quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Vício de mãe

Sou, por norma, uma mãe descontraída que acha que o seu filho não precisa de ter este mundo e o outro para ser feliz. Aceitei (e aceito) toda a roupa em segunda mão que família e amigos quiseram dar, usei imensa coisa emprestada, compro coisas na Primark e na H&M e na Zippy, não gasto dinheiro à toa em brinquedos, não ofereço prendas dispendiosas... No entanto, tenho um vício. Daqueles que não me consigo livrar dele, assola-me, invade-me, obriga-me a ceder aos meus desejos consumistas: livros! Volta e meia, lá estou a comprar mais um livro para o Tiago. 
Os motivo são vários. Primeiro, porque ele gosta efetivamente de livros e não dispensa a história antes de ir dormir; segundo, porque acredito mesmo que as histórias são uma boa forma de explicar certas coisas, de fazer compreender certas situações. E por isso, sempre que me deparo com um livro que sei que ele vai gostar, tenho sempre imensa dificuldade em resistir ao impulso da compra. Se cedesse à tentação, acredito que ele já não teria espaço para tanta leitura!
Ainda assim, de todos os vícios que lhe podia passar, acho que este é dos mais saudáveis e é mesmo daqueles em que pouco me importo de gastar dinheiro. E é uma daquelas coisas que dá um prazer tremendo. A ele e a mim!


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