Faz hoje cinco anos que fui operada ao joelho. Por decisão própria e consciente, ainda assim uma das provas mais duras por que já passei. Hoje já não me lembro das dores, apenas das lágrimas que chorei por causa delas. Hoje já não me lembro das limitações que tive, de não conseguir mexer a perna, de não poder dobrar o joelho, de não ter capacidade sequer para subir um degrau (e àqueles que pensam que o desafio está em subir, garanto-vos que a verdadeira prova é aprender a descer). Hoje, tenho apenas uma cicatriz a fazer-me companhia. Hoje consigo andar, saltar, subir e descer, carregar o meu filho ao colo, usar saltos altos... o meu joelho nunca ficará a 100%, o mal que estava feito antes da operação não pôde ser desfeito. Mas está infinitamente melhor do que estava antes de ter ido "à faca". Para isso contribuiu o fantástico Dr. Álvaro Machado e toda a sua equipa do Hospital da Luz. As maravilhosas fisioterapeutas da Clínica Mediconde, com um especial beijinho à Carmen. A minha família e amigos que me apoiaram, sempre, antes e depois. A minha irmã que, de férias, andou a servir de enfermeira e companhia para um longo verão fechada em casa. E o meu marido, incansável, imparável, sempre ao meu lado. É graças a todos eles que hoje olho para trás e penso que, embora das mais difíceis, ser operada foi das melhores coisas que fiz na vida. Já lá vão 5 anos.

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