sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Festa surpresa... ou nem tanto assim

Perguntei-lhe como ia celebrar este aniversário tão redondinho: 25 anos, um quarto de século! E ela respondeu-me que não ia fazer nada, que sempre que pensava em fazer festa as coisas não corriam bem, os amigos estavam de férias ou de fim de semana, depois não vinha quase ninguém... Enfim, notei ali uma nota de desânimo e decidi que este ano era eu que lhe organizava a festa. 
Convidei os amigos e alguma família, marquei a data (que teve de ser alterada porque sua excelência descobriu que trabalhava no dia em que íamos fazer a festa) e escolhi o sítio. Fomos para o Vale do Silêncio, nos Olivais, onde estava a decorrer um Street Food Festival, com animações e música. 
A festa foi surpresa, mais ou menos, Ela sabia a data, sabia o sítio e, no próprio dia, teve de saber do bolo porque eu precisei de o guardar no frigorífico de casa dos meus pais.
Ainda assim, foi surpresa. Ela não estava à espera de rever uma amiga de infância, amigas do tempo de escola, amigas do trabalho, primos e tios (incluindo uma tia que foi convidada no próprio dia e lá foi), gente que foi colecionando ao longo da vida e que fez questão de estar presente nesta celebração. Que foi a celebração do seu aniversário e também da família e dos amigos. Foi um momento bom, agradável, com comidinha saborosa e um bolo fantástico e mágico, que fez as delícias da minha irmã e de todos os convidados!


 


Não tenho o jeito da minha irmã para fazer bolos, e este foi comprado, bem como o resto dos comes e bebes. Mas tenho toda a vontade do mundo em fazer com que a minha irmã seja feliz. E acho que, para a festa dos seus 25 anos, o consegui! E isso foi o melhor de tudo :)

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Onde está o meu bebé?

Às vezes, dou por mim a olhar para o Tiago e a perguntar: onde está o meu bebé? Como foi que, num piscar de olhos, o meu filho se transformou neste menino (quase) crescido?
Ainda não tem ano e meio, mas é cada vez mais independente. Quer a nossa atenção e ainda pede mimo e colo de vez em quando, mas já se vai desenrascando sozinho e aventurando, de dia para dia, a explorar novas capacidades. Quando o vou buscar à escola, ao fim do dia, sai de mão dada comigo e insiste em levar a mochila às costas. Sobe escadas sozinho e também já desce pelo próprio pé, desde que vá pela nossa mão (por ele, tentaria sozinho, mas eu ainda não estou preparada para repetir o susto que apanhei há tempos). Dá gosto vê-lo comer o segundo prato e a fruta, em grandes colheradas que leva à boca muito compenetrado (a sopa ainda é a mãe que dá, mas não hei de tardar muito a dar-lhe também carta verde). Todos os dias aprende uma nova palavra e exprime-se cada vez melhor. Já começa a ter vontades próprias e a mostrar-nos bem o que quer e o que não quer. Os baloiços, escorregas e outras diversões do parque infantil já não têm segredos para ele. Já não bebe o leitinho antes de ir dormir e já escolhe o seu próprio pequeno-almoço, ou pelo menos quando o pai lhe dá opção de escolha. Aprendeu os nomes da mãe e do pai e ora nos chama de uma forma, ora de outra. Também aprendeu a dizer o seu nome e agora, quando se esconde de nós, começa a chamar "Tiago! Tiago!", para que nós façamos o mesmo. Praticamente já não usa chucha, nem para dormir...
Mas.... mas, de vez em quando, ainda pede a chucha. Ainda tem medo do aspirador e do secador de cabelo e de outros aparelhos que façam muito barulho. Ainda chora no duche, quando lhe molho a cabeça e ele diz apressado "Já 'tá! Já 'tá!". Ainda chama pelo pai quando acorda de algum pesadelo. Ainda é para mim que corre quando o vou buscar à escola e já não me larga. Ainda precisa de colo e de mimo e que lhe faça festinhas e o abrace e lhe fale com voz calma quando está com a birra. Ainda quer que lhe pegue quando está cansado ou apenas com vontade de estar nos braços da mãe. Ainda precisa de muita atenção e de muito amor. Ainda precisa de ser o bebé dos pais durante mais uns tempos.  
Às vezes, dou por mim a olhar para ele, tão crescido, e a pensar: onde está o meu bebé? Depois ele ri-se e chama-me "mamã" e eu sei que ele ainda é e será o meu bebé durante muito tempo!


domingo, 25 de setembro de 2016

Ao domingo, publicidade! #134

Este já tem um tempinho, foi da Feira do Bebé que o Continente realizou em janeiro, mas continua a ser sempre, sempre atual. Porque o melhor mesmo de ser avô... é não ter de ser pai!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O tamanho do vício

aqui vos disse várias vezes que ando envolvida com a saga da Guerra dos Tronos. Estamos assim numa paixão meio assolapada, ainda ontem escrevi sobre isso.
Ora o tamanho do vício é tal que, não contente em ler no Kindle (um colega meu emprestou-me um dos livros em papel, mas o peso e o tamanho do volume depressa me fizeram virar para o leitor digital onde já tinha guardada a saga completa - em inglês e em português!), agora também leio no telemóvel! Fiz o download da aplicação do Kindle para o telefone e, quando por algum motivo não tenho o Kindle à mão de semear - por exemplo ontem na fila do café - é só sacar do telemóvel e continuar a ler descansada.
Não sei ainda se gasta muito ou poucos dados móveis ou muita ou pouca bateria (deve gastar menos do que os jogos do Candy Crush, de certezinha), mas estou muito contente com mais esta opção do meu telefone. Algo me diz que as visitas ao facebook vão ser cada vez menos, com um concorrente deste calibre!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Ser madrinha do amor

Foi há quatro anos que fui madrinha de casamento de uma das minhas melhores amigas, daquelas que são família. A acompanhar-me no papel de madrinha, estava outra amiga-irmã. Foi um momento muito feliz!
Passaram quatro anos e, daqui a dois dias, vou ser novamente madrinha de casamento. De outra amiga que é família. E a acompanhar-me, duas amigas-irmãs, uma do meu lado da noiva, a outra do lado do noivo. 
E eu só posso sentir o coração explodir de orgulho destas mulheres todas que fazem a minha vida tão melhor (não esquecendo as que não casaram e não são madrinhas, mas são também tão especiais).
Aos noivos de há quatro anos, parabéns! Por tudo, pela família linda que criaram, pelo amor que perdura, pela felicidade que há e que ainda está por vir.
Aos noivos que vão casar daqui a dois dias, tudo de bom! Hoje e sempre! Mesmo com os momentos mais difíceis, em que o amor mostra que realmente tudo consegue e tudo suporta e tudo vence. Vai ser um dia especial. E feliz. Porque vocês merecem!
A mim, não te esqueças de usar o teu vestido de madrinha cheia de honra, orgulho, alegria e amor! E de fazer este dia inesquecível para os noivos!

Game of Thrones: começar pelos livros ou pela série?

Como sabem, ando imersa na leitura dos livros do George R. R. Martin, que compõem As Crónicas de Gelo e Fogo e que deram origem à série A Guerra dos Tronos, da qual já vi todos os episódios até à data.
Isso significa que, quando comecei a ler os livros, já conhecia o mundo em que ia entrar e também o destino que algumas personagens iriam ter (bem que sempre ouvi dizer que não devíamos afeiçoar-nos a nenhuma delas!). No entanto, e embora nos primeiros dois livros a história tenha estado taco a taco com os episódios das duas primeiras temporadas, o que levou a uma leitura mais lenta, uma vez que já sabia o que ia acontecer, não foi de todo impeditivo do prazer que sinto ao ler. Agora, chegada ao terceiro livro (ou quinto e sexto em Portugal), as histórias começam a separar-se ligeiramente, começa a haver pequenas mudanças que me fazem ter mais vontade de virar as páginas e descobrir o que acontece a seguir.
Claro que os livros são sempre muito mais extensos que as séries, têm muito mais pormenores e detalhes e houve muita coisa que foi cortada ou alterada para se poderem fazer temporadas de dez episódios cada. Até agora, todas essas alterações, pelo menos as que já notei, me fizeram sentido, deram um ritmo mais rápido e importante ao enredo televisivo, eliminaram o desnecessário. E se bem que a maior parte de nós, leitores, não considere desnecessário, a verdade é que nos livros há capítulos em se avança muito pouco na história, demasiados detalhes sobre as Casas, os seus brasões, as suas histórias, demasiados momentos de descrição pura que podiam perfeitamente (e por mim são-no, na maior parte das vezes) lidos na diagonal. Sim, sim, já sei que o Tyrion tem uma cicatriz que lhe arrancou parte do nariz, não preciso de ser relembrada a cada novo capítulo. Bem como pouco me interessa saber todos os pormenores das vestimentas de quase todas as personagens com que nos cruzamos. Dá-nos uma imagem visual mais nítida, é certo, mas também torna as coisas mais monótonas por vezes.
Ainda assim, tenho de admitir que o Martin é assim uma espécie de génio com tantas voltas e mais voltas que dá à história, sem que a mesma perca o sentido. Mas o mesmo posso dizer dos criadores da série televisiva, que são tão surpreendentes como o autor, principalmente nesta última temporada que já deixou para trás os livros e voa sozinha. Acredito que muitos leitores se perguntem se, quando sair o próximo livro, estarão a ler coisas que já viram na série ou se será tudo diferente.
Da minha parte, não vos consigo verdadeiramente dizer, aos que ainda desconhecem este mundo, se deverão começar pelos livros ou pela série. Porque quer comecem por um ou por outro, as surpresas serão sempre mais que muitas, os desfechos imprevisíveis e o coração não vai estar preparado nem para metade do que vai acontecer. A única coisa que posso aconselhar, a quem gosta de intrigas, de histórias bem feitas, de personagens reais que oscilam entre serem heróis e vilões, é que, independentemente de lerem primeiro os livros ou verem primeiro a série, o façam. Vão ver que não se arrependerão!


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Da gratidão

Diz que hoje é o Dia Mundial da Gratidão. Também é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. E eu ficaria tão mais grata se o segundo dia não existisse. Ou melhor, se não tivesse razões para existir...

terça-feira, 20 de setembro de 2016

É só na segunda-feira à tarde que me apercebo...

Ontem confessei-vos que as segundas-feiras estão a ser muito difíceis, depois de fins de semana tão bons, tão cheios, tão repletos de coisas boas e de momentos inesquecíveis, custa muito acordar e ir trabalhar na segunda-feira.
No entanto, é só quando saio do trabalho, às seis da tarde de segunda-feira, que me apercebo de como estou a morrer de saudades do meu filho. É só quando o vejo, a correr na minha direção quando chego à escolinha, que tenho noção da falta que me fez, do quanto ansiei que o dia chegasse ao fim para poder estar de novo com ele. Os fins de semana são cheios de Tiago, cheios das suas gargalhadas, dos seus sorrisos, dos seus abraços e beijinhos, cheios das suas conversas (todos os dias aprende uma palavra nova)... Também têm as suas birras e os seus choros, mas não são o suficiente para que a segunda-feira seja significado de alívio em vez de obrigação. 
E eu, que não sou uma pessoa saudosista, só me apercebo que estava cheia de saudades quando abraço o meu filho e o meu marido na segunda-feira ao final do dia. E reúno novamente a minha pequena família de três debaixo da minha asa. E percebo porque é que as segundas são tão difíceis...


domingo, 18 de setembro de 2016

Ao domingo, publicidade! #133

Tirar a carta de condução é um dos grandes objetivos dos jovens, quando alcançam os dezoito anos. Eles não sabem é que a principal causa de morte e ferimentos graves nos jovens até aos 24 anos são precisamente os acidentes rodoviários.

Com isto em mente, no início deste ano, a Brisa lançou uma nova campanha de sensibilização para uma condução mais segura: "Aula de Impacto" (assinada pela Leo Burnett).

Eles chegaram para a primeira aula de condução.

E saíram com uma lição para a vida.


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

É uma panca cá minha!

Adoro saias! Tempos houve em que praticamente não usava saias, culpa das modas e de complexos parvos da adolescência, mas, aos poucos, esta foi uma peça que foi conquistando o seu lugar no meu armário - saias e vestidos, não me canso deles!
Aliás, o difícil é controlar-me na hora de comprar. Mesmo quando, supostamente, já tenho mais que suficientes. Por exemplo, consta que tenho quatro saias em tons de branco e preto. Quatro. Uma mais para o inverno, outra mais para o verão, outras duas para o ano todo. Quatro. E ainda assim, quase não resisti quando vi estas coisinhas lindas aqui:





Se preciso? Claramente não! Se quero? Oh, sim, por favor, são tãooooo lindas! É definitivamente uma panca cá minha!

É por causa dela...

É por causa dela que descobri o amor incondicional.
É por causa dela que aprendi a partilhar brinquedos, roupa, acessórios, o quarto, os pais e a vida.
É por causa dela que fiz algumas das figuras mais ridículas, mas também das mais felizes.
É por causa dela que desisti de sonhos para que outros maiores e melhores pudessem viver.
É por causa dela que me exasperei tantas vezes, que discuti tanto, que chorei tanto, para no fim amá-la ainda mais.
É por causa dela que tenho as melhores memórias da infância.
É por causa dela que gravei na pele essas mesmas memórias.
É por causa dela que soube que queria ser mãe.
É por causa dela que, se a vida mo permitir, o meu filho não será filho único.
É por causa dela que sou mais feliz.

Hoje, ela faz 25 anos. Foi ela que fez de mim irmã mais velha. Foi ela que veio virar o meu mundo de pernas para o ar. E tão melhor que ele é assim!

Parabéns, maninha! Que a vida te sorria sempre!



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Da ilusão da paz...

Ontem partilhei esta foto no Instagram, com a legenda Finais de tarde em paz... Porque às vezes também é preciso! 


O que me esqueci de partilhar (ou omiti deliberadamente) foi o dia psicologicamente cansativo que estava a ter, com vários assuntos para resolver, questões menos simpáticas para tratar, um velório do pai de um grande amigo à minha espera depois de uma pausa. A mesma pausa que partilhei, o momento de paz que encontrei por entre o caos que foi o dia.
Nas redes sociais, a minha vida pareceu certamente deliciosa: um final de tarde no jardim, a ler, a descansar, a apreciar o silêncio. Na vida real, tinha de acrescentar a blusa preta vestida, o carrego da mala e a da lancheira e do pão que fui comprar, o tempo que esperei pelo marido que estava preso no trânsito... Ah, a ilusão das vidas perfeitas do Facebook, e do Instagram e até aqui dos blogues!
No entanto, no momento em que tirei aquela foto, durante a curta meia hora que estive no jardim, encontrei mesmo a paz. Refugiada no meu livro, a ouvir os pássaros, a ver passar algumas (poucas) pessoas, senti-me bem, tranquila, longe dos vários problemas do dia. 
Acho que a felicidade é isso, encontrar a paz nas coisas mais simples, mesmo quando tudo à nossa volta não o é. Mesmo num dia como o de ontem, fui feliz.


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

domingo, 11 de setembro de 2016

Ao domingo, publicidade! #132

Só há pouco tempo dei conta desta campanha de segurança rodoviária que o ACP lançou no final de 2014, com especial enfoque nas festas de ano novo. Convidaram os D.A.M.A. para fazerem uma música "de alerta ao excesso de confiança dos jovens condutores", consciencializando-os para os comportamentos de risco ao volante. 
Foi assim que nasceu a canção Eu sou o maior, uma música divertida e sem lições de moral - como refere o próprio ACP "Eu sou o maior é o título da música que, de forma não moralista e descontraída, apela a que, em momentos de diversão e consumo de álcool, os jovens peçam boleia a quem esteja apto para conduzir, partilhem táxis ou utilizem outros meios de transporte".
Eu tenho de admitir que gostei mesmo muito do resultado final!