Ora, vamos lá então falar da mudança da Barbie.
Sou o tipo de rapariga que cresceu com as Barbies. Sempre gostei muito da boneca e de todas as possibilidades que elas nos dava, a nós, crianças, de sermos mil e uma coisas diferentes, como referi aqui. Tanto gosto do universo da Barbie que já fiz dois trabalhos académicos sobre ela. Ambos na área da publicidade e marketing, ambos versando sobre a evolução deste brinquedo e da sua capacidade incrível de se reinventar quando parece que está a perder terreno - como aconteceu no início dos anos 2000, quando surgiram as Bratz e a Barbie teve uma queda significativa nas vendas. Foi então, em 2004, que a Barbie e o Ken se separaram pela primeira vez, ao fim de 43 anos a namorarem. E, de repente, dois bonecos inanimados saltaram para as bocas do mundo e de todos os jornais (até a BBC News publicou um artigo sobre a separação destes dois). A Barbie estava de volta à ribalta, desta vez linda, solteira e bem sucedida. Golpe de génio da Mattel? Assim parece.
E é também o que me parece esta nova mudança que surgiu agora no início de 2016. Convenhamos, a Barbie já foi de todas as espécies, cores e feitios - temos Barbies africanas, asiáticas, loiras, ruivas e morenas, de olhos azuis, castanhos e até violeta. Barbies com cinturinha de vespa e, em anos mais recentes, cinturas bem mais largas, como se pode ver na imagem:
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| Retirada da Wikipedia. |
Sim, a Barbie foi vítima de mil críticas por causa do seu corpo irrealista. Mas será que o problema está na boneca? Ou na forma como educamos as nossas meninas e jovens a olharem para o seu corpo? Como vos disse, cresci com a Barbie. Nunca olhei para o corpo dela como modelo a seguir. Também cresci com os filmes da Disney e com o Dragon Ball, com os Nenucos e com os Pinypons. E aprendi (fui bem educada, bem ensinada) a separar e a aceitar a realidade e a ficção. E é isso que quero ensinar aos meus filhos - porque aí é que reside a chave para o equilíbrio e a felicidade.
Mas voltando à Barbie, então ao fim de tantos anos de críticas cerradas, finalmente a Mattel deu o braço a torcer e diversificou as bonecas em vários tipos de corpo (altas, petite, curvilíneas... e, claro, a Barbie original). Esta é a história que eles contam:
E é uma história agradável, bonita, com moral. Se era necessário? Na minha opinião, não. Mas a Mattel não faz nada sem razão, nem que seja voltar a pôr a Barbie nas bocas do mundo e em publicações de grande importância, por exemplo, a capa da Time.
Aqui vos uma amostra das novas Barbies. Qual a vossa opinião sobre este assunto?



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