terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Dar continuidade à tradição!

Todos os anos, em jeito de tradição familiar, as mulheres da minha família (a minha avó, a minha mãe, eu e a minha irmã) se reúnem na cozinha para fazer as filhoses de Natal.
No ano passado, com a avó no hospital a recuperar de uma queda e eu grávida de seis meses, optámos por pôr a tradição em stand by e comprar meia dúzia de filhoses apenas para não dizer que não havia filhoses no Natal... Mas não foi de todo a mesma coisa!
Este ano, no dia 21 de dezembro, precisamente dois anos depois (obrigada Facebook por me lembrares destas coisas), voltámos à cozinha. Ainda sem avó, com grande pena nossa, mas com muita vontade de não deixar morrer esta tradição que nos une durante uma manhã ou uma tarde inteira, que nos deixa os músculos todos doridos de bater e estender a massa, a garganta rouca da conversa e das gargalhadas, a roupa suja da farinha e a casa toda a cheirar a filhoses, a cheirar a Natal. Natal não é Natal sem as filhoses da avó Dina, agora feitas pelas netas com muito amor e carinho! Com o amor de quem carrega milhentas doces memórias polvilhadas com açúcar e canela, com o carinho de quem anseia que essas memórias perdurem para sempre, para nós e para as futuras gerações! Para deixar a avó (e a mãe) orgulhosas!

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