quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Sabes que tens

Sabes que tens:
  1. O melhor marido do mundo quando, a uma quinta-feira à noite, recebes mensagem de uma amiga a perguntar "Então, o jantar de amanhã mantém-se?" e te apercebes em pânico de que nunca mais te lembraste do dito jantar, os teus sogros estão ausentes, não tens ninguém que te vá buscar o miúdo e que, por isso, vais ter de cancelar e o teu marido diz-te que talvez consiga sair mais cedo, mas sem garantias. Na sexta-feira, à hora de almoço, diz-te que está a ter um dia ligeiramente caótico. Às cinco e meia da tarde, confirma-te que lhe vai ser impossível sair mais cedo e tu lá informas as tuas amigas que não vais poder ir ao jantar e, nem meia hora depois, recebes nova mensagem do marido a dizer "Já saí, consegui despachar tudo!". Só para que a sua querida mulher pudesse ir sair!
  2. O melhor filho do mundo quando, a meio do jantar, recebes um vídeo do marido com o filho a dar um beijinho de até amanhã, porque vai para a caminha e já não vai ver a mamã nesse dia.
  3. As melhores amigas do mundo quando, depois do jantar, lhes pedes para te deixarem na estação de comboios, porque ainda tens de ir de transportes públicos para casa e elas, em vez de te levarem à estação mais próxima, atravessam o Tejo para te ir deixar a casa.

Isto aconteceu-me na semana passada. Às vezes, o universo conspira para que tenhas um dia fantástico, outras vezes conspira para pôr na tua vida pessoas que façam tudo para que tenhas um dia fantástico. E eu só posso estar grata pelas pessoas espetaculares que eu tenho na minha vida e que me fazem tão feliz!


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Vejo filmes a mais!

Acabou de acontecer. Uma amiga ligou-me. Atendi toda contente e, do outro lado, nada. Chamei-a duas vezes e ouvi a voz dela à distância, numa conversa que não percebi mas que não era claramente comigo. Desliguei e mandei-lhe mensagem "Ligaste-me? Parecia que estavas a discutir com alguém..." E, de repente, fez-se clique na minha cabeça: e se ela estava mesmo a discutir e tinha-me ligado para que eu a pudesse ajudar de alguma forma? Liguei-lhe de volta e ela não atendeu. Uma, duas, três vezes. Para o telefone pessoal e para o profissional. E eu, que vejo claramente filmes a mais, comecei a ficar mesmo preocupada. Liguei mais uma vez e o telemóvel estava desligado. Já estava a falar com outras duas amigas, a tentar descobrir onde é que a primeira andava, se estava no trabalho, será que devia ligar para lá para tentar falar com ela?, talvez devesse esperar mais um bocadinho. 
E, de repente, a visada manda-me mensagem "Olá! Desculpa, mas não te pude atender e depois tive de desligar o telefone porque ele não parava de vibrar." Pois, não parava de vibrar porque eu não parava de ligar. 
Afinal, ela tinha-me ligado por engano, não tinha discutido com ninguém e não tinha podido atender porque estava efetivamente a trabalhar. E esta cabeça que já estava a fazer grandes filmes finalmente acalmou. Se calhar devia pensar em moderar os filmes e as séries policiais, não?

O casamento do ano!

Num ano em que tive quatro casamentos, este último foi mesmo para acabar em grande, já que implicou uma logística mais complicada e eu era madrinha da noiva. E é que foi mesmo um grandeeeee casamento! Para nós (e para os noivos), pelo menos, começou na véspera, foi o dia de sábado inteiro e ainda uma parte de domingo em festa. 
A noiva diz que se sentiu uma autêntica princesa e que voltava já a casar, tão especial foi o dia! E eu admito que foi mesmo um dia muito especial, embora tenha também sido um fim de semana muito cansativo - muita excitação e horários muito desfasados da rotina do Tiago fizeram com que fossem dias muito extenuantes para ele e, consequentemente, para nós pais (na véspera do casamento fomos obrigados a ir andar com ele de carro para ver se ele saía do frenesim em que se encontrava e adormecia; na noite do casamento, em que ficámos a dormir na quinta, adormeci-o ao meu colo a cantar-lhe ao ouvido enquanto ele berrava desalmadamente). Faz parte. Assumimos o risco quando o levámos e não correu tão bem como gostaríamos. No entanto, durante o dia, o Tiago esteve sempre bem disposto e animado e toda a gente se apaixonou por ele.
Quanto ao casamento em si, foi uma animação do princípio ao fim, desde a igreja até à quinta lindíssima, com uma equipa super atenciosa, comida deliciosa e cenários encantadores. Havia babysitter para os miúdos, bar de gin para os graúdos e um carrinho de gelados para todos. E para quem, como eu, não é grande apreciadora de gin, havia um funcionário a fazer umas fantásticas caipirinhas, que pude desfrutar enquanto o marido tomava conta do pequeno. 
É que, por mais extraordinários que os casamentos sejam, com filhos nunca é bem a mesma coisa. E tenho uma amiga, outra madrinha da noiva, que me desmentirá já aqui e agora, dizendo que eu só tinha de recambiar o meu filho para a babysitter e ficar descansada. Mas o meu filho não tem seis aninhos como a filhota dela e eu ainda não me sinto preparada para o entregar assim sem olhar para trás (na creche é diferente, está bem? Trata-se de um ambiente protegido, onde todos os olhos estão postos nas crianças).  E por isso não bebi todas as caipirinhas que quis, não tirei todas as fotografias que gostava, não estive tanto tempo na pista de dança, nem gozei tanto a festa como teria feito há uns anos. Também faz parte. Podíamos ter optado por não levar o Tiago; no entanto isso para nós não fazia sentido e, por isso, vivemos com as consequências. Que, ainda assim, no panorama geral, foram poucas: rimos, brincámos, comemos e bebemos, dançámos, estivemos com amigos, conhecemos pessoas espetaculares e presenciámos um momento muito bonito na vida de grandes amigos. E o Tiago esteve connosco, com os seus "tios" e "tias", e pôde fazer parte da festa e da história que se fez naquele dia. Da dele e da nossa. 

Ah! E desta vez não tive grandes dramas com o cabelo, porque fui à cabeleireira; afinal, era madrinha da noiva! ;)

Foto tirada no carro, enquanto esperávamos que o Tiago acordasse da sesta.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Detesto quando isto acontece

Hoje de manhã, antes das oito, quando fui para a cozinha tomar o pequeno-almoço (e arrumar a loiça de ontem e fazer as lancheiras para hoje e tudo e tudo e tudo), lembrei-me de uma coisa que queria mesmo escrever aqui. No meio de tudo o que andei a fazer, esqueci-me. E passei a manhã inteira a tentar lembrar-me, mas nada veio à memória. Nada. E eu detesto quando isto acontece!!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Espírito de segunda-feira


São fases

Lembram-se de vos dizer que a rotina noturna do Tiago estava a roçar a perfeição? Pois, quem me mandou falar alto? É que, como todos sabemos, a perfeição acaba-se rápido. E, nos últimos dias, adormecer o Tiago tem sido um ligeiro suplício. Até ir para a cama, está tudo bem, lava os dentes, toma banho, lemos duas ou três histórias... O drama começa a seguir. Não quer a luz apagada por causa do escuro, diz logo "Escuo não, não põe escuo". Ok, deixamos a luz acesa. Deito-o, ajeita-se e, nem cinco segundos depois levanta a cabeça e pergunta "Mamã?" "Sim, estou aqui." Vira-se, revira-se, ajeita-se novamente, mais cinco segundos e "Mamã?" "Sim, estou aqui." "Não põe escuo." "Não, a mãe não põe escuro." 
E passamos por esta conversa incontáveis vezes, em que a minha paciência vai ficando cada vez mais pequena. Já tentei sair do quarto com a desculpa de que vou arrumar qualquer coisa, mas ele começa a chamar por mim e a chorar. E eu ainda não sou capaz de lhe recusar o conforto da minha presença. O que antes levava dez minutos, agora está mais perto dos trinta, quarenta minutos, até ele finalmente adormecer, eu apagar a luz (que depois ele dorme e noite inteira) e sair do quarto. Com muitas cantigas e festinhas lá pelo meio, toda debruçada na cama de grades.
São fases. Pelo menos que quero acreditar que sim. E que esta também há de passar. Depressa, preferencialmente. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

A pensar no Natal

Chegamos a outubro e eu começo, devagarinho, a pensar no Natal. Nas logísticas da consoada, mas, acima de tudo, nas prendas. Até chegarmos efetivamente ao Natal ainda tenho alguns aniversários pelo meio, mas já comecei a fazer a lista e a pensar em presentes. Assim, com alguma antecedência, conseguem encontrar-se boas promoções, ou fazer comparação de preços, ou encontrar-se mesmo a prenda ideal para cada pessoa sem as ansiedades de última hora.
Desta feita, já andei esta semana a tratar de algumas prendas e já risquei alguns nomes da lista. E ainda vamos na primeira semana de outubro. Isto está a correr bem! :)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Ir a casa da mana

Ir a casa da mana significa (quase) sempre vir de lá com coisas emprestadas. Sim, ela é a irmã mais nova, mas tem uma coleção de vernizes de fazer inveja a qualquer pessoa - pelo menos às pessoas que gostam de vernizes - e uma pilha de livros que continua a aumentar e para a qual eu babo cada vez que lá vou. O mais estranho é que nem são livros que eu habitualmente compraria para mim, mas, como é ela que os compra e os recomenda, dá-me vontade de os ler a todos. Então pego neles e leio sinopses, peço-lhe opiniões e, no final do dia, meto uns quantos no saco e trago para casa. Ontem foram quatro e já comecei a ler um deles hoje. 
Ir a casa dos pais sabe sempre bem, principalmente por causa da comidinha - ainda ontem pude deliciar-me com umas asinhas de frango fritas ao almoço e o melhor arroz de tamboril ao jantar - mas nunca esquecendo que o quarto da mana também guarda tesouros deliciosos! 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Dramas na vida de uma mãe #21

Eu sei que os meus joelhos são assim para o gordinho, duas bolinhas jeitosas, e até prefiro assim do que joelhos magros e ossudos que, para mim, são mais feios.
Mas não há autoestima que aguente quando o meu filho aponta para os meus joelhos e diz todo sorridente: "Maminha!"
A sério, Tiago? A sério?!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Se me saísse o Euromilhões, até casava! #22





*Imagens retiradas do Pinterest.

Das coisas que me irritam...

Não haver uma hora certa para a limpeza da casa-de-banho no meu local de trabalho. É ali por volta das onze, o que tanto dá para ser às dez e meia como ao meio dia e meia. Estão a ver o filme? Hoje eram dez e cinco! Dez e cinco!
De cada vez que, entre esses horários, uma pessoa precisa de ir fazer um chichi, volta e meia é apanhada de surpresa e tem de ficar à espera, que remédio... Não podiam simplesmente fixar uma hora e mantê-la? A minha bexiga cheia agradecia!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O verão já acabou...

E eu já declarei oficialmente encerrada a época das sandálias. É a altura ideal para estrear as minhas novas sabrinas azuis!

Porto, querido Porto

A semana passada o blogue andou muito paradinho e muito por culpa aqui desta que vos escreve que não se lembrou de prever a agitação que iam ser os seus dias: desde o casamento do ano que levou a quase três dias de festa (hei de falar-vos dele, prometo), à viagem ao Porto logo no início da semana. 
Olhem que depois de um fim de semana de farra e agitação, ter de me levantar às 5:40 da manhã para ir para o Porto foi obra! Mas lá fui, para uma formação de dois dias. E que pena que tenho que as minhas viagens ao Porto sejam sempre por motivos de trabalho. Ando há anos a tentar convencer o marido a irmos lá, mas ele não é grande fã e temos adiado sempre. 
Por isso, sempre que posso, por entre o trabalho, aproveito para ir dar uma voltinha. Desta feita fui, ao fim do dia, dos Clérigos aos Aliados, de S. Bento atravessei a ponte D. Luís, voltei para trás e caminhei até à Rua de Santa Catarina. Diz-me o Google que foram cerca de 5 km nestas perninhas, com todas as paragens obrigatórias nos sítios emblemáticos (Livraria Lello, Jardim do Morro, Café Majestic, etc.). E sempre que visito algum destes sítios, penso sempre o mesmo: tenho de cá voltar em lazer, para conhecer tudo com tempo e sem pressas. Mas ainda não foi desta...
Alguém por aqui do Porto ou que conheça bem e que me queira dar umas dicas quando eu lá voltar?
Por agora deixo-vos com as imagens do meu passeio: