domingo, 17 de junho de 2018

Deixá-lo ir. E voltar.

Dar-lhe sempre, sempre, asas para voar. Liberdade para ir. Férias com mais dias do que aqueles que lhe posso dar. Casas às quais chamar suas para além do seu lar. Família cujos laços são rede de segurança e amor. Dar-lhe sempre, sempre, raízes fortes, sensação de pertença, colo e braços abertos para os quais ele retorna no fim de cada aventura. De olhos brilhantes e sorriso gigante, felicidade contagiante que me faz saber que estou certa em deixá-lo ir. E voltar. Com a certeza de que a mãe estará sempre aqui para ele.


2 comentários:

  1. Respostas
    1. Mas é tão bom. Não sou saudosa por natureza, por isso confesso que me é fácil deixar o meu filho ir, desde que o saiba bem e feliz. Aproveitar a casa vazia, o silêncio, o namoro com o marido, a preguiça... Porque sei que dura pouco tempo e que em breve tenho outra vez a casa cheia de barulho, de "mãe, mãe, mãe, mãe!" (há lá melhor palavra no mundo?). E faz-lhe bem, a ele, viver outras realidades, adaptar-se a outras pessoas, outros sítios, outras regras. Perceber que há mundo para além dos pais (ele também não é nada saudoso o que também ajuda, mas também porque está assim habituado). Cada família sabe de si, cada pai sabe do seu filho. Para mim, que tantas aventuras vivi nas férias com os avós, que amo a minha avó como uma segunda mãe, não me passaria pela cabeça privar o meu filho de ter as mesmas memórias felizes da infância. Mesmo quando é um bocadinho assustador. Acho que todo o mundo fica mais assustador quando somos pais e vivemos com o coração nas mãos....

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