quarta-feira, 3 de junho de 2015

Dramas na vida de uma mãe #4

A Rádio Comercial pergunta qual a frase que mais repito ao longo do dia. Nem preciso de pensar muito para me lembrar imediatamente que o meu filho está na fase em que descobriu as mãos e o quão saborosas elas são. Não, não é o dedo na boca, é mesmo a mão inteira e, por vezes, as duas ao mesmo tempo. Eu bem lhe ponho a chucha, mas depois é vê-lo como quem não quer a coisa a pôr um dedinho entre a chucha e a boca e a empurrar a chupeta para longe. Ou simplesmente a cuspi-la e a sorrir com ar matreiro.
Por isso, as frases mais repetidas cá em casa atualmente são: "Não tira a chucha, Tiago! Tira a mão da boca, Tiago!" em ritmo constante. E ele? Ele ri-se e espera mais um ou dois minutos antes de voltar a fazer tudo outra vez.
Já diz a Vanda Miranda, o meu filho tornou-me uma pessoa repetitiva.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Acabaram-se as desculpas!

Hoje foi dia de ir ao ginásio!
Depois de estar sem fazer exercício desde dezembro, finalmente retomei a atividade física. E soube-me tão bem. Comecei pelas aulas de Pilates. Antes de voltar a ritmos mais intensos, vamos primeiro voltar a pôr o corpo no sítio certo (que ainda está meio desconjuntado da gravidez), com calma e paciência. Era ótimo ficar logo com barriga lisa e tonificada, mas como sonhos não movem carroças, já chega de achar que vou ficar esbelta só de pensar nisso. Um passo de cada vez, que mesmo assim a aula hoje não foi propriamente fácil.
Quem diria que também iria sair do Pilates a suar em bica?
Agora a ideia é não parar, continuar assim, ter algum cuidado com a alimentação, mas nada de dietas, que ainda não me sinto emocionalmente preparada para fazer sacrifícios (comprei uns iogurtes magros no Continente, em vez dos habituais gregos, e já estou tão arrependida porque aqueles não em satisfazem da mesma maneira!). Dos quilos da gravidez, só sobra um para contar história e a ideia é que mesmo esse vá à vida, juntamente com mais uns poucos que quero mandar embora. O caminho faz-se caminhando e é assim que vou pensar nos próximos tempos: dia a dia, aula a aula. Porque só depende de mim!


domingo, 31 de maio de 2015

Ao domingo, publicidade! #64

Faz hoje dois meses que fui mãe. A minha pele mudou, alargou, esticou para albergar um ser pequenino e muito mexilhão. Ainda não voltou totalmente ao seu lugar, talvez nunca mais volte. Talvez seja como as cicatrizes no joelho, de duas operações, talvez seja como os pequenos derrames nas pernas ou os pequenos sinais espalhados pelo corpo, talvez seja como a tatuagem com a qual decidi marcar a minha pele para o resto da minha vida. Seja como for, esta pele é a minha e é nela que eu me sinto tão, mas tão bem!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Acabei!!

Ontem à noite, como habitualmente, deitei-me pouco depois de o meu filho adormecer. Saber que tenho de acordar a meio da noite e depois novamente de manhã cedo faz com que as noitadas não pareçam muito apelativas. No entanto, assim que a cabeça caiu na almofada, o sono não veio... a mente estava cheia de ideias, quimeras, anjos e uma rapariga de cabelo azul e todo o destino deles por descobrir. Tudo por causa do livro Dias de sangue e glória, que devorei em três tempos (vá com um bebé em casa meia dúzia de dias é três tempos). Este livro dá seguimento à história iniciada em A quimera de Praga e é ainda mais emocionante e empolgante. E eu acabei-o hoje!! E agora? Não quero ter de esperar pelo próximo, sinto-me tão absorvida pela história que queria continuar a lê-la ! Ai, como adoro livros que mexem assim comigo! Quando sai o próximo mesmo??

domingo, 24 de maio de 2015

Ao domingo, publicidade! #63

Esta é dedicada a todos aqueles que estão sempre lá, mesmo quando não podem estar fisicamente. Àqueles que sobrevivem ao tempo e à rotina, àqueles que continuam a ligar, a mandar mensagens, a manter conversas no Messenger e também a fazer likes no Facebook. Àqueles que partilham as gargalhadas e ajudam a limpar as lágrimas. Àqueles que são a família do coração. 

A todos eles, obrigada pela amizade!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Não nasci para ser dona de casa

Admiro muito quem consegue ficar em casa e manter uma rotina, intercalando a lida doméstica com os seus outros assuntos e ainda ter tempo para si, tempo de puro lazer. Admiro mesmo porque eu simplesmente não consigo. Ou melhor, não consigo fazê-lo por sistema. Por exemplo, há duas semanas que ando a tentar começar a fazer exercício para recuperar a forma pré-grávida. Duas semanas inteiras em que ainda não fiz absolutamente nada, nem um só abdominal, nem um único agachamento. E porquê? Porque todos os dias parece que tenho uma lista interminável de coisas para fazer em casa! E se acham que se trata apenas de uma desculpa esfarrapada (que o é em parte), acrescento que também não tenho tido muito tempo aqui para este estaminé. Claro que não é a lida da casa que me consome mais tempo - até porque a mesma é sempre secundária quando o Tiago requer a minha presença, mas nos bocadinhos que tenho livres, em vez de me pôr a escrever ou a ver filmes e séries,  aproveito para fazer sopa, lavar vidros, passar a ferro. E chego ao fim do dia cansada. Quem é que se atreve a comparar a licença de maternidade com férias mesmo??
Do que eu não abdico, contudo, é dos momentos de passeio com a cria. Todos os dias vamos dar um passeio. Faz-me bem a mim e a ele, apanhamos ar e sol e, por exemplo agora, vento. Mas sabe bem, ele dorme no carrinho e eu aproveito para vos escrever e talvez até ler um bocadinho. Com esta vista:

segunda-feira, 11 de maio de 2015

De agora em diante...

... e durante os próximos dois meses e meio, os dias serão passados a dois cá em casa. O marido regressou hoje ao trabalho e à vida dos adultos e eu e o pequeno ficamos a habituar-nos ainda mais um ao outro.
Esta foi a principal razão pela qual andei desaparecida do blogue na semana passada: estive a aproveitar ao máximo os últimos dias a três, na nossa pequena bolha de felicidade. Quase seis semanas em que o Tiago teve os dois pais só para ele e nós o tivemos só para nós, a tempo inteiro. Muito namoro houve nesta casa, muitos momentos de pura adoração ao nosso filhote (És mesmo verdadeiro? Estás mesmo aqui? És mesmo nosso? És tão perfeito, tão lindo, tão tudo!), embora também tenha havido muitos momentos exasperantes (Tiago, acaba lá de beber o biberão se faz favor! Importas-te de estar quieto com as pernas para eu fechar a fralda?! A sério, filho, vai lá dormir por favor! Já te destapaste outra vez??). Ter um filho é um pouco como viver uma montanha russa de emoções, oscilando entre o amor infinito e a vontade de tapar a cabeça com a almofada e fingir que não é nada connosco quando ele acorda a meio da noite. A vontade de o ter sempre ao nosso lado e a ânsia de ter um momento só para nós.
Felizmente, a vida a três das últimas semanas foi muito tranquila, com um bebé calmo e muitos programas a três, mas também com oportunidades para estar a sós. Agora com o marido de regresso ao trabalho, vamos ver como correm as coisas. Já não posso dizer "Tratas tu dele enquanto eu acabo isto?" (exemplo disso é que tive de interromper este texto para ir trocar uma fralda com quilos de chichi).
Mas acredito que vai correr muito bem. Pelo menos começou da melhor forma, com pequeno almoço ao sol enquanto o filhote dormia uma soneca no seu quartinho!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Razões pelas quais eu tenho o melhor marido do mundo

Dizer ao marido que preciso de miminhos porque me sinto mais sensível. Ir tomar banho enquanto ele trata do almoço e, quando chego à sala, ser surpreendida por este cenário!
"Disseste que precisavas de miminhos," disse ele em tom de justificação.
Tenho mesmo o melhor dos maridos!!

domingo, 3 de maio de 2015

A tua mão na minha...

...e tudo faz sentido!
Obrigada por fazeres de mim tua mãe. Este é apenas o primeiro Dia da Mãe do resto da minha vida. Porque nunca mais vou deixar de ser mãe. 
A tua mãe.


Ao domingo, publicidade! #60

Pela primeira vez na minha vida, hoje celebro este dia não como filha mas como mãe. O meu primeiro Dia da Mãe. E, por isso, claro que a publicidade tinha de ser especial. Porque é exatamente assim que eu me sinto: