quinta-feira, 19 de julho de 2018

La Casa de Papel

Cheguei tarde a esta série, que tanto furor fez há umas semanas, quando toda a gente andava a falar dela e a trocar nomes de personagens nas redes sociais como quem troca cromos da bola para as cadernetas.
Cheguei tarde, e apesar de já andar com esta série debaixo de olho desde o dito furor, nada sabia da história, nem do contexto, nem de nada. Só depois de ver o primeiro episódio é que exclamei: Ah, então é por isso que se chama La Casa de Papel. Isto só para verem o meu grau de ingenuidade. Ainda assim, sem quaisquer conhecimentos, a expectativa não podia deixar de ser alta, tais eram os elogios rasgados que ouvia.
Cheguei tarde, mas ainda bem que cheguei. É uma série diferente, interessante, muito bem construída, cada episódio vai em crescendo até ao final, deixando-nos cheios de vontade de ver o que vem a seguir, conseguem manter um bom ritmo mas deixam espaço para respirar também, intercalando momentos tensos com boas gargalhadas. Faz-nos querer saber mais e isso é bom, faz-nos criar empatia com as personagens e isso é ainda melhor. Faz-nos gostar da história e isso é ótimo.
Não me sinto muito tentada a embarcar no furor geral. Embora esteja a gostar muito, não é a melhor série que já vi nem é assim tão inovadora que rompa os moldes já feitos. Tem muita coisa de série "americana", fugas improváveis, descobertas policiais milagrosas, etc. Mas não é implausível. E vem quebrar um bocadinho a norma, mostrar-nos coisas diferentes, nem que seja a língua, o cenário, o humor. Vale a pena. E a série é pequena, com episódios a rondar os 47 minutos cada, perfeita para ver dois de enfiada todos os dias. É assim que já vamos a mais de metade da primeira temporada e cheios de vontade de chegar ao fim.
E já que estamos a colecionar cromos de personagens, o meu voto vai para o Berlín. Todas as suas cenas são só deliciosas de se ver.
Aos que ainda não viram, vejam. Aos que já viram, concordam com a minha opinião?

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