domingo, 20 de novembro de 2016

Ao domingo, publicidade! #142

Vivemos num mundo tão rápido, tão necessitado de se manter desperto, alerta, dependente da cafeína para acordar e olhar em volta. E, depois, não vemos o mais importante...
E eu, que não bebo café, culpada me assumo, que ando sempre com a cabeça nos livros e raramente reparo no que se passa à minha volta. Vamos fazer um esforço para mudar?

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Sair 5 minutos mais cedo

Nos últimos tempos tenho tido dificuldade para me entender com o trânsito. É só de mim ou tem estado um bocadinho caótico? Já cheguei a apanhar fila quase à porta de casa e meia dúzia de metros à frente já não haver nada e tudo fluir pacificamente só para daí a mais um pouco haver fila novamente. Já para não mencionar no aumento gigantesco de carros a quererem estacionar no parque da estação, o que me leva às vezes a perder 5 minutos só para passar a cancela do dito parque (pago, claro!).
Tudo isto junto tem feito com que esteja a ser particularmente difícil regular a hora de chegada ao trabalho - ando a oscilar entre chegar a horas ou chegar até dez minutos atrasada. E se bem que não é o fim do mundo, anda a irritar-me um bocadinho.
Hoje decidi que ia sair de casa cinco minutos mais cedo. Apanhei o mesmo trânsito mas ia sem stress, estacionei nas calmas, caminhei para o comboio em vez de correr. Foi um bom começo de dia! Foi tranquilo.
Agora é antecipar a saída de casa todos os dias em cinco minutos. Hoje foi fácil: o Tiago estava a dormir, demorei pouco a arrumar a loiça lavada de ontem, a fazer o pequeno-almoço e a comer... Vamos ver como corre este meu plano em dias que não fluem tão bem e com um filho pequeno a pedir atenção e mimos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Dramas na vida de uma mãe #23

As birras. Ai, as birras. Supostamente, deviam chegar com os dois anos, mas o meu filho, tão precoce para algumas coisas, decidiu que ao fazer um ano e meio estava mais que na altura de começar a fazer valer a sua vontade. Ou pelo menos tenta, afincadamente, recorrendo com frequência a grandes rompantes de choro, gritos, guinchos, atirar-se para o chão, contorcer-se, dar palmadas nos móveis e no chão, atirar coisas, chorar e gritar mais um pouco... Enfim, fazer birra. Birras pequenas, birras grandes, birras descomunais. 
Por norma, até sou muito paciente e sensível aos humores dele. Sei que tem um ano e meio e frustrações que não consegue exprimir de outra forma. Sei que não domina ainda a arte da paciência e a compreensão plena do que lhe digo. Sei que não percebe porque não pode ter o que quer, quando quer, da maneira que quer. E que se enerva com isso.
Às vezes consigo distraí-lo com outra coisa, outras vezes abraço-o, digo-lhe que gosto muito dele, de outras, ainda, tenho de ser firme e fazer-lhe ver que quem manda sou eu e que não é não! Claro que não gosto de o ver chorar, claro que me incomoda profundamente vê-lo tão enervado, mas nem sempre a coisa se resolve com palavras mansas. Há limites que ele tem de aprender que não pode ultrapassar: não pode atirar as coisas ao chão porque sim e não pode bater nas coisas e nas pessoas. Sim, volta e meia lá vem uma palmada na direção dos pais e aí vai-se toda a paciência e compreensão. Não lhe bato de volta, mas a mudança no tom de voz, nas feições, fá-lo perceber que errou. E o Tiago detesta errar, detesta ser repreendido, detesta fazer mal. Até agora, os castigos têm funcionado muito bem - sentamo-lo no chão, sem brinquedos, a pensar no que fez, e ele lá fica, obediente, umas vezes a chorar outras nem por isso. Mas já compreende o conceito, o facto de ser consequência de algo que ele não devia ter feito. Mas os castigos não podem ser solução para as birras, que muitas vezes não são conscientes. Então arranjamos estratégias diferentes para situações diferentes. Não lhe ralho por ele fazer birra, mas por vezes ralho por estar a gritar. Não lhe ralho por estar nervoso, mas ralho por atirar coisas ao chão. Tento falar com ele, repetir muitas vezes a mesma coisa, obrigá-lo a olhar-me nos olhos e a prestar atenção, porque sinto que no meio da birra ele não me ouve. Quando ele para, quando acalma o suficiente para ouvir, explico, explico, explico. E, em algumas vezes, ele compreende. Noutras não, mas caramba, ele também só tem um ano e meio.
O Tiago é teimoso. E impaciente. E mandão. E muitas vezes, nós acedemos às vontades dele. Mas nem sempre. E há birra. Desde que o vou buscar até que o deito, temos umas cinco ou seis birras: porque, no carro, quer sentar-se no lugar do condutor quando saímos da escola e eu não o deixo, digo-lhe que só quando chegarmos a casa; quando chegamos a casa, depois de ele estar no lugar do condutor (não faço promessas que não cumpro!), faz birra porque quer brincar com a chave do carro da mãe e eu não deixo (já fiquei com o carro destrancado uma vez à conta disso); depois porque não quer ir trocar a fralda, depois porque não quer lavar as mãos, depois porque não quer ir jantar, mas afinal a seguir chora porque quer jantar e tem de ser já, durante a refeição não quer a sopa, depois de comer a sopa toda não quer a fruta, depois não quer ir para o banho, a seguir quer que o boneco de peluche tome banho com ele, afinal já não quer sair do banho e abre a água várias vezes, mesmo que já esteja fria, depois de o arranjar e preparar para deitar, afinal não quer dormir quer ir para o chão, depois chora porque não o deixo ir para o chão e quer ir para a cama, mas afinal não quer estar na cama... Enfim, vocês já perceberam o esquema. Se calhar é um bocadinho mais do que cinco ou seis. O que vale é ele vai alternando, hoje faz umas, amanhã outras. Num dia mau, são todas juntas.
Mas depois há os momentos entre as birras. Em que o Tiago é um menino meigo, inteligente, espirituoso, cheio de alegria e de sentido de humor. Doce como só ele. O meu grande grande amor. E são esses momentos que ofuscam todos os outros e que me fazem pensar na maravilha que é ser mãe desta pequena pessoa. A minha pequena pessoa. O meu amor maior.



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O Natal vem aí!

E lá por casa já começamos a pensar nas prendas. Como vocês sabem, eu adoro o Natal, adoro a festa com a família, a magia do Pai Natal e das prendas, as luzes, as músicas, os doces, enfim, tudo. Este ano, com a família cada vez mais dividida e mais famílias dentro dela, torna-se particularmente difícil agradar a todos e estar com todos. Mas enquanto as combinações dos adultos continuam, não há nada como ir já pensando nas prendas das crianças!
Ontem já me chegou às mãos o catálogo de brinquedos do Jumbo. E eu deliciei-me, como quando era criança e ficava horas a namorar os bonecos, os jogos e tudo o que havia naquelas páginas.
Tenho de começar a pensar a sério na prenda da minha sobrinha! Para o Tiago, que já vai receber de tanta gente, preferimos dar-lhe algo útil ou então nem dar nada (no ano passado recebeu apenas um livro dos pais; prenda que, para este ano, também já está comprada). Em conjunto com os tios e com os avós, já definimos mais ou menos o que ele vai receber - tudo coisas que ele vai adorar e brincar muito! E que vão ser surpresas fantásticas para um Natal em que ele já vai ter prazer em dar e receber e abrir as prendas dele e dos outros!

Bom dia!

Bom dia com um pequeno-almoço saudável e uma caneca super original!

domingo, 13 de novembro de 2016

Ao domingo, publicidade! #141

E, seguindo a publicidade da semana passada, ainda da Dove, ainda sobre a beleza real, sobre a nossa autoestima e quem pode fazer-nos sentir melhor ou pior...

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Dramas na vida de uma mãe #22

Temos nova obsessão lá por casa. Aliás, não é uma simples obsessão, é uma mega, gigantesca obsessão pelo Panda. Do dia para a noite, o meu filho decidiu que O Panda Manda é a melhor música de sempre, quer ouvir a qualquer hora, em qualquer lugar, quer que a mãe cante, que o pai dance e não se cansa nem se farta. Atendendo a que ele não tem televisão no colégio e em casa praticamente não liga nenhuma à caixinha mágica, não sabemos bem de onde veio esta loucura repentina. Acreditamos que seja de ouvir as músicas que lhe pomos a tocar no MP3, no quarto. Ou então foi porque, na festa de anos do meu marido, ficámos umas horas com a minha sobrinha, essa sim fã assumida do Panda na televisão e no Youtube, e pusemos um bocado para eles verem e ouvirem. O Tiago adorou dançar e cantar com a prima, mas ele adora dançar e cantar sempre!
No dia seguinte fomos de férias e não mais se falou do Panda. Até regressarmos. De repente, a coisa que o Tiago mais pede, para além de "outo pão", é "Manda manda", que é como quem diz "O Panda Manda". Foi o fim de semana todo nisto e a fazer birra sempre que dizíamos que já chegava. Com o regresso à rotina, esta semana, acabou-se novamente o Panda na TV. Ele pede e eu digo que a televisão está a fazer óó e que vamos antes ouvir o Panda no quarto dele, no MP3. E lá vamos e ele fica todo contente e dança e canta e faz os gestos que já viu fazerem na coreografia da música. E é feliz. E nós somos felizes com ele, pelo menos nos primeiros cinco minutos de música em loop, que depois disso começamos é a maldizer baixinho e entredentes o Panda e os seus amiguinhos de vozes esganiçadas (e mesmo assim melhores que a minha!).

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A vida pelos olhos de uma míope

No outro dia, parada no trânsito a caminho da estação de comboios, tirei os óculos para os limpar. Entretanto, uns quantos carros à frente do meu, alguém deu passagem a uma carrinha branca que vinha de uma saída à direita e que queria virar à esquerda, ou seja, na direção contrária àquela em que eu ia. Até aqui tudo bem. E agora, eis o que aconteceu de seguida:

Visão de mulher míope sem os seus óculos: A carrinha branca vira à esquerda, faz uma curva larga e eu vejo um saco do lixo preto voar junto à berma da estrada oposta à minha faixa. A carrinha para imediatamente e saem dois homens lá de dentro. 

Visão de uma mulher míope que entretanto pôs os óculos: Dois homens saem da carrinha e vão imediatamente socorrer o tipo vestido de preto que estava junto da mota preta caída na berma da estrada, com peças espalhadas um bocadinho por todo o lado. O homem da mota já está de pé e, aparentemente, incólume, mas com um ar deveras chateado. Saca do telemóvel e liga para alguém, suponho eu que para a Polícia. 

O trânsito arranca e eu avanço, deixando de ver esta cena na curva seguinte. Não sei qual foi o desfecho, mas o que mais me espantou, aquilo que me exaltou mesmo, foi não ter visto o que se passou quando aconteceu literalmente debaixo dos meus olhos. Não vos sei dizer o que aconteceu, se a mota vinha da esquerda ou da direita, se a carrinha lhe bateu de frente ou de trás, se o condutor voou ou não... Não sei, porque simplesmente não vi. Vi manchas de cor e o meu cérebro interpretou-as dentro da realidade que eu achei plausível, porque nunca me passou pela cabeça testemunhar um acidente assim, em primeira mão. Fiquei parva porque, até agora (e já se passaram alguns dias) eu continuo a replicar as imagens na minha cabeça e só vejo uma coisa preta a esvoaçar que se me continua a assemelhar muito a um saco de lixo. Só que não. era uma mota com um condutor. Que, felizmente, espero eu, ficou bem, apesar do acidente.
Realmente, isto de ser míope tem muito que se lhe diga!

Como veem os míopes.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Ainda sobre as Presidenciais

aqui disse que não consigo ser pessimista e não vejo nestas eleições o fim do mundo. Ganhou um dos candidatos (nenhum era bom) e agora aguardamos para ver no que isto vai dar. E a verdade é que nos afeta muito menos do que coisas que se passam cá dentro de casa (em Portugal, entenda-se) e das quais ninguém está a falar porque estamos todos com os olhos postos lá fora.
Ainda assim, houve algumas reações à vitória de Trump que merecem mesmo ser destacadas pelo seu sentido de humor! Em dia que meio mundo brada aos céus a imbecilidade de uns quantos (muitos), haja alguém que o faz assim

A Criada Malcriada

Efeito dos Livros

God

O mundo mudou

Hoje, 9 de novembro de 2016, o mundo mudou. A maior parte de nós acredita que para pior. Porque pior do que existir alguém que seja narcisista, racista, sexista e muitas outras coisas más acabadas em -ista, é haver tanta gente a votar numa pessoa assim, a acreditar numa pessoa assim, a identificar-se com uma pessoa assim. E isso assusta. Não por causa de Trump, nem apenas por causa dos muitos americanos que são como ele, mas por sentir que gente assim há em todo o mundo e que dar-lhes nem que seja um bocadinho de poder é permitir-lhes existir e crescer e tornar o mundo num lugar um bocadinho menos bom.
No entanto, não consigo ser pessimista sobre este resultado. Quero mesmo acreditar que, tal como todos os outros políticos em campanha, uma vez chegado ao poder, Trump não conseguirá fazer metade das barbaridades que prometeu. Menos ainda quando as mesmas começarem a interferir com as relações internacionais do país. Porque, ao contrário do que os filmes e as séries nos querem fazer pensar, a América não é o país mais importante do mundo e aquele que tudo resolve no final da história; precisa dos outros, precisa de amigos e aliados. Ou seja, acredito que, apesar de se ressentir, o mundo não vai acabar. A conversa é diferente para os americanos. Já se fala em acabar com muitas medidas que o Obama criou de apoio a um estado mais social, como o Obamacare. Dentro do país, sim, as coisas vão mudar e não se antevê nada de bom, infelizmente para todos e principalmente para as mentes abertas e racionais que não escolheram isto. Mas foi este o líder que a maioria deles escolheu, foram estes os políticos que a maioria deles pôs no poder. Agora, durante quatro anos (e esperemos que sejam mesmo apenas quatro anos), terão de viver com as escolhas que fizeram nas urnas. Que é mais do que os portugueses podem dizer com o seu atual governo... Será que se a Hillary se juntar aos candidatos independentes conseguem fazer o que o António Costa fez e mandar o Trump dar uma curva?

terça-feira, 8 de novembro de 2016

domingo, 6 de novembro de 2016

Ao domingo, publicidade! #140

A Dove continua a apostar em mostrar ao mundo o que é a "Beleza Real". Desta vez, com um anúncio feito cá em Portugal, com homens portugueses. O que é para eles a beleza real, a beleza verdadeira? É aquela que toca o coração!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

São seis e meia da manhã

São seis e meia da manhã e o meu filho está sentado ao colo do pai, na nossa cama, a ler um livro. Ou a fingir que lê, já que a luz é muito ténue. A ideia é que ele durma mais um pouco, apesar de ter dormido a noite toda desde as nove da noite. Se estivéssemos em casa, cada qual no seu quarto, era capaz de dormir mais, mas aqui no quarto de hotel, mesmo ao nosso lado, é mais fácil chamar por nós, ver-nos mexer e achar que já são horas de acordar. Tentamos que durma um bocadinho mais. Afinal são seis e meia da manhã. Ainda assim, fico derretida ao vê-lo ao colo do pai, agarrado a um livro!

(Este post foi pensado às seis e meia da manhã de hoje, mas não o escrevi logo para não despertar ainda mais a criança. Adorava dizer-vos que ele acabou por adormecer agarrado ao livro mas, pelas horas que são - sete e meia - vocês já devem ter percebido que ele não voltou a dormir. Resta-nos a nós, pais, dar início a mais um dia! Valha-nos ao menos ser mais um dia de férias e passeio!!)