terça-feira, 16 de setembro de 2014

It's raining outside...

Ninguém diria que estamos em meados de setembro... antes se diria que o verão fugiu para outras paragens e que já não volta, de tal forma o céu cinzento e carregado pesa sobre nós. Não posso dizer que não gosto deste tempo. Não sou fã de chuva e vento, mas é a conjugação destes dois elementos com o frio que me deixa verdadeiramente chateada. Só que ainda não está frio. E embora o temporal que se faz sentir me dê vontade de tardes no sofá com bons livros ou bons filmes, enquanto vejo a chuva cair, também é verdade que ainda não estou totalmente com espírito de inverno. Por enquanto. Mais uns dias disto e sou bem capaz de me começar a queixar... Para já, limito-me a apreciar o som da chuva e a beleza da trovoada. 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Parabéns princesa!

Hoje, a minha irmã faz anos.
Ela foi a melhor prenda que os meus pais me ofereceram, foi o meu primeiro amor maior. Ao longo dos últimos 23 anos, ela foi parte integrante de mim. Podia dizer muitas coisas, mas a verdade é que é inexplicável o nosso laço, é mais do que sangue, é mais do que amizade, é mais profundo do que tudo isso. Tem um feitiozinho do caraças e irrita-me como ninguém, mas é também aquela que me ama incondicionalmente e que por mim faria tudo. E é recíproco.
É a minha maninha, tão desejada, sempre amada e muito mimada. Somos diferentes como o mar e a terra, mas partilhamos a linha da costa que nos une sempre e para sempre. É essa a magia de sermos irmãs!

Parabéns pucanina! Adoro-te infinitos*****


10 minutos por dia podem fazer a diferença!

Raramente temos tempo. Porque de manhã é sempre a correr, porque temos horários complicados no trabalho, porque apanhámos mais trânsito do que o normal, porque temos o jantar para fazer, a cozinha para arrumar, a roupa para estender.
Raramente temos tempo. Porque, quando finalmente nos sentamos, só pensamos em descansar o cérebro por cinco minutos. Olhar sem ver a televisão, navegar sem interesse pelas páginas da internet ou pelo mural do facebook. Fechar os olhos e não pensar em nada.
Mas os filhos não percebem isto. Os filhos não têm horários complicados no trabalho e o trânsito não os enerva como a nós. Regem-se pelos seus próprios tempos e é quando veem os pais sentados que pensam: É agora que eles têm tempo para mim. 
E nós, que raramente temos tempo e que só nos apetece fechar os olhos, resistimos mais um bocadinho, damos atenção, ouvimos, falamos, compreendemos. Lemos para eles. Em conjunto com eles. Para os educar melhor. Porque dez minutos por dia podem mesmo fazer a diferença!  



sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Histórias de terror em 5 palavras

Porque as histórias mais terríveis podem ser contadas apenas em algumas palavras. Muito poucas. Cinco, por exemplo. E porque o terror pode ser uma miríade de coisas, do normal ao paranormal ao sobrenatural... Vocês escolhem!

A minha escolha de história de terror para hoje: a número 18 ;)


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Opinião: O Guarda da Praia, de Maria Teresa Maia Gonzalez

O Guarda da Praia

Maria Teresa Maia Gonzalez (Verbo)

Sinopse: 
«Sentada no terraço, coloquei a folha na máquina de escrever e... fechei os olhos, inspirando a brisa salgada. De repente, uma sombra arrefeceu-me a cara e, quando abri os olhos, ali estava de novo o invasor de propriedade alheia, descontraído como sempre. 
Que é que vais escrever ali? - perguntou - me, apontando para a máquina.
- A história de uma mulher que vivia sozinha num prédio alto de uma cidade escura. 
Torceu o nariz em total desaprovação.
- Porque é que não escreves antes sobre o mar ou sobre uma viagem?» 
E é sobre o mar, e sobre uma viagem, e sobre tudo sobre ele, o Dunas, que a escritora solitária, em férias na praia, escreveu este livro surpreendente.

Opinião
Esta foi uma leitura que me encantou na juventude. Não me lembro que idade tinha quando o li, mas sei que me deixou memórias boas, mas vagas. Repesquei-o agora, no contexto de uma maratona literária em que tinha de ler um livro que encaixasse em várias categorias (este encaixava e lá fui eu desenterrá-lo da prateleira mais alta, aquela para onde já raramente olho por já os ter lido a todos há muitos anos).
E a surpresa foi grande. Se, enquanto criança, a vida livre e desregrada do Dunas, as suas palavras sempre assertivas, a sua ousadia e atrevimento me pareciam um exemplo de coragem, a criação de uma personagem forte, intensa e muito interessante; agora enquanto adulta não podia ter uma opinião mais diferente. Embora tudo o que disse antes se continue a aplicar, a verdade é que aos olhos de um adulto o Dunas me parece menos um herói e mais um menino irreverente e até malcriado às vezes. E a relação dele com a narradora, forte, profunda e poderosa, pareceu-me agora demasiado irreal e até um pouco forçada. E acima de tudo, foi isto o mais interessante que tirei desta segunda leitura deste livro: a forma como o livro se transformou nas minhas mãos por os meus olhos já não verem o mundo da mesma maneira.
Ainda assim, continua a ser um excelente livro infanto-juvenil, abordando temas fulcrais como o respeito pela natureza, os laços familiares e a cumplicidade que nasce nas amizades mais bonitas. Tudo pela voz de uma escritora que passa a ver o mundo com outros olhos, os olhos de um menino cheio de perguntas e de sonhos para a praia que é o seu mundo!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Opinião: Wicked Lovely - Amores Rebeldes, de Melissa Marr

Wicked Lovely - Amores Rebeldes

Melissa Marr (Saída de Emergência)

Sinopse: 
REGRAS: Não olhar para fadas invisíveis.
Desde que nasceu, Aislinn sempre viu fadas, poderosas e perigosas, que caminham ocultas entre os mortais. 
Não falar com fadas invisíveis. 
Agora as fadas perseguem Aislinn. Keenan, o rei das fadas, tenta cativar e seduzir Aislinn, fazendo perguntas a que ela tem medo de responder.
Nunca chamar a atenção delas. 
Agora é tarde demais... Keenan anda numa busca incansável há nove séculos e está determinado a converter Aislinn na sua rainha a qualquer custo.
Quando as regras secretas que sempre a tinham protegido deixam de funcionar, de repente está tudo em risco: a sua liberdade; o seu melhor amigo, Seth; a sua vida; tudo. Intrigas sobrenaturais, amores mortais e expectativas modernas cruzam-se no enredo deste espantoso conto de fadas do século vinte e um.

Opinião
Um livro que demorou algum tempo a captar-me o interesse, mas que se revelou uma leitura muito agradável no final de contas. Uma realidade diferente da que geralmente encontramos neste género de histórias, um cenário mais pesado, uma juventude mais dura, uma cidade mais perigosa. Longe das típicas histórias de liceu, aqui encontramos uma linguagem cheia de calão, personagens cheias de piercings e tatuagens, passados obscuros e adolescentes cujas vidas são tudo menos cor de rosa. A personagem principal, Aislinn, é, no meio de todos os outros intervenientes, o protótipo de "boa menina", de uma beleza simples e natural, boa aluna e calma, tenta não chamar as atenções das fadas sobre si. Estas, criaturas extravagantes que só ela consegue ver, dificultam-lhe imenso a missão, intrometendo-se no seu caminho a cada passo. E agora é o Rei das Fadas que se interessou por ela, embora ela não consiga perceber porquê. No meio do turbilhão que é a sua vida, Ash encontra a paz nos braços de Seth, o seu melhor amigo que a ajuda seja qual for o problema ou a circunstância.
Seth e Keenan não podem ser mais diferentes um do outro - bem como o mundo dos mortais e o mundo das fadas, para onde Aislinn começa aos poucos a pender ainda que lute com todas as suas forças contra o seu destino. Mas será que uma rapariga inteligente como ela não consegue arranjar uma solução para o seu problema e ter o melhor dos dois mundos?
Ainda que o livro tenha uma aura escura e perigosa a cada página, é uma leitura rápida e divertida. É diferente dos restantes livros do género e, embora isso possa reduzir-lhe o número de fãs (não é a típica história feliz), permite chegar a outro público que prefere este tipo de leitura mais sombria em vez dos expectáveis romances cor de rosa. Não foi uma leitura que me tivesse apaixonado totalmente, mas foi o suficiente para me deixar curiosa com os volumes seguintes, que farei questão de ler também! 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Mood do dia


Há segundas-feiras que são particularmente difíceis. Principalmente quando o fim de semana foi tão bom tão bom que em vez de dois dias pareceu ter duas horas... Partilhar e multiplicar felicidades é assim, faz o tempo ter reações estranhas, queremos que ele estique e que dure e dure e dure, mas depois apercebemo-nos que já foi e passou tão depressa que nem demos conta. E de repente já é segunda-feira, estamos com uma soneira descomunal e muito pouca vontade de trabalhar. E pensamos cá para connosco que precisamos mesmo de um dia entre sábado e domingo. 
Agora vou só ali trabalhar mais um bocadinho enquanto sonho com o próximo fim de semana, está bem?

Andanças

Diz que hoje estou por aqui e também por aqui. Neste segundo poiso, diz que a coisa vai ser regular :)
Ora ide lá espreitar, ide!

domingo, 31 de agosto de 2014

Ao domingo, publicidade! #26

Porque não há energia como a nossa, todos as horas de todos os dias.
(E estes anúncios são tão, mas tão bons que é impossível partilhar apenas um...)





quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Boas notícias para o meu joelho...

...e para as minhas barrigas das pernas. E para as minhas coxas. E para as minhas ancas.

Li aqui há dias na Vogue que, depois de uma década de reinado feroz e tirano para tantas mulheres, as skinny jeans estão a entrar em declínio e, quem sabe, em vias de extinção. O meu joelho agradece!
Entretanto, ficam aqui algumas outras sugestões de calças mais largas.

As estampadas:




As clássicas:



E as de ganga:




(Não, este blogue não é um blogue de moda, por isso as imagens foram retiradas aleatoriamente da Internet, através do motor de busca da Google.)

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Opinião: Lago Perdido, de Sarah Addison Allen

Lago Perdido

Sarah Addison Allen (Quinta Essência)

Sinopse: 
Suley, Georgia, é o lugar da estância de Lago Perdido e não muito mais. E é por isso o lugar perfeito para a recém viúva Kate e a sua excêntrica filha de oito anos, Devin, se curarem. Kate passou um memorável verão de infância em Lago Perdido. Era um lugar para sonhar. Mas Kate já não acredita em sonhos e a sua tia Eby, proprietária da estância, quer vender o lugar e seguir em frente. A magia de Lago Perdido desapareceu. Quando Kate descobre que o tempo tem uma maneira de parar em Lago Perdido, irá ela ser capaz de dar vida às cabanas e ao seu coração? Porque às vezes as coisas que amamos têm uma forma engraçada de aparecerem de novo. 

Opinião
É sempre um prazer tão grande ler Sarah Addison Allen. Não porque sejam livros épicos, mas porque são livros escritos com e para o coração. É uma leitura balsâmica, calmante, retemperadora. E permite-nos sonhar. São estas qualidades, comuns a todos os livros da autora, que me fazem devorar as suas obras, engoli-las em horas e senti-las repousarem em mim.
Com personagens encantadoras, algumas impossíveis de não gostar, outras que adoramos odiar, Lago Perdido conta-nos a história de Kate, que esteve "adormecida" para a vida durante um ano inteiro, desde a morte do seu marido, mas que um dia acorda e decide pegar novamente nas rédeas da sua vida. Pegando na sua filha de oito anos, a pequena e extravagante Devin, partem para o Lago Perdido, uma estância onde Kate teve o melhor verão da sua vida e que pertence à sua tia Eby. Mas o cenário de Lago Perdido está muito diferente do que Kate se lembra - desde a degradação física do sítio ao cansaço psicológico de Eby, que vê definhar, de ano para ano, aquele lugar onde investiu toda a sua vida e ao qual já só um pequeno grupo de resistentes velhotes continua a acorrer a cada verão. Eby quer vender Lago Perdido e seguir em frente, ir viajar, soltar amarras. Mas a chegada das suas sobrinhas vem alterar o seu centro de equilíbrio e fazê-la repensar em toda a sua vida e todas as suas decisões.
Laços familiares inexistentes são criados e fortalecidos com uma naturalidade suave. Aventuras são vividas, memórias e emoções são revividas e num sítio onde o passado está presente a cada canto começa a delinear-se um novo futuro. Uma história que embala e que nos envolve com a magia das emoções e das palavras. Um regressar a uma autora que me deixa a alma aconchegada.