Depois de duas semanas de férias com os pais, a vivermos uns para os outros vinte e quatro horas por dia, eis que, nesta semana de regresso à rotina, só os pais voltaram aos trabalhos, uma vez que o pequeno continua de férias, desta feita com os avós. Continua as suas rotinas de praias e piscinas e idas ao parque e ao escorrega, muito sol, muito passeio, muito mimo.
E estes pais, depois de terem despejado a criança aos cuidados dos avós, aproveitaram o restinho do fim de semana (que graças aos deuses foi fim de semana grande) para não fazerem absolutamente nada. Nada. Nadica de nada. A não ser ficarem refastelados no sofá e babar e a passar os olhos pela televisão. Que programa mais estúpido, dirão alguns. É certo. Podíamos ter aproveitado para ir sair, passear e namorar a dois, mas os pais de filhos pequenos sabem o quão raro é conseguir momentos destes, em que não se faz nada. E, desta vez, quisemos aproveitar o momento.
Terça-feira regressámos à vida normal. E eu, que por mim bem que me habituava a viver sempre em férias, percebi claramente que não estava preparada para voltar a passar oito horas sentada a uma secretária - ou não fosse a dor nos rins e nas ancas que se instalou para não mais me deixar. Em princípio é muscular, tipo lombalgia, e tem sido bem atenuada com emplastros e comprimidos, mas que me deixa assim meio para o entrevadinha e que não dá jeito nenhum! Então deixei eu o miúdo com os avós para isto? Para andar aqui meio a coxear, a viver à base de drogas? Digam-me que isto passa depressa, por favor! É que na próxima semana já tenho novamente dez quilos para carregar ao colo todos os dias e era tão bom se já estivesse boa nessa altura! Alguém tem curas milagrosas ou médicos milagreiros? Aceitam-se sugestões!
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