segunda-feira, 11 de julho de 2016

Que domingo glorioso para as cores nacionais!

O dia 10 de julho de 2016 tão cedo não será esquecido! Que domingo glorioso para as cores nacionais, com medalhas de ouro e de bronze e uma taça toda catita, gravada com o nome da nossa nação. Não me vou aqui alongar com a descrição dos feitos dos atletas portugueses, esses que (e)levam o nosso nome mais alto lá fora, porque para isso há as notícias por esses jornais fora. E nem vale a pena falar do sofrimento coletivo, da emoção única com que milhões (10, 11, 16, os que vocês quiserem) de portugueses ontem vibraram, gritaram, saltaram e, por fim, festejaram. Começou de manhã, foi pela tarde fora e terminou já quase no dia seguinte e em beleza. Fãs de todas as modalidades ficaram ontem em êxtase com as prestações portuguesas.
Eu sou suspeita. Gosto de atletismo, mas adoro futebol. Pelas circunstâncias da vida, afastei-me deste desporto e agora raras são as vezes em que vejo um jogo do princípio ao fim. Os últimos de Portugal, só consegui ver as segundas partes, porque o meu filho de um ano não se compadece com estas coisas e exige a sua comida em primeiro lugar. Mas ontem não podia perder a final! E é incrível como isto mexe connosco, como nos faz vibrar de nervoso miudinho, levar as mãos à cabeça e sentir na pele as lágrimas do capitão, quase saltar da cadeira com as bolas na trave (e na barra) e ir ao céu com um golaço que ninguém antevia. De quem ninguém esperava. Que nos levou a ter fé, ainda mais fé, e a agonizar durante dez longoooos minutos para que o árbitro fizesse soar o apito final. 
E, de repente, a taça é nossa. Somos campeões europeus e parece um sonho. Irreal. Surreal. E tão, mas tão bom! Não fizemos os jogos mais bonitos de sempre, mas como alguém me disse num destes dias: "em 2004 fomos brilhantes e não ganhámos nada; se em 2016 não formos brilhantes mas formos eficazes, então valeu a pena". E se valeu!
Veio com 12 anos de atraso, mas ela cá chegou. E se, em 2004, ensinámos ao mundo como saber perder, com todo o fair play e respeito que a seleção grega nos mereceu (ainda que por entre dentes rosnássemos de frustração), então que em 2016 ensinemos ao mundo como também sabemos ganhar. Com justiça, com eficácia, com toda a fé de uma nação.
Parabéns, Portugal! E obrigada!

(Nota-se que ainda estou um bocadinho emocionada da noite de ontem, não nota?)
Foto roubada à Rádio Comercial.

1 comentário:

  1. Foi lindo!!! Parabéns a todos os atletas portugueses! Futebol, ciclismo, atletismo...:) todos de parabéns***

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