A visita à Madeira foi simplesmente espetacular! Exatamente o tipo de viagem que eu e o marido gostamos de fazer, de partir à descoberta de sítios novos, de palminhar terras novas e de conhecer coisas diferentes e, ainda assim, tão nossas - porque pode ser uma ilha, mas a Madeira respira portugalidade da Ponta de S. Lourenço à Ponta do Pargo e todas as montanhas de permeio. Faz-nos sentir nos estrangeiro (sim, eu sou daquelas pessoas parvas que, quando está a regressar do Funchal descuida-se e diz que vai voltar a Portugal), mas faz-nos sentir em casa. E isso sabe bem!
Sim, houve algumas aventuras e percalços: com a empresa de aluguer do carro, primeiro, depois com o caminho para o hotel, em que nos perdemos umas duas vezes antes de darmos com o dito. Mas foram pormenores que servem para dar mais graça à experiência. Que foi... bem, na verdade não vos consigo descrever bem como foi. É preciso ir lá. É preciso viver os sítios para se poder compreender a sua magia, ver as suas cores e sentir os seus cheiros. E a Madeira é cheia de cores e de cheiros e de magia: flores por todo o lado, céus azuis e nuvens cinzentas no mesmo dia, a aridez castanha da ponta este contra as montanhas verdejantes e o mar azul profundo, o cinzento das praias de pedra contra o branco das casas pintadas pela encosta acima. Muito acima. A Madeira é feita de contrastes e da harmonia entre os mesmos.
Já lá tinha ido antes, a trabalho, umas três ou quatro vezes. Senti-me sempre bem de todas elas e desta vez não foi diferente. Fizemos o pleno no que diz respeito à gastronomia, com a poncha e a nikita, o bolo do caco e as lapas, o atum, o espada com banana, o picado e a famosa espetada. Só nos faltou o bolo de mel, mas sempre que chegávamos à sobremesa estávamos demasiado cheios! Andámos muito de carro e andámos muito a pé - por estradas fechadas ao trânsito, por levadas em florestas cerradas, no topo das montanhas para ver as vistas. Aproveitámos o sol e o calor e as praias e as piscinas naturais todos os dias que lá estivemos. Fomos crianças felizes à procura de cascatas e de outras belezas naturais exuberantes. Fomos crianças ainda mais felizes quando as encontrámos! Fomos um casal de namorados sem a responsabilidade do filho, sem horários, sem compromissos, apenas a passear de mãos dadas no Passeio do Lido. E a jantar no
Papa Manuel, onde vou sempre que vou à ilha e de onde nunca venho arrependida.
Podia ficar aqui uma eternidade a dissertar sobre tudo o que fizemos e vimos (até tivemos oportunidade de participar num casamento: Sejam sempre felizes Carmen e Nuno!). Mas a única coisa que vos digo é: vale a pena ir à Madeira. Vale sempre a pena conhecer mais um pedacinho do nosso país e, naquele pedacinho, vocês não se vão arrepender de todo!
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| A ilha é linda! |
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| Houve tempo para tudo, incluindo para "esplanadar" e beber Nikitas! |
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| A arte nos bancos públicos do Funchal, de pinturas a poesia, para todos os gostos. |
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| As piscinas naturais de Porto Moniz têm um efeito especial em mim. |
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| A surpresa da viagem: uma paragem na casa de chá O Fio, por recomendação, e saímos de lá totalmente fãs. Agora é a minha vez de recomendar a todos vocês! (fica na Ponta do Pargo) |
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| A subida ao Pico do Arieiro que nos colocou acima das nuvens! |
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| Pelos caminhos das levadas. |
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| Flores, flores e mais flores. Assim é a Madeira. |
Também adorei a Madeira. Gostava muito de voltar e visitar o que não pude, mas depois penso que ainda me faltam os Açores e mais Portugal e ainda mais do mundo...
ResponderEliminarSim, há tantos sítios bonitos para ver e passear e conhecer :D
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