresa da viagem: uma paragem na casa de chá O Fio, por recomendação, e saímos de lá totalmente fãs. Agora é a minha vez de recomendar a todos vocês! (fica na Ponta do Pargo)

A subida ao Pico do Arieiro que nos colocou acima das nuvens!

Pelos caminhos das levadas.

Flores, flores e mais flores. Assim é a Madeira.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Viciada... em Guerra dos Tronos

Hoje é quarta-feira e eu ainda não vi o último episódio da Guerra dos Tronos. Já passaram dois dias e eu estou aqui a controlar-me, a tentar fugir dos spoilers que inundam a Internet, a evitar ir procurar deliberadamente esses mesmos spoilers na ânsia de saber o que se passou na épica Battle of Bastards, episódio 9 da sexta temporada. 
Pior ainda, tenho o episódio gravado lá em casa, à disposição, e sinto-me qual criança a quem dizem "tens aqui este bolo, mas não o podes comer, mas ele vai ficar aqui mesmo à tua frente, mas tens de ser forte...". E também ainda não vai ser hoje que o vou ver, nem durante o resto desta semana...
Valem-me os livros. Já vou no segundo e continuo a adorar! Mesmo sabendo já o que vai acontecer, isso não me tem tirado o prazer da leitura, a vontade de saber mais e mais. E, com um mundo tão vasto como o é o Mundo das Crónicas de Gelo e Fogo, tenho complementado leituras e séries com inúmeros extras - vídeos no Youtube, mapas interativos, consultas na Wiki of  Ice and Fire. Sinto-me cada vez mais submersa neste mundo, um pouquinho viciada, quiçá! Mas tem valido bem a pena!


Palavras dos outros #2

Sinto-me velha.
Gosto de horas certinhas.
Gosto de saber o que vou fazer amanhã.
Gosto de ir de férias com casa-de-banho privativa.
Agasalho-me.
Medico-me. Conduzo com prudência. Há coisas que não digiro. Já não compro coisas na Bershka. (eles realmente põem a música muito alta lá)Não compreendo o Snapchat. Já tentei mas não sei onde se carrega, não sei voltar atrás, na verdade não compreendo o objectivo nem tenho sequer contactos de amigos para adicionar (porque também eles se sentem velhos como eu, suponho)A cabeça está cada vez pior mas a memória do corpo está mais vívida que nunca. Uma noite mal dormida são 7 dias inteiros a bocejar e lamentar “aquela noite em que só ferrei 4 horas”. Um shot de tequila é uma decisão de vida. Quero ficar 48h de ressaca à conta disto? Qual era a sequência mesmo? “Sal - shot - trincar o limão”? Já nem me lembro, e ainda bem. Já só tenho um corpo, decidi que é melhor estimá-lo. Gosto de estar em casa. Ler o fim-de-semana inteiro é um programão. Sinto-me o avô Cantigas a passar de carro por Santos numa 5ª à noite. E indigno-me quando vejo miúdas de 13 anos vestidas à senhora. Até já dou por mim a dizer “andei contigo ao colo” a adolescentes borbulhentas que já foram “assim" (e com uma mão estou a mostrar a minúscula altura que tinham)Na volta, só me falta pôr um casaquinho de malha com chumaços pelos ombros e perguntar “então e para onde é que a juventude sai hoje em dia?"

Diz a Bumba na Fofinha. E eu subscrevo... na íntegra! 

terça-feira, 21 de junho de 2016

A desculpa mais tonta de sempre para não casar!

Ontem fui lanchar com uma grande amiga que vai casar. 
Esta minha amiga, que de bridezilla não tem nada, anda com algumas dúvidas, algumas indecisões. E eu admiro-a imenso por serem apenas "algumas". Olhando para tudo o que implica um casamento, eu nem saberia por onde começar a virar-me. E sim, eu organizo eventos a nível profissional, claro que conseguiria organizar um casório, ainda que a lista de afazeres seja um bocadinho maior do que o normal. O problema não está aí. O problema reside na escolha! 
Porque é só um casamento, só se pode usar um vestido, escolher um bouquet, definir uma ementa, optar por uma decoração do espaço... enfim, vocês percebem a ideia! E eu gosto de tanta coisa diferente que me seria imensamente difícil selecionar apenas uma. 
Dirão vocês que já casaram que não é assim tão difícil e que, em metendo mãos à obra, as escolhas vão-se fazendo por si - acredito que seja mais ou menos como mobilar a nossa casa, gosto de tantos estilos diferentes, mas quando tivemos de escolher, não houve grandes dúvidas de que era aquilo que queríamos. Admito que estes sentimentos possam existir porque tenho um mundo de inspirações mas sem concretização alguma e, por isso, posso sonhar com muitas coisas diferentes. 
Ainda assim, acho que seria uma pena ter de escolher apenas um cenário e, não podendo ter vários casamentos, então não caso de todo! Pronto!

PS: A conclusão acima tem tanto de verdadeira como irónica. Só para esclarecer aqueles que, como eu, acham que esta seria a desculpa mais tonta de sempre para não casar! Se querem mesmo saber porque é que eu não caso (para além do preço dos vestidos de noiva), vejam aqui.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Aventuras no Alentejo

Ontem, sem Tiago, eu e o marido decidimos aproveitar e ir passear a dois. Rumámos ao Alentejo e parámos ali por terras de Alcácer do Sal para almoçar. Toda a cidade estava em festa, com flores de papel e fitas coloridas a decorar as ruas, todo o espírito dos Santos Populares a pairar em cada esquina. O branco das casas brilhava sob o sol intenso e o rio lamacento corria vagaroso. 
Como gostamos de passear e de ver as cidades a pé, deixámos o carro na estrada junto ao rio e lá nos pusemos a caminho. Atravessámos uma das pontes e fomos descobrir, do outro lado, um restaurante que nos deliciou: 


Uma esplanada à sombra, uma visa deslumbrante, um atendimento extremamente atencioso e muito delicado, a calma do Alentejo a entrar em nós, a beleza do dia a conferir magia àqueles momentos. 
A comida era para lá de deliciosa - o marido perdeu-se com um arroz de gambas e chocos molhadinho, bem temperado e no ponto de cozedura, enquanto eu preferi um twist da tradicional carne de porco à alentejana, com amêijoas gigantes, um porco super tenro e umas migas de coentros a acompanhar (e que perdição que estavam aquelas migas, senhores!) - e a sangria era fresca, doce e saborosa. 






As aventuras começaram depois, no momento em que saímos do restaurante. Caminhámos junto ao rio e comecei a sentir aquelas comichões que todas nós mulheres identificamos com cabelos a cair. O marido queixou-se do mesmo e foi então que descobrimos que a ponte pedonal que estávamos a atravessar estava cheia (e quando digo cheia, era mesmoooo cheia) de teias de aranha, invisíveis aos nossos olhos mas que se faziam sentir nas nossas cabeças, braços, pernas... bem como as milhentas pequenas aranhas que vinham agarradas às teias e que pousavam felizes em nós. Acho que só não corremos por vergonha, mas o resto do caminho até ao carro foi passado a esfregar os membros e a afugentar os bichos. Quando achávamos que já estávamos limpos, lá se via mais uma aranhinha a espreitar dos folhos do vestido.
E quando chegámos ao carro, ninguém diria que ele tinha estado ali estacionado durante apenas uma hora, tal era a quantidade de teias que já estavam a toda a volta. Foi literalmente entrar no carro a correr e arrancar dali para fora. Gostámos muito da visita, Alcácer do Sal, mas, com grande pena nossa, creio que é para nunca mais voltar!

domingo, 19 de junho de 2016

Ao domingo, publicidade! #120

You have more in common with the world than you think.
An open world begind with an open mind.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Banda sonora do dia!

Como não nos deixarmos encantar por esta música, pelos seus acordes, pela sua letra, pela sua doçura...? E ainda para mais fala do Shopping dos Olivais, dos meus Olivais! Estou apaixonada! Ou... será amor? :)

Dos autores que ficam connosco...

Escrevi isto há três anos, ao pegar num livro de Isabel Allende, uma autora que adoro e que releio sempre com muito prazer. Mas, na verdade, é algo que se aplica a todos os autores que nos tocam, todos aqueles que ficam connosco e cujas palavras vão diretamente das folhas do livro para os nossos corações.

Quando ficamos algum tempo sem ler um autor, temos tendência para esquecer a magia da sua escrita. Depois, quando pegamos em outra obra sua, é como um reencontro caloroso, um regresso a casa, um banho de água quente depois de um longo dia. Sabe bem, sabe muito bem!
Tudo isto para dizer: reler Isabel Allende [com o livro De amor e de sombra] despertou-me uma saudade das suas palavras que eu nem sabia que tinha. Acalentou-me a alma e aqueceu-me o coração. Ah que bom foi reencontrar-te Isabel! 


quinta-feira, 16 de junho de 2016

A todas as mães diferentes de mim...

A todas as mães que, durante o parto, sofrem durante mais horas do que as que tem um dia; mães que insistem e lutam pela amamentação, passando por verdadeiros infernos, porque é o melhor para o bebé; mães que acordam ao mínimo suspiro das suas crias; mães cujos bebés ainda dormem no quarto dos pais; mães que não deixam os seus filhos aos cuidados de mais ninguém; mães que acham que a mãe é melhor que o pai; mães que levam os horários e as rotinas demasiado a sério; mães que nunca deixam os seus filhos chorar; mães que não gritam nem levantam a mão; mães que leem livros atrás de livros sobre como criar e educar crianças; mães que nunca deixam os filhos sozinhos numa divisão da casa; mães que seguem à risca as indicações dos pediatras; mães que dão palpites não solicitados; mães que não compreendem as outras mães...

Não, queridas mães, eu não sou uma má mãe!

Serei má mãe no dia em que me deixar intimidar e começar a questionar as minhas decisões e escolhas comparando-as com as dos outros. Comparando a minha realidade e a minha felicidade com as realidades e felicidades dos outros. Porque todas são diferentes. Todas somos diferentes. E todas temos telhados de vidro. E todas somos boas mães, à nossa maneira. E aos olhos dos nossos filhos, que crescem felizes e sorridentes, seja qual for o tipo de mãe que somos. E mais mães e filhos felizes é o que se quer! Vamos acabar com os fundamentalismos e os julgamentos, boa?


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Praia, praia e mais praia!

Ando com vontade de comprar um fato de banho. Eu, mulher de biquínis assumida, aqui me confesso: este ano, ando com esta panca de ter um one-piece para a praia. O marido não é fã e acha que esta minha vontade é momentânea e que passa assim que me vir de fato de banho vestido, regressando rapidamente aos meus eternos biquínis. Eu não tenho assim tanta certeza. É verdade que os biquínis têm muitas vantagens, em termos de bronze e não só, e que há modelos lindos por essas lojas fora pelos quais eu me poderia apaixonar (com exceção dos de pescoço, a nova moda que tapa o peito todo até ao pescoço e que, por padrões e cortes muito giros que tenha, não consigo compreender). 
No entanto, depois vejo estes modelitos fantásticos e penso que também era capaz de me apaixonar por eles:








*Todas as imagens retiradas da Asos.

Bom dia!

Detalhes de um dia de chuva, sol e vento.
(E eu que me esqueci do chapéu de chuva... e que ando cheia de vontade de usar os meus vestidos de verão... e que queria tanto usar sandálias...)

terça-feira, 14 de junho de 2016

Feriado, o tanas!

Diz que ontem foi feriado municipal na cidade de Lisboa.
Esta que aqui vos escreve, e que ontem gozou de folga laboral devido ao suposto feriado, diz que de folga e de feriado viu muito pouco. Ou não fosse a pilha de roupa por passar a ferro, a casa inteira por limpar, o chão por aspirar e lavar, as compras por fazer, as sopas por preparar... enfim, já perceberam a ideia. Basicamente foi deixar o marido sair para o trabalho, levar o filho ao colégio e converter-me, dos pés à cabeça, em fada do lar. 
Posto isto, acho que precisava de mais um feriado para compensar o de ontem. Ou se calhar mais uns dias de férias para compensar os últimos. É que isto de viajar cansa. E pôr a vida e a casa em ordem depois do regresso cansa ainda mais. 
Definitivamente, mais dias de descanso, precisam-se! 
(Ainda falta muito para o próximo fim de semana?!)