segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Hoje tinha um texto para publicar...

Hoje tinha um texto para publicar. Falava de coisas fúteis e de problemas de primeiro mundo, coisas cá minhas que verto neste cantinho da blogosfera. Mas depois acordei com as notícias de chamas a lavrarem pelo país fora, de políticos que mais não fazem do que dizerem asneiras boca fora, de números de vítimas mortais que não param de crescer... e não fui capaz. Não, a vida não para, mas é impossível ficarmos indiferentes à tragédia que grassa no nosso país. Não quero escrever sobre isso, até porque outros o terão feito com muito mas eloquência do que aquela que sinto neste momento (aqui, aqui, aqui e aqui). Mas não consigo não o fazer, não consigo, enquanto vejo as notícias esta noite (e eu que nem gosto de ver notícias). É muito triste, chocante, terrível, o que se quiser chamar. É tudo isso. Mas é também uma grande falta de noção desta gente que nos lidera. E que nem assumir responsabilidades sabe. Nem pedir desculpa pelo indesculpável. Não mudava nada, mas se calhar ficava bem. O que ficava melhor ainda era agir desde já para os próximos anos, em vez de reagir (e mal) de cada vez que a tragédia se abate.
Seja como for, já chove. Finalmente, a chuva chegou. Esperemos que para ajudar aqueles que combatem as chamas lá fora! 

1 comentário:

  1. É de facto impossível ficar indiferente numa altura destas, por mais que tenhamos as nossas próprias preocupações ou que, por outro lado, gostássemos de estar bem dispostas e felizes. É muito duro o que estamos a passar, sendo que falo no plural sem esse direito. Já vi a serra da minha aldeia a arder, já correi em desespero até ao pinhal do meu avô, mas tive mais sorte que muitos dos portugueses este fim de semana, assim como em Pedrogão Grande. Não sei o que é perder tudo. Mas dói-me a alma. E dói-me ainda mais ter vergonha de um país, de governos sucessivos (que isto não é de agora, tem pelo menos 40 anos de culpados) e de políticas completamente erradas em que tudo o q importa é Lisboa e Porto, os turistas e a Madonna. É tudo muito triste.

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