quinta-feira, 26 de abril de 2018

Segunda casa

Na minha capa do traje académico (o qual usei muito e com muito orgulho), tenho emblemas de três localidades diferentes: Lisboa (minha Lisboa, cidade minha, da minha Universidade, terra da minha mãe), Serpa (o mais próximo que consegui arranjar da terra do meu pai, a belíssima Mina de S. Domingos), e Costa da Caparica. A Costa não é terra de ninguém da família, mas é como uma segunda casa para mim, casa das férias, dos longos verões da infância, de mil aventuras e memórias felizes. Por isso, tinha de estar presente na capa, tinha de fazer parte da minha história, tinha de contar como "casa".
Depois da faculdade, quando os verões deixaram de ter três meses de praia e sol, quando a vida adulta (e o namoro) me levaram para outras paragens, as idas à Costa reduziram-se. Mas o carinho não morreu. É aquela a minha praia, por muito que frequente outras, é aquela a minha casa de praia, ainda que seja feita de lona, e é sempre bom, muito bom, regressar. Regressar em família, gozar das lembranças e criar novas memórias. Sentir um orgulho e um amor desmedidos ao ver o Tiago crescer e viver aventuras que eu também vivi há mais de vinte anos, no mesmo espaço. É sempre bom voltar aos lugares onde fomos felizes!


2 comentários:

  1. Também adoro a minha praia da Mata e do Bexiga apesar de tão diferentes hoje em dia :-)

    Beijinhos
    https://titicadeia.blogspot.pt/

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    1. Praia da Mata, a sério? Vizinhas!! :D Nós pairamos ali pela praia da Cornélia, mesmo ao lado da da Mata!

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