Ontem, sem Tiago, eu e o marido decidimos aproveitar e ir passear a dois. Rumámos ao Alentejo e parámos ali por terras de Alcácer do Sal para almoçar. Toda a cidade estava em festa, com flores de papel e fitas coloridas a decorar as ruas, todo o espírito dos Santos Populares a pairar em cada esquina. O branco das casas brilhava sob o sol intenso e o rio lamacento corria vagaroso.
Como gostamos de passear e de ver as cidades a pé, deixámos o carro na estrada junto ao rio e lá nos pusemos a caminho. Atravessámos uma das pontes e fomos descobrir, do outro lado, um restaurante que nos deliciou:
Uma esplanada à sombra, uma visa deslumbrante, um atendimento extremamente atencioso e muito delicado, a calma do Alentejo a entrar em nós, a beleza do dia a conferir magia àqueles momentos.
A comida era para lá de deliciosa - o marido perdeu-se com um arroz de gambas e chocos molhadinho, bem temperado e no ponto de cozedura, enquanto eu preferi um twist da tradicional carne de porco à alentejana, com amêijoas gigantes, um porco super tenro e umas migas de coentros a acompanhar (e que perdição que estavam aquelas migas, senhores!) - e a sangria era fresca, doce e saborosa.
As aventuras começaram depois, no momento em que saímos do restaurante. Caminhámos junto ao rio e comecei a sentir aquelas comichões que todas nós mulheres identificamos com cabelos a cair. O marido queixou-se do mesmo e foi então que descobrimos que a ponte pedonal que estávamos a atravessar estava cheia (e quando digo cheia, era mesmoooo cheia) de teias de aranha, invisíveis aos nossos olhos mas que se faziam sentir nas nossas cabeças, braços, pernas... bem como as milhentas pequenas aranhas que vinham agarradas às teias e que pousavam felizes em nós. Acho que só não corremos por vergonha, mas o resto do caminho até ao carro foi passado a esfregar os membros e a afugentar os bichos. Quando achávamos que já estávamos limpos, lá se via mais uma aranhinha a espreitar dos folhos do vestido.
E quando chegámos ao carro, ninguém diria que ele tinha estado ali estacionado durante apenas uma hora, tal era a quantidade de teias que já estavam a toda a volta. Foi literalmente entrar no carro a correr e arrancar dali para fora. Gostámos muito da visita, Alcácer do Sal, mas, com grande pena nossa, creio que é para nunca mais voltar!




LOLOL. que aventura a vossa. adorei o plano que fizeram, mas a parte das aranhas... meeedooo :P
ResponderEliminarAi nem me digas! Mas que o almoço foi divinal, lá isso foi! :D
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