quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A arte da paciência

No outro dia, a pedido do Tiago, fomos ao "parque da pinha" - um parque infantil perto de casa, que ganhou esse nome informal entre nós por causa dos muitos pinheiros que por ali se encontram. Durante uma hora, a diversão do meu flho, ignorando escorregas e baloiços, foi recolher as agulhas secas caídas no chão em pequenos montes e fazer "fogareiros" imaginários onde coznhava depois comida para ele, para a mãe e para o pai. Várias vezes lhe perguntámos se não queria andar no escorrega ou nos cavalinhos ou se, porque estava muito calor, não queria voltar para casa e ir à piscina, mas ele estava genuinamente feliz no seu mundo faz-de-conta. Acabámos por desistir e ficar sentados num banco a vê-lo brincar.
Às vezes, tenho a sensação de que somos nós, pais, que não damos espaço aos nossos filhos para se sentirem aborrecidos - antes sequer de isso acontecer já lhes estamos a impingir uma qualquer atividade ou passeio ou jogo. Às vezes, fazemos isso com o Tiago: insistimos com ele para ir aqui ou ali quando ele não mostra muito interesse, propomos-lhe planos alternativos quando na verdade ele só quer ser deixado em paz. Na nossa ânsia de lhe mostrar coisas, de o tirar de casa e da frente da televisão, nem sempre compreendemos que às vezes ele só quer passar uma tarde inteira a vegetar em frente à Patrulha Pata; ou dar largas à imaginação com meia dúzia de agulhas de pinheiro em vez de andar para cima e para baixo nos escorregas. Às vezes, temos de parar e ouvir as nossas crianças, mesmo aquilo que elas não dizem - deixá-las respirar, brincar e, porque não?, aborrecer-se um bocadinho de vez em quando. Pode ser que acabem por descobrir coisas novas e brincadeiras diferentes e libertar a imaginação sem que estejam sempre a ser formatadas por nós, adultos. Mesmo que isso nos aborreça também um bocadinho.




terça-feira, 22 de agosto de 2017

Verão?? Estás aí??

Apenas para partilhar convosco o cenário com que acordei esta manhã. Aparentemente, em Lisboa já está sol e calor, mas lá na minha terra nem a serra ao fundo se via. Alô, verão? Estás por aí?

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Regressar

De regresso ao trabalho, às rotinas, às viagens de comboio, aos momentos de leitura e à minha autora favorita!

domingo, 20 de agosto de 2017

Ao domingo, publicidade! #181

Um vídeo que devemos ver duas vezes, com dupla atenção. A história por detrás da história. Porque os nossos sucessos só o são com a ajuda dos outros. Sempre.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Desejos

No início de 2017, pedi dois desejos. Duas únicas coisas que gostaria que se realizassem durante este ano. Nenhuma das duas ainda se concretizou, mas o ano também ainda não chegou ao fim. No entanto, e apesar de nenhuma das duas ter sido o número do euromilhões, a verdade é que ambas ficavam mais ou menos resolvidas com os cinco números e duas estrelas... Será que é hoje?

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Um mês para ler 135 páginas?

Um mês para ler 135 páginas?! Nem parece meu, que vergonha! 
Em meados de julho, sabendo que faltava pouco para as férias, comecei a ler o livro Crónica de una muerte anunciada, de Gabriel García Marquéz. Era um livro pequenino e, mesmo estando a ler no castelhano original, achei que dava mais do que tempo para o ler até chegarem as benditas férias. E teria dado, só que entretanto comecei a ir de carro para o trabalho, acabando assim com o meu momento dedicado à leitura durante a viagem de comboio. Ah e tal, mas como estou sem filho (a passar férias com os avós) dou conta do recado em casa. Pois teria dado, se não me pusesse a adiantar outras coisas e a terminar um curso online e a ver uns filmes em atraso e sei lá mais o quê. Resultado, foram duas semanas inteiras sem ler uma única página. Toca de levar o livro para as férias e, na passada semana, ainda consegui adiantar alguma coisa, mas mesmo assim não terminei o dito. Está quase a fazer um mês desde que comecei a ler este livro e nunca um livro tão pequeno me demorou tanto tempo a terminar. E estou a gostar da obra, fará se não gostasse!
De qualquer forma, as férias estão quase a terminar e com o regresso ao trabalho regressam também as viagens de comboio e as minhas rotinas de leitura - até porque já tenho o próximo livro, que comprei pouco antes de ir de férias, a querer saltar da prateleira!


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Às terças-feiras

Vocês já sabem que, volta e meia, dou uma perninha ali na Revista Fábulas, a falar de livros e seus assuntos. Pois que, desde a semana passada, que há nova rubrica no estaminé, intitulada Uma história por dia, nem sabe o bem que lhe fazia e que fala dos livros que eu e o Tiago lemos antes de adormecer. Por isso, se estiverem interessados em algumas sugestões literárias para os mais pequeninos, apareçam por lá e vejam as minhas opniões e - mais importante - as do Tiago.
A primeira começou logo com o pé direito e com a coleção do Bolinha. Qual será o livro escolhido para hoje? Vão lá descobrir!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Adeus "pepioca", olá "epicoco"

O tempo passa depressa de mais! Ainda ontem parece que o Tiago nasceu, de repente já estava a começar a falar, os primeiros sons, as primeiras palavras, as primeiras frases. Hoje é um tagarela, um fala-barato, diz tudo e todos os dias aprende algo novo. Já vos brindei aqui com vários capítulos do Dicionário de Tiaguês, mas até isso começa a ficar desatualizado à medida que ele vai aprendendo mais e mais.
Tenho para comigo que não o devo corrigir diretamente nem fazer pouco das coisas que ele diz mal, mas antes repetir a palavra de forma correta para que ele possa perceber como se diz. Nem sempre resulta logo, mas ele lá vai percebendo e aos poucos vai corrigindo o seu discurso. Foi assim que o pato já virou sapo, a putina já é música e o pepioca... Calma! Não queriam já milagres, pois não? O pepioca ainda não chegou a helicóptero, mas já é um epicoco. Muito mais parecido, certo?
Isto aos pouquinhos vai lá!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O paraíso também pode ser isto

Parados na berma da estrada, com esta vista, uma brisa fresca e uma música agradável, enquanto esperamos que a criança acorde de uma curta sesta para irmos passear os três no bosque junto ao rio. É preciso tão pouco para sermos felizes!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Sou só eu que...

Sou só eu que, apesar de ter um saco de pano no carro, sempre que vou às compras me esqueço dele? Não faz mal, porque só vou comprar pão e um pacote de batatas... Ah, espera, não tenho quase fruta nenhuma, se calhar vou levar só um melão. E tenho um almoço lá em casa, se calhar é melhor levar uns gelados para a sobremesa. E, claro, um pacote de batatas é capaz de ser pouco, somos muitos, deixa-me lá levar dois. 
E depois é ver-me com as coisas todas empilhadas nos braços a ir para a caixa e, depois, pela rua fora até chegar ao carro! 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Contra mim falo

No outro dia, partilhei uma imagem da casa de banho do meu filho, mostrando alguns apontamentos cor de rosa e normalizando a igualdade das cores para todas as crianças - rosa para os meninos e azul para as meninas, rosa e azul para todos! Lá em casa, é filosofia nossa não segmentar as coisas por sexo: sejam as cores, as brincadeiras, as tarefas domésticas... No Natal passado, o Tiago recebeu uma cozinha de brincar e um carrinho de limpezas a par da mota do Homem-Aranha; ele gosta e a última coisa que quero é cortar-lhe as asas da imaginação porque "as tarefas domésticas são coisas de meninas". Lembro-me, aliás, de ser pequena e de trocar bonecos com o meu primo, porque ele tinha uma série de Action Man mas não tinha nenhuma boneca, então eu dei-lhe uma das minhas Barbies para o Action Man poder ter uma namorada. Claramente a Barbie teve de ser minha porque nunca ninguém, no início dos anos 90, se lembraria de fazer ou comprar bonecas para os meninos. 
Talvez hoje ainda não se lembrem à primeira, mas, felizmente, o tema da igualdade de géneros (que funciona para os dois lados) já não é um assunto tabu e, quanto mais debatido, mais sensibilizados ficamos para ele. As mulheres podem tudo o que os homens podem: trabalhar, competir, treinar, vencer, liderar, ser médicas e engenheiras e juízas e donas de empresas... Mas os homens também podem tudo o que as mulheres podem: cozinhar, limpar a casa, jardinar, costurar, tratar de si e do seu corpo, ser pais a tempo inteiro... Enfim, percebem a ideia.
No entanto, enquanto apregoo estas ideias (e que tento pôr em prática todos os dias), contra mim falo, pois também eu peco de vez em quando. Por exemplo, quando o Tiago me viu de verniz na mão e quis pintar as unhas e eu lhe respondi prontamente:

"Filho, os meninos não pintam as unhas, só as meninas! O papá também não pinta, vês?"

Afinal, tanta coisa, tanta coisa, esta que canta de galo sobre a igualdade e o tanas e também lá caiu no estereótipo! Mas convenhamos, o argumento é tão fácil de usar e tão mais rápido de entender do que qualquer outra explicação que lhe pudesse dar. Autoflagelei-me um bocadinho, mas não me arrependo, confesso.
Se me iliba de alguma forma, em casa da prima, e com os vernizes de água dela, eu deixo-o pintar as unhas, os dedos e tudo, desde que tire logo a seguir! Não é por ser rapaz, é porque não gosto nada de ver crianças com unhas pintadas. Sim, sim, eu sei que quando tiver uma filha é que vou ver como são elas. Logo se verá!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Em testes

De há uns tempos para cá, comecei a sentir que este blogue estava (está) a precisar de uma renovação, de uma makeover, de uma espécie de refresh. Não que o blogue em si não me satisfaça e não me dê um certo orgulho ao perceber que as mesmas pessoas que cá vêm, por cá ficam - e que sejam muito bem-vindas!
Mas a necessidade de mudança já me acompanha há alguns meses. Queria trazer o blogue para mais perto da minha realidade atual e, embora eu ainda seja a rapariga que continua a contar estrelas, sinto que a minha maior premissa, nos dias que correm, é esta: ser feliz. Ser feliz porque sim, apenas porque não sei ser de outra maneira. E, não querendo esfregar a minha felicidade na cara de ninguém (também tenho dias maus, como toda a gente), é isto que quero transmitir, é sobre isto que quero escrever. E sobre tantas outras coisas que daqui partem...
Foi com este sentimento que hoje andei em testes, a mudar o blogue. Ainda não é uma versão final da coisa. E o mais importante - mudar o domínio - ainda não está nos planos para já (depois como é que vocês me encontravam?), mas havemos de lá chegar. Hoje dei-lhe novo nome e nova roupagem. O que acham? Algumas dicas e ideias para melhorar aqui o espaço? Aceitam-se sugestões :)