Quando era mais nova, ia muitas vezes ao cinema. Gosto de quase todo o tipo de filmes e tanto ia ver o Senhor dos Anéis ou o Avatar como ia ver O Lago ou o Amor Acontece. Filmes pesados, leves, romances, de ação. Marchava tudo.
Mas depois o preço dos bilhetes começou a aumentar significativamente. E o meu tempo começou a reduzir drasticamente. Fui ver um ou outro filme que não achei que valesse assim tanto a pena gastar dinheiro e comecei a ser mais ponderada nas minhas escolhas. Afinal, em menos de nada eles estão disponíveis para alugar numa box perto de si, ou estão a passar em canais como os TVcine.
Deixou de compensar ir (tantas vezes) ao cinema. Depois do Tiago nascer, ainda mais, por causa de toda a logística que envolve - com quem deixamos a criança, a que sessão é que conseguimos de modo a causar o menor transtorno possível, etc.
Esta semana, sem filho, decidimos que queríamos ir ao cinema. Ver o que, não interessava muito, apetecia-nos era ir ao cinema só porque sim. Relembrar o gostinho da liberdade de quando podíamos decidir na hora o que queríamos fazer. Optámos pela comédia francesa "Mas que família é esta?" e valeu tanto a pena. Cada vez me rendo mais ao cinema francês, ao humor fino e divertido que eles têm, à pressa com que falam que nem me deixa perceber, com os meus rudimentares conhecimentos de francês, o que eles dizem.
Saí da sala de cinema de sorriso nos lábios e, ao mesmo tempo, a pensar no que o filme nos transmitia, na lição de moral que dava tão subtilmente que até nos podia ter passado despercebida. Um filme que vale a pena ver, rir, gargalhar e também pensar um bocadinho, de tão atual que é. Foi um verdadeiro prazer (o filme e o programa a dois!).
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