Ao fazer as malas para as férias, perguntei ao marido se ele queria levar o intercomunicador do quarto do Tiago - como íamos estar numa casa de dois andares, talvez desse jeito, para as sestas e assim... O marido, que já quase nada usava o dito monitor, respondeu que não. Ainda hesitei um pouco, mas acabei por deixá-lo de fora das malas.
Aproveitámos, assim, os dias de férias para ensinar o Tiago que, quando acorda de manhã ou da sesta, tem de chamar o pai ou a mãe. Confiámos no nosso ouvido, mais atentos ao ruído que pudesse vir do quarto do pequeno, mas, acima de tudo, confiámos no nosso filho - que se precisasse de nós, ele chamar-nos-ia. E assim foi.
Quando regressámos, achei que não devíamos deitar o trabalho das férias por água abaixo e arrumei definitivamente o intercomunicador. Acabou-se a rotina de deitar o Tiago, sair do quarto e ir logo ver se ele tinha mesmo ficado a dormir ou se ainda estava às voltas na cama. E só então me apercebi que quem precisava do intercomunicador não era o meu filho, mas sim eu. Desde que tínhamos mudado o Tiago para o seu quarto, às cinco semanas de vida, que tinha dependido daquele aparelho para ir controlando os sonos e o bem-estar do meu filho. Podia não acordar de noite para verificar se estava tudo bem (nunca o fiz, tenho o sono muito pesado), mas dava uma grande utilização à máquina durante o dia. Estava dependente daquelas espreitadelas para o quarto do Tiago sem lá ir.
E cortar essa dependência, ainda que nos primeiros dias me tenha causado alguma estranheza, sabe bem. Mostra que o meu filhote está a crescer, que estamos a atravessar etapas e a deixar outras para trás. Ele ainda precisa muito de nós, mas para isto já não precisa. E não vale a pena insistir ou pensar muito nisso. Prefiro viver o presente e acompanhá-lo no seu crescimento.
As rotinas noturnas mantêm-se. Estão melhores até. Quando chega a hora de ir pôs os bonecos "a fazer óó", o Tiago já sabe o que se segue: lavar os dentes, banho, ler duas histórias ("ota, ota", diz sempre quando acabamos a primeira), leitinho e depois óó. Assim que acaba o leite - é ele que decide a quantidade que quer beber - afasta o biberão e aponta para cama. Deito-o, ele ajeita-se com o boneco de dormir enquanto eu apago a luz e lhe digo "Bons sonhos, meu amor. A mamã adora-te!". E saio do quarto sem subterfúgios, sem segredos e já sem ter a necessidade de ir a correr ver se ele ficou bem. Porque ficou. E porque se não ficar, ele chamará por nós, seguro de que terá sempre a nossa presença, o nosso apoio, o nosso amor.
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| Este foi o modelo que utilizámos e que sempre serviu muitíssimo bem as nossas necessidades. Está à venda aqui. |

daqui a uns meses dás-lhe 5 euros e ele que vá à sua vida :D
ResponderEliminarahahah
tou a brincar :) tá um despachado o Tiaguinho;)
Ui, pisco os olhos e não tarda está na faculdade ahahahahahaha :D
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