Hoje acordei com o céu a chorar. Onde ontem estava azul, brilhante e sem nuvens, hoje é cinza e uniforme, sem rasgos de sol para nos alegrar. E as gotas caem continuamente, ininterruptamente, como se se tivessem acumulado durante dias a fio até não caberem mais e terem de ser libertadas sobre nós. É uma chuva insistente, mas tranquila, daquelas que dá prazer ouvir quando estamos enrolados em cobertores, daquelas que embala a preguiça.
Hoje, com este tempo, não é dia de passeata nem de grandes incursões ao exterior. Mas é dia de tranquilidade, como têm sido todos os outros. O programa passa pelo ferro, que remédio, que ontem ficou esquecido, e depois por uma tarde de leituras e livros, com uma manta nos joelhos se for preciso e uma caneca de chá quente e a chuva a fazer de banda sonora. Até voltarem os dias de sol...
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