terça-feira, 17 de junho de 2014

Opinião: Trilogia Os Pilares do Mundo, de Anne Bishop

Os Pilares do Mundo. Luz e Sombras. A Casa de Gaian

Anne Bishop (Saída de Emergência)

Ler Anne Bishop, mais do que um prazer, é uma experiência inebriante. Pelo mundo que ela inventa, pelas personagens que cria, pela história que conta. Por isso, não é de estranhar que eu tenha devorado estes três "pequenos" calhamaços todos de seguida. E, como quando leio sagas de uma só vez me custa depois separar as histórias, prefiro assim dar uma opinião geral sobre os três livros.
Esta é uma saga que nos transporta para um novo universo, onde os humanos convivem de perto com os Fae, criaturas míticas com poderes que vivem em Tir Alainn, terra de sonhos que está ligada ao mundo dos mortais por pontes resplandecentes. Entre estes dois povos, estão as bruxas, protetoras da natureza e guardiãs dos Lugares Antigos. Mas agora, algo ameaça a própria existência das bruxas e elas começam a ser perseguidas e executadas.
No primeiro livro da trilogia, ficamos a conhecer Ari, uma jovem bruxa cuja vida sofre uma reviravolta quando desperta o interesse de um senhor dos Fae. Ao longo do livro, vamos conhecendo outras personagens, a trama adensa-se e vamos dando os primeiros passos nesta história que se complexifica a cada livro. Bem ao estilo da autora, cada capítulo é contado de um ponto de vista diferente, permitindo-nos conhecer intimamente várias personagens diferentes e todas igualmente importantes para o desenrolar da narrativa. O mundo alarga-se a cada livro e todos os fios de história conduzem a um final épico e totalmente inesperado.
Não pude deixar de notar algumas semelhanças com os outros livros da autora, principalmente no que às personagens diz respeito: mulheres sempre muito fortes e homens que orbitam à volta delas, algumas cenas demasiado ligeiras, alguns clichés. Mas a verdade é que tudo isso se desvanece quando nos deixamos submergir pela história, que melhora e se aprofunda ao longo da trilogia. Tornamo-nos íntimos das personagens, tornamo-nos seus aliados ou seus juízes, ficamos a torcer pela sua felicidade ou pelo seu castigo e devoramos as páginas à espera de ver se o final corresponde às nossas expectativas. Para mim, correspondeu!

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